Tópico dos carros eléctricos

eu tenho 2 carros elétricos e nem sei que tipo de bateria é que eles têm...

um BMW i3 94ah e um Hyundai kauai 64...

alguém sabe o tipo de baterias?
 
Mas o incêndio não tinha começado num carro elétrico?
Sabendo isto deve-se saber muito bem o carro em que começou e deve ser fácil saber porquê.

Com a investigação a decorrer não é tangível saber mais sobre as causas, concretamente até que terminem as investigações...
 
Screenshot-20240820-162635-Facebook.jpg
.
 
"De acordo com um relatório elaborado em 2022 pela UE, “algumas estatísticas internacionais estimam que existam atualmente cerca de cinco incêndios por cada 1,6 mil milhões de quilómetros percorridos por carros elétricos, em comparação com 55 incêndios por carros com motor a combustão, na mesma quilometragem.”

Regressando à Coreia do Sul, a taxa é também reduzida. De acordo com o Science & Technology Policy Institute, em 2023, 1,3 incêndios por cada 10 mil automóveis foram causados por 100% elétricos. Já no caso dos carros equipados com motor a combustão esta taxa sobe para 1,9 incêndios.

Saltando para os Estados Unidos da América (EUA), de acordo com um estudo publicado pela AutoInsurance em 2023, através de dados recolhidos pelo National Transportation Safety Board, por cada 100 mil elétricos vendidos, 25 pegaram fogo. No entanto, esse número dispara para os 1530 veículos só a combustão e para os 3475 veículos caso sejam híbridos"


Isto deve ser das estatísticas mais "estranhas" que eu já vi, para não dizer outra coisa.

Então no estudo coreano havia 1.9 incêndios para cada 10 mil automóveis. Já no americano, utilizando a mesma escala, esse número sobe para 153?? Quase 100 vezes mais?

E além disso, para cada 100 mil híbridos vendidos, 3475 pegam fogo?? F****, são mais de 3% dos carros vendidos que incendeiam. Deve haver um incêndio em cada esquina nos USA, todos os dias.


E ainda que os números não fossem muito estranhos, a pesquisa já seria tendenciosa por natureza, já que o parque automóvel a combustão é infinitamente mais velho do que o elétrico, e como tal, a tendência para incendiar tem de ser obviamente maior. É comparar o incomparável.
 
O risco de incêndio num veículo elétrico é 60 vezes inferior ao de um veículo com motor de combustão interna⚡🔥 @todos

Recentemente, o risco de incêndio em veículos elétricos (BEVs) voltou a ter destaque nos meios de comunicação, motivado por incidentes como o incêndio num parque de estacionamento próximo do Aeroporto de Lisboa e um caso similar em Seoul. Embora a causa destes eventos ainda esteja sob investigação, a cobertura mediática tem gerado preocupações sobre a segurança dos BEVs. Este artigo visa fornecer uma visão factual e comparativa sobre o tema, colocando em perspetiva os riscos associados aos veículos elétricos.

➡️Comparação de Riscos: Veículos Elétricos vs. Combustão Interna

Em primeiro lugar é preciso salientar que, enquanto num BEV, os riscos de incêndio estão praticamente limitados à bateria de tração e a sistemas defeituosos de carregamento doméstico, num veículo a combustão (ICE) há, pelo menos, uma dezena de componentes específicos que apresentam esse risco:

1. Depósito e tubagens de combustível
2. Injetores de combustível
3. Bomba de combustível
4. Alternador
5. Coletor e linha de Escape
6. Conversor catalítico
7. Óleo do motor e filtros de óleo.
8. Turbocompressores
9. Filtro de Partículas (FAP)
10. Catalisadores

De acordo com um estudo citado pelo reputado International Fire & Safety Journal, o risco de incêndio num veículo elétrico é cerca de 60 vezes inferior ao de um veículo com motor de combustão interna (ICE). Para cada 100.000 vendas, apenas 25 BEVs reportaram incêndios, comparado com 1.530 casos em veículos ICE.

Estas estatísticas, que refletem uma amostra significativa do mercado automóvel, contrariam a perceção comum de que os BEVs são mais propensos a incêndios.

