Tópico da Língua Portuguesa

Escreveste com P, excepto. Mas não é crítico nem considero na verdade um erro [;)] para quem aprendeu Português antes do acordo em vigor.

Eu escrevo com "p" ou sem "p" indistintamente. Se o corretor corrigir, está corrigido. Se não corrigir, tudo bem na mesma. Não me preocupo muito com os casos específicos do AO 90. Quanto ao resto, julgo ser raríssimo cometer erros ortográficos por desconhecimento, mas farto-me de cometer gralhas. Raramente releio o que escrevo. Num fórum, claro. Se for no trabalho é diferente.
 
Eu escrevo com "p" ou sem "p" indistintamente. Se o corretor corrigir, está corrigido. Se não corrigir, tudo bem na mesma. Não me preocupo muito com os casos específicos do AO 90. Quanto ao resto, julgo ser raríssimo cometer erros ortográficos por desconhecimento, mas farto-me de cometer gralhas. Raramente releio o que escrevo. Num fórum, claro. Se for no trabalho é diferente.

Sim, também me foge para o antes do AO90 muitas vezes, não é problemático. E também como toda a gente cometo gralhas, ninguém é perfeito, então se for escrito num telemóvel essa probabilidade aumenta substancialmente. O que eu não consigo entender são aqueles erros que algumas pessoas dão, neste fórum também como é lógico, de primária e não se preocupam, tipo não saber quando se escreve "-se" ou "sse" ou o mais básico de todos, não saber a diferença entre acento grave e agudo ou o celebre há ou à. Isso é tudo coisas da primária.
 
Tmaben cnosuegem lre itso cmo fcailiaded!

É um fenómeno neurológico que nada tem que ver com a necessidade de não escrever bem! Aliás, sem uma boa escrita não conseguiriam ler.
Mas conseguem perceber o que está mal, certo!

O que só demonstra que se até com letras fora de posição consegues ler "sem problemas", muito menos precisas de acentos a não ser em casos muito especificos onde a sua inexistencia possa causar confusão com outras palavras que poderiam aparecer no mesmo contexto.

Repara, tu percebes Aémrica, Améirca, Amréica, etc.

Mas neste caso estou a escrever de formas sempre diferentes.

Mas, America seria sempre escrito desta forma.

Facilmente te habituarias.

Até porque era assim que se escrevia antigamente.
 
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Está mais que explicado porque é que se lê, é um fenómeno neurológico que só é possível porque existe uma aprendizagem correta da língua, previamente. Se a partir de hoje todos escrevessem (desde a primária) sem acentos ou com letras trocadas ou doutra forma que dessa para entender, em menos de nada a língua ficaria ininteligível com cada um a escrever como acharia que ficaria perceptível.

Depois teríamos casos em que não saberias o que é que está escrito, como este exemplo:
Ele pôde escapar
Ele pode escapar


Reitero, eu nunca disse que seria cada um escrever como quisesse.

Apenas disso que há acentos que são desnecessarios, e que com o habito ninguém sentiria falta.

O teu argumento é semelhante ao dos brasileiros em relação ao trema, que servia para indicar que o U é pronunciado em palavras como:

Aguenta, consequência, tranquilo, cinquenta, linguiça, etc.

Muitos brasileiros, a argumentar contra o AO90, que retirou o trema, usavam exatamente o mesmo argumento de que sem o trema "lia-se mal".

Para um português, que nunca conviveu com o trema, essa questão nem lhe passa pela cabeça.

Nem nos passa pela cabeça que em tempos era necessario um sinal grafico para saber que o U é pronunciado naquelas palavras.


O exemplo que deste é caricato, porque é o caso de um acento diferencial.

Um acento diferencial é um acento que vai contra as regras gerais de acentuação do português.

Pelas regras gerais, pôde não necessitaria de acento, pois é uma palavra com acento tonico na penultima silaba que termina na letra E.

Ou seja, não escreves fôlha, bôlha, nôme, môlho, tôrre, etc.

Pôde é uma exceção, para se diferenciar de pode.

E nada impede de continuar a haver exceções.
 
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Outro exemplo
Como ler isto sem acentuação gráfica:

"Por a mama na forma correta."

Pode ser lido e interpretado de 4 maneiras diferentes:

1- pôr a mãe na fôrma (molde) correta.
2- pôr a mãe na forma correta.
3- pôr o seio na fôrma correta.
4- pôr o seio na forma correta.

Mesmo numa frase mais comprida para dar contexto, pode ter interpretações diferentes caso não tenha acentuação gráfica.

O pai enquanto observava a sua esposa, exclama - "alguma coisa não está bem, para corrigir vou por a mama na forma correta".

Ah, já percebi.

Estás equivocado em relação ao que eu defendo.

Como expliquei, o exemplo que dei em que retirei todos os acentos foi um exemplo para demonstrar porque defendo manter os acentos nas palavras agudas.

