[Sociedade] Vício das raspadingas

Se os casinos cá pagam imposto sobre o lucro porque é que as casas de apostas também não pagam imposto sobre o lucro? Lá está, porque senão não havia mama! Tiveram de tributar as apostas de forma diferente para as casas de apostas se passarem todas ao fresco, e poderem meter a cagada do placard da santa casa, assim mama o estado e mama a santa casa....

Claro que casas decentes como Betfair que basicamente é uma exchange de apostas, literalmente um mercado de apostas, nunca vai poder obedecer a esses critérios, e acho muito bem.


Estás mal informado.

Há quase 3 anos que as exchanges têm um imposto diferente das casas "normais":

"Nos casos em que as comissões cobradas pela entidade exploradora são o único rendimento diretamente resultante da exploração das apostas desportivas à cota em que os apostadores jogam uns contra os outros, o IEJO incide sobre o montante dessas comissões à taxa de 35 /prct.."

Ou seja, neste momento a Betfair para operar em Portugal, só tem de pagar 35% sobre as comissões que cobra aos clientes, e nada sobre o volume de apostas.

Se é mau? Sim. Mas já não é impeditivo deles entrarem. Só não entram porque o potencial lucro que teriam em Portugal não é relevante no negócio.
 
Nesse ponto concordo em absoluto contigo. Também não gosto deste sistema de taxação é isso leva algumas casas a aplicar uma odd mínima de aposta, normalmente é 1,2.

É também esse o motivo que a Betfair invoca para não entrar em Portugal.



Era, agora já não é.

Eles já disseram sem mais rodeios que Portugal não é um mercado prioritário.

Acredito que mais cedo ou mais tarde vão acabar por entrar, mas para já não.
 
As casas de apostas não produzem, não acrescentam valor. Todo o dinheiro usado para pagar impostos, prémios e patrocínios tem de ser perdido por alguém. Percebam este princípio básico.

Nao é bem assim. Pela mesma lógica, também podes dizer que qualquer empresa de prestação de serviços não produz nada nem acrescenta valor, a não ser quando exporta serviços.

As casas de apostas produzem empregos diretos e indiretos, e são um grande motor das atividades desportivas, em especial o futebol. Vê lá quantos clubes da liga portuguesa não têm o patrocínio de uma das casas de apostas legalizadas.
 
Nao é bem assim. Pela mesma lógica, também podes dizer que qualquer empresa de prestação de serviços não produz nada nem acrescenta valor, a não ser quando exporta serviços.

As casas de apostas produzem empregos diretos e indiretos, e são um grande motor das atividades desportivas, em especial o futebol. Vê lá quantos clubes da liga portuguesa não têm o patrocínio de uma das casas de apostas legalizadas.

Estás a falar num sentido mais amplo. Claro, tem planos de responsabilidade social.
Eu estava a falar apenas do produto que é a “aposta”
 
Estás mal informado.

Há quase 3 anos que as exchanges têm um imposto diferente das casas "normais":

"Nos casos em que as comissões cobradas pela entidade exploradora são o único rendimento diretamente resultante da exploração das apostas desportivas à cota em que os apostadores jogam uns contra os outros, o IEJO incide sobre o montante dessas comissões à taxa de 35 /prct.."

Ou seja, neste momento a Betfair para operar em Portugal, só tem de pagar 35% sobre as comissões que cobra aos clientes, e nada sobre o volume de apostas.

Se é mau? Sim. Mas já não é impeditivo deles entrarem. Só não entram porque o potencial lucro que teriam em Portugal não é relevante no negócio.

Só 35% lol.... Afinal já não é igual a inglaterra... a piada escreve-se sozinha... Vai-se lá saber porque é que uma empresa não quer entregar de mão beijada 35% só porque sim.

Claro que não é impeditivo... É como eu ter um restaurante que levas com uma cadeira quando entras... Nada te impede de entrar, "só" levas com a cadeira nas costas, mais nada....

Trabalhas pra Santa Casa?
 
Ainda não há apostas hípicas na Santa Casa… nem datas previstas.

Calma homem…

ao tempo que andam a falar nisso, o estado até mudou o imposto de 18% para 35% mal a Santa Casa revelou intenções de o fazer... Claro, as duas put** sempre de mão dada, de forma a que o Placard nunca perca a competitividade.

