Sem dúvida. aquilo está um barril de pólvora
está um barril de pólvora porque os próprios políticos criaram essa situação com as hipérboles e o catastrofismo. Houve um congressista que descreve isto na perfeição:
em vez de se discutirem políticas e estratégias, criou-se este alarmismo que se o Trump ganha, que se o Bolsonaro ganha, ou o Ventura, ou o crl, vem aí o demónio, vêm aí a extrema-direita, acaba a democracia, acabam as instituições.
ora, isto é completamente mentira, tanto o Trump como o Bolsonaro já foram presidentes, e embora tenham aprovado medidas que deixaram muita gente insatisfeita (e outras pessoas satisfeitas), nunca esteve em risco a democracia ou as instituições.
mas este alarmismo, esta loucura que contamina a vida democrática, faz com que apareçam estes malucos que acreditam na mensagem (tal como muitos maluquinhos republicanos também acreditam que se os democratas ganham começa o comunismo). E depois, quando se torna óbvio que um candidato vai ganhar, maluquinhos como este acham que ou mata o Trump, ou acaba a democracia, e então lá acontecem estas tragédias.
tem de se acabar com este alarmismo e catastrofismo, e deixar que os partidos e as pessoas apresentem os seus programas, que vão a eleições, que as pessoas votem em quem quiserem, e que o lado que perde aceite a derrota com elegância e sentido democrático.
e a comunicação social tem muita responsabilidade, porque tem agendas, pouca independência e alimenta um discurso incrivelmente extremista para com os candidatos que não apoia.