Tópico das Casas

Estás completamente enganado.

A especulação existe apenas porque a habitação é um bem escasso e existe mais procura que oferta. A partir do momento em que passa a haver mais oferta, a pressão para a descida dos preços é inevitável.
A partir do momento em que passa a haver mais oferta, quem tem dinheiro compra e depois coloca no mercado de arrendamento por 3000€.


Isto está mais que comprovado em várias áreas da economia, desde o preço do petróleo ao do café ou do aço.
Que contorcionismo estás a comparar bens de consumo com activos [:D].
 
A partir do momento em que passa a haver mais oferta, quem tem dinheiro compra e depois coloca no mercado de arrendamento por 3000€.

Se 100,000 "especuladores" fizerem isso, mas apenas 80 mil famílias estiverem à procura de casa, adivinha o que vai acontecer a seguir...

A definição de preços através da lei da oferta e procura não é um modelo difícil de perceber, é algo natural na economia de mercado.
 
Se o anuncio pode não ser muito honesto, a tua avaliação também não é.

O prédio está precisamente a meio entre a Quinta das Conchas e o bairro da Musgueira.
E em termos de acessos viários e afins está muitoooo mais perto da Quinta das Conchas que da Musgueira.


A Casa que mostras é na bola vermelha, o parque da quinta das conchas ali a verde e o bairro da musgueira a vermelho. ​

Esquece a musgueira. Ao que eu me quis referir foi ao bairro da cruz vermelha. e esse é coladinho, não é longe como a quinta das conchas.
 
Não é a toa que todas as fotos, repito, TODAS, as janelas estão sempre fechadas ou com as cortinas a tapar a vista. E até mesmo na foto da varanda a foto é tirada com a "vista" para trás e a mostrar apenas a área da varanda que dá para dentro da casa.
Em nenhuma foto se tem bem noção de onde se localiza o apartamento. Logo aí é um grandíssimo red flag!

Com uma vista panorâmica deslumbrante sobre a cidade de Lisboa
- Mas não se lembram de colocar nenhuma foto que valide essa informação....

A sua varanda de 40m² é o cenário perfeito para relaxar, desfrutar das suas refeições ao ar livre e apreciar um pôr do sol absolutamente inesquecível.
- Mais uma vez, sem provas para garantir o que foi escrito. Ou seja, pura BS.

Cada detalhe deste apartamento foi pensado para proporcionar bem-estar, desde a amplitude das divisões até à luminosidade natural que invade o espaço.
- Pelos vistos deve ser excessiva que até passa a ser um estorno, já que em todas as fotos as cortinas estão a "diminuir" a tal luminosidade natural....

:sh):sh):sh)

Eles não mentem no que pus a negrito. Têm varandas enormes sobre a parte sul do parque oeste, um dos grandes jardins da Alta de Lisboa, e sobre o eixo N/S.

As traseiras é que dão para o tal bairro, mas ainda têm uma secção de prédios pelo meio.

Eu acima de tudo questiono o preço, que acho que não pode chegar aos 7 dígitos ali. Ou não deveria.

O bairro problemático é o que está assinalado a vermelho, e os prédios em questão a amarelo:

​​image.png - Click image for larger version  Name:	image.png Size:	725.9 KB ID:	14617199
 
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Eles não mentem no que pus a negrito. Têm varandas enormes sobre a parte sul do parque oeste, um dos grandes jardins da Alta de Lisboa, e sobre o eixo N/S.

As traseiras é que dão para o tal bairro, mas ainda têm uma secção de prédios pelo meio.

Eu acima de tudo questiono o preço, que acho que não pode chegar aos 7 dígitos ali. Ou não deveria.

O bairro problemático é o que está assinalado a vermelho, e os prédios em questão a amarelo:

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Eu diria que construção nova, em Lisboa metropolitana não tens T4 a menos de 900k.
 
Concordo. Na maior parte das casas, não serve para nada.

Já as varandas traseiras (viradas para NW e com vista para um grande arvoredo de um parque de lazer mais abaixo) são um regalo o ano todo, adoro e os meus filhos também ir para lá. Nestes dias de calor temos lá um tapete e almofadas para brincadeiras de fim de tarde e já lá adormecemos depois do pôr do sol. [:cool:]
 
Dependente dos projectos, terrenos e afins, ter uma varanda numa moradia não é tão importante, ás vezes ajuda na linha, na estética.

