Tópico dos carros eléctricos

Os 26.8% são com base no bolo total como está escrito na notícia e como irias perceber se somasses os valores.
Tens razão, fui induzido em erro porque o segundo gráfico está mal executado. Um gráfico circular tem sempre que somar 100%.

Daí que tivesse inferido que aqueles valores seriam 100% dentro da fatia das energias alternativas.
 
@WildChild então recomendas um VW de uma empresa que está a despedir e a fechar fábricas, um bmw que vai despedir e fechar fábricas (já ouvi dizer que sim, julgo que será a próxima a reformular o seu modelo), ou da leapmotor que tem plano de abertura fábrica na UE e assim criar postos de trabalho?
 
Outro argumento falacioso que às vezes se usa é que a China só consegue ter os produtos que tem por causa dos "ordenados baixos". Na verdade os salários na China começam cada vez mais a aproximar-se dos salários na Europa principalmente de países como Portugal/Hungria/Eslováquia e a deixar para trás salários em países como Marrocos ou Turquia. Mais, num futuro próximo as fábricas nem trabalhadores vão ter na linha de montagem, esqueçam o paradigma do século XX.

Não são só os salários, é toda a inovação e integração industrial com a qual é simplesmente impossível competir por causa do tamanho da China.
hoje em dia a China, principalmente nos grandes centros tem um modo de vida parecido ao japonês/coreano: Digitalização, automação, organização dos espaços e controlo formal e informal da vida em sociedade. Nalgumas coisas nós estamos efetivamente muito atrasados.
 
Há 20 anos nem o nissan Leaf existia, nem o fluence, a banheira com 150km de autonomia.



Alguma argumentação que aqui vejo é a mesma que ouvi e li quando na pandemia se dizia que consumo dos combustíveis fosseis a partir de agora era sempre a cair e que mais valia as empresas nem investirem em novos poços petrolíferos.

Só passaram 5 anos e a realidade caiu-lhes em cima nem 2 anos depois.

Muito idealismo, pouco pragmatismo.
 
@WildChild então recomendas um VW de uma empresa que está a despedir e a fechar fábricas, um bmw que vai despedir e fechar fábricas (já ouvi dizer que sim, julgo que será a próxima a reformular o seu modelo), ou da leapmotor que tem plano de abertura fábrica na UE e assim criar postos de trabalho?
A BMW ao menos adaptou-se a sério aos EVs e tem uma percentagem de vendas de EVs em crescendo.
 
em 2025 o custo de mão de obra para fabricar 1 carro na Alemanha custava em média 2.980€
e cerca de 540€ na China
segundo a consultora Oliver Wyman que comparou os custos inerentes à produção de veículos na Alemanha com outros países

os custos com regulamentação e normais ambientais pesa até +100% na UE que na China
 
Outro argumento falacioso que às vezes se usa é que a China só consegue ter os produtos que tem por causa dos "ordenados baixos". Na verdade os salários na China começam cada vez mais a aproximar-se dos salários na Europa principalmente de países como Portugal/Hungria/Eslováquia e a deixar para trás salários em países como Marrocos ou Turquia. Mais, num futuro próximo as fábricas nem trabalhadores vão ter na linha de montagem, esqueçam o paradigma do século XX.

Não são só os salários, é toda a inovação e integração industrial com a qual é simplesmente impossível competir por causa do tamanho da China.
hoje em dia a China, principalmente nos grandes centros tem um modo de vida parecido ao japonês/coreano: Digitalização, automação, organização dos espaços e controlo formal e informal da vida em sociedade. Nalgumas coisas nós estamos efetivamente muito atrasados.

Como há aqui pessoal que gosta do Gemini aqui está o que tem a dizer sobre isto:

🌟 Tier 1: The Global Metropolises (Matching Western & Central Europe)​

China's direct-administered economic powerhouses have purchasing power that rivals established European economies.


