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Depois, comentar acerca de como justifico a opção pelo motor mais potente...
Consideremos desde logo o veículo com os 4.000€ a cor que pretendo, com o extra dos vidros escurecidos e na versão de equipamento Plus.
Se for Single Motor (rear wheel drive) com 272cv, 344km de autonomia, fica por 38.000€
Se for Single Motor (rear wheel drive) Extended Range, com 272cv, 476km de autonomia, fica por 44.000€
Se for Twin Motor Performance (all wheel drive), com 428cv, 450km de autonomia, fica por 46.500€
Ora, posto isto, como considero que a diferença na autonomia vale a diferença no valor, pois convém-me conseguir fazer trajecto de 230km (em média uma vez por mês) e tenho noção que uma autonomia anunciada de 344km dificilmente faz 230km reais sem se ter que, no mínimo, lutar um bocado para o conseguir. Portanto, já era desde logo um requisito que o carro tivesse autonomia anunciada acima dos 400km.
E depois, quem compra o Single Motor Extended Range por 44.000€, a meu ver, só por distração não opta pelo Twin Motor Performance. Pois por 2.500€ passa para AWD e acrescenta 156cv. Não me lembro de ver tal relevância de upgrade no mercado automóvel por valor tão em conta. Aliás, ainda há poucos anos era preciso desembolsar mais de 100 mil euros para alcançar algo com mais de 400cv e a fazer menos de 4 segundos dos 0 aos 100km/h.
Ainda me lembro quando comprei o Peugeot 5008 1.5hdi de 130cv em 2019, em que para ter o 2.0 de 180cv era preciso desembolsar mais 10.000€. Normalmente era assim, para se ter um carro um bocadinho mais potente os valores envolvidos eram quase sempre exorbitantes.
Não que isso seja de extrema importância mas, honestamente e a meu ver, é algo que para quem gosta e pode, há que aproveitar. Neste momento tenho condições para tal e tenho também alguns motivos para pensar que talvez não dure muito mais anos, pelo que pronto, é tirar partido enquanto cá estamos. Isto pode-se ler como uma assunção de que não é uma compra racional ao nível económico. Que, provavelmente, não é. Mas pronto.
Comprando com este desconto e com sorte, talvez se depois o vender dentro de 3 ou 4 anos, ainda consiga um valor que determine uma desvalorização anual média na ordem dos 3 a 4 mil euros, o que é algo que consigo assumir sem grandes dramas, até porque também pouparei algo em combustível. Neste momento gasto à volta de 300 euros por mês em gasolina (Citroen C5 Aircross 1.6 PureTech EAT 180cv de 2021) e, fazendo os mesmos kms com um eléctrico talvez passe a gastar entre 150 e 200 euros por mês.
No entanto o C5 Aircross é para manter, preciso de um carro de família com essas dimensões, pelo que o carro que irei vender (ou dar como retoma) é o C4 Cactus 1.2 PureTech Manual 110cv, edição Origins, de 2019, que está com apenas 38.000km. Pelos valores que tenho visto ser praticados em alguns sites de usados, em que viaturas equivalentes aparecem por valores entre os 18 e os 20 mil euros, suponho que o consiga vender por uns 16 ou 17 mil euros. Tem garantia até Agosto deste ano.
Ah, para terminar, os Tesla 3 têm várias opções (não da marca) de displays para colocar em frente ao volante, alguns que integram na perfeição, parecem mesmo fazer parte do carro.
Neste vídeo dá para ver várias opções:
https://www.youtube.com/watch?v=evN2G7i8X2I
Ou então este, que usa o iphone:
https://www.youtube.com/watch?v=m06bKl98Pws
Será que vai haver algo do género para o EX30?
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