Totalitarismo liberal !?

Excalibur

Banido
Pois é meus caros, venceu-se a guerra contra os Tiranos os Despotas, o Comunismo Extremo, a Extrema Direita, Fascismo, rotulámos estados párias, enfim tudo fizemos para que o dito Mundo Civilizado (maioritáriamente o ocidental) tivesse uma clara predominância nas regras.

E agora, avançou o Liberalismo ou o Neoliberalismo que impõe as suas regras, e nós como devemos interpretar isso ?

É uma espécie de totalitarismo ou cada pais é livre de viver á sua maneira, mesmo que isso implique definhar e embrutecer os conceitos de HUMANIDADE !?

Existem variadissimas vozes que vêm amiude a alertar para alguns perigos da implementação desta ideologia ou prática, será que estão certos ou somente são uma espécie de demagogos que não merecem crédito ?

A bem da verdade começam a ser demasiadas - a nivel nacional e internacional - para que não lhes sejam dados ouvidos.


Ficam dois textos ilustrativos do que pode ocorrer


Democracia ou Barbárie
Publicado na Visão em 1 de Maio de 2003

No passado dia 23 de Abril fiz uma palestra no Círculo de Belas Artes de Madrid, organizada para lançar a edição espanhola do meu livro "Crítica da Razão Indolente".

A palestra foi integrada numa série de mini-colóquios sobre "Democracia ou Barbárie". O antropólogo Juan Aranzadi partilhou a mesa comigo.
O debate entre nós foi vivo e fez-me pensar.

Segundo os organizadores, o tema geral foi escolhido para propiciar uma análise dos desafios com que se confronta a democracia ante as novas hegemonias da guerra infinita e da globalização económica.

Comecei por reflectir sobre as mudanças em curso nas ciências sociais enquanto instrumentos de diagnóstico do presente, e expus as minhas ideias sobre a globalização, um fenómeno velho-novo, complexo, que se, por um lado, é o rosto da arrogância do mercado frente às suas vítimas, o veículo mais eficaz da expansão planetária do capitalismo, por outro lado, cria novas oportunidades para a luta contra a exclusão social, ao tornar possível a articulação global entre movimentos e organizações sociais que lutam, em diferentes sociedades, pelos mesmos objectivos da construção de uma sociedade mais justa, solidária e multicultural.

Concluí com a ideia de que só o aprofundamento da democracia a nível local, nacional e global pode pôr cobro à violência da fome e da guerra.

O meu parceiro de mesa criticou veementemente a minha posição por excessivamente optimista, mesmo tendo em conta a severidade do meu diagnóstico.

Para sustentar a sua posição radicalmente pessimista e mesmo niilista, Aranzadi desenvolveu os seguintes argumentos: a modernidade ocidental tem sido uma máquina global de extermínio de populações (mais de 50 milhões de indígenas, e outros tantos escravos; entre 8 e 12 milhões de congoleses só no período em que o Congo foi propriedade particular do rei Leopoldo da Bélgica; 10 milhões no Gulag; 6 milhões no holocausto); o Ocidente só exportou a Bíblia e a sociedade de mercado, nunca a democracia; não é possível o multiculturalismo porque a cultura ocidental é um vírus que destrói as culturas com que contacta; a democracia ocidental não é alternativa à barbárie porque ela própria é barbárie; não há alternativa, não há esperança.


O debate foi intenso. Procurei mostrar: que o niilismo é apenas mais uma manifestação da arrogância capitalista ocidental; que a afirmação de que não há alternativa é um luxo a que se não podem dar muitos milhões de pessoas que lutam pela sobrevivência, contra a fome, a violência e a doença; que o "Ocidente" é algo demasiado complexo para se deixar captar numa visão monolítica; e que as certezas dos opressores foram ao longo da história muitas vezes desmentidas pelas lutas dos oprimidos.

O que mais me impressionou foi saber que o meu comentador pertence a uma geração de cientistas sociais, caldeada em militância de esquerda e mesmo de extrema-esquerda, que entretanto se desencantou da política e que não quis ou não pôde transformar o desencanto numa nova energia rebelde e transformadora.

Será este um sinal dos tempos? Será que a mercantilização obsessiva da vida, combinada com a inabarcável violência da guerra tecnológica, privatiza por dentro os cidadãos ao ponto de os fechar em casas de falsa consciência donde só se sai em dias de chuva para provar a si mesmo que nunca houve sol? Será que esta falsa consciência assume nos dias de hoje uma nova faceta ao radicalizar de tal maneira o inconformismo até ele se transmutar na fonte do que o inconforma? Será que caminhamos para uma sociedade em que a democracia e a barbárie se transformam em acessórios da consciência, demasiado portáteis para entenderem a vida e a morte?