  • Beijing & Shanghai: With PPP-adjusted GDP per capita figures scaling past $65,000–$70,000, these cities align closely with high-income Western European nations like the United Kingdom, Belgium, or France.
  • Tianjin: As a major northern port city, its purchasing power tracks near Central European success stories like the Czech Republic or Slovenia (around $45,000–$50,000 PPP).

📈 Tier 2: The Wealthy Coastal Engines (Matching Southern Europe & the EU Average)​

The heavy export-driven provinces along the eastern seaboard contain hundreds of millions of people living at standard European thresholds.


  • Jiangsu: Often ranked as China's richest full province per capita, its PPP GDP per capita mirrors Spain or Portugal (hovering around the $43,000–$52,000 PPP baseline depending on the metric used). [1, 2]
  • Zhejiang & Fujian: These private-enterprise and manufacturing hubs also hover at levels comparable to Portugal, Poland, Hungary, or the Baltic States, sitting comfortably near or above the $40,000+ PPP threshold. [2, 3]
  • Guangdong: China's largest economic province by absolute size features a split reality. While its mega-cities like Shenzhen and Guangzhou match Southern Europe (like Portugal or Spain), the rural periphery brings its provincial PPP average down to align with Greece or Croatia. [2]

📊 Tier 3: The Industrial & Agricultural Heartland (Matching the Balkans)​

China’s central and heavy-industrial regions represent the "national average" and align closely with European nations outside the core EU bloc.


  • Chongqing & Hubei: These massive inland logistics and manufacturing hubs have seen rapid growth, placing their purchasing power on par with Romania, Bulgaria, or Turkey (hovering around $30,000–$35,000 PPP).
  • Shandong & Sichuan: With massive populations, these agricultural and industrial giants track close to non-EU Balkan states like Serbia, Montenegro, or Albania.

⚠️ Tier 4: The Developing West & Rust Belt (Matching Eastern Europe's Developing Periphery)​

China's lowest-income provinces are primarily located in the deep interior or the northeastern rust belt.


  • Gansu & Heilongjiang: As China's lowest-performing provinces per capita, their local purchasing power sits around $16,000–$18,000 PPP. This places them on par with developing Eastern European transition economies like Moldova, Ukraine, or Georgia.

🔍 Quick Reference: Economic Peer Mapping​

Chinese RegionApprox. PPP GDP per Capita RangeEuropean Country Equivalent
Beijing & Shanghai$65,000+United Kingdom / France / Belgium
Jiangsu$45,000 – $52,000+Portugal / Spain / Slovenia / Czech Republic
Zhejiang & Fujian$40,000 – $45,000Portugal / Poland / Lithuania / Hungary
Guangdong & Hubei$32,000 – $38,000Croatia / Greece / Bulgaria
Sichuan & Henan$24,000 – $30,000Serbia / North Macedonia / Albania
Gansu & Heilongjiang$16,000 – $18,000Moldova / Georgia

If you want to take this further, let me know if you would like to look at how specific cities (like Lisbon vs. Shenzhen) line up, or if you want to look into Gini coefficients / income inequality metrics between these regions to see how wealth is distributed.

[1] https://en.wikipedia.org
[2] https://tradingeconomics.com
[3] https://www.theglobaleconomy.com
 
Eu acho que estás a acordar 20 anos atrasado. A dependência já existe neste momento. Mas não é da nossa reponsabilidade enquanto consumidores resolvê-la. Eu não aceito uma responsabilidade que não é minha, de pesar dimensões que me ultrapassam e das quais não tenho dados completos. É das entidades políticas europeias e construtores.

No caso da indústria e produtos chineses a opção é muito simples: Ou não permitem a entrada como os EUA (e não é por isso que a indústria americana de carros está bem de saúde...) e somos impedidos de comprar os veículos sujeitando-nos ao que há, ou deixando entrar os produtos chineses, que não são só mais baratos, há muitos efetivamente melhores, não se pode andar a culpabilizar ou rebaixar os consumidores quando os compram. Façam escolhas, não transfiram as responsabilidades para os cidadãos. Até porque quando se trata de baixar salários ou fechar fábricas aí já não há cá preocupações com a dependência externa, empregos europeus e know how. Aí é "boa gestão".

