Leste o artigo ao menos?
Porque foi escrito por cientistas conceituados, e se baseia em factos verificáveis e investigação sólida.
H2otel em risco de arder.. Das mais carismáticas, se não a mais, casas hoteleiras da região. Meios no terreno parecem escassos...
Hoje já houve polémica com isso...
O Hotel fez um comunicado um pouco exagerado a dizer que nunca fecharam, nunca estiveram em risco e que estão e vão continuar abertos.
Com imensa gente a criticar o comunicado e o facto de se ter montado uma força de protecção enorme na zona do Hotel para proteger o mesmo.
E o que dizem os especialistas ?
https://www.e-globulus.pt/api/v1/c2/file/da29b3ba-0354-4e49-8537-bdcdf3ea924a
Este tipo de silvicultura intensiva, em que os povoamentos de eucalipto são geridos ativamente, torna-os menos susceptíveis a incêndios, relativamente a povoamentos de pinheiro bravo.
É sempre interessante ler artigos de cientistas conceituados na matéria, às tantas no inverno até estou a utilizar a lenha errada no recuperador de calor e não seiMas é preciso artigos para ver as diferenças? Peguem num ramo de eucalipto e atirem-no para uma fogueira, depois façam o mesmo com o de um castanheiro ou carvalho e vão ver a diferença, não é preciso nenhum engenheiro para isso, todos eles ardem mas as diferenças são notórias, a velocidade a que ardem é completamente diferente, será dificil de entender isto?
O eucalipto não é o causador dos incêndios, é apenas o melhor combustivel que um incêndio pode apanhar.
É sempre interessante ler artigos de cientistas conceituados na matéria, às tantas no inverno até estou a utilizar a lenha errada no recuperador de calor e não sei
A instalação ou reinstalação de povoamentos florestais deve ser planeada de acordo com aspectos inerentes à topografia e condições meteorológicas da região, entre outros. Isto permite que apenas as zonas mais adequadas sejam consideradas, reduzindo áreas florestadas contínuas e em zonas marginais e deslocando-as para situações mais favoráveis, onde se devem adequar as técnicas silvícolas de forma a tornar estes povoamentos mais resilientes à ocorrência de incêndios florestais. A sua integração em mosaicos paisagísticos, baseados em modelos agro-silvo-pastoris e que considerem a componente da conservação da biodiversidade, permite criar uma paisagem diversificada, mais resiliente, económica e socialmente interessante, na perspectiva de uma plena monetarização dos bens florestais e serviços de ecossistema produzidos. O ordenamento do território, com descontinuidades e infraestruturas que criem zonas que abrandem a intensidade e a velocidade do fogo, e áreas em que o combate se torna possível, ajudam na gestão do fogo e na minimização dos seus impactes
Portugal continua a enfrentar os incêndios como um fenómeno extremo, mas sem um comando e controlo unificado à altura da ameaça. Os relatórios técnicos e as análises de especialistas já o salientaram no passado. O problema não está apenas nos meios - mesmo quando o dispositivo é o maior de sempre, com mais de 14 mil operacionais, 3162 viaturas e 72 meios aéreos em prontidão -, mas sim na ausência de uma cadeia de comando eficaz, nacional e centralizada.
Em 2024, uma equipa de peritos australianos - que tinha cá estado em 2022 e 2023 a observar a organização do combate aos incêndios - caiu em cheio nos gigantescos fogos de setembro desse ano. Eis as notas de alguém, com conhecimento de causa, depois de três anos: “Cada brigada voluntária de bombeiros é gerida pelo município local; por isso, foi relatado que o presidente da câmara ou o capitão local tem muita influência no controlo das operações de combate a incêndios. Esta situação resultará na implementação de prioridades estratégicas localizadas, em vez de nacionais, e constitui um desvio e uma quebra fundamentais dos princípios do Sistema de Gestão de Incidentes utilizado internacionalmente.”