É tipo os carros diesel em Lemans... Os regulamentos eram altamente limitativos nos carros a gasolina, a dada altura eram 5.5l V12 biturbo diesel a correr contra 3.4 atmosféricos a gasolina ou 2.0 turbo, porque o regulamento não deixava mais... o Diesel tinha de ganhar à força toda, e o Placard é a mesma bodega.
 
É o Placard e as Raspadinhas... é so boa vontade, só altruismo, tudo de fachada.

A Santa Casa e o governo sabem perfeitamente que há demasiado dinheiro gasto em raspadinhas, pessoas a passar dificuldades por causa do vicio das raspadinhas, a viver uma ilusão de riqueza, que na verdade é apenas um roubo de porta aberta....

Mas o que é feito para controlar isso? Nada. Zero controle sobre a quantidade de raspadinhas que se pode comprar por pessoa, porque não há interesse, pelo contrário... Cada vez fazer mais publicidade, e cada vez fazer mais raspadinhas com diferentes bonecos e formatos, para ver se o têm mais sorte com o consumidor (não é o consumidor ter sorte) e amealhar mais uns milhões....

É tudo nosso... Paga tuga.

Conduzir ao telemovel faz mal, passar dos 120 faz mal, estourar a reforma nas raspadinhas e no placard... OK!
 
Só 35% lol.... Afinal já não é igual a inglaterra... a piada escreve-se sozinha... Vai-se lá saber porque é que uma empresa não quer entregar de mão beijada 35% só porque sim.

Claro que não é impeditivo... É como eu ter um restaurante que levas com uma cadeira quando entras... Nada te impede de entrar, "só" levas com a cadeira nas costas, mais nada....

Trabalhas pra Santa Casa?


Eu não vou mais escrever nada sobre o tema, porque tu misturas tudo e não percebes nada do que eu digo.

Apenas apontei que a tua afirmação de que as casas de apostas sempre foram legais antes do placard é completamente falsa.

Também disseste que em Inglaterra não era preciso licença para operar, e por isso havia milhares de sites a operar por lá, o que é igualmente falso.

E finalmente, disseste que a Betfair não entra em Portugal porque o imposto não é sobre o lucro, o que é a terceira afirmação falsa.

Não disse nada se concordo ou não com os impostos (na verdade não concordo). Apenas acho que para falar de um tema, é preciso ter um certo conhecimento do que se está a falar, o que não parece ser muito o teu caso. [;)]
 
Nem é preciso discutir grandes nuances sobre isto.

O problema reside simplesmente nisto... Eu antigamente apostava em MotoGP e Formula 1 com boas odds, e agora não posso, por causa da legislação que Portugal impos nas casas de apostas (se não queres culpar os Chulos do Placard vai dar ao mesmo).

Múltiplas empresas que deixaram de atuar em portugal, continuaram a atuar noutros países, por isso algo de errado não está certo com o que Portugal fez a nível de regulamento que espantou toda a gente...

E quem saiu prejudicado? O povo.... Ponto final, o resto é treta


Não disse nada se concordo ou não com os impostos (na verdade não concordo). Apenas acho que para falar de um tema, é preciso ter um certo conhecimento do que se está a falar, o que não parece ser muito o teu caso.

Falou o gajo que andou a comparar tributação de volume de apostas com tributação dos lucros... ganha noção.​
 
Mesmo com tanto controlo e regras fico cada vez mais abismado com o mercado paralelo de apostas/jogo e comercio ilegal de ingressos.
basta parar uns tempos em bairros ou cooperativas.....depois noutros tópicos perguntem-se porque raio se vê tanto porsche, amg ou M em determinadas zonas aparentemente pobres.
 
Sobre o jogo tive aquilo que se chama de tratamento de choque nos anos 90.

Um familiar, que tinha "tudo", quando digo tudo, digo uma pessoa que criou toda a sua riqueza, fábricas, lojas, vivendas, apartamentos "na praia". Ainda me lembro de ir à casa principal e de ver na garagem quase todos os carros, em formato civil, que corriam no campeonato de ralis mundial. Deltas, Celicas, M3, Quatro, etc. Ele era um apaixonado por aquilo. Ir lá era daqueles acontecimentos de que nunca me vou esquecer.

Começou na brincadeira a jogar com os amigos, depois umas idas aos Casino, depois uns jogos mais privados...

Hoje vive no escritório de um armazém abandonado, como um eremita, com vergonha de ser visto ou falar com a família.