Se mantiveres esses acentos, e retirares tudo o resto, irás reparar que há muito pouca ambigüidade (não mais que aquela que já temos em muitos outros casos como: colher, sede, jogo, acordo, acerto, borra, cerro, choro, começo, corte, gozo, olho, rego, sobre, etc)
 
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Reitero, eu nunca disse que seria cada um escrever como quisesse.

Apenas disso que há acentos que são desnecessarios, e que com o habito ninguém sentiria falta.

O teu argumento é semelhante ao dos brasileiros em relação ao trema, que servia para indicar que o U é pronunciado em palavras como:

Aguenta, consequência, tranquilo, cinquenta, linguiça, etc.

Muitos brasileiros, a argumentar contra o AO90, que retirou o trema, usavam exatamente o mesmo argumento de que sem o trema "lia-se mal".

Para um português, que nunca conviveu com o trema, essa questão nem lhe passa pela cabeça.

Nem nos passa pela cabeça que em tempos era necessario um sinal grafico para saber que o U é pronunciado naquelas palavras.


O exemplo que deste é caricato, porque é o caso de um acento diferencial.

Um acento diferencial é um acento que vai contra as regras gerais de acentuação do português.

Pelas regras gerais, pôde não necessitaria de acento, pois é uma palavra com acento tonico na penultima silaba que termina na letra E.

Ou seja, não escreves fôlha, bôlha, nôme, môlho, tôrre, etc.

Pôde é uma exceção, para se diferenciar de pode.

E nada impede de continuar a haver exceções.

Não sendo eu, de todo, um especialista na matéria, agrada-me muito esta abordagem de simplificação da língua escrita, que a meu ver não tem qualquer consequência funesta do ponto de vista literário.
Espanha fez há alguns anos uma reforma deste tipo. Entre 2015 e 2018 andei a aprender espanhol (cheguei ao nível B2) e os meus professores falavam disso de vez em quando. De como algumas palavras eram acentuadas até 2010, se não estou em erro, e depois deixaram de o ser.
 
O que só demonstra que se até com letras fora de posição consegues ler "sem problemas", muito menos precisas de acentos a não ser em casos muito especificos onde a sua inexistencia possa causar confusão com outras palavras que poderiam aparecer no mesmo contexto.

Repara, tu percebes Aémrica, Améirca, Amréica, etc.

Mas neste caso estou a escrever de formas sempre diferentes.

Mas, America seria sempre escrito desta forma.

Facilmente te habituarias.

Até porque era assim que se escrevia antigamente.

Tu só percebes que ali está escrito América porque aprendeste que América se escreve América. Caso contrário, se não tivesses aprendido que América se escreve América nunca conseguirias perceber o que ali está escrito. [;)] Por exemplo, o que está escrito aqui - Cmytoirhcoso? Sem recorreres a uma ajuda na net nunca chegaras lá, porque nunca aprendeste a palavra, e ela existe.
É neurológico.
 
Ah, já percebi.

Estás equivocado em relação ao que eu defendo.

Como expliquei, o exemplo que dei em que retirei todos os acentos foi um exemplo para demonstrar porque defendo manter os acentos nas palavras agudas.

Se mantiveres esses acentos, e retirares tudo o resto, irás reparar que há muito pouca ambigüidade (não mais que aquela que já temos em muitos outros casos como: colher, sede, jogo, acordo, acerto, borra, cerro, choro, começo, corte, gozo, olho, rego, sobre, etc)

Ah já percebi! Não agudas!

Medico e Musico.

De que é que estou falar, Verbos ou substantivos! Sem acentos nunca saberias.

Bem, adiante, tu defendes algo que nem é assim tão "intenso" na língua portuguesa, nas palavras agudas defendes a manutenção do acento e que remédio, nas outras, há as que não dispensam acento como as que partilhei acima, e as outras, também já não serão assim tantas.
 
Ah já percebi! Não agudas!

Medico e Musico.

De que é que estou falar, Verbos ou substantivos! Sem acentos nunca saberias.

Bem, adiante, tu defendes algo que nem é assim tão "intenso" na língua portuguesa, nas palavras agudas defendes a manutenção do acento e que remédio, nas outras, há as que não dispensam acento como as que partilhei acima, e as outras, também já não serão assim tantas.

colher, sede, jogo, acordo, acerto, borra, cerro, choro, começo, corte, gozo, olho, rego, sobre

Todas estas palavras têm diversas pronuncias, consoante o contexto é que sabes do que se trata.
 
colher, sede, jogo, acordo, acerto, borra, cerro, choro, começo, corte, gozo, olho, rego, sobre

Todas estas palavras têm diversas pronuncias, consoante o contexto é que sabes do que se trata.

Muitas vezes nem com o contexto... Podia fazer uns quantos trocadilhos com o rego.[:cool:]
 
A C.M. de Sintra, antes de mandar fazer as placas toponímicas, poderia confirmar como se escreve o nome da senhora.

Pelo menos, num nome acertaram.

 
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