O Regresso do Estado?
Publicado na Visão em 16 de Março de 2006


A relação do Estado com os cidadãos é complexa porque, ao contrário do que pretende a teoria liberal, o Estado não reconhece apenas cidadãos, reconhece também os grupos e classes sociais a que eles pertencem.

Como estes grupos e classes têm uma capacidade muito diferenciada de influenciar o Estado, a igualdade dos cidadãos perante o direito e o Estado é meramente formal e esconde desigualdades por vezes gritantes.

É por isso que os empregados por conta de outrem pagam proporcionalmente mais impostos que os seus patrões, que o pequeno empresário é mais controlado pela fiscalização do Estado que o grande empresário, que a prática de crimes é socialmente mais diversa do que a população prisional, que as empresas têm mais acesso à justiça que os cidadãos e que os grandes negócios (privatizações, fusões, etc.) quase sempre recorrem à cumplicidade ilegal dos agentes do Estado sem que tal configure o crime de corrupção.

Apesar de tudo isto, ao longo do século passado, o Estado democrático soube ganhar a confiança e a lealdade de vastas camadas da população através das medidas de redistribuição social que protagonizou e que ficaram conhecidas por políticas e direitos sociais (educação pública, serviço nacional de saúde universal e gratuito, segurança social, etc.).

Foi um período histórico curto e em Portugal ainda mais curto porque o seu momento alto ocorreu tardiamente, depois da revolução de 1974. Nas últimas décadas, acumularam-se os argumentos contra a sustentabilidade deste modelo de Estado e, portanto, das políticas sociais que ele funda.

Falou-se da crise financeira do Estado, das mudanças demográficas de que supostamente decorre a inevitabilidade da privatização da segurança social, da necessidade de promover a autonomia dos cidadãos, tornando-os responsáveis pelo seu bem estar presente (emprego, saúde, reinserção social) e futuro (reforma).

Estes argumentos traduziram-se em mudanças nas políticas públicas que, em geral, contribuíram para quebrar o vínculo de confiança e lealdade que se criara entre o Estado e os cidadãos. Esta quebra foi ainda agravada por dois outros factores.

Por um lado, o discurso dos neoconservadores, com forte presença nos media, demonizou o Estado ao ponto de o transformar em fonte de todos os males da sociedade.

Nos termos desse discurso, o Estado seria inerentemente ineficiente, predador e parasita e, portanto, o seu dano só se poderia reduzir reduzindo o seu tamanho, idealmente ao de um Estado mínimo. Por outro lado, a erosão que este discurso causou nos valores republicanos e no espírito de serviço público contribuiu para o aumento exponencial da corrupção com o consequente descrédito do Estado e da classe política.
Tudo leva a crer que estamos a entrar numa nova fase.

Os neoconservadores chegaram à conclusão de que tinham levado longe demais a sua crítica ao Estado. É que a desmoralização do Estado teve, em muitos países, o efeito perverso de incapacitar o Estado para realizar as próprias tarefas da agenda neoconservadora (garantir a segurança jurídica dos contratos, manter a ordem pública, defender a propriedade privada).

Perante isto, foi necessário reclamar um certo regresso do Estado, mas de um Estado diferente: moderno, eficiente, tecnocrático, hi-tech, com espírito gerencial.

Os governos de centro ou de centro-esquerda têm-se revelado mais bem equipados para levar a cabo este regresso. Ao fazê-lo, porém, correm sempre o risco de, ao acentuarem a eficiência tecnocrática, não cuidarem do reforço da cidadania sem o qual a confiança no Estado nunca será recuperada. Como evitar esse risco nas reformas da administração actualmente em curso?



O autor

Curriculum Vitae

Boaventura de Sousa Santos


Boaventura de Sousa Santos é Professor Catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e Distinguished Legal Scholar da Faculdade de Direito da Universidade de Wisconsin-Madison. É igualmente Director do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e Director do Centro de Documentação 25 de Abril da mesma Universidade.

Tem trabalhos publicados sobre globalização, sociologia do direito, epistemologia, democracia e direitos humanos. Os seus trabalhos encontram-se traduzidos em espanhol, inglês, italiano, francês e alemão. De entre as suas obras mais importantes destacam-se:

