Tópico Ferrari - Il Cavallino Rampante

Prontos... um anti-ferrari...

Dizer mal de Ferraris dá uma impressão tremenda a quem não percebe nada de carros de quem está a falar, percebe imenso de carros e é demasiado maturo para se levar por coisas tão efémeras como potência, elegância, beleza, vanguarda e paixão...

TATA é que é bom! Anda e é barato!


O teu post é que demonstra que percebes muito do assunto
 
LOOOOL quem dera ao miura (que até é um carro que gosto bastante) ter marcado a história do mundo automóvel como o F40 fez, ser reconhecido por (quase) todos...


Ah, e "what the fuck is ferrari?"?? É um dos maiores e mais conhecidos contrutores de desportivos mundiais, dos que mais marcou (e marca) a história do mundo automóvel, em conjunto com a Porsche (estou a referir-me no campo dos desportivos). Se estudares história automóvel vais perceber isso :P

E o Miura não marcou a historia do mundo automovel? Segundo dizem até hoje nunca um carro fez tanto furor em Monte Carlo como quando Ferruccio chegou ao casino pela primeira vez ao volante do Miura, foi carro que fez parecer tudo que existia na epoca ultrapassado devido as soluções tecnicas encontradas, ainda hoje o Miura não está ultrapassado é fantastico com se conseguio um carro com um V12 central tão baixo e tão curto.
A nivel tecnico o F40 não passa de um carro arcaico quando comparado com o Miura.
 
Se o Miura durante um minuto ao ralenti corria o risco de incendia imagina quando fosse a rodar a fundo, a maneira com falas é um total exagero se assim fosse hoje já não existiam Miura, alguns arderam devido a problemas electricos é verdade mas foram alguns carros nunca o exagero que falas.

E no F4o a dissipação do calor e do barulho é boa? já que apenas existe um rede a separar o motor do habitaculo.

Vejo que defendes cegamente a Lamborghini, mas aconselho-te a aprofundar um pouco mais a história do Lamborghini Miura, que é um marco essencial da cultura automobilística, para evitar que digas coisas como as que disseste aí atrás:

O problema da tendência que os Miura tinham para incendiar não tem origem eléctrica, mas sim origem na montagem transversal do motor, que era muito revolucionário e tudo o mais, permitindo descer o centro de gravidade e melhorar a distribuição do peso, mas que tinha a falha de aparecer com os carburadores montados directamente em cima das velas.
Ora, a alta velocidade o consumo de gasolina do motor era tal que não havia risco quase nenhum, mas a baixa velocidade ou ao ralenti, os carburadores (uma vez mais devido a um design deficiente do motor) tinham tendência para encher de combustível e espirrar esse combustível para fora, causando incêndios.
Outro problema grave que o Miura tinha era o risco de levantar voo a velocidades muito elevadas (a frente tinha tendência para planar). Por isso é que a tal velocidade máxima anunciada pela Lamborghini de 300km/h ou coisa parecida nunca foi registada oficialmente (por isso e porque o Miura não chegou a entrar em competições que o pudessem comprovar).

Aconselho-te a visitar o museu do coche no Caramulo,tem lá um Miura. Se tiveres a sorte de apanhar o responsável do museu, faz-lhe umas perguntas sobre o carro, que ele explica-te (foi assim que fiquei a saber estas coisas).
 
Vejo que defendes cegamente a Lamborghini, mas aconselho-te a aprofundar um pouco mais a história do Lamborghini Miura, que é um marco essencial da cultura automobilística, para evitar que digas coisas como as que disseste aí atrás:

O problema da tendência que os Miura tinham para incendiar não tem origem eléctrica, mas sim origem na montagem transversal do motor, que era muito revolucionário e tudo o mais, permitindo descer o centro de gravidade e melhorar a distribuição do peso, mas que tinha a falha de aparecer com os carburadores montados directamente em cima das velas.
Ora, a alta velocidade o consumo de gasolina do motor era tal que não havia risco quase nenhum, mas a baixa velocidade ou ao ralenti, os carburadores (uma vez mais devido a um design deficiente do motor) tinham tendência para encher de combustível e espirrar esse combustível para fora, causando incêndios.
Outro problema grave que o Miura tinha era o risco de levantar voo a velocidades muito elevadas (a frente tinha tendência para planar). Por isso é que a tal velocidade máxima anunciada pela Lamborghini de 300km/h ou coisa parecida nunca foi registada oficialmente (por isso e porque o Miura não chegou a entrar em competições que o pudessem comprovar).

