AC - Combustíveis descem menos e com atraso k UE
AC - Combustíveis descem menos e com atraso k UE
Preços dos combustíveis em Portugal descem menos e com mais atraso
Os preços dos combustíveis no retalho em Portugal "tendem a responder com um atraso de cerca de quatro semanas aos preços dos mercados internacionais", enquanto na União Europeia a média é de duas semanas, de acordo com uma newsletter da Autoridade da Concorrência (AdC) de acompanhamento do mercado dos combustíveis.
Além disso, refere o mesmo documento, os preços internacionais da gasolina e do gasóleo caíram 32% e 13% respectivamente durante o terceiro trimestre, mas em território nacional o preço antes de impostos da gasolina sem chumbo 95 caiu apenas cerca de 12,2% e o do gasóleo 1,2%.
A AdC chama a atenção para um afastamento de Portugal da tendência da União Europeia. "Durante o trimestre acentuou-se o diferencial entre os preços nacionais da gasolina e do gasóleo face à UE", conclui o organismo regulador.
"Na gasolina, este diferencial está em níveis historicamente elevados. Aliás o ano de 2006 foi caracterizado por um aumento do diferencial de preços face à UE para este combustível", salienta a AdC.
Na última semana de Setembro registaram-se em Portugal alguns dos preços mais elevados da União Europeia (contabilizando apenas os 15 países antes do alargamento) antes de impostos, só sendo superados pelos da Irlanda para ambos os combustíveis e da Grécia para o gasóleo.
Esta posição compara com a de Setembro de 2005 em que Portugal se situava a meio da tabela para a gasolina e tinha o quarto melhor preço no gasóleo.
Por outro lado, a análise da AdC conclui que "não há diferenças significativas entre os preços médios de venda de gasolina e gasóleo de postos situados em concelhos fronteiriços face aos preços médios nacionais".
Em Setembro o preço médio de venda ao público da gasolina sem chumbo 95 era 4% superior à média europeia, enquanto o do gasóleo continuava 2% abaixo da média.
No terceiro trimestre deste ano o preço internacional do petróleo inverteu a tendência de crescimento, que já durava há mais de um ano. No entanto, a oferta nacional de produtos derivados do petróleo inverteu no terceiro trimestre os sinais de recuperação em relação a 2005 que havia evidenciado no primeiro semestre de 2006.
Esta situação ficou a dever-se, segundo a AdC, à diminuição do consumo interno e ao abrandamento no crescimento das exportações de produtos refinados. Nos primeiros nove meses do ano a procura nacional de produtos derivados do petróleo atingiu os 86 milhões de barris. Este valor representa uma diminuição da procura nacional de produtos derivados do petróleo de 8,9% face a idêntico período de 2005.
Toda a gente diz que os combustíveis estão caros(evidente)
No entanto, quando surgem relatórios como este da autoridade da concorrência, algo deveria de mudar, pelo menos num país decente(já sei que não é o caso...)
Mas, pelo menos deveria de tentar-se fazer algo...
Neste caso, sem querer esquecer o roubo do nosso Governo em ISP (só em Janeiro aumentam mais 4 cents.),
o governo tem de autorizar abrir mais postos nos hipers.
Julgo ser esta a principal medida para baixar os preços, pois na parte da refinação há muito pouco a fazer pois só temos a Galp...
Isto porque todos os postos dos Hiper que conheço estão sempre cheios...
Só um exemplo, a diferença no carefour de Paços de Ferreira é de 11 cents.[:0][:0] para os preços das Galps...
Enfim...
Já agora esta mentira das subidas acontece com os transportes, pão, electricidade, etc...
Sobe os custos de produção, sobe o preço final, mas descem os custos mantêm os preços...
Poucos são os sectores onde há concorrência neste país...
Talvez a Banca seja um bom exemplo de concorrência, que ficará mais séria com estas alterações dos arredondamentos e amortizações...
