Estás a falar do Carlos L ?
eu gosto muito de discordar dele mas acho que é um dos membros que até fala de forma mais fundamentada. Em relação a carros parece conhecer um razoavel leque de pessoas com carros diferentes e por isso tem vários testemunhos que valem a pena ler.
Acho-o uma especie de MST não concordo com metade das suas opiniões mas gosto de ler o que ele escreve. [

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P.S.:
tem bom gosto para carros [

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Agora já tenho os gostos mais maduros. Os restantes são cá de casa. [

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E agradeço a forma como me interpretas. É simpático da tua parte. [

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Quanto ao resto.
Nada na vida é composto de verdades absolutas. Por isso, tentar conciliar o nosso conhecimento com a experiência e sentimento é a melhor forma de enfrentar as situações.
E num determinado contexto, uma frase faz sentido, noutro parece um contrasenso.
Neste fórum, que é um reflexo da opinião pública, surgem correntes de pensamento que por vezes são difíceis de contrariar. E por vezes, já por saturação tenta-se evidenciar um argumento, e por vezes a opinião não colhe.
Claro que quando os argumentos são apresentadas numa base racional, mais quente ou mais fria, o tópico segue o seu fio condutor e as coisas lá vão andando. Acontece que há pessoas que se aproveitam de querelas antigas e aproveitam para meter a faca e tentam fazer disso o seu grande momento.
É pena. Porque provoca reacção e contrareacção e depois acabamos engalfinhados em questões que já se esvaziaram de sentido.
Quanto à questão:
Não há dados concretos sobre a fiabilidade e qualidade, em que se possa taxativamente dizer que A é melhor que B. Sabemos apenas que os construtores definem os seus targets em termos de engenharia, de marketing e de resultados. E tudo isso, no seu conjunto resulta muito complexo.
Eles próprios criam as suas 'verdades' de acordo com as conveniências.
Eu, cuja actividade principal é trabalhar para a indústria automóvel a coligir dados sobre variadissimas coisas, a pedido da casa mãe, não consigo ter uma opinião mais adequada do que qualquer outra pessoa que conheça e goste desta indústria.
Por isso, é razoável que quando explico os meus pontos de vista recorra à minha experiência e sensações, bem como a de amigos que me são próximos.
E daí, estar longe da verdade absoluta, que repito, não existe.
Por isso, convém aprofundar algumas coisas para podermos fazer um 2º ou 3º round de reflexões.
E passemos aos Japoneses. Uma característica que lhes era particular é justamente o 'best value for money'. Ou seja, por este dinheiro que quero dar, é o melhor carro que posso comprar. Não tem nada de ascentral ou que esteja mergulhado no código Bushido ou outra coisa do género. É uma política de marca que só se pode aplicar se se souber fazer bom e barato.
Os Japoneses são mestres nesse conceito. Mas não são mágicos. Quando o Yen era mais fraco, os seus produtos entraram de rompante na Europa e nos USA e conseguiram triunfar. Barato, relativamente bom e com a opinião pública favorável, a conquista dos mercados decorreu naturalmente.
Hoje, essa missão está muito difícil. Se por um lado o fortalecimento do Yen deixou de contribuir para o
barato, o
bom devido à deslocalização, deixou de ser tão
bom como isso. É natural. Outra coisa a ter como exemplo, o Nissan 350Z para os USA tem especificações de qualidade diferentes dos que são para a Europa.
Paradoxo? Não. Mercado.
E passa-se o mesmo com quase todas as marcas. A qualidade não é uma dávida dos Deuses. Ela obedece a conceitos de mercado. Ponto. E a custos. Outro ponto.
O que levanta outra questão. Como ganhar dinheiro neste mercado.
Vendendo caro, com uma melhor imagem de marca do que os outros.
Ao vender mais caro, posso apostar numa qualidade acrescida e gerar mais lucros o que me pode permitir devaneios dentro da indústria.
Daí não ser difícil chegar à conclusão de que a BMW, Mercedes e a VW são produtos de qualidade. Sem ser preciso ir a contar quantos e quais são os carros parados pelas nossas estradas fora.
Ou entrar na guerra das MAF, como outro user referiu e muito bem, parte delas são produzidas na Bosch para muitas marcas.
Aconselho a leitura atenta na AH desta semana, do artigo sobre os desportivos compactos. Parece-me muito lúcido e capaz de enquadrar esta nossa discussão no seu devido lugar.
Eu, sou um fã do GTI, apesar na altura do Golf IV 150cv aquilo ser intragável. Mas deste e especialmente desta versão 30 anos com 230cv, enchia-me as medias.
E vejam as razão porque comprei o CTR na altura.
Vou jantar.