Tópico dos incêndios florestais

Confesso que não estou muito por dentro deste tema, mas parece-me que houve algum retrocesso nas ultimas décadas. Parece que quanto mais teorizam e profissionalizam a coisa mais andam todos os anos a apagar fogos de calças na mão.

O aumento de protagonismo da protecção civil e das autarquias em relação aos bombeiros foi positivo?

Não deveriamos ter um esquadrão de aviões da FAP para combater fohis, evitando negociatas?
 
Na realidade, nas ultimas décadas pouco mudou nos meios e forma como se lida com os incêndios florestais.

Os vários agentes falam muito de prevenção, mas no terreno pouco se faz.

As alterações climáticas conjugadas com o abandono rural criam zonas de combustível denso e seco, que alimentam incêndios cada vez mais poderosos.

Neste contexto, o combate só é possível logo no início do incêndio. Depois de ganhar alguma dimensão, esqueçam, é impossível de combater. É deixar arder e salvar as pessoas e as casas.
 
Este flagelo dos incendios no País mas particularmente no centro do País foi a razão do contra-corrente no Observador

​​​​​​"O país arde e as televisões mostram. Marcelo avisa que vêm aí dias piores e Montenegro garante que tudo está a ser feito. Mas o que falta fazer para não assistirmos a este cenário ano após ano?

https://observador.pt/programas/con...ue-e-como-se-comporta-e-o-que-esperar-debate/


Muito Interessante ouvir Fábio Silva, investigador e ex presidente do Corpo Nacional de Bombeiros.

Fui treinar e aproveitei para ouvir isto, ainda que sem demasiada atenção. Tirando a ideia geral de aceitar o fogo como uma inevitabilidade que soluções é que foram mesmo apresentadas? Pela critica que fazem ao artigo da Wilder e à visão conservacionista da floresta fiquei com a impressão que o objetivo é uma área verde completamente estéril e desprovida de vegetação mas posso ter percebido mal a mensagem.
Gostei do que disse o gajo de IT e criador de gado, uma opinião de quem efectivamente lida com esta realidade todo o ano, no terreno e de forma directa e que vai ao encontro daquilo que já me foi dito por pastores.

Já as intervenções da Helena Matos deixaram bastante a desejar. Uma coisa evidente para todos é que seja qual fôr o rumo que queiram dar no sentido de mitigar o problema não há nenhum governo com tomates para decidir e como isto não se resolve numa legislatura, nem em duas nem três, vamos continuar a ver o país arder de norte a sul mesmo quando o poder passar para as mãos dos novos portugueses.:sh)
 
Confesso que não estou muito por dentro deste tema, mas parece-me que houve algum retrocesso nas ultimas décadas. Parece que quanto mais teorizam e profissionalizam a coisa mais andam todos os anos a apagar fogos de calças na mão.

O aumento de protagonismo da protecção civil e das autarquias em relação aos bombeiros foi positivo?

Não deveriamos ter um esquadrão de aviões da FAP para combater fohis, evitando negociatas?

Ainda aguardo pelos kamov do tio Costa, essa bela aquisição.

Já foram apuradas as responsabilidades por esse erro?

Quanto ao que está a ser feito agora

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E pronto, já chegaram os jotinhas para defender as suas cores com capturas de ecrã do tiktok.
Urbanitas partidários são os piores incendiários deste país.
 
E pronto, já chegaram os jotinhas para defender as suas cores com capturas de ecrã do tiktok.
Urbanitas partidários são os piores incendiários deste país.

Lol
Quais jotitas ?
Isto dos incêndios é um espectáculo pouco digno de se ver, mas é como o big brother: todos os anos uma nova temporada, os jornais abrem em loop, com directos e notícias sensacionalistas.

Há muita coisa a fazer, por acaso eu já tinha ouvido esse podcast do observador. mas eu por exemplo , não percebo porque os nossos reclusos não limpam as matas. Obviamente remunerados, mas limpavam e serviam a população.

Se não há guardas suficientes , contratem se e deem condições aos mesmos.

Mas isto não seria uma boa medida porque?
 
Vai lá meter os reclusos a limpar tojo, austrálias, maias, fetos etc em Março e depois passa lá em Julho ou Agosto para ver como estão os matos.[;)]
Limpar dentro e à volta das aldeias e vilas é uma coisa e tem obviamente de ser feito, tal como bermas, agora limpar milhares e milhares de hectares em encostas onde não se mete sequer um tractor ou onde não há um estradão é paleio de parolo dos estúdios de tv.

inb4 alguém posta helicópteros com laminas de corte a limpar ramos de árvores junto a linhas de alta tensão.[:)]
 
Não deveriamos ter um esquadrão de aviões da FAP para combater fohis, evitando negociatas?

Mas o interesse dos fogos não são mesmo as negociatas que existem a sua volta, agora queres acabar com a galinha dos ovos de ouro para alguns.
Bom, bom era no tempo das golas anti fumo.
Depois da calamidade de Pedrogão, o que é que foi feito em relação ao siresp?

Mentalizem-se, ninguém quer mudar nada em relação aos incêndios.
 
Vai lá meter os reclusos a limpar tojo, austrálias, maias, fetos etc em Março e depois passa lá em Julho ou Agosto para ver como estão os matos.[;)]
Limpar dentro e à volta das aldeias e vilas é uma coisa e tem obviamente de ser feito, tal como bermas, agora limpar milhares e milhares de hectares em encostas onde não se mete sequer um tractor ou onde não há um estradão é paleio de parolo dos estúdios de tv.

inb4 alguém posta helicópteros com laminas de corte a limpar ramos de árvores junto a linhas de alta tensão.[:)]

Muito bem.
Então estamos perante algo inevitável, é isso?

