Isto acaba por ser uma não notícia.
Por um lado os consumidores não são parvos e o hype das "novas tecnologias" começa a acalmar. Por outro o mercado dos smartphones começa a atingir uma maturidade e a ser sustentável na medida em que quase toda a gente que vai mudar de telefone agora, muda para um smartphone. E isto aplica-se a quase todos os segmentos de mercado. Também temos agora marcas/modelos que conseguem trazer ao mercado bons dispositivos, com boas specs e features, sem serem breaking the bank. Os consumidores, tanto por awareness próprio como por copycat acabam por se render a estes devices mid-range. É óbvio que haverá sempre algum mercado para os high-end, feitos de aluminio XPTO mas a maior parte das pessoas não precisa disto.
Pessoalmente acho que largar umas largas centenas de € num device móvel acaba por ser um desperdício. E contra mim falo. Com ofertas "smart" como os Nexus e os Moto G's e outros afins, para quê comprar Galaxy's que custam o dobro e fazem basicamente o mesmo? [

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Também significa outra coisa...
As variações de quota de vendas vão começar a fazer-se à custa das vendas
dos outros. Ou seja, para que se vendam mais da marca X (ou sistema Y),
significa que muito provavelmente vieram de outras marcas (ou sistemas).
Isto é, para crescerem na quota de vendas já não podem basear o seu
marketing em argumentos que apenas servem para cativar recém-chegados
ao mundo dos smartphones. Vão ter de usar argumentos que convençam
utilizadores de outras marcas (ou sistemas) que a sua marca (ou sistema)
é melhor que as que os outros usam.
É mais difícil convencer alguém a mudar de marca/sistema, do que convencer
alguém que ainda não tem um smartphone.
No limite, quem não tem smartphone, compra aquele que ouve falar mais
vezes (publicidade e/ou conhecidos). Para quem já tem um, isso não é
suficiente. Ou conseguem tornar o seu produto uma alternativa MUITO
atraente (uma característica que mais ninguém tem, por exemplo), ou então
só têm hipóteses caso a concorrência cometa um erro que hostilize os clientes
que já têm.
Portanto, à medida que o mercado dos primeiros clientes de smartphone se vai
esgotando, começa a ser cada vez mais difícil existirem variações de quotas de
vendas.