Monte Carlo: Gronholm finalmente vence
Marcus Gronholm / Timo Rautiainen conseguiram vencer pela primeira vez o Rali de Monte Carlo, umas das provas que faltava no extenso palmarés da dupla finlandesa. Curiosamente é também a primeira vez que conseguem um lugar no pódio da prova monegasca, representando este resultado um início de temporada muito promissor.
A 3ª etapa valeu pelas diversas lutas, mas especialmente por aquela que opôs Toni Gardmeister a Sebastien Loeb. As escolhas de pneus revelaram-se essenciais, dada a diversidade de pisos que as três classificativas que tinham dupla passagem apresentavam.
Marcus Gronholm sabia que a 3ª etapa teria de ser levada com muito cuidado para não perder a confortável vantagem que tinha, as escolhas de pneus foram sempre feitas depois de ver o que Gardmeister levavam dada a sua posição recuada na estrada. Por tudo isto é natural que a sua vantagem para o 2º posto se tenha reduzido, mas Gronholm não podia deixar que aquelas saídas que o caracterizam manchasse a sua estreia muito positiva pela Ford.
Sebastien Loeb conseguiu chegar ao 2º posto depois do abandono de 6ª feira, no entanto a transposição dos dois Peugeot 307 WRC não foi tão fácil como o esperado, pelo menos o de Toni Gardemeister. O finlandês, que não tem ainda programa definido para esta temporada, teve uma vez mais uma excelente actuação na prova monegasca defendend-se de Sebastien Loeb ao longo de toda a 3ª etapa e só sucumbindo na derradeira classificativa onde terá optado por não arriscar em demasia. A perfomance dos Peugeot 307 WRC privados de Stohl e Gardemeister impressionou, tendo certamente os pneus BFGoodrich ajudado.
Manfred Stohl cedo percebeu que não tinha chances de acompanhar Gardmeister nem de se defender de Loeb. Com os pisos instáveis o austríaco não conseguia repetir a perfomance de ontem e de forma inteligente jogou pelo seguro no andamento assegurando o 4º lugar final. No entanto, graças à escolha de pneus de piso húmido foi o mais rápido na derradeira classifivativa que era a segunda passagem pelo exigente e longo Col du Turini que agora se denomina La Bollene Vesubie / Sospel. Stohl foi o único carro da OMV Peugeot a terminar, já que Henning Solberg andou por lugares recuados e hoje na derradeira classificativa bateu quando estava ao ataque ao 13º lugar.
Stephane Sazarrazin voltou a fazer boas prestações no dia de hoje, fazendo valer as suas qualidades como piloto de asfalto e numa dia de pouca neve e gelo nas classificativas. Não deixou no entanto de disfarçar a falta de competitividade dos Subaru Impreza oficiais, em parte devido à ineficácia dos pneus Pirelli. Chris Atkinson seguiu-se na classsificação geral deixando boas impressões com um Impreza WRC de 2005.
Mikko Hirvonen subiu até ao 7º lugar, liderando um grupo de pilotos que se mantiveram em luta por esta posção, mas em relação aos quais as diferença foram-se revelando cada vez maiores. Daniel Sordo esteve muito bem ao bater Xavier Pons nesta luta de Xsaras, o jovem espanhol mostrou estar à altura de conduzir um WRC, depois desta prestação numa prova tão exigente e difícil. Gilles Panizzi comprometeu a defesa do 8º lugar em que partiu com um toque numa pedra logo ao início da manhã, acabando por fechar o "top-ten".
Depois do Rali de Monte Carlo já se podem tirar algumas ilacções. A primeira delas é que Sebastien Loeb está para lutar pelos triunfos, se não fosse a desistência de 6ª feira e a penalização de 5 minutos para alinhar no Sábado, o seu triunfo teria sido inquestionável, o que prova a prefomance do conjunto francês assistido pelos belgas da Kronos. Outro ponto positivo para os Peugeot 307 WRC, que poderão vir a causar surpresas pelo andamento evidenciado nas mãos de privados. Terminando o Monte Carlo voltam a colocar-se duvidas em relação a esta prova ter lugar no mundial. As dificeis estradas das montanhas em redor da cidade de Monte Carlo não são difíceis só para os pilotos, as ligação são um inferno para todos e daí os problemas de 6ª feira de manhã. O publico continua a aceder em força a esta prova, e isso deve ser visto como um aspecto positivoe não negativo, porque quando o mundial fôr todo feito de ralis sem publico, provavelmeente morre. Monte Carlo continua a ser único, e por isso deve continuar no calendário, basta os organizadores quererem ser mais eficientes.
Classificação final:
1º Marcus Gronholm – Ford Focus WRC – 4h11m43,9s
2º Sebastien Loeb – Citroen Xsara WRC – a 1m01,9s
3 Toni Gardemeister – Peugeot 307 WRC – a 1m23,2s
4º Manfred Stohl – Peugeot 307 WRC – a 1m42,3s
5º Stephane Sarrazin – Subaru Impreza WRC – a 3m20,2s
6º Chris Atkinson – Subaru Impreza WRC – a 5m02,4s
7º Mikko Hirvonen – Ford Focus WRC – a 6m19,5s
8º Daniel Sordo – Citroen Xsara WRC – a 7m15,2s
9º Xavier Pons – Citroen Xsara WRC – a 7m42,9s
10º Gilles Panizzi – Skoda Fabia WRC – a 9m29,8s
11º Jan Kopecky – Skoda Fabia WRC – a 12m19,1s
12º Olivier Burri – Peugeot 307 WRC – a 14m12,8s
13º Andreas Aigner – Skoda Fabia WRC – a 17m46,1ss
14º Pieter Tsjoen – Ford Focus WRC – a 20m18,0s
15º Matthew Wilson – Ford Focus WRC – a 21m01,3s
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