Um contributo para este fantástico post!
Porsche 911 GT2 de António Nogueira, em algumas das provas do Open de Velocidade:
Estoril
Braga
Macaco pneumático....
Posso assegurar-vos que a imponência, o som do motor e o poder que este carro demontra em pista é lindo!
Deixo também duas do meu velhinho 911 Targa no kartódromo de Leiria
Porsche um carro de ego, diferente de todos os outros que transmite sensações indescritíveis...
Há cerca de 3 anos escrevi isto noutro fórum, e fui à procura para pôr aqui...serve para nos lembrar que vale a pena gozar a vida pelas pequenas coisas e fugazes momentos.
"O sabor de uma madrugada de Agosto"
Quando regressamos de destinos de latitudes longínquas, os sonos ficam trocados, e acordamos a um Sábado às cinco da manhã, sem saber o que fazer. As saudades do quarto dos brinquedos (é como a minha mulher chama à garagem), levam-me até à cave e fazem acordar os 6 cilindros boxer, antecedido do típico “bzzz” da bomba de injecção mecânica. Saio de casa com destino à estação de serviço, verificar pressão dos pneus, consultar a vareta do óleo, enfim o habitual (ah, e era o único sítio onde àquela hora serviam café!). Retirei a Targa, o sol começava a despontar e aquele calorzinho na cara sabia-me bem. Chegado à primeira rotunda, eis a seta que indicava uma bonita povoação onde não ia há uns tempos (o Gradil), antecedida de uma estrada deliciosa repleta de curvas encadeadas feitas em 2ª e 3ª, onde muitas revistas ensaiam os modelos que as marcas gentilmente lhes cedem para teste. O motor já estava quente, e ainda a medo começava a apoiar o carro nas curvas, tentando aperceber-me do estado do piso e fazendo subir um pouco a temperatura dos pneus. À 3º curva já o suave rolar de traseira em cada encadeamento, sem grandes exageros, mas prolongados o mais possível pelo acelerador, fazia ecoar na estrada deserta, a mistura do guincho dos pneus com a sinfonia do 6 cil. boxer em carga, na zona forte em binário, entre as 3 e as 5000 rpm, hilariante, que saudades... Algumas travagens a suscitar sobressalto (o meu ainda não é servo-assistido), e por vezes o efeito de “pêndulo” da traseira nas mudanças de apoio mais bruscas, mostravam que estava perto do limiar do razoável, ainda por cima porque as escapatórias são valetas e morros que convém não frequentar...11 kms que passaram num instante, mas cada metro de asfalto gozado intensamente. É tão giro ter um Porsche... Cheguei à Malveira, o relógio marcava 7:10, a hora ideal para um galão de máquina e um pastel de nata.
Posto isto, o regresso a casa, de “papo cheio” e um sorriso de orelha a orelha, mesmo a tempo de fazer o pequeno almoço à minha cara-metade.
Boas curvas!