* Um Discurso sobre as Ciências, Porto, Afrontamento, 1988 (13ª edição); Também publicado no Brasil, pela Editora Cortez, 2003 (3ª edição em 2005);
* Introdução a uma Ciência Pós-Moderna, Porto, Afrontamento, 1989 (6ª edição), também publicado por Graal, São Paulo (3ª edição);
* Estado e Sociedade em Portugal (1974-1988), Porto, Afrontamento, 1990 (3ª edição);
* Organizador de Portugal — Um Retrato Singular, Porto, Afrontamento, 1993 (2ª edição);
* Pela Mão de Alice: O Social e o Político na Pós-Modernidade, Porto, Afrontamento, 1994 (8ª edição). Também publicado no Brasil pela Editora Cortez, 1995 (10ª edição), e na Colômbia, Ediciones Uniandes (1998);
* Toward a New Common Sense: Law, Science and Politics in the Paradigmatic Transition, New York, Routledge, 1995 (2ª edição). Está em preparação a edição francesa;
* (Com Maria Manuel Leitão Marques, João Pedroso e Pedro Lopes Ferreira) Os Tribunais nas Sociedades Contemporâneas: O Caso Português, Porto, Afrontamento, 1996 (2ª edição);
* (Com Maria Manuela Cruzeiro e Maria Natércia Coimbra) O Pulsar da Revolução: Cronologia da Revolução de 25 de Abril (1973-1976), Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra. Porto, Afrontamento, 1997 (2ª edição);
* (Com Maria Bento, Maldonado Gonelha, Alfredo Bruto da Costa) Uma visão solidária da reforma da Segurança Social, União das Mutualidades Portuguesas, Centro de Estudos Sociais, 1998;
* (Com Conceição Gomes) Macau: O Pequeníssimo Dragão, Porto, Afrontamento, 1998;
* La globalización del derecho: los nuevos caminos de la regulación y la emancipación, Colombia, ILSA, Ediciones Universidad Nacional de Colombia, 1998;
* Reinventar a democracia, Lisboa, Gradiva (2ªedição), 1998, também publicado em Espanha, Madrid, pela editora Sequitur 1999.
* (Com Jane Jenson, Organizador e autor) Globalizing Institutions: Case Studies in Regulation and Innovation. Aldershot: Ashgate, 2000;
* A Crítica da Razão Indolente: Contra o Desperdício da Experiência, Porto, Afrontamento, 2000 (2ª edição). Também publicado no Brasil pela Editora Cortez, 2000 (4ª edição) e em Espanha pela Editora Desclée de Brouwer (2000);
* A Cor do Tempo Quando Foge, Porto, Afrontamento, 2001;
* (Com Maurício Garcia Villegas, Organizador e autor) El Caleidoscopio de las Justicias en Colombia, Bogotá: Ediciones Uniandes, Siglo del Hombre, 2001; (Organizador e autor)
* Globalização: Fatalidade ou Utopia? Porto, Afrontamento, 2001 (2ª edição). Também publicado no Brasil pela Editora Cortez (2ª edição);
* Democratizar a democracia: os caminhos da democracia participativa (Org.). Rio de Janeiro: Record, 2002; Também publicado em Portugal pelas Edições Afrontamento, 2003 e em Itália por EdCittà Aperta Edizioni, 2003;
* Produzir para viver: os caminhos da produção não capitalista (Org.). Rio de Janeiro: Record, 2002;
* Democracia e Participação: O Caso do Orçamento Participativo de Porto Alegre. Porto, Afrontamento, 2002. Também publicado em Espanhol por Ediciones de Intervención Cultural/El Viejo Topo;
* Toward a New Legal Common Sense. Londres: Butterworths, 2002;
* Reconhecer para libertar: os caminhos do cosmopolitismo multicultural (Org.). Rio de Janeiro: Record, 2003;
* (Com João Carlos Trindade, Organizador e autor) Conflito e transformação social: uma paisagem das justiças em Moçambique (2 volumes). Porto: Afrontamento, 2003;
* Un discurs sobre les ciènces. Introducció a una ciència postmoderna. Valencia: Denes Editoral, Centro de Recursos i Educació Contínua, 2003;
* La caída del Angelus Novus: ensayos para una nueva teoría social y una nueva práctica política, Bogotá: Instituto Latinoamericano de Servicios Legales Alternativos: Universidad Nacional de Colombia, 2003;
* Il Forum Sociale Mondiale: Verso una globalizzazione antiegemonica. Troina: EdCittà Aperta Edizioni, 2003;
* Democracia y Participación. El ejemplo del Presupuesto Participativo de Porto Alegre. Madrid: El Viejo Topo, 2003;
* Conhecimento prudente para uma vida decente: Um discurso sobre as ciências revisitado, Porto: Edições Afrontamento, 2003;
* (Com Mauricio Garcia-Villegas (Organizador e autor), Luchas de Emancipación en Colombia. Bogotá: Grupo Editorial Norma, 2004;
* A Universidade no Séc. XXI: Para uma Reforma Democrática e Emancipatória da Universidade. São Paulo, Cortez Editora, 2004 (2ª edição em 2005);
* Reinventar la democracia. Reinventar el estado. Quito: Abya-Yala, 2004;
* Democracia y participación. El ejemplo del presupuesto participativo. Quito: Abya-Yala, 2004.
* Fórum Social Mundial: Manual de Uso. São Paulo: Cortez Editora. Também em Portugal, Porto: Afrontamento, 2005.
* El milenio huérfano. Ensayos para una nueva cultura política. Madrid: Trotta, 2005.
* (Organizador com César Rodríguez-Garavito) Law and Globalization from Below. Towards a Cosmopolitan Legality, Cambridge: Cambridge UP, 2005

Temas de pesquisa: epistemologia, sociologia do direito, teoria pós-colonial, democracia multicultural, globalização, movimentos sociais, direitos humanos.