Aliás são os próprios construtores europeus a fazer alianças com eles e a ser contra o protecionismo. Esta é a realidade. Têm que saber viver com ela.
Não estou 20 anos atrasado. Quanto muito, estou a olhar 20 anos à frente.

Eu concordo contigo numa coisa, não é responsabilidade individual do consumidor salvar sozinho a indústria europeia. Cada um compra o que pode e o que faz sentido para a sua vida. Se o MG cumpre o que precisas e cabe no orçamento, fazes bem em comprar.

O problema é que a mentalidade de “eu compro mais barato e o resto não é comigo”. Isso funciona no imediato, mas a economia não funciona em compartimentos isolados. O dinheiro que gastas num lado alimenta esse lado. O dinheiro que deixa de circular cá deixa de voltar cá.

Vejo isso todos os dias. Tenho clientes que compram produtos de 5€ e ainda pedem desconto. E tenho clientes que gastam 1000€ e ainda deixam gorjeta. São mentalidades completamente diferentes.

Conheço uma empresa ligada à hotelaria que faz questão de não comprar tudo no supermercado. Quando compra vinhos, vai diretamente às caves. Quando precisa de certos produtos, tenta comprar no comércio local. Podia comprar mais barato no supermercado? Muitas vezes sim. Mas depois, quando aparece alguém nas caves a perguntar onde ficar, recomendam aquele hotel. Há retorno. Há relação. Há economia local a funcionar.

Quando compras tudo no supermercado, na Amazon, no AliExpress ou diretamente à China, pode sair mais barato naquele momento. Mas dificilmente esse dinheiro volta para ti. Não te manda clientes, não te sustenta o emprego, não sustenta a empresa do teu vizinho, não mantém oficinas, fornecedores, fábricas ou serviços à tua volta.

Tu defendes que somos pobres e a única solução é comprar o mais barato possível. Já eu prefiro uma economia forte, com bons salários, indústria competitiva e pessoas com poder de compra para escolher bons produtos sem andar sempre no limite.

Qual das duas versões preferes?
 
A UE não andou a aumentar impostos porque a UE não tem poder tributário. Isso está na competência dos Estados Membros. Os mesmo Estados Membros que andaram a subsidiar imenso a indústria automóvel europeia. E a UE até já meteu tarifas em cima dos BEVs chineses para dar tempo ás marcas europeias e está prestes a fazer o mesmo com os PHEVs.

A "solução" de algumas marcas europeias apanhadas de calças nas mãos é vergonhosamente tentar sabotar as metas de emissões de CO2. Isto num ano com vagas de calor históricas na Europa que levaram a dezenas de milhares de mortos pelo continente fora. Mas isso não interessa para nada né? Como não interessava as partículas Nox que andamos a inalar durante anos quando o grupo VW enganou os testes de emissões em diesel. Como não interessa a dependência dos países europeus de matéria prima proveniente de países hostis ao nosso modo de vida e cultura.

Custo muito é a famílias como os Agnelli, Peugeot, Porsche e outros ganhar um bocado menos por ano para serem competitivos em BEVs com os chineses. O grupo VW está a recolher as consequências das más decisões que fez. Espertos seriam se começassem a despachar o sector de combustão.
A UE tem sim poder sobre os tributos dos vários países.
Basta ver que a UE impõe limites mínimos ao imposto sobre os produtos petrolíferos e sobre o IVA dos combustíveis. Ainda há poucos meses a Espanha ficou sobre ameaça de coimas por ter baixado o IVA dos combustíveis.

