My god... Ouvi agora o maior disparate que já ouvi na minha vida.... Os bancos não podiam cobrar juros. LOL
Epá isto é uma idiotice... Acho que não vou conseguir debater isto com vocês, pelo simples facto que não consigo ver esta parvoice até ao fim.
Este gajo do documentário só pode ser estúpido de uma ponta à outra. Como é que se faz um documentário deste sem perceber uma ponta de economia é que eu não percebo.
Só se for para apanhar, pelo sensasionalismo, os menos atentos aos temas que ele fala.
Estive a ver o filme com atenção e, apesar de reconhecer que está bem realizado, está alicerçado numa tamanha confusão de conceitos que revelam que o autor mais não é do que um marxista disfarçado. Além de ter ideias relativamente origiais. Vejamos:
(a) factional reserve banking - apesar de o autor demonstrar conhecer o mecanismo do multiplicador monetário demostra a mais completa ignorância sobre a sua verdadeira função. Se não houvesse o multiplicador monetário então não haveria crédito para construir casas, estradas, abrir empresas, etc, o que cria riqueza e postos de trabalho. Se não houverem empresas como é que as pessoas vão trabalhar? Se não houverem impostos como é que o Estado vai ter dinheiro para funcionar e construir hospitais? A proibição do juro levaria à paralisação da economia! Por outro lado o sector bancário encontra-se regulamentado a vários níveis: não só as taxas de juro se encontram regulamentadas por lei como existem autoridades de supervisão bancária que controlam a actividade dos bancos.
(b) política externa americana - a politica externa americana é agressiva e isso pode causar muitos problemas a muita gente. Mas a verdade é que os negócios dos EUA trouxeram muita prosperidade a muitos paises e a muita gente. Vejam o caso do Kuwait, que era um deserto cheio de petróleo antes da Guerra do Golfo e é agora um dos estados mais avançados do médio oriente! Vejam o caso de Portugal: se não fosse a diplomacia do Sr. Carlucci teriamos caído nas ilusões comunistas e neste momento seriamos uma Albânia. Sim já sei que os Portugueses têm a mania que Portugal é uma merd@ mas a realidade é que nos encontramos entre os 30 países mais ricos do mundo!
(c) ditadores - é impressionante a simpatia que o autor do filme demonstra por pessoas como Hugo Chavez, esse líder altamente democrático e preocupado com os destinos do seu povo que alterou a Constituição para se manter no poder e que tem empreendido a filantrópica tarefa de colocar o pessoal da sua confiança política em sectores irrelevantes como o petróleo por forma a que offshores localizados nas Bermudas pertencentes a seus familiares realizem as re-exportações.
(d) neo-liberalismo - usando uma frase de Keynes, pior do que a globalização é a globalização não ocorrer. A globalização e o neo-liberalismo trouxeram trabalho e emprego a largos milhões de pessoas em paises que viviam na mais abjecta pobreza. Vejam o caso da Coreia do Sul e do Japão, cujos produtos passaram de produtos de má qualidade a líderes tecnológicos num período de 30 anos.
(e) trabalho - o autor realmente não gosta de trabalhar e incomoda-o ter que ter uma ocupação. Preferia talvez ocupar-se com coisas elevadas como a poesia e a metafísica. Infelizmente as coisas não funcionam assim e as pessoas têm que produzir na sua vida pois é na produção que reside a riqueza da sociedade. E as máquinas apenas podem substituir algumas tarefas, não podem criar novas máquinas mais eficientes.
O filme é cheio de preconceitos e de ignorância que pretendem reinstaurar um regime marxista. Olhem para a China, Coreia do Norte e os países de Leste e vejam o belíssimo resultado do marxismo naqueles países; comparem com países capitalistas como a Alemanha ou os paises Nórdicos e digam-me o que preferem.