Tópico dos incêndios florestais

Com estas temperaturas e baixa humidade, arde tudo, a espécie de árvores pouco importa.

Aliás, fala-se muito de eucaliptos, mas os pinheiros ardem com a mesma violência.

E o pior combustível nem sequer são as árvores, são os matos e arbustos finos. Autêntica pólvora!

A 45 graus não há combustão espontânea da gasolina, quanto mais da palha.
Eucalipto, pinheiro ou carvalho, arde tudo. Sem bandido é que não.
 
Confesso que não estou muito por dentro deste tema, mas parece-me que houve algum retrocesso nas ultimas décadas. Parece que quanto mais teorizam e profissionalizam a coisa mais andam todos os anos a apagar fogos de calças na mão.

O aumento de protagonismo da protecção civil e das autarquias em relação aos bombeiros foi positivo?

Não deveriamos ter um esquadrão de aviões da FAP para combater fohis, evitando negociatas?

Eu também não sou conhecedor, mas há uns anos assisti a uma formação táctica de combate a fogos florestais e parece-me que um dos problemas é precisamente a falta de profissionais com a formação para o combate no terreno, isto pela forma descordenada de atuação que vejo na televisão.

Quanto à protecção civil, já não acompanho, mas no meu tempo aquilo servia para dar tachos aos boys que não serviam para a política.

Ter um esquadrão a tempo inteiro, não implica ter mais pilotos e por mais tempo ao serviço?
 
Só digo que achar que combater um incêndio em area de eucalipto é igual ao combate em area de carvalho, é só ridiculo.[;)]
 
Eu também não sou conhecedor, mas há uns anos assisti a uma formação táctica de combate a fogos florestais e parece-me que um dos problemas é precisamente a falta de profissionais com a formação para o combate no terreno, isto pela forma descordenada de atuação que vejo na televisão.

Quanto à protecção civil, já não acompanho, mas no meu tempo aquilo servia para dar tachos aos boys que não serviam para a política.

Ter um esquadrão a tempo inteiro, não implica ter mais pilotos e por mais tempo ao serviço?

Pilotos temos os da FAP e técnicos de manutenção também. Quanto mais voarem mais praticam.
 
Temos mais que aviões e os gajos até se queixam que os deixam voar pouco.

E se for preciso podemos formar mais.

Percebo que faça sentido alugar meios aéreos para cobrir casos de uso pontuais, tipo os meses de verão, mas não faz sentido Portugal não ter uma pequena frota de combate a incêndios na força aérea (e também no transportes de doente do INEM).

No caso de combate a incendios, infelizmente podem ter trabalho o ano inteiro, no verão em Portugal, algumas calmas de verão podiam ajudar os paises vizinhos, nos meses de inverno podiam fazer temporadas no hemisfério sul (austrália etc) em programas de colaboração, etc etc.

É uma palhaçada para o nivel de incêndios que temos todos os anos não termos uma FAP capaz de ajudar activamente no combate a incêndios.
 
Todos os anos surgem os mesmos chavões e ideias parvas.

Este ano voltaram à carga os famosos kits para os C130. Dinheiro para o lixo, pois a eficácia dos C130 com esses kits é quase nula, dado o trabalho e tempo que é necessário para re-encher os tanques. O avião precisa de aterrar, parar, e ser enchido de forma lenta. Tudo, isto, para apenas uma descarga.

Dinheiro para o lixo, e parangonas só para fingir que o governo está a fazer alguma coisa.

Estou a ficar farto desta nova forma de governar os países, que se baseia em imagem e comunicação, e substância zero.

Mais uma "tiragem de chapéu".
Isso da FAP e dos C130 é só marketing. Já disseste tudo, e eu ainda acrescento que são de utilização muito limitada devido ao terreno íngreme no centro norte do país.
Prefiro 20 helis a 2 C130....
Mas também essa historia dos meios aéreos é só para conforto da população, porque na realidade pouco ou nada conseguem fazer..... a água evapora se (quase) toda antes de chegar ao chão.

E a FAP é para fazer o que estão treinados (dogfight, Busca e salvamento), não é para andarem em fogos que é um tipo de voo completamente diferente...
 
Mais uma "tiragem de chapéu".
Isso da FAP e dos C130 é só marketing. Já disseste tudo, e eu ainda acrescento que são de utilização muito limitada devido ao terreno íngreme no centro norte do país.
Prefiro 20 helis a 2 C130....
Mas também essa historia dos meios aéreos é só para conforto da população, porque na realidade pouco ou nada conseguem fazer..... a água evapora se (quase) toda antes de chegar ao chão.

E a FAP é para fazer o que estão treinados (dogfight, Busca e salvamento), não é para andarem em fogos que é um tipo de voo completamente diferente...

Se o problema é o da definição da missão da FAP; temos 2 opções, todas melhores que os concursos manhoso que todos os anos ocorrem para meios, que nem trazem vantagens nem know know para o combate a fogo.

- Alterar a definição da missão da FAP para incluir combate a incêndios.

Ou se faz assim tanta comichão a FAP participar no combate a fogos, também se pode criar uma " Unidade Aérea de bombeiros" responsável por adquirir, operar e manter drones aviões e outro equipamento de combate e prevenção de incêndios.