Foi e é uma coisa que me marca, de certa forma até custa entender como se pode perder tanto em tão pouco tempo, mas sempre que vejo qualquer coisa relacionada como jogo lembro-me inevitavelmente dele.
 
Sobre o jogo tive aquilo que se chama de tratamento de choque nos anos 90.

Um familiar, que tinha "tudo", quando digo tudo, digo uma pessoa que criou toda a sua riqueza, fábricas, lojas, vivendas, apartamentos "na praia". Ainda me lembro de ir à casa principal e de ver na garagem quase todos os carros, em formato civil, que corriam no campeonato de ralis mundial. Deltas, Celicas, M3, Quatro, etc. Ele era um apaixonado por aquilo. Ir lá era daqueles acontecimentos de que nunca me vou esquecer.

Começou na brincadeira a jogar com os amigos, depois umas idas aos Casino, depois uns jogos mais privados...

Hoje vive no escritório de um armazém abandonado, como um eremita, com vergonha de ser visto ou falar com a família.

Foi e é uma coisa que me marca, de certa forma até custa entender como se pode perder tanto em tão pouco tempo, mas sempre que vejo qualquer coisa relacionada como jogo lembro-me inevitavelmente dele.


É um problema sério que quase sempre é visto como uma falha de personalidade, mas que muitas vezes tem como origem uma doença, por exemplo transtorno obsessivo compulsivo, doença bipolar, etc. Há estudos que mostram que o vício no jogo é muito mais difícil de ser "curado" do que o vício em drogas. Aliás, nunca é realmente curado, mas sim controlado. Causa muitas vezes depressão, suicídios, entrada em outros vícios como álcool e drogas, etc. Infelizmente pode acontecer a qualquer um, e esse caso que descreves é bastante comum, já que o viciado em jogo é por norma alguém com situação financiera e social acima da média .
 
Sobre o jogo tive aquilo que se chama de tratamento de choque nos anos 90.

Um familiar, que tinha "tudo", quando digo tudo, digo uma pessoa que criou toda a sua riqueza, fábricas, lojas, vivendas, apartamentos "na praia". Ainda me lembro de ir à casa principal e de ver na garagem quase todos os carros, em formato civil, que corriam no campeonato de ralis mundial. Deltas, Celicas, M3, Quatro, etc. Ele era um apaixonado por aquilo. Ir lá era daqueles acontecimentos de que nunca me vou esquecer.

Começou na brincadeira a jogar com os amigos, depois umas idas aos Casino, depois uns jogos mais privados...

Hoje vive no escritório de um armazém abandonado, como um eremita, com vergonha de ser visto ou falar com a família.

Foi e é uma coisa que me marca, de certa forma até custa entender como se pode perder tanto em tão pouco tempo, mas sempre que vejo qualquer coisa relacionada como jogo lembro-me inevitavelmente dele.

Lá está..."supostamente" perde-se menos no casino do que nas raspadinhas, como foi dito por aqui, mas na realidade ainda não tenho conhecimento de ninguém que tenha perdido tudo a jogar nas raspadinhas, já noz casinos...

Tal como a depressão, o álcool ou as drogas, em fase de descontrolo é doença!
 
Tal como a depressão, o álcool ou as drogas, em fase de descontrolo é doença!

É um pouco diferente, porque o álccol e drogas em fase de descontrolo são realmente uma doença, e o vício do jogo pode ser causado por outra doença. Já agora, é altamente hereditário. Um gajo que tenha um pai / mãe que foi viciado em jogo tem uma probabilidade muito maior de também ser.
 
Li há pouco, por acaso, uma coisa engraçada num livro a este propósito:

​​​​​​"A verdadeira missão de um jogador é ser um perdedor. Para assim poder culpar o universo por todos os seus problemas".
 
Milhões em imposto voluntário. É um vicio grave que o governo nunca combaterá.
Gente que gasta todo o dinheiro que lhe sobra e mesmo mais que isso para encher o rabo ao estado. São os contribuintes ideais.
 
O mais interessante é que a maioria que joga nas raspadinhas sao pessoas que recebem o rsi e quiçá desempregadas e com dificuldades .
No final culpam o governo e que portugal nao presta .
A seguir querem ir para a Suíça e aí já nao teem vicios nenhuns , nem raspadinhas nem vida de café nem tabaco nem comer fora ...

Resumindo , acho que muitos teem as suas faculdades limitadas
 
Back
Top