Versão completa

Contactos:

Centro de Estudos Sociais da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra
Apartado 3087
3001-401 Coimbra
Portugal
Tel. (351) 239 855570/80
Fax (351) 239 855589
E-mail: bsantos@ces.uc.pt

Entre Setembro e Dezembro
University of Wisconsin-Madison, Law School
975 Bascom Mall
Madison, Wisconsin 53706
USA
Tel. (1-608)2637414
Fax (1-608)2625485
Email: bsantos@wisc.edu



A mim deixa-me a pensar e muito
 
citação:Nos termos desse discurso, o Estado seria inerentemente ineficiente, predador e parasita e, portanto, o seu dano só se poderia reduzir reduzindo o seu tamanho, idealmente ao de um Estado mínimo. Por outro lado, a erosão que este discurso causou nos valores republicanos e no espírito de serviço público contribuiu para o aumento exponencial da corrupção com o consequente descrédito do Estado e da classe política.
Tudo leva a crer que estamos a entrar numa nova fase.

Os neoconservadores chegaram à conclusão de que tinham levado longe demais a sua crítica ao Estado. É que a desmoralização do Estado teve, em muitos países, o efeito perverso de incapacitar o Estado para realizar as próprias tarefas da agenda neoconservadora (garantir a segurança jurídica dos contratos, manter a ordem pública, defender a propriedade privada).

Isto mostra claramente o caminho que estamos a seguir e os resultados, mas há sempre quem não queira ver.

Até o medina já mudou ligeiramente o discurso, embora continue inconsequente e agarrado aos dogmas do passado.
 
Por vezes eu interrogo-me sobre qual o verdadeiro significado de 'Democracia' e qual o caminho para onde se dirige a 'Cultura Ocidental'.

Será possível aplicar o mesmo conceito de Democracia a todos os povos?

Será a nossa Democracia justa quando para nós vivermos bem há milhões de asiáticos com salários paupérrimos?

Até que ponto, neste momento, seremos nós a impor a nossa cultura e mentalidade a outros povos e não esteja a suceder precisamente o contrário?

Pegando no caso das comunidades muçulmanas na europa, será que nós passemos a ter condicionalismos no nosso dia-a-dia apenas porque uma parte dessa comunidade não se quer integrar?
Citando um exemplo que li num artigo da revista Sábado, como iríamos reagir ao ver um indígena nú na rua? É perfeitamente natural que ele esteja nú porque a sua cultura assim o dita mas, estando ele no seio da nossa sociedade, não se deverá 'vestir'?
Há algumas semanas, na Áustria foi cancelado um espectáculo (onde as principais figuras das grandes religiões apareciam decapitadas) porque isto poderia ferir a susceptibilidade do mundo muçulmano. Mas ninguém se preocupou com os crentes das outras religiões, provavelmente, em maioria na Áustria e na Europa.

Não me tomem por xenófobo (não sou, nunca fui) mas creio que temos retrocedido na nossa cultura e liberdades devido ao terrorismo.
 
citação:Originalmente colocada por eu

É um texto que pelo menos... merece alguma reflexão!

Acho que primeiro se devia reflectir sobre o título do tópico.

Não estou a ver onde está o totalitarismo liberal, quando o texto do Sousa Santos fala, fundamentalmente, dos dilemas do neoconservadorismo.

Mas deixem lá, continuem [8D][}:)]
 
citação:Originalmente colocada por André


Acho que primeiro se devia reflectir sobre o título do tópico.

Não estou a ver onde está o totalitarismo liberal, quando o texto do Sousa Santos fala, fundamentalmente, dos dilemas do neoconservadorismo.

Mas deixem lá, continuem [8D][}:)]


Sinceramente não esperei ter de te mostrar as diferenças entre o meu titulo e as vossas afirmações liberais.

Mas OK, sou uma pessoa paciente ... até ver.


O titulo

" Totalitarismo liberal !? "

decomposto dá:




totalitarismo


s. m.,
sistema político de um regime totalitário.


liberal


do Lat. liberale

adj. 2 gén.,
próprio de homem livre;
franco, generoso, amigo de dar;
que é partidário da liberdade política, económica, civil e religiosa;

s. m.,
aquele que professa opiniões liberais.

profissões liberais: profissões de carácter intelectual e sem vínculo laboral a empresa ou ao Estado.