Esses exemplo ai em cima até são exemplo de que não vão servir de muito... Varandas quase em cima do passeio com uma exposição enorme à rua, vão ter pouco ou nenhum uso.

Estava mesmo a referir-me à estética, isto até aleija os olhos:

IMG_20250722_172651.jpg
 
Isto hoje em dia está agreste para quem ainda não está no carrossel da casa própria.
Quem já tem está mais protegido porque a mesma também está a valorizar estupidamente, mas quem ainda não entrou, pagar quase 1M por um qualquer T3... upa upa....
Não sei onde isto vai parar...
 
Isto hoje em dia está agreste para quem ainda não está no carrossel da casa própria.
Quem já tem está mais protegido porque a mesma também está a valorizar estupidamente, mas quem ainda não entrou, pagar quase 1M por um qualquer T3... upa upa....
Não sei onde isto vai parar...

Problema nao é quem paga 1 milhao, só pagam porque querem, se nao querem ( mas podem ) tem bom remedio.

Problema é quem nao consegue pagar 100K, 150K, ou 800 a 1000 euros de renda.
 
+ um pequeno pormenor que contribui para a crise:
quero comprar uma casa para remodelar
(para depois vender ou alugar, logo se vê)
na compra, não quero descapitalizar e então falei com o banco para obter empréstimo,
sendo todo o restante valor entre entrada, impostos e remodelação do meu bolso

casas antigas para remodelar, poucas são as que possuem licença de utilização (na área onde estou a procurar) e como tal, fiquei a saber que sem essa licença o banco não empresta!! (santander)
ora, lá continuará a casa ao abandono, e menos uma unidade disponível no mercado

Não tem bem a ver com a licença de utilização, tem mais a ver com o estado de conservação. Caso a mesma se encontre inabitável, e portanto isenta de certificado energético, o Santander só te empresta dinheiro para as obras. Passei por isso há uns meses, e recuei porque a casa tinha algumas paredes a desfazer-se (adobe)... Entretanto um investidor avançou e fez as obras em tempo record, o que me faz crer que passou ao lado de algumas burocracias/obrigatoriedades. Acrescentar que emprestam mediante a apresentação de orçamento por parte de empreiteiro.

Isto porque uma casa pode estar isenta de licença de utilização (ano de construção), e o banco empresta o dinheiro, desde que esteja habitável.
 
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Entretanto tenho uma pessoa próxima a passar por um imbróglio.

Colocou o imóvel à venda, apareceu um comprador, assinou CPCV e recebeu cheque do sinal. A imobiliária comunicou no Casa Pronta e houve um organismo público que exerceu o direito de preferência. O cheque do sinal foi devolvido, contactou-se esse organismo público para agendar escritura e agora estes comunicam verbalmente que afinal não estão interessados. Mais um caso para emperrar a justiça...
 
Esquece a musgueira. Ao que eu me quis referir foi ao bairro da cruz vermelha. e esse é coladinho, não é longe como a quinta das conchas.

Não é esse bairro que é para demolir?

Ao lado desse que colocaste os preços são, ou pelo menos eram muito mais baratos.

A qualidade dos acabamentos também parece bem pior.
 
Não é esse bairro que é para demolir?

Ao lado desse que colocaste os preços são, ou pelo menos eram muito mais baratos.

A qualidade dos acabamentos também parece bem pior.

Também já ouvi esse eumor mas não sei até que ponto seja verdade e não algo lançado por promotores.
pessoalmente até nem acho esse bairro nada de mais e prefiro esse do que outros "novos" na zona mais a norte.

Parece-me ser bairro tipico de realojamento de familias da zona nos anos 60/70 como os há em varios sitios tambem eles rodeados de condominios e prédios de luxo, assim de cabeça perto de mim lembro-me do fonsecas e calçada rodeados por casas de 1 milhão e condominios com piscina na junção das laranjeiras com o campo grande.

Ainda sobre esses condominios do lumiar julgo que um user comprou lá casa há coisa de 2 anos e falava-se em valores a rondar 650k para os T3...... ou entao sonhei🙃
 
Sobre o que está a negrito:

Partes de um pressuposto errado para fundamentar os teus argumentos antes e depois desse parágrafo.

Na realidade a falta de habitação a valores que a classe média possa pagar sem recorrer a empréstimos, já não existe na maioria dos países do mundo, este é um problema global.

As diferenças não são de há 40 anos, são anteriores em mais uma década, numa altura em que 3 meses de ordenado da classe média, dava para comprar uma casa, carro, educação superior e férias anuais, em países desenvolvidos e agora um ordenado mal chega para pagar uma renda.