Este estudo utilizou dados da National Transportation Safety Board (NTSB) que é uma agência independente do governo dos Estados Unidos, responsável pela investigação de acidentes nos diversos meios de transporte, incluindo aviação, meios rodoviários, marítimo e ferroviário. Fundada em 1967, a NTSB é altamente respeitada pelas suas investigações detalhadas e imparciais.

Esta estatística está em linha com outros relatórios como o da Swedish Civil Contingencies Agency e o da London Fire Brigade.
Em Portugal estes dados têm sido mencionados em vários meios credíveis, como a Razão Automóvel, o Observador e o ACP.

Um relatório da Comissão Europeia publicado em 2022 no âmbito do projeto Lash Fire, também confirma que os BEVs apresentam uma menor probabilidade de incêndio em comparação com os seus equivalentes a gasolina ou diesel.

Estes números são particularmente importantes num contexto onde alguns meios de comunicação tendem a amplificar casos isolados, sem uma análise comparativa abrangente.

Finalmente, os mais de 4.500 participantes em diferentes ações de formação do programa “Viver Elétrico” da World Shopper tiveram acesso a estes dados e a uma explicação clara e imparcial dos riscos de incendio nos veículos elétricos.

➡️Incêndios em BEVs: Realidade vs. Perceção

A cobertura mediática de incêndios em BEVs pode ser comparada à atenção dada a acidentes de avião. Apesar do elevado nível de segurança da aviação comercial, qualquer acidente é amplamente noticiado, gerando uma perceção desproporcionada do risco real.

Da mesma forma, os incêndios em veículos elétricos, apesar de raros, recebem uma cobertura mediática significativa, contribuindo para uma perceção errónea do risco.

No entanto, assim como na aviação, onde as melhorias tecnológicas e os protocolos de segurança reduziram drasticamente a ocorrência de acidentes fatais, a indústria automóvel também está a tornar os veículos elétricos a bateria (BEVs) cada vez mais seguros.

Os avanços nos sistemas de encapsulamento das baterias, a introdução das novas baterias de fosfato de ferro e lítio (LFP) e o "Passaporte da Bateria" da UE, que entrará em vigor em 2026, são exemplos disso. Este passaporte garantirá que as baterias sejam produzidas de acordo com os mais elevados padrões de segurança, incluindo normas rigorosas de prevenção de incêndios, diminuindo assim a probabilidade de que baterias mal projetadas ou fabricadas cheguem ao mercado.

➡️A Importância das Baterias LFP

As baterias de fosfato de ferro e lítio (LFP) são um tipo de bateria de ião de lítio que utiliza fosfato de ferro como material do cátodo. Estas baterias, cada vez mais comuns nos veículos elétricos, oferecem não só custos de produção inferiores e maior longevidade, como também uma segurança acrescida.

As baterias LFP são menos propensas a incêndios, mesmo em condições extremas, devido à sua maior estabilidade térmica e química. Alguns modelos das marcas Tesla, Volvo, Citroën e Opel e todos os BEV da marca BYD já utilizam baterias LFP.

Com a expansão da adoção de BEVs equipados com este tipo de baterias, podemos esperar uma redução ainda maior na já diminuta taxa de incêndios em veículos elétricos.

➡️Preparação das Forças de Segurança

Embora os incêndios em BEVs requeiram técnicas diferentes para serem combatidos, as forças de segurança e os bombeiros estão cada vez mais preparados para lidar com estes incidentes.

Em Portugal, assim como noutros países europeus, têm sido realizados treinos específicos para garantir que as equipas de emergência respondam eficazmente a incêndios envolvendo baterias de lítio, minimizando riscos para a população e os próprios operacionais.

➡️Conclusão

A transição para a mobilidade elétrica é essencial na luta contra as alterações climáticas e para melhorar a qualidade do ar nas zonas urbanas.

Embora os incêndios em veículos elétricos (BEVs) mereçam atenção, a verdade é que a sua ocorrência é rara, especialmente em comparação com os veículos a combustão interna.