! = exclamação


do Lat. exclamatione

s. f.,
acto de exclamar;
grito de alegria, de surpresa ou de dor;
voz;
brado.


? = interrogação


do Lat. interrogatione

s. f.,
acto ou efeito de interrogar;
pergunta, interrogatório.




Resumindo o autor do tópico inquiriu e exclamou, se o liberalismo está a configurar agora e no futuro alguma forma de totalitarismo de maneira a que nenhum outro tipo de sistema coexista no mundo.


Competia ao dignissimo André interpretar dessa forma, bastava somente ler e interpretar a frase no Português na Lingua de Camões em que a mesma está escrita, sem sofisma, sem demagogia.

O meu muitissimo obrigado
 
Ler e interpretar significados do dicionário e copy paste de opiniões de outras pessoas a que se resumem os teus posts?

Ora o 1º texto fala dizes tu em liberalismo...deixa ver...

...bem...hum...ah...

...ups afinal não...

(recomeço da pesquisa)

...hum...hum...ah só se for isto...

...mas não...que chatisse isto não é liberalismo...

...talvez mercantilismo??...

Deve ser a coisa mais próxima de liberalismo, tens razão e de...

...bem e de capitalismo...

...e de comércio à escola global...

...e de descobrimentos...

...e de rotas comerciais do Oriente...

...e de todos os Impérios...

...bem...e de toda a história das grandes comunidades humanas :D

Parabéns, Excalibur, parabéns :)

Consegues proezas irresistíveis. Mercantilismo como filho exclusivo do liberalismo. Ui...esta arromba tudo.

Em relação ao 2º texto...

...hum...deixa ver...

...bem...fala fundamentalmente da suposta tese que uns tais neoconservadores estão arrependidos da diminuição de poderes do Estado.

Liberalismo mais uma vez? Onde? Na tua cabecinha? :D

Desculpa lá ter de estar a reduzir ao absurdo para o pessoal descobrir que o título, na verdade, tem muito pouco já para não dizer nada a ver...com os suspostos copy paste que o susportam [:P]

Temos pena :) But...keep going :)
 
citação:Originalmente colocada por André

:D

Quando conseguíres ler (depois de acabares de rir), e souberes interpretar textos, recomendo a leitura integral das obras deste Sr. é que tem méritos reconhecidos, até lá fica-te pelo excerto.


A falsa alvorada do mercado livre global


As políticas do laissez-faire que produziram a Grande Transformação na Inglaterra do século xix eram baseadas na teoria de que as liberdades do mercado são naturais e as restrições políticas sobre os mercados são artificiais.

A verdade é que os mercados livres são criaturas do poder do estado e persistem somente enquanto o estado é capaz de impedir que as necessidades humanas de segurança e controlo do risco económico encontrem expressão política.

Na ausência de um estado forte dedicado a um programa económico liberal, os mercados serão inevitavelmente sobrecarregados por uma miríade de restrições e regulamentações, que aparecerão espontaneamente em resposta a problemas sociais específicos, e não como elementos de um projecto grandioso. Os parlamentares que aprovaram as Leis da Fabricação nas décadas de 1860 e 1870 não estavam a reconstruir a sociedade ou a economia de acordo com um plano.

Respondiam sim a problemas da vida activa — perigo, miséria, ineficiências — à medida que deles tomavam consciência. A desintegração do laissez-faire foi uma consequência não intencional de uma multiplicidade de medidas não coordenadas.

Os mercados regulamentados são a norma em qualquer sociedade, enquanto os mercados livres são um produto do artifício, projecto e coerção políticos. O laissez-faire tem de ser planeado centralmente; os mercados regulamentados acontecem naturalmente. O mercado livre não é, ao contrário do que os pensadores da Nova Direita imaginavam ou reclamavam, um dom da evolução social. É, sim, um produto final de engenharia social e de um querer político inflexível. Somente foi possível na Inglaterra do século xix porque havia um défice no funcionamento das instituições democráticas.

São profundas as implicações destas verdades no projecto de construção de um mercado livre mundial numa era de governo democrático — as regras do jogo do mercado têm de ser isoladas da deliberação democrática e da intervenção política. A democracia e o mercado livre são rivais, não aliados.

A contrapartida natural de uma economia de mercado livre é uma política de insegurança. Se «capitalismo» e «mercado livre» são sinónimos, nenhuma visão é mais enganadora do que a crença de que o futuro é o «capitalismo democrático».

No curso normal da vida política democrática, o mercado livre tem sempre uma duração efémera. Os seus custos sociais são tais que nunca pode ser legitimado durante um longo período de tempo em qualquer democracia. Esta verdade é demonstrada pela história do mercado livre na Grã-Bretanha e é bem compreendida por muitos dos pensadores neoliberais de visão que planeiam tornar o mercado livre global.