O que não faz sentido é usar aluguer para algo que faz sempre falta.
 
Se o problema é o da definição da missão da FAP; temos 2 opções, todas melhores que os concursos manhoso que todos os anos ocorrem para meios, que nem trazem vantagens nem know know para o combate a fogo.

- Alterar a definição da missão da FAP para incluir combate a incêndios.

Ou se faz assim tanta comichão a FAP participar no combate a fogos, também se pode criar uma " Unidade Aérea de bombeiros" responsável por adquirir, operar e manter drones aviões e outro equipamento de combate e prevenção de incêndios.

O que não faz sentido é usar aluguer para algo que faz sempre falta.

Aluguer que é sempre envolto em clima de fraude e falha bastante.
 
Se o problema é o da definição da missão da FAP; temos 2 opções, todas melhores que os concursos manhoso que todos os anos ocorrem para meios, que nem trazem vantagens nem know know para o combate a fogo.

- Alterar a definição da missão da FAP para incluir combate a incêndios.

Ou se faz assim tanta comichão a FAP participar no combate a fogos, também se pode criar uma " Unidade Aérea de bombeiros" responsável por adquirir, operar e manter drones aviões e outro equipamento de combate e prevenção de incêndios.

O que não faz sentido é usar aluguer para algo que faz sempre falta.

Tens toda a razão, mas isso só funciona se tivermos patriotas no poder.
O aluguer é mais barato no curto prazo e mais caro no longo. Os políticos gerem para 4 a 6 anos máximo.
Quem vai cortar nos apoios sociais por algo que só terá retorno quando já não estiverem no poder??
 
Prefiro 20 helis a 2 C130....
Mas também essa historia dos meios aéreos é só para conforto da população, porque na realidade pouco ou nada conseguem fazer..... a água evapora se (quase) toda antes de chegar ao chão.

Tenho visto largadas ineficazes, talvez devido à orografia, mas os meios aéreos são imprescindíveis e fazem a diferença.

Um homem e uma máquina no ar podem fazer o trabalho de muitos veículos no solo. Neste caso, uma aldeia foi salva pelo heli e pelos pontos de água:

https://youtu.be/VV2vxYYD8P0?si=sepLvrDBge4YB6f0
 
Muito bem.
Então estamos perante algo inevitável, é isso?

Qual a solução ?


Sim estamos... e quem disser o contrário está a dar palha ao pessoal.
É ver o que acontece por esse mundo fora em todos os países desde os mais pobres aos mais ricos, dos mais frios aos mais quentes, em todos sem exceção.
E alguns deles as condições climatéricas até são melhores que as nossas. Achar que são todos incompetentes e que ninguém sabe como evitar fogos... vale o que vale.
Por exemplo em França e espanha no incendio das ultimas semanas arderam vinhas inteiras onde não havia problemas de falta de limpeza!!
É possível minimizar? Sim, claro que é, mas é completamente impossível acabar com os grandes fogos, por exemplo como o que aconteceu no gerês. É só conhecer minimamente a zona para o perceber.

Felizmente aprendeu-se muito de 2017 para cá e muita coisa mudou para melhor, não fosse isso e este ano seria um bom ano para ter mais umas centenas de mortos tais as condições climatéricas que se formaram nos últimos meses, com chuva, calor, chuva e agora a partir de junho, 2 meses de dias praticamente todos com temperaturas acima de 30graus.
Quem limpou em março ou antes neste momento tem um matagal igual ao que tinha antes da limpeza ou perto disso. E houve muitos municípios que fizeram a limpeza das bermas por exemplo e uma faixa de segurança.

O que é possível minimizar?
Praticamente apenas e só à volta das aldeias, acredito que possa ser feito bastante mais, obviamente com custos gigantescos, mas apagar os incêndios também tem custos gigantescos.
Mesmo há 50/60 anos atrás com muitos a viver na e da miséria da agricultura onde roçar mato para os animais era o normal havia incêndios gigantescos.

No resto percebendo que possa existir negócio até grande com os madeireiros e afins, o pessoal que tem sido preso, responsável pelos grandes incêndios nenhum é madeireiro nem nada lá perto. Se calhar tanto como limpar matas era conseguir impedir que as incendeiem. O como é que é o complicado.
 
Todas estas soluções apontadas me parecem boas ideias, criar uma esquadra na Força Aérea para combater incêndios, transformar os bombeiros voluntários em sapadores, bem formados e equipados, criar dentro dentro dos sapadores equipas para cobrir o terreno nas épocas mais sensíveis (com o aquecimento global as épocas sensíveis vão ser cada vez maiores) ou implementar um sistema no terreno, que possa detectar atempadamente os focos de incêndios, libertando os guardas florestais para a função de protecção da natureza e a GNR para as funções de policiamento de proximidade ou seja para onde estão preparados.

Mas há aqui outras questões, isso pode implicar a contratação de mais funcionários públicos para estas missões (temos espaço de manobra, em Portugal só 15% da população ativa são funcionários do estado, a média europeia é de 29%) e isto implica criar fundos para pagar pessoas, equipamentos e formação, também implica instalar sistemas de detecção prévia e redes fiáveis de transmissão de dados para estes sistemas sob controlo do estado, de forma a evitar aumento de custos quando são mais necessários. Onde vamos buscar o dinheiro?
 
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