Aconselho-te a visitar o museu do coche no Caramulo,tem lá um Miura. Se tiveres a sorte de apanhar o responsável do museu, faz-lhe umas perguntas sobre o carro, que ele explica-te (foi assim que fiquei a saber estas coisas).

Não defendo cegamente ninguém muito menos a Lamborghini que depois do Miura e do Countch perdeu toda aquele extravagancia a nivel tecnico que fazia com que se distiguissem dos outros.
Estava convencido que o problema dos incendios do Miura era electrico, mas estive a procura de informação acerca disso, problema não tinha a ver com nenhuma falha de concepção do motor o combustivel inflava-se porque saltava para fora dos carburadores e em contacto com as superficies quentes do motor ardia e não por entrar em contactos com as velas, até porque esse motor foi tão bem nascido que o V12 do Murcielago ainda tem aí as suas origens assim como todos os modelos equipados com um V12 posteriores ao Miura.
O problema foi que a Lamborghini usou carburadores webber concebidos para competição e que não se adaptavam ao uso em estrada isto aconteceu nas primeiras unidades o problema foi resolvido pois foi adoptado um sistema de retorno do combustivel para iliminar o excesso de gasolina nos carburadores quando o motor estava ao ralenti.

O problema das frente planar também foi resolvido com ligeiras alterações aerodinamicas no nariz do carro, mais um vez só acontece nas primeiras unidades. A Lamborghini nunca anunciou o 300 kmh não há nenhum Miura que atinja essa velocidade.

Só uma pequena correcção o Museu do Caramulo chama-se Museu do Automovel e não Museu do Coche e já lá estive mais que uma vez, porque a colecção de automoveis propriedade do Museu não cabe toda nas instalações de exposição ele vão rodando alguns carros.
 
Isto não é o tópico Ferrari???

É caso para perguntar: "Lambo??? What the fu** makes Lambo here???" :sh)

E depois vem com aquela da mania da perseguição e o camandro e tal... [:vm)]

cumps,
[dio]
 
Relativamente ao desfile achei o enzo mais bonito ao vivo, mas tinha uma grande admiração pelo F40 mas ao vivo não achei assim tão marcante.
 
Não defendo cegamente ninguém muito menos a Lamborghini que depois do Miura e do Countch perdeu toda aquele extravagancia a nivel tecnico que fazia com que se distiguissem dos outros.
Estava convencido que o problema dos incendios do Miura era electrico, mas estive a procura de informação acerca disso, problema não tinha a ver com nenhuma falha de concepção do motor o combustivel inflava-se porque saltava para fora dos carburadores e em contacto com as superficies quentes do motor ardia e não por entrar em contactos com as velas, até porque esse motor foi tão bem nascido que o V12 do Murcielago ainda tem aí as suas origens assim como todos os modelos equipados com um V12 posteriores ao Miura.

Então mas se isto não é um erro de concepção, o que se lhe vai chamar? Divina providência?
Bom, por acaso até é capaz de nem ter sido um erro de concepção, mas sim um erro de implementação. É que esse motor foi desenhado por um ex-engenheiro da Ferrari (e da Alfa Romeo), que o Sr. Ferrucio Lamborghini, e muito bem, foi buscar a peso de ouro. Infelizmente as coisas não terão corrido bem, porque na altura em que o Miura foi construído já o fulano tinha saído da Lamborghini, não podendo por isso acompanhar os trabalhos de implementação do motor no chassis.
Vamos lá ver uma coisa: O Miura apresentava soluções brutalmente arrojadas para a época, e era sob muitos aspectos uma peça de tecnologia mais avançada do que qualquer Ferrari da época. Mas como todos os pioneiros, pagou um preço elevado pela coragem. Por exemplo, tinha um sistema revolucionário que integrava numa só peça caixa de velocidades, diferencial e motor, a nível de lubrificação. Resultado: a pontinha de um dente da embraiagem que partisse entrava no circuito do óleo e podia gripar o motor! Hoje em dia não vês esta solução em lado nenhum, nem sequer nos Miuras, porque todos os donos (ou a maioria), já mandou instalar 2 circuitos de óleo diferentes nos seus Miuras.
Outra coisa: As primeiras 300 e tal unidades eram construídas com um aço muito pouco expesso. Os chassis eram uma valente bosta para andar ás curvas. Mais tarde aumentaram a expessura em 30%, e consequentemente o peso, mas ao menso ficaram com um chassis melhorzinho.
Na prática, os Ferrari contemporâneos ao Miura acabaram por ser mais felizes. Mas isso não quer dizer que o Miura não fosse um espctáculo de Super Carro. Pois claro que era!apr:)

O problema foi que a Lamborghini usou carburadores webber concebidos para competição e que não se adaptavam ao uso em estrada isto aconteceu nas primeiras unidades o problema foi resolvido pois foi adoptado um sistema de retorno do combustivel para iliminar o excesso de gasolina nos carburadores quando o motor estava ao ralenti.