Aqueles que procuram projectar um mercado livre à escala mundial insistiram sempre em que o enquadramento legal que o define e o escuda deve ser colocado fora do alcance de qualquer legislatura democrática.

Os estados soberanos podem tornar-se membros da Organização do Comércio Mundial; mas é essa Organização, e não a legislatura de qualquer estado soberano, que define as regras do comércio livre.

As regras de jogo do mercado devem ficar salvaguardadas de qualquer possibilidade de revisão pela via da escolha democrática.

O papel de uma organização transnacional como a OCM é o de projectar mercados livres na vida económica de todas as sociedades. Para tal procura forçar a aderência a regras que libertam os mercados livres dos mercados sobrecarregados mas bem implantados, existentes em todas as sociedades. A

s organizações transnacionais podem prosseguir estes objectivos enquanto permanecerem imunes às pressões da vida política democrática.

A descrição de Polanyi da legislação que foi necessária para criar uma economia de mercado no século xix aplica-se actualmente, com o mesmo vigor, ao projecto de mercado livre global prosseguido pela

Organização do Comércio Mundial e por outras instituições semelhantes.
Nada deve ser permitido que iniba a formação de mercados, nem se deve permitir a obtenção de rendimentos de outra forma que não seja através de vendas.

Também não deve existir qualquer interferência no ajustamento de preços induzido pela modificação das condições do mercado — sejam estes preços de bens, de mão-de-obra, de terrenos ou do dinheiro.

Assim, não só devem existir mercados para todos os componentes da indústria, como não deve ser contemplada qualquer medida ou política que influencie a acção destes mercados. Nem o preço, nem a procura, nem a oferta devem ser fixados ou regulados; somente se devem contemplar as políticas e as medidas que ajudem a assegurar a auto-regulação do mercado, criando condições que tornem o mercado o único poder organizativo na esfera económica16.

Esta é, certamente, uma fantasia irrealizável; a sua prossecução por organismos transnacionais produziu perturbação económica, caos social e instabilidade política em países completamente diferentes por todo o mundo.

Nas condições em que foi tentada nos finais do século xx, a reinvenção do mercado livre envolveu uma ambiciosa engenharia social em grande escala.

Nenhum programa reformista, hoje em dia, tem hipótese de sucesso, a menos que compreenda que muitas das modificações produzidas, aceleradas ou reforçadas pelas políticas da Nova Direita são irreversíveis. Do mesmo modo, nenhuma reacção política contra as consequências das políticas de mercado livre será eficaz se não contemplar as transformações tecnológicas e económicas que tais políticas conseguiram aproveitar.

A reinvenção do mercado livre induziu rupturas profundas nos países onde foi tentada.

Os legados sociais e políticos que destruíram o acordo de Beveridge na Grã-Bretanha e o New Deal de Roosevelt nos Estados Unidos não podem agora ser recriados.

As economias de mercado social da Europa continental não podem ser renovadas como variantes reconhecíveis da democracia cristã ou social do pós-guerra. Aqueles que imaginam que se pode retornar à «política normal» da gestão económica do pós--guerra iludem os outros e iludem-se a si próprios.


Apesar de tudo, o mercado livre não conseguiu estabelecer o poder hegemónico para o qual foi concebido.

Em todos os estados democráticos, a supremacia política do mercado livre é incompleta, precária e brevemente estará enfraquecida. Não pode facilmente sobreviver a períodos prolongados de revés económico.

Na Grã-Bretanha, as consequências não intencionais das próprias políticas neoliberais encurtaram a sua permanência no poder.

Rapidamente se dispersou a delicada coligação que compreende clientela eleitoral e económica que a Nova Direita mobilizou para apoiar as suas políticas.

Foi dissolvida quer pelos efeitos das políticas da Nova Direita, quer pelas forças que se movem livremente na economia mundial .

As políticas da Nova Direita ofereciam aos seus eleitores a possibilidade de ascenção social. Ao longo do tempo foram sendo desfeitas as estruturas sociais nas quais tais aspirações assentavam.

Além disso, impuseram custos e riscos elevados a alguns candidatos a proprietários. Os que ficaram imobilizados pela desvalorização das suas casas dificilmente se poderiam entusiasmar com o regime de liberalização que lhes criou as dificuldades. As inseguranças económicas que as políticas da Nova Direita exacerbaram não podiam deixar de enfraquecer as coligações que inicialmente apoiaram e beneficiaram dessas políticas.

A esmagadora vitória dos Trabalhistas em Maio de 1997 resultou em parte destes efeitos autodestruidores das políticas de Nova Direita dos Conservadores.