A Europa como continente é responsável por 20% das emissões de CO2 em todo mundo. E a indústria automóvel e respetiva utilização automóvel é apenas responsável por 20-25% dessas mesmas emissões de CO2.
Essa história do grupo VW com a aldrabice das emissões acaba por mostrar a ironia de toda esta situação.

O problema das marcas europeias é a falta de investimento. E agora pouco interessa de quem foi a culpa. Olhar para trás não vai resolver o problema. É preciso tomar medidas rapidamente e ter esperança de que não seja demasiado tarde para apanhar o comboio.
 
Podemos enterrar a cabeça na areia, mas é mais do que óbvio que não são "os baixos salários" que fazem a diferença no poderio chinês uma vez que estão cada vez mais altos e parecidos com os nossos. Talvez no início, agora não. O projeto chinês é muito mais do que isso: Eles sabem muito bem o que querem: e o que querem é uma sociedade organizada, autónoma, livre de combustíveis fósseis porque a poluição sempre foi um problema gigante, e digital.

Outro dado interessante é que nos últimos 20 anos o progresso económico, social e ambiental tem aproximado os chineses dos seus pares orientais Japão e coreia que vivem uma certa estagnação. Porque não tenhamos ilusões, tirando a questão superfial da ideologia política que os dividiu durante algumas décadas, a identidade, a organização social, a tradição, a cultura é muito idêntica entre eles ao contrário do que por vezes que quer fazer passar a ideia de que os japoneses e coreanos são "ocidentais".
 
Não estou 20 anos atrasado. Quanto muito, estou a olhar 20 anos à frente.

Eu concordo contigo numa coisa, não é responsabilidade individual do consumidor salvar sozinho a indústria europeia. Cada um compra o que pode e o que faz sentido para a sua vida. Se o MG cumpre o que precisas e cabe no orçamento, fazes bem em comprar.

O problema é que a mentalidade de “eu compro mais barato e o resto não é comigo”. Isso funciona no imediato, mas a economia não funciona em compartimentos isolados. O dinheiro que gastas num lado alimenta esse lado. O dinheiro que deixa de circular cá deixa de voltar cá.


Tu defendes que somos pobres e a única solução é comprar o mais barato possível. Já eu prefiro uma economia forte, com bons salários, indústria competitiva e pessoas com poder de compra para escolher bons produtos sem andar sempre no limite.

Qual das duas versões preferes?
Engraçado... as empresas europeias sempre tiveram a mentalidade que descreves: "Eu produzo mais barato seja onde for e o resto não é comigo". E é por isso que as fábricas da Renault já não existem em Portugal por exemplo. Mas com eles era boa gestão. Com os consumidores é falta de patriotismo e traição.

E já agora eu não compro o mais barato possível. Para isso tinha comprado um C3 ou um R5 sem carregamento rápido. Eu comprei um produto que oferece um conjunto de qualidades que os outros não têm por um pouco mais de dinheiro. O famoso value for money. Quando os europeus voltarem a ter carros assim podem voltar a ganhar um cliente. A versão que prefiro é essa.
 
em 2025 o custo de mão de obra para fabricar 1 carro na Alemanha custava em média 2.980€
e cerca de 540€ na China
segundo a consultora Oliver Wyman que comparou os custos inerentes à produção de veículos na Alemanha com outros países

os custos com regulamentação e normais ambientais pesa até +100% na UE que na China
O problema não é o custo da mão de obra.

A Tesla produz totalmente o Model Y em Berlim, dos países com a mão de obra mais cara da europa. E ninguém põe em causa que é dos modelos mais competitivos do mercado.

A BYD vai produzir na Hungria...
Leapmotor em Espanha...