Se falarmos apenas do caso português, em 50 anos, passámos de uma realidade em que a classe média gastava menos de 1/3 de um ordenado para pagar uma renda, para uma situação em que só um ordenado da classe média, mal chega para pagar uma prestação mensal do empréstimo ao banco.

A maioria das pessoas vivem de créditos para tudo e até ja se fazem créditos para as despesas do dia-a-dia, como foi notícia há poucos dias.

Essa lógica de que o problema se resolve com mais habitação esbarra na realidade actual, se as pessoas não conseguem comprar casa e os vencimentos mal chegam para as rendas actuais e tudo o resto, achas que as empresas de construção vão construir casas para quem não tem dinheiro? Isso nem sequer faz qualquer sentido.

Na realidade o que se vê é empresas a construir casas para quem as pode pagar, para os muito ricos, casas de luxo, aqueles que podem ter várias e pagar imi como o Montenegro e o Cavaco ou empresas de construção encostadas aos contratos com o Estado.

Sendo este um tópico sobre casas e nem que fosse de carros ou terrenos, tudo é economia, neste caso, é relevante falar de como a desigualdade na distribuição da riqueza produzida, cria também uma crise da habitação.

Neste momento não existe um problema de oferta de casas, existe um problema de baixos salários.

Não advogo que o problema da habitação são os fundos imobiliários como certas esquerdas defendem, porque há lugar para isso também, mas há certamente um problema de distribuição da riqueza que impede os cidadãos de terem a possibilidade de escolher, se querem comprar, alugar ou investir.




Um post carregado de pressupostos errados, (para quem apontou a mesma falha a terceiros, not bad, not bad...) desfasados no tempo e na história das crises habitacionais que já tivemos nos ultimos 50 anos, e omisso relativamente às reais causas e aos segmentos que mais sofrem com a falta de oferta.

Crédito sempre foi o problema dos portugueses, ou por demasia ou por escassez, casas entregues aos bancos porque as familias não conseguiam pagar, carros entregues ou resgatados pelas empresas de leasing nos anos 90 e 2000 eram aos montes. Trazer para a discussão deste tema desigualdades sociais e distribuição da riqueza, é esquecer a variável para colocarr tudo na constante ideológica. Nada mal para quem se diz académico e da área das ciencias económicas

Façam casas, construam prédios, façam bairros de habitação social como se fez no final dos anos 70 quando Portugal recebeu cerca de um milhão e meio de retornados entre 74 e 78, aumentem a oferta de habitação acessivel e os preços irão cair.

Nos ultimos 6 a 8 anos recebemos o mesmo fluxo de pessoas, a diferença é que nos anos 70/80 na altura muitos retornados foram acomodados pelas familias ou em segundas casas da familia, algo que obviamente não aconteceu com estrangeiros. Junte-se a isto o esvaziamento do stock de casas que existiam anualmente (já escrevi sobre este stock por diversas vezes) na ultima decada, adicionaram-se cerca de 100 mil casas (dados de 2021) contra as 800 mil que se construiram na decada anterior. O saldo é negativo em 700 mil casas, repito 700 mil (!)

Não será num ano, nem em dois ou até três, mas no curto médio/prazo, os preços ajustar-se-ão à oferta. O mercado ajusta-se sempre.



PS. O problema da habitação não é so em PT, certo, mas em PT agrava-se porque a opção viver a 80 ou 100km dos grande centros urbanos e empregadores não é possivel, como o é em muitas capitais por esse mundo fora, porque não há uma rede de transportes funcional. Obviamente quem quer viver no centro de Madrid, NY, Londres, Paris ou Lisboa sabe o que o espera, mas esses não são o problema.
 
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Não é esse bairro que é para demolir?

Ao lado desse que colocaste os preços são, ou pelo menos eram muito mais baratos.

A qualidade dos acabamentos também parece bem pior.

Não me parece.

E como já disseram, é problemático mas não é dos piores.

Mas quer se queira quer não, condomínios mais luxuosos inseridos no meio de bairros sociais, devem ter essa questão refletida no preço. Daí a minha estranheza com valores de ~1.2M€.
 
Não me parece.

E como já disseram, é problemático mas não é dos piores.

Mas quer se queira quer não, condomínios mais luxuosos inseridos no meio de bairros sociais, devem ter essa questão refletida no preço. Daí a minha estranheza com valores de ~1.2M€.

Não? Ok. [:D]
 
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