Contudo, as actuais perturbações da vida económica e social não são causadas somente pelos mercados livres. Em última análise, são também provocadas pela banalização da tecnologia. As inovações tecnológicas desenvolvidas nos países ocidentais avançados são rapidamente copiadas em qualquer outro local. Mesmo sem políticas de mercado livre, as economias controladas do período pós-guerra não podiam ter sobrevivido — o avanço tecnológico ter-se-ia encarregado de as tornar insustentáveis.

As novas tecnologias não permitem que as políticas convencionais de pleno emprego resultem.

O efeito das tecnologias da informação é o de tornar instável a divisão social do trabalho.

Muitas profissões estão a desaparecer e todos os postos de trabalho são agora menos seguros.

A divisão do trabalho na sociedade nunca foi tão instável desde a revolução industrial.

O que os mercados globais fazem é transmitir esta instabilidade a todas as economias mundiais e, consequentemente, tornar universal a nova política de insegurança económica.

O mercado livre não pode perdurar numa era em que a economia mundial diminui a segurança económica da maioria da população. O regime do laissez-faire está destinado a desencadear movimentos de oposição que rejeitam as suas restrições.

Tais movimentos — sejam eles populistas e xenófobos, fundamentalistas ou neocomunistas — podem conseguir apenas alguns dos seus objectivos, mas podem fazer desmoronar as frágeis estruturas que suportam o laissez-faire global. Devemos aceitar que a vida económica mundial não pode ser organizada como um mercado livre universal e que melhores formas de governo suportadas por regulamentação global são inatingíveis? O nosso destino histórico é uma anarquia moderna?

É necessária uma reforma da economia mundial que aceite, como realidade permanente, uma diversidade de culturas, regimes e economias de mercado.

Um mercado livre mundial pertence a um mundo no qual a hegemonia ocidental parecia assegurada. Tal como todas as outras variantes da utopia do iluminismo de uma civilização universal, pressupõe uma supremacia ocidental.

Não se enquadra num mundo pluralista no qual não existe nenhum poder que se compare com a hegemonia que possuíram no passado a Grã-Bretanha, os Estados Unidos e outros estados ocidentais.

Não satisfaz as necessidades de um tempo no qual as instituições e os valores ocidentais já não são universalmente dominantes. Não permite que a modernização das múltiplas culturas mundiais se adapte às suas histórias, circunstâncias e necessidades distintas.


Um mercado livre mundial despoleta conflitos geopoliticos entre estados soberanos pela posse de recursos naturais escassos. O efeito da filosofia do laissez-faire, que condena a intervenção do estado na economia, é o de aumentar a rivalidade entre estados pelo controlo de recursos que nenhuma instituição tem a responsabilidade de conservar.

É também evidente que uma economia mundial organizada como um mercado livre global não dá resposta à necessidade de segurança universalmente sentida. A razão de ser de qualquer governo em qualquer parte é a sua capacidade de proteger os cidadãos da insegurança. Um regime de laissez-faire global que impeça os governos de exercer este papel de protector cria condições para um aumento da instabilidade política e económica.

Nas economias avançadas que são governadas de forma competente e eficiente podem encontrar-se formas de mitigar os riscos impostos aos cidadãos pelos mercados mundiais. Nos países mais pobres, o laissez-faire global produz regimes fundamentalistas e funciona como um catalisador para desintegração do estado moderno. Ao nível global, como ao do estado-nação, o mercado livre não promove estabilidade e democracia. O capi-talismo democrático global é uma situação tão irrealizável como o comunismo mundial.



O autor

http://www.lse.ac.uk/people/j.gray@lse.ac.uk/

John Gray

John Gray é escritor internacionalmente reconhecido e considerado um grande pensador na atualidade, natural da Inglaterra em meados de 1947.

Cursou Filosofia na Universidade de Oxford atualmente ensina Pensamento Europeu na London School of Economics.



Algumas são meros exemplos da história
 
Somente para facilitar a busca no futuro


FALSO AMANHECER
John Gray

UNIVERSIDADE DE AVEIRO/GRADIVA

Preço de Capa: 15.46 EURO
Desconto: 10%
Preço Online: 13.91 EURO
Nº de páginas: 288
Ano de Edição: 2000
ISBN: 972-662-714-1



John Gray lança em Falso Amanhecer um ataque vigoroso à ideia, hoje convencional, dos mercados livres globais. As suas teses correspondem a uma verdadeira apostasia, pois o autor foi um prestigioso pensador da Nova Direita inglesa e exerceu grande influência nas políticas de Margaret Thatcher.


Gray argumenta convincentemente que o capitalismo global, decalcado do modelo anglo-americano e promovido obstinadamente pelas organizações económicas transnacionais, é devastador. Os valores individualistas e liberal-democráticos herdados do iluminismo europeu não estão ajustados ao multiculturalismo do mundo moderno global.