O problema das marcas europeias é falta de investimento e inadaptação dos modelos de produção. Quiseram espremer ao máximo os carros a combustão e deixar para as outras marcas os gastos em I&D da tecnologia elétrica. Era mais fácil. (exceção feita talvez à BMW)
 
em 2025 o custo de mão de obra para fabricar 1 carro na Alemanha custava em média 2.980€
e cerca de 540€ na China
segundo a consultora Oliver Wyman que comparou os custos inerentes à produção de veículos na Alemanha com outros países

os custos com regulamentação e normais ambientais pesa até +100% na UE que na China

(y)

Eu dei o exemplo do Model 3 no Canadá que vem da China. Acho que passou despercebido o preço.

Computer says no!!
 
Última edição:
O problema não é o custo da mão de obra.

A Tesla produz totalmente o Model Y em Berlim, dos países com a mão de obra mais cara da europa. E ninguém põe em causa que é dos modelos mais competitivos do mercado.

A BYD vai produzir na Hungria...
Leapmotor em Espanha...


O problema das marcas europeias é falta de investimento e inadaptação dos modelos de produção. Quiseram espremer ao máximo os carros a combustão e deixar para as outras marcas os gastos em I&D da tecnologia elétrica. Era mais fácil. (exceção feita talvez à BMW)

Claro… São empresas, não é a União Europeia.

Quem é que me garante que o objectivo da stellantis não é fechar as fábricas todas e passar o negócio para esta leapmotor, com novas fábricas, novos trabalhadores, nova área de negócio de VE, nova rede de distribuição menos pesada…
Porque é que o particular vai ficar preso a uma peugeot que vai rumo à falência se pode abraçar já a nova marca de futuro do grupo?
 
Claro… São empresas, não é a União Europeia.

Quem é que me garante que o objectivo da stellantis não é fechar as fábricas todas e passar o negócio para esta leapmotor, com novas fábricas, novos trabalhadores, nova área de negócio de VE, nova rede de distribuição menos pesada…
Porque é que o particular vai ficar preso a uma peugeot que vai rumo à falência se pode abraçar já a nova marca de futuro do grupo?
Não deves estar muito enganado, nem que sejam leapmotors com simbolo peugeot...
 
@WildChild então recomendas um VW de uma empresa que está a despedir e a fechar fábricas, um bmw que vai despedir e fechar fábricas (já ouvi dizer que sim, julgo que será a próxima a reformular o seu modelo), ou da leapmotor que tem plano de abertura fábrica na UE e assim criar postos de trabalho?


Essa pergunta é uma armadilha.

Lá porque a VW está a despedir pessoas e a Leapmotor pode abrir ou usar uma fábrica cá, isso não torna automaticamente a VW má e a Leapmotor boa para a economia europeia.

O valor de uma marca não está só na linha de montagem. Está na sede, na engenharia, no desenvolvimento, na propriedade intelectual, no software, nos fornecedores, na cadeia de decisão e no know-how.

Uma VW, BMW, Renault ou Peugeot têm grande parte desse valor na Europa. Mesmo em crise, continuam a sustentar engenharia, centros técnicos, fornecedores, fábricas, logística, oficinas e milhares de empregos diretos e indiretos.

A BMW, por exemplo, desenvolve software em Portugal e tem centenas de pessoas a trabalhar nisso. Isso são empregos qualificados e bem pagos. Não é a mesma coisa que montar cá um carro cuja engenharia, software, plataforma, decisões e propriedade intelectual ficam na China.

Agora faço-te eu a pergunta ao contrário: preferes manter esse tipo de empregos na Europa e em Portugal, ou mandá-los para a China e ficarmos só com a montagem e a venda?
 
Esses empregos, propriedade intelectual, know how, fornecedores já foram para a China e foram as nossas marcas que os levaram voluntariamente durante 30 anos. Enquanto deu lucro era uma maravilha, agora que os chineses aprenderam e melhoraram os nossos métodos já é uma chatice.

Aconteceu o mesmo com os japoneses na década de 50-60-70. Primeiro aprenderam com os ocidentais, depois melhoraram e conquistaram mercado. Tanto na América como na Europa. Mas eu não sou tão pessimista. Acho que vai acabar por haver lugar para todos.
 