O problema das frente planar também foi resolvido com ligeiras alterações aerodinamicas no nariz do carro, mais um vez só acontece nas primeiras unidades. A Lamborghini nunca anunciou o 300 kmh não há nenhum Miura que atinja essa velocidade.
Já agora, ao fim de quantas unidades foram estas questões resolvidas? É que de facto a Lamborghini começou a resolver problemas quase desde a primeria unidade, mas ao que sei essa questão dos incêndios não foi uma delas.

O P400 (o primeiro, que pesava cerca de 1000kg) tinha uma velocidade máxima teórica anunciada pelo Ferrucio Lamborghini de 300km/h. O P400S, que já pesava mais uns bons 200kgs, tinha uma velocidade máxima de 270 ou 280, por aí.

Nota p.f. que não me dá gozo nenhum apontar defeitos ao Miura. Todos sabemos que os Ferrari da altura também estavam longe de ser perfeitos. Mas acho que, a bem da verdade, se devem ver as coisas como elas são, e não como queríamos que elas fossem.
 
Então mas se isto não é um erro de concepção, o que se lhe vai chamar? Divina providência?
Bom, por acaso até é capaz de nem ter sido um erro de concepção, mas sim um erro de implementação. É que esse motor foi desenhado por um ex-engenheiro da Ferrari (e da Alfa Romeo), que o Sr. Ferrucio Lamborghini, e muito bem, foi buscar a peso de ouro. Infelizmente as coisas não terão corrido bem, porque na altura em que o Miura foi construído já o fulano tinha saído da Lamborghini, não podendo por isso acompanhar os trabalhos de implementação do motor no chassis.
Vamos lá ver uma coisa: O Miura apresentava soluções brutalmente arrojadas para a época, e era sob muitos aspectos uma peça de tecnologia mais avançada do que qualquer Ferrari da época. Mas como todos os pioneiros, pagou um preço elevado pela coragem. Por exemplo, tinha um sistema revolucionário que integrava numa só peça caixa de velocidades, diferencial e motor, a nível de lubrificação. Resultado: a pontinha de um dente da embraiagem que partisse entrava no circuito do óleo e podia gripar o motor! Hoje em dia não vês esta solução em lado nenhum, nem sequer nos Miuras, porque todos os donos (ou a maioria), já mandou instalar 2 circuitos de óleo diferentes nos seus Miuras.
Outra coisa: As primeiras 300 e tal unidades eram construídas com um aço muito pouco expesso. Os chassis eram uma valente bosta para andar ás curvas. Mais tarde aumentaram a expessura em 30%, e consequentemente o peso, mas ao menso ficaram com um chassis melhorzinho.
Na prática, os Ferrari contemporâneos ao Miura acabaram por ser mais felizes. Mas isso não quer dizer que o Miura não fosse um espctáculo de Super Carro. Pois claro que era!apr:)

Já agora, ao fim de quantas unidades foram estas questões resolvidas? É que de facto a Lamborghini começou a resolver problemas quase desde a primeria unidade, mas ao que sei essa questão dos incêndios não foi uma delas.

O P400 (o primeiro, que pesava cerca de 1000kg) tinha uma velocidade máxima teórica anunciada pelo Ferrucio Lamborghini de 300km/h. O P400S, que já pesava mais uns bons 200kgs, tinha uma velocidade máxima de 270 ou 280, por aí.

Nota p.f. que não me dá gozo nenhum apontar defeitos ao Miura. Todos sabemos que os Ferrari da altura também estavam longe de ser perfeitos. Mas acho que, a bem da verdade, se devem ver as coisas como elas são, e não como queríamos que elas fossem.

O texto não está totalmente correcto, o V12 do Miura é o mesmo 350 GT foi-lhe alterada a cilindrada e pelos tais carburadores webber que não estavam adaptados ao uso em estrada, e o problema dos incencios foi resolvido.