Qual a solução ?
 
Fui treinar e aproveitei para ouvir isto, ainda que sem demasiada atenção. Tirando a ideia geral de aceitar o fogo como uma inevitabilidade que soluções é que foram mesmo apresentadas? Pela critica que fazem ao artigo da Wilder e à visão conservacionista da floresta fiquei com a impressão que o objetivo é uma área verde completamente estéril e desprovida de vegetação mas posso ter percebido mal a mensagem.
Gostei do que disse o gajo de IT e criador de gado, uma opinião de quem efectivamente lida com esta realidade todo o ano, no terreno e de forma directa e que vai ao encontro daquilo que já me foi dito por pastores.

Já as intervenções da Helena Matos deixaram bastante a desejar. Uma coisa evidente para todos é que seja qual fôr o rumo que queiram dar no sentido de mitigar o problema não há nenhum governo com tomates para decidir e como isto não se resolve numa legislatura, nem em duas nem três, vamos continuar a ver o país arder de norte a sul mesmo quando o poder passar para as mãos dos novos portugueses.:sh)

O fogo só é uma inevitabilidade depois de o deixarem acender. Se lá estiverem drones armados pra detectar e neutralizar incendiários em tempo real ninguém o acende. E o único fogo que Portugal tem meios para resolver é o que não chega a acender.
 
O fogo só é uma inevitabilidade depois de o deixarem acender. Se lá estiverem drones armados pra detectar e neutralizar incendiários em tempo real ninguém o acende. E o único fogo que Portugal tem meios para resolver é o que não chega a acender.

Ahahhaha

Drones versão terminator. Judge and executioner, nem há due process
 
Não há homens, veículos ou meios aéreos que consigam fazer frente a isto.

Sem dúvida.

Ou são apagados logo no início (e a grande maioria é), ou então não vale a pena gastar recursos num combate impossível de vencer. É salvar as pessoas e as casas e poupar os recursos para os combates que podem ser vencidos.
 
Todos os anos surgem os mesmos chavões e ideias parvas.

Este ano voltaram à carga os famosos kits para os C130. Dinheiro para o lixo, pois a eficácia dos C130 com esses kits é quase nula, dado o trabalho e tempo que é necessário para re-encher os tanques. O avião precisa de aterrar, parar, e ser enchido de forma lenta. Tudo, isto, para apenas uma descarga.

Dinheiro para o lixo, e parangonas só para fingir que o governo está a fazer alguma coisa.

Estou a ficar farto desta nova forma de governar os países, que se baseia em imagem e comunicação, e substância zero.
 
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Muito bem.
Então estamos perante algo inevitável, é isso?

Qual a solução ?

Solução? Países muito mais capazes que o nosso e gente muito mais inteligente do que eu não a têm.
Eu não tenho sequer a certeza que o fogo seja efectivamente um inevitabilidade, posto isto acho que está claro que o negócio do fogo tem de acabar, não faz sentido continuar a atirar milhões e milhões para cima das chamas e negligenciar o resto.

Já sei que vem aí choro porque enche os bolsos a muita gente mas parcela aqui parcela ali com a porcaria do eucalipto(e quem tiver problema com isto, em vez de vir falar ah e tal a produção X não arde, que tire o cu da cadeirinha e vá fazer uns quilómetros a pé para um mato negligenciado, que isto sim é a norma em PT, e veja em primeira mão a diferença quer de temperatura, de restolho ou da humidade do solo numa zona de eucaliptos e por exemplo de carvalhos ou castanheiro).

Da mesma maneira que existem centenas(milhares?) de vagas para nadadores salvadores todos os verões, convinha começar a pensar em algo dentro dos mesmo moldes mas voltado para as florestas.

Tolerância zero para comportamentos de risco, ecologismo radical nas escolas focado na proteção directa das florestas e conservação em vez de de alterações climáticas e pintar paredes. Promover o consumo de carne e movimentos "back to the land".

Unidades locais voluntárias de supressão rápida de focos de incêndio sob alçada das juntas de freguesia. Construção de presas e sistemas de armazenamento de água nas zonas mais vulneráveis.

Não gosto muito da ideia porque é lá que passo boa parte do meu tempo livre mas considerar a interdição de acesso a zonas florestais em períodos de alto risco. No mínimo acesso condicionado.

Não exactamente da forma como diz o companheiro DoktorHans mas sim, tratar as acções dos incendiários como uma ameaça imediata à vida e permitir uma actuação proporcional das autoridades e de populares.
 
e veja em primeira mão a diferença quer de temperatura, de restolho ou da humidade do solo numa zona de eucaliptos e por exemplo de carvalhos ou castanheiro).

Com estas temperaturas e baixa humidade, arde tudo, a espécie de árvores pouco importa.

Aliás, fala-se muito de eucaliptos, mas os pinheiros ardem com a mesma violência.

E o pior combustível nem sequer são as árvores, são os matos e arbustos finos. Autêntica pólvora!
 
Com estas temperaturas e baixa humidade, arde tudo, a espécie de árvores pouco importa.

Aliás, fala-se muito de eucaliptos, mas os pinheiros ardem com a mesma violência.

E o pior combustível nem sequer são as árvores, são os matos e arbustos finos. Autêntica pólvora!

Se pegares em aço e o atirares para dentro duma forja com temperatura alta o suficiente ele também derrete, não é por isso que deixam de ter propriedades diferentes. Em caso de incêndio o eucalipto é objectivamente pior do que o carvalho e isto não é sequer aberto a debate porque é factual. E depois de ardido volta a atingir dimensões maiores que o carvalho muito mais rapidamente.
 
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