Gray não crê em qualquer mão invisível que possa regular os mercados livres globais. A desintegração social nos Estados Unidos e os colapsos económicos da Rússia, do México e da Ásia (que Gray previu na primeira edição deste livro) provam a perversidade dos mercados livres desregulados e aculturais, que minam a coesão social, ao mesmo tempo que exibem produtividades assombrosas.


Neste livro polémico, John Gray oferece-nos uma visão fervorosa, por vezes pessimista, do processo de globalização económica que hoje testemunhamos e, ao mostrar a intrínseca instabilidade do capitalismo global, suscita questões e inquietações de enorme importância e actualidade.


«Necessitávamos de um desafio poderoso para os cegos defensores da globalização. Agora temos um. Um livro entusiasmante, importantíssimo e original.» - Will Hutton
 
citação:Originalmente colocada por Excalibur
...

Gray argumenta convincentemente que o capitalismo global, decalcado do modelo anglo-americano e promovido obstinadamente pelas organizações económicas transnacionais, é devastador. Os valores individualistas e liberal-democráticos herdados do iluminismo europeu não estão ajustados ao multiculturalismo do mundo moderno global.


Gray não crê em qualquer mão invisível que possa regular os mercados livres globais. A desintegração social nos Estados Unidos e os colapsos económicos da Rússia, do México e da Ásia (que Gray previu na primeira edição deste livro) provam a perversidade dos mercados livres desregulados e aculturais, que minam a coesão social, ao mesmo tempo que exibem produtividades assombrosas.

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«Necessitávamos de um desafio poderoso para os cegos defensores da globalização. Agora temos um. Um livro entusiasmante, importantíssimo e original.» - Will Hutton
;)
 
citação:Originalmente colocada por Pé Leve

citação:Originalmente colocada por Excalibur
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Gray argumenta convincentemente que o capitalismo global, decalcado do modelo anglo-americano e promovido obstinadamente pelas organizações económicas transnacionais, é devastador. Os valores individualistas e liberal-democráticos herdados do iluminismo europeu não estão ajustados ao multiculturalismo do mundo moderno global.


Gray não crê em qualquer mão invisível que possa regular os mercados livres globais. A desintegração social nos Estados Unidos e os colapsos económicos da Rússia, do México e da Ásia (que Gray previu na primeira edição deste livro) provam a perversidade dos mercados livres desregulados e aculturais, que minam a coesão social, ao mesmo tempo que exibem produtividades assombrosas.

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«Necessitávamos de um desafio poderoso para os cegos defensores da globalização. Agora temos um. Um livro entusiasmante, importantíssimo e original.» - Will Hutton
;)

E conclusões?

E que soluções?

Isso 'tá tudo nada argumentado, nem parece teu [:p]:D;)

Só uma nota: um modelo liberal é tudo menos não regulado [:p] Fixem isso e deixem-se de tretas [8D]
 
citação:Originalmente colocada por André

Só uma nota: um modelo liberal é tudo menos não regulado [:p] Fixem isso e deixem-se de tretas [8D]
André
O "modelo liberal" não é o que é.
É o que os seus detractores dizem que ele é.
Assim fazem a festa, lançam os foguetes e apanham as canas[}:)][}:)].

E chegam ao ponto de liberal ser sinónimo de direita[:0].
Enfim...
Não se pode fazer nada:(.

É divertirmo-nos a observar os defensores de modelos falhados, como Boaventura de Sousa Santos a viverem nas suas ilusões... e a migrarem para as novas utopias como o Forum Social Mundial...

No fundo.. a velha esquerda a continuar a tentar entender o mundo... sempre no mesmo registo[:I].
E como é curioso ver os velhos defensores dos nacionalismos, fascismos, comunismos, corporativismos.... tão de acordo na critica das democracias e dos modelos liberais.

Mas, ops.... nada disto é novo tb[8D];).
 
citação:Originalmente colocada por J.R.

citação:Originalmente colocada por André

Só uma nota: um modelo liberal é tudo menos não regulado [:p] Fixem isso e deixem-se de tretas [8D]
André
O "modelo liberal" não é o que é.
É o que os seus detractores dizem que ele é.
Assim fazem a festa, lançam os foguetes e apanham as canas[}:)][}:)].

E chegam ao ponto de liberal ser sinónimo de direita[:0].
Enfim...
Não se pode fazer nada:(.

É divertirmo-nos a observar os defensores de modelos falhados, como Boaventura de Sousa Santos a viverem nas suas ilusões... e a migrarem para as novas utopias como o Forum Social Mundial...

No fundo.. a velha esquerda a continuar a tentar entender o mundo... sempre no mesmo registo[:I].
E como é curioso ver os velhos defensores dos nacionalismos, fascismos, comunismos, corporativismos.... tão de acordo na critica das democracias e dos modelos liberais.

Mas, ops.... nada disto é novo tb[8D];).

Nem mais. :)
 
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