O mesmo relatório é categórico ao afirmar que a solução passa por liderança forte e centralizada: “É necessária uma liderança forte, ao mais alto nível, para iniciar e implementar as mudanças significativas que são necessárias na gestão de incêndios em Portugal.” E deixa um aviso: “Portugal já dispõe de recursos consideráveis para o combate a incêndios (tanto terrestres, como aéreos), mas aumentar o foco no combate a incêndios não resolverá o problema. Nunca haverá bombeiros suficientes para combater grandes incêndios florestais/rurais, como os que ocorreram em setembro de 2024.”
In DN
Baralhas aí varias coisas...
Existe um comando centralizado, tanto que existe um comandante nacional e comandantes distritais. O que nao existe é um corpo nacional de bombeiros. Todavia, em paises mais desenvolvidos, como os EUA, existe mais bombeiros voluntário, que profissionais.
Os presidentes da câmara não comandam operações de bombeiros, nem definem as opções tecnicas das AHBV. São, por outro lado, a entidade maxima da protecção civil a nivel municipal.No entanto, até essa coordenação operacional está entregue ao COM.
Com a última frase, concordo integralmente. Enquanto nao se resolver essa parte, até podem por 5 mil operacionais por incendio grande.
Não fui eu que escrevi, por isso não posso baralhar nada.
Podes concordar, discordar ou ler o resto da noticia. Tem o link no post, mas aqui vai mais um pouco.
...
As críticas externas encontram eco em avaliações internas. No relatório dos peritos nacionais sobre os incêndios de 2022, entre os quais o da Serra da Estrela, com contributos de militares destacados que entendem bem de cadeias de comando, lê-se sobre o combate a grandes fogos: “Não se identifica qual a clara e inequívoca atribuição de responsabilidades e prioridades de uso desses mesmos meios e capacidades; (…) quem analisa e apoia a tomada de decisão por parte do Comando Nacional de Emergência e Proteção Civil (…) não aparenta deter a iniciativa disciplinada de os propor.”
O mesmo texto nota ainda: “Em todo o sistema de combate - e de resto, também nas outras fases - existe alguma falta de disciplina e de responsabilização, no cumprimento das decisões, das ordens, das tarefas e das manobras planeadas. É necessário haver mais fiscalização e monitorização de todas as atividades, com estímulos positivos - mais do que com penalizações -, para motivar, reconhecer e premiar os bons desempenhos, para melhorar o sistema.”
Concluindo: “Embora se reconheça a necessidade de envolver mais meios humanos e materiais no Sistema, questiona-se a falta de especialização e complementaridade e critica-se a opção de multiplicar recursos em diferentes entidades, com a mesma finalidade, em alternativa a melhorar e reforçar o que já existe e se faz bem. Questiona-se o emprego de grande número de meios, por vezes com deficiente preparação ou liderança, no teatro de operações (TO). Nem sempre o número elevado de recursos no TO correspondeu a uma grande capacidade de combate. Foi referido que por vezes se preferia dispor de menos meios, mas mais bem preparados, motivados e comandados.”
Mas é preciso artigos para ver as diferenças? Peguem num ramo de eucalipto e atirem-no para uma fogueira, depois façam o mesmo com o de um castanheiro ou carvalho e vão ver a diferença, não é preciso nenhum engenheiro para isso, todos eles ardem mas as diferenças são notórias, a velocidade a que ardem é completamente diferente, será dificil de entender isto?
O eucalipto não é o causador dos incêndios, é apenas o melhor combustivel que um incêndio pode apanhar.
O hotel está integrado numa área urbana, portanto será para proteger essa área também, digo eu...
E, do que me lembro, até é uma zona favorável, para contenção do incêndio.
Pois eu sei, quando tinha lareira, o fogo inicial era com eucalipto por alguma razão.
Mas o EU continua a achar que não porque viu nao sei onde que ardeu tudo...
Se falamos de eucaliptais controlados e limpos e inclusive com sapadores, é um assunto completamente diferente de uma floresta natural.