Os avanços tecnológicos, como as baterias de fosfato de ferro e lítio (LFP) e, no futuro, as ainda mais seguras baterias de estado sólido, provavelmente farão dos BEVs os veículos motorizados mais fiáveis de sempre no que toca ao risco de incêndio.

A perceção pública e a cobertura mediática devem ser ajustadas para refletir os dados reais e não perpetuar mitos infundados. À medida que a tecnologia evolui e a infraestrutura de segurança se adapta, os BEVs continuarão a demonstrar a sua superioridade em termos de segurança, sustentabilidade e inovação.
 
Espero que essa " perceção" não seja é igual à dos Mercedes inicialmente....

Toda a gente sabia que ardiamm muitos mas era apenas perceção .[:D]
 
O risco de incêndio num veículo elétrico é 60 vezes inferior ao de um veículo com motor de combustão interna⚡🔥 @todos

Recentemente, o risco de incêndio em veículos elétricos (BEVs) voltou a ter destaque nos meios de comunicação, motivado por incidentes como o incêndio num parque de estacionamento próximo do Aeroporto de Lisboa e um caso similar em Seoul. Embora a causa destes eventos ainda esteja sob investigação, a cobertura mediática tem gerado preocupações sobre a segurança dos BEVs. Este artigo visa fornecer uma visão factual e comparativa sobre o tema, colocando em perspetiva os riscos associados aos veículos elétricos.

➡️Comparação de Riscos: Veículos Elétricos vs. Combustão Interna

Em primeiro lugar é preciso salientar que, enquanto num BEV, os riscos de incêndio estão praticamente limitados à bateria de tração e a sistemas defeituosos de carregamento doméstico, num veículo a combustão (ICE) há, pelo menos, uma dezena de componentes específicos que apresentam esse risco:

1. Depósito e tubagens de combustível
2. Injetores de combustível
3. Bomba de combustível
4. Alternador
5. Coletor e linha de Escape
6. Conversor catalítico
7. Óleo do motor e filtros de óleo.
8. Turbocompressores
9. Filtro de Partículas (FAP)
10. Catalisadores

De acordo com um estudo citado pelo reputado International Fire & Safety Journal, o risco de incêndio num veículo elétrico é cerca de 60 vezes inferior ao de um veículo com motor de combustão interna (ICE). Para cada 100.000 vendas, apenas 25 BEVs reportaram incêndios, comparado com 1.530 casos em veículos ICE.

Estas estatísticas, que refletem uma amostra significativa do mercado automóvel, contrariam a perceção comum de que os BEVs são mais propensos a incêndios.

Este estudo utilizou dados da National Transportation Safety Board (NTSB) que é uma agência independente do governo dos Estados Unidos, responsável pela investigação de acidentes nos diversos meios de transporte, incluindo aviação, meios rodoviários, marítimo e ferroviário. Fundada em 1967, a NTSB é altamente respeitada pelas suas investigações detalhadas e imparciais.

Esta estatística está em linha com outros relatórios como o da Swedish Civil Contingencies Agency e o da London Fire Brigade.
Em Portugal estes dados têm sido mencionados em vários meios credíveis, como a Razão Automóvel, o Observador e o ACP.

Um relatório da Comissão Europeia publicado em 2022 no âmbito do projeto Lash Fire, também confirma que os BEVs apresentam uma menor probabilidade de incêndio em comparação com os seus equivalentes a gasolina ou diesel.

Estes números são particularmente importantes num contexto onde alguns meios de comunicação tendem a amplificar casos isolados, sem uma análise comparativa abrangente.

Finalmente, os mais de 4.500 participantes em diferentes ações de formação do programa “Viver Elétrico” da World Shopper tiveram acesso a estes dados e a uma explicação clara e imparcial dos riscos de incendio nos veículos elétricos.

➡️Incêndios em BEVs: Realidade vs. Perceção

A cobertura mediática de incêndios em BEVs pode ser comparada à atenção dada a acidentes de avião. Apesar do elevado nível de segurança da aviação comercial, qualquer acidente é amplamente noticiado, gerando uma perceção desproporcionada do risco real.

Da mesma forma, os incêndios em veículos elétricos, apesar de raros, recebem uma cobertura mediática significativa, contribuindo para uma perceção errónea do risco.