"Early Miuras were notorious for being a fire hazard. The problem was caused by Lamborghini's decision to use Weber 40 IDL 3C1 carburetors which were designed exclusively for racing applications and weren't suitable for road use. The problem occurred when the car sat idling (e.g. at a stoplight), the area above the throttles filled with fuel which often ignited when the car accelerated away from the stop. One of Lamborghini's engineers devised a modification for the carburetors which created a fuel-return. Ferrari, who used these same carburetors in one of their cars, and suffered the same problems, were able to use Lamborghini's modification to solve it."

http://en.wikipedia.org/wiki/Lamborghini_Miura

O Giotto Bizzarini ( o reponsavel por este motor), Bob Wallace, Giampaolo Dallara e Paolo Stanzani passaram todos pela Ferrari mas o Ferruccio não os foi buscar a peso de ouro, eles acabaram por ser todos despedidos vitimas do mau feitio do comendador e da sua aversão a inovações, estavam no "desemprego" quando contratados por Ferruccio.

Quanto ao revolucionario sistema de lubrificação, que integrava caixa e motor não vejo qual o problema e em caso que algum dente de um carreto da caixa (e não da embraiagem como diz) partir é para isso que servem os filtros, existem muitos carros onde o oleo do motor e da caixa é o mesmo principalmente em modelo americano. Nunca ouvi falar de Miuras com dois circuito de oleo, mas mesmo que um pequeno pedaço de metal passe para o carter do motor o maximo que pode acontecer e danificar a parede de um cilindro e os segmentos do pistão, gripar o motor só gripa por falta de oleo.

Nas primeiras 125 unidades o chassi tinha uma espessura de 0.9 mm e depois passou para 1.0 mm e isto só na plataforma inferior do chassi, não foi um incremento de 30%, o peso do carro aumentou bastante mas devido ao equipamento que foi adicionado como ar condicionado, vidros electricos e etc.

http://web-cars.com/miura/index3.php
 
Última edição:
O texto não está totalmente correcto, o V12 do Miura é o mesmo 350 GT foi-lhe alterada a cilindrada e pelos tais carburadores webber que não estavam adaptados ao uso em estrada, e o problema dos incencios foi resolvido.

"Early Miuras were notorious for being a fire hazard. The problem was caused by Lamborghini's decision to use Weber 40 IDL 3C1 carburetors which were designed exclusively for racing applications and weren't suitable for road use. The problem occurred when the car sat idling (e.g. at a stoplight), the area above the throttles filled with fuel which often ignited when the car accelerated away from the stop. One of Lamborghini's engineers devised a modification for the carburetors which created a fuel-return. Ferrari, who used these same carburetors in one of their cars, and suffered the same problems, were able to use Lamborghini's modification to solve it."

http://en.wikipedia.org/wiki/Lamborghini_Miura

O Giotto Bizzarini ( o reponsavel por este motor), Bob Wallace, Giampaolo Dallara e Paolo Stanzani passaram todos pela Ferrari mas o Ferruccio não os foi buscar a peso de ouro, eles acabaram por ser todos despedidos vitimas do mau feitio do comendador e da sua aversão a inovações, estavam no "desemprego" quando contratados por Ferruccio.

Quanto ao revolucionario sistema de lubrificação, que integrava caixa e motor não vejo qual o problema e em caso que algum dente de um carreto da caixa (e não da embraiagem como diz) partir é para isso que servem os filtros, existem muitos carros onde o oleo do motor e da caixa é o mesmo principalmente em modelo americano. Nunca ouvi falar de Miuras com dois circuito de oleo, mas mesmo que um pequeno pedaço de metal passe para o carter do motor o maximo que pode acontecer e danificar a parede de um cilindro e os segmentos do pistão, gripar o motor só gripa por falta de oleo.
Sim, praticamente todos os Miuras levaram alterações ao circuito do óleo. E Quanto ao problema semelhante nos Ferrari, não convém acreditar em tudo o que se lê na Wikipedia[;)]

Nas primeiras 125 unidades o chassi tinha uma espessura de 0.9 mm e depois passou para 1.0 mm e isto só na plataforma inferior do chassi, não foi um incremento de 30%, o peso do carro aumentou bastante mas devido ao equipamento que foi adicionado como ar condicionado, vidros electricos e etc.

http://web-cars.com/miura/index3.php
O chassis passou a 0,9mm, mas continuava demasiado fraco, tendo passado a 1,2mm mais tarde.
 
Voltar
Superior