Reitero, eu nunca disse que seria cada um escrever como quisesse.
Apenas disso que há acentos que são desnecessarios, e que com o habito ninguém sentiria falta.
O teu argumento é semelhante ao dos brasileiros em relação ao trema, que servia para indicar que o U é pronunciado em palavras como:
Aguenta, consequência, tranquilo, cinquenta, linguiça, etc.
Muitos brasileiros, a argumentar contra o AO90, que retirou o trema, usavam exatamente o mesmo argumento de que sem o trema "lia-se mal".
Para um português, que nunca conviveu com o trema, essa questão nem lhe passa pela cabeça.
Nem nos passa pela cabeça que em tempos era necessario um sinal grafico para saber que o U é pronunciado naquelas palavras.
O exemplo que deste é caricato, porque é o caso de um acento diferencial.
Um acento diferencial é um acento que vai contra as regras gerais de acentuação do português.
Pelas regras gerais, pôde não necessitaria de acento, pois é uma palavra com acento tonico na penultima silaba que termina na letra E.
Ou seja, não escreves fôlha, bôlha, nôme, môlho, tôrre, etc.
Pôde é uma exceção, para se diferenciar de pode.
E nada impede de continuar a haver exceções.