No entanto, assim como na aviação, onde as melhorias tecnológicas e os protocolos de segurança reduziram drasticamente a ocorrência de acidentes fatais, a indústria automóvel também está a tornar os veículos elétricos a bateria (BEVs) cada vez mais seguros.

Os avanços nos sistemas de encapsulamento das baterias, a introdução das novas baterias de fosfato de ferro e lítio (LFP) e o "Passaporte da Bateria" da UE, que entrará em vigor em 2026, são exemplos disso. Este passaporte garantirá que as baterias sejam produzidas de acordo com os mais elevados padrões de segurança, incluindo normas rigorosas de prevenção de incêndios, diminuindo assim a probabilidade de que baterias mal projetadas ou fabricadas cheguem ao mercado.

➡️A Importância das Baterias LFP

As baterias de fosfato de ferro e lítio (LFP) são um tipo de bateria de ião de lítio que utiliza fosfato de ferro como material do cátodo. Estas baterias, cada vez mais comuns nos veículos elétricos, oferecem não só custos de produção inferiores e maior longevidade, como também uma segurança acrescida.

As baterias LFP são menos propensas a incêndios, mesmo em condições extremas, devido à sua maior estabilidade térmica e química. Alguns modelos das marcas Tesla, Volvo, Citroën e Opel e todos os BEV da marca BYD já utilizam baterias LFP.

Com a expansão da adoção de BEVs equipados com este tipo de baterias, podemos esperar uma redução ainda maior na já diminuta taxa de incêndios em veículos elétricos.

➡️Preparação das Forças de Segurança

Embora os incêndios em BEVs requeiram técnicas diferentes para serem combatidos, as forças de segurança e os bombeiros estão cada vez mais preparados para lidar com estes incidentes.

Em Portugal, assim como noutros países europeus, têm sido realizados treinos específicos para garantir que as equipas de emergência respondam eficazmente a incêndios envolvendo baterias de lítio, minimizando riscos para a população e os próprios operacionais.

➡️Conclusão

A transição para a mobilidade elétrica é essencial na luta contra as alterações climáticas e para melhorar a qualidade do ar nas zonas urbanas.

Embora os incêndios em veículos elétricos (BEVs) mereçam atenção, a verdade é que a sua ocorrência é rara, especialmente em comparação com os veículos a combustão interna.

Os avanços tecnológicos, como as baterias de fosfato de ferro e lítio (LFP) e, no futuro, as ainda mais seguras baterias de estado sólido, provavelmente farão dos BEVs os veículos motorizados mais fiáveis de sempre no que toca ao risco de incêndio.

A perceção pública e a cobertura mediática devem ser ajustadas para refletir os dados reais e não perpetuar mitos infundados. À medida que a tecnologia evolui e a infraestrutura de segurança se adapta, os BEVs continuarão a demonstrar a sua superioridade em termos de segurança, sustentabilidade e inovação.
O autor espalha-se no 1o parágrafo, porque, Risco = probabilidade x consequência.

É acompanhar o que a NFPA fez em relação a este tipo de utilização. Mas isso é mais que mandar bitaites. 🙄
 
Voltando ao incêndio:
Carros incendiados. Edifício sem licença para estacionamento na cobertura

​Os mais de 200 carros que arderam num parque de estacionamento do Prior Velho, em Loures, na passada sexta-feira, nem sequer lá podiam estar.
O parque funcionava há pelo menos 13 anos sem autorização para estacionar carros no piso que ardeu.
Não tem medidas de proteção contra incêndios, mas a Câmara Municipal, que fiscalizou por duas vezes, não detetou infrações. A ASAE já instaurou cinco processos.
Com tudo isto, as seguradoras podem recusar responsabilidades.

https://www.rtp.pt/noticias/pais/ca...nca-para-estacionamento-na-cobertura_v1593898
"as seguradoras podem recusar responsabilidades.", como é óbvio.
 
O problema não é a probabilidade pura de um incêndio. São as consequências dos raros incêndios de um elétrico. E essas são muito piores que as de um carro a combustão. É o suficiente para deixar os vizinhos do prédio de pé atrás quando alguém compra um.
 
Back
Top