Essa pergunta é uma armadilha.

Lá porque a VW está a despedir pessoas e a Leapmotor pode abrir ou usar uma fábrica cá, isso não torna automaticamente a VW má e a Leapmotor boa para a economia europeia.

O valor de uma marca não está só na linha de montagem. Está na sede, na engenharia, no desenvolvimento, na propriedade intelectual, no software, nos fornecedores, na cadeia de decisão e no know-how.

Uma VW, BMW, Renault ou Peugeot têm grande parte desse valor na Europa. Mesmo em crise, continuam a sustentar engenharia, centros técnicos, fornecedores, fábricas, logística, oficinas e milhares de empregos diretos e indiretos.

A BMW, por exemplo, desenvolve software em Portugal e tem centenas de pessoas a trabalhar nisso. Isso são empregos qualificados e bem pagos. Não é a mesma coisa que montar cá um carro cuja engenharia, software, plataforma, decisões e propriedade intelectual ficam na China.

Agora faço-te eu a pergunta ao contrário: preferes manter esse tipo de empregos na Europa e em Portugal, ou mandá-los para a China e ficarmos só com a montagem e a venda?

Não é armadilha, é tentar perceber se as coisas são assim tão simples como essa relação directa: compras produto europeu tens salários melhores e mais emprego.

Eu por mim ficávamos com tudo cá, engenharia, produção, … mas se Portugal gosta é de formar e exportar talentos, porque é que estarei minimamente preocupado com isso nas minhas escolhas consumistas?

Quem tem de se preocupar é quem está à frente dos países, mete mais taxas, tira taxas, penaliza nacionalidades, apoia empresas,… em função do que quiser. E mesmo esses tem claros problemas em decidir já que por um lado querem manter marcas, por outro lado querem investimento estrangeiro,…

Está aí um molho de brócolos muito grande, e mete empresas… não tenho opinião formada, preferia aconselhar a pessoa a comprar o produto que faz mais sentido para ela!!!
 
Não é armadilha, é tentar perceber se as coisas são assim tão simples como essa relação directa: compras produto europeu tens salários melhores e mais emprego.

Eu por mim ficávamos com tudo cá, engenharia, produção, … mas se Portugal gosta é de formar e exportar talentos, porque é que estarei minimamente preocupado com isso nas minhas escolhas consumistas?

Quem tem de se preocupar é quem está à frente dos países, mete mais taxas, tira taxas, penaliza nacionalidades, apoia empresas,… em função do que quiser. E mesmo esses tem claros problemas em decidir já que por um lado querem manter marcas, por outro lado querem investimento estrangeiro,…

Está aí um molho de brócolos muito grande, e mete empresas… não tenho opinião formada, preferia aconselhar a pessoa a comprar o produto que faz mais sentido para ela!!!

É isso que tenho andado a dizer.

Quando o Ice disse que andava a ver um MG, eu disse logo, se é o que faz mais sentido para ele, tudo bem. Não é uma compra isolada que destrói ou salva a economia europeia.

A questão é mais larga. A haver mudança, tem de ser um esforço de todos. Desde o pequeno consumidor ao grande produtor e especialmente a classe política. Mas pela mentalidade que se vê, isso está muito difícil.

Eu, dentro do possível (porque sei que é impossível) tento comprar o mais próximo possível e chamar a atenção para isso. Não por patriotismo bacoco, mas porque percebo que a economia é circular.

E é essa a mentalidade que eu defendo. Eu não tenho inveja se o meu vizinho andar de Classe S. Eu quero é que o meu vizinho possa andar de Classe S, porque isso significa que há dinheiro, bons salários, empresas fortes e poder de compra. E se a economia à minha volta estiver mais forte, inevitavelmente também ganho com isso.

Tomara eu que, em vez de andarmos aqui a discutir se alguém compra um Dolphin ou um B5, estivéssemos a discutir se comprava um Macan ou um iX3.
 
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