ClioIIIRS
Membro participativo
Vindo da 25 de Abril, a velocidade ao chegar ao topo da subida também depende das “bolas” do condutor.
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Já vi uns quantos carros cuja traseira “ultrapassou” a dianteira na contracurva antes sequer de entrar na A5 propriamente dita…
No último inverno tive aí um episódio num RWD, 320d E91 LCI no caso.A chover num smart cdi da 1ª geração eu virei aí a boneca... Mas verdade seja dita, se não fizesse a curva na bisca, o carro nem passava os 60 o resto da subida por causa da caixa demasiado longa para o motor que tinha... Foi o pior carro que tive em termos de motor/caixa, sem sombra de dúvidas! Mas fazia consumos, na época, absolutamente imbatíveis...
Nem ia depressa mas estava piso húmido e dei apenas um pequeno cheiro de acelerador antes da direção estar totalmente a 0' (ligeiramente para a direita, mesmo no fim do acesso e já a entrar na A5) que foi o suficiente para perder a traseira durante aí meio segundo.
As ajudas e uma pequena contrabrecagem foram suficientes para meter o carro de novo direito, mas ainda deu para um pequeno aperto no estômago. Normalmente tenho cuidado nestas situações e sinceramente já não me lembro pq me deu para acelerar ali (ainda que apenas ligeiramente).
Ibiza FR 2.0 TDI (143cv, 1245kg) fazia salvo erro 170 a esgotar 4ª (cerca das 4,2-4,4k rpm creio).Gavela, para fazermos este teste teria de vir da Ponte 25 de Abril, entrar no acesso a Monsanto e transcrever a curva antes da entrada para a subida no limite e na própria subida apanhar trânsito diminuto, esticando a 3ª velocidade até às 7.200 RPM (a rondar os 130/135 km/h), presumo que não deveria ultrapassar os 165/170 km/h até ao cume da subida (a 4ª corta por volta dos 180/185 km/h).
P.S. Para não existirem equívocos estou a referir-me a um Citroen Saxo Cup 1.6i 16v 120cv completamente de origem (com pneus 185/55 R14") em muitíssimo bom estado geral e as velocidades são aferidas com o seu velocímetro (que deverá ter algum erro).
320d E91 LCI (184cv, 1580kg) acho que fazia ~180 (certamente em 5ª), mas não tenho a certeza absoluta.
O SEAT tinha um erro de velocímetro pequeno (2, 3% máximo), a BMW 5% de erro. Portanto talvez algo como 166 vs 171 de GPS.
Lá está, a diferença não é muita porque reflete a pouca diferença em termos de peso/potência.
No entanto em plano (ou inclinações ligeiras) e dos 120 para cima a 320d anda sempre bem mais.
Este tipo de subidas é interessante porque a aerodinâmica e potência absoluta não têm tanto peso como acelerações e top speed em AEs planas e com espaço.Um dos meus testes preferidos é este de vir do lado da Ponte.
O JCW ainda fez 2 pintores aí, precisamente a passar por debaixo do viaduto logo depois da saída para a Ajuda/Monsanto.
Nessa noite o carro estava bem espigado, tive quase quase quase para continuar gás a fundo pela descida de Caselas a fundo e tenho a certeza que o carro ia esgotar a escala do velocímetro e quiçá passar um bocadinho, mas houve qlq coisa em mim que disse para não o fazer.
Sei pq já tinha dado 262km/h noutra descida menos íngreme que essa e com menos balanço com que ia nesse dia.
Esse carro era "esquisito", tinha noites em que custava a passar dos 235/240 e outras em que parecia que tinha o diabo no corpo.
Aerodinâmica de um prédio da Amadora que deve depender muito do vento.
Neste tipo de subidas o fator mais preponderante é a relação peso/potência.
E aí os HH safam-se bem à partida. Ou pocket rockets no caso do JCW. Mesmo com aeros de tijolo.