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rande jogo do Zverev mas triste ver aquilo em que o ténis se tornou, um desporto dominado por este pessoal, maioritariamente de Leste que baseia o seu jogo em trocar bolas do fundo do court.
Há gostos para tudo.
Eu gosto deste tipo de ténis, longo e poderoso, como gosto de um ténis mais curto e técnico.
Zeverev não é um jogador de Leste, nasceu na Alemanha e a escola de ténis dele é tão alemã como a de Beker por exemplo.
O Zverev nasceu na Alemanha mas tanto o pai como a mãe foram tenistas soviéticos logo é pelo menos parcialmente um produto da escola de Leste até porque o pai ainda é o seu treinador.
Ainda que o Alcaraz ou o Djokovic atual sejam jogadores com um estilo de jogo moderadamente ofensivo penso que faz falta um jogador ainda mais ofensivo nos moldes de um Pete Sampras ou pelo menos do Federer, que nem sequer era propriamente um jogador de serviço-vólei . O Kyrgios podia ter sido esse jogador mas a cabeça não lhe permitiu chegar lá e o facto das raquetes estarem cada vez maiores e os courts tendencialmente mais lentos não ajudam a que um jogador com este estilo de jogo consiga vingar.
Vocês vão-se rir de mim, mas os dois jogadores que mais gostei de ver jogar tirando o Federer foram o Stefan Edberg pela elegancia serviço/volei e o Jim Courier pela forma como servia e pela direita aberta, aquilo a que o Seabra chama inside out que fez muita escola em todo o circuito.
O Edberg na história do ténis foi o melhor a cobrir a rede e a executar o vólei, no Youtube há lá videos, para se ter uma ideia do quanto bom ele era.
Mas fazendo uma ginástica mental para "produzir" o jogador ideal com as características que achamos melhor de cada jogador:
. Serviço: Raonic
. Recepção ao serviço: Djokovic
. Direita: Del Potro
. Esquerda: Wawrinka
. Smash: Alcaraz
. Vólei: Federer
. Drive Vólei: Alcaraz
. Slice: Federer
. Mental: Nadal
. Físico: Nadal
. Serviço: kyrgios
. Recepção ao serviço: Djokovic / Agassi
. Direita: Federer
. Esquerda: Wawrinka
. Smash: Sampras
. Vólei: Irmãos Bryan lol
. Drive Vólei: Alcaraz (pancada rara).
. Slice: Federer
. Mental: Nadal
. Físico: Nadal / Djokovic.
Não vi os dois primeiros sets mas pelos parciais devem ter sido um massacre.
3 vitórias nos últimos 4 jogos, parece que temos alguém finalmente capaz de bater o Djokovic regularmente em hard-courts.
Novak Djokovic estava naturalmente desapontado pela derrota com Jannik Sinner nas meias-finais do Australian Open 2024. O número um do Mundo foi até questionado sobre se este era o princípio do fim, mas deixou um aviso à concorrência, garantindo que isto foi ‘apenas’ um dia muito mau na oficina.
UM DOS PIORES DIAS
Primeiro quero dar os parabéns ao Sinner pelo seu grande encontro e pelo seu grande torneio até agora. Está de forma merecida na final. Superou-me por completo. Quanto a mim, surpreendeu-me o meu nível, no mau sentido, claro. Não fiz quase nada bem nos dois primeiros sets. É um dos piores encontros do Grand Slam que já joguei. Foi uma sensação muito desagradável jogar desta maneira, mas dou-lhe muito crédito por me ter superado em tudo. Tentei, lutei e subi um pouco o nível no terceiro, mas no quarto set voltei ao mesmo.
SEMPRE LONGE DO SEU MELHOR
Durante todo o torneio não estive nem perto do meu melhor nível. Talvez o encontro com Mannarino tenha sido excelente, mas na maioria não estive nada bem. Não joguei ao nível que costumo mostrar na Austrália. Mas claro que fiquei surpreendido com o meu nível de hoje porque não estava algo tão mau como nos dois primeiros sets, não me senti eu no court. Por isto tudo pode dizer-se que as meias-finais são um bom resultado, mas eu espero sempre o meu melhor e não estava destinado hoje.
NÃO TEVE BREAK POINTS
Essa estatística diz muito. Sinner serviu com imensa precisão e apoiou-se de forma fenomenal no serviço. É difícil descrever o que aconteceu, tudo o que fiz mal. Há muitos aspetos no meu jogo com os quais não estou nada satisfeito. A minha movimentação, a minha direita, a esquerda. Foi tudo bastante mau. Ele foi dominador e quando não enfrentas break points jogas com a mente do teu adversário porque metes muito mais pressão no seu serviço. Fez um encontro incrível.
O PRINCÍPIO DO FIM DE DJOKOVIC
Não sei. Ainda tenho grandes esperanças nos outros Grand Slams e nos Jogos Olímpicos. Isto é só o início da época e não é a sensação a que estou habituado porque a maioria das minhas épocas começou com uma vitória na Austrália. Desta vez é um pouco diferente, mas é assim. Não estive ao meu nível, mas não significa que seja o princípio do fim. Veremos o que acontece no resto da época.