Tópico do crime

Pois, continua com essa retórica, mas fazia-te bem, vires passear até Lisboa, podia ser que tal como o outro, que precisou ir até Reguengos, a mudasses.

Eu já disse à frente de um juiz, e para o meu cliente, para a próxima, não se desvie..

Acho que estas coisas recaem muito no facto de hoje qq coisa que acontece é noticia no espaço de segundos. E por isso pode dar a sensação que há mais crime.
E segundo consta, HÁ, sem dúvida. Mesmo que não seja na mesma medida do choque mediático, mas há.

Mas tudo isto é secundário, tendo em conta que o mais importante é que haja penas severas e antes disso medidas de coacção até que haja julgamento. E claro, fiscalização, policiamento, e todos esses assuntos clássicos.

Exemplo: aqueles 13 que agrediram o outro zeca em Valongo. Aguardam julgamento em liberdade? Mas acontece que eles não o mataram porque não calhou....que 13 a agredir e alguns com ferros e paus foi uma sorte não ter sido uma tragédia ainda maior.
 
Eu sei que o consumo de droga não é crime, mas é completamente degradante, passar na zona do Martim Moniz/Baixa/Mouraria/Intendente, e já a espalhar-se pela Almirante Reis acima, e ver à vista de toda a gente, pessoal a injectar-se, já nem se escondem.

Portanto, se aquela zona está como está, é porque deve haver por ali abastecimento.

Façam rusgas.

Está logo ali a 100 metros do Martim Moniz, a 1ª Divisão da PSP de Lisboa.

Aqui na terrinha, é vê-los em plena luz do dia a fazer negócio, e aqui existe videovigilância, e no ponto de transacção, está mesmo uma câmara por cima.

Já ando há uns tempos para ir passar uns dias ao Porto, e andava com dois hotéis em vista na zona do Campo 24 de Agosto, e em conversa com colegas de trabalho do Porto, avisaram-me para escolher outro local, porque pelos vistos, por aqueles lados também está péssimo.
 
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https://www.jn.pt/justica/artigo/vereadora-de-vagos-morre-em-casa-num-assalto/18011159
 
Sim e ainda há tempos vi reportagem nesse sentido, num dos casos era um carro com pai, mae e filho....todos a consumir....

O que quero dizer é que tem vindo a piorar novamente, nos ultimos anos.

Ok dizes que nao foi erradicado, tens razao, mas houve algum progresso que se tem vindo a perder novamente.

Houve sim uns anos valentes de calmaria que fizeram esquecer o degredo do casal (e não só) nos anos 90, mesmo o que se passa hoje está muito longe daquela realidade.

Tanto no loureiro como na cabrinha a coisa foi estando controlada, de há uns 5 anos para cá começou progressivamente a rumar ao antigo casal e aquilo que vemos hoje.

O mesmo se passa noutros locais velhos conhecidos da má vida como a zona do martim moniz , a malta que só os conhece da actualidade é que pensa que é novidade quando na realidade ainda havia os porfirios e já se abordava para vender louro na rua augusta....sinceramente há gente que sendo de Lisboa ninca deve ter andado realmente naqueles locais sem ser nos ultimos 15 ou 20 anos de calmaria.

não é preciso ser sociólogo ou muito letrado para perceber muita origem de fundo do retorno da decadencia de tudo o que envolve e leva ao mundo da droga. Já agora estendo muito dessa mesma origem a várias situacoes de violência doméstica.
 
Continua o tráfico e o consumo a céu aberto nos prédios e nas encostas.

Os moradores estão ''reféns''.

Ainda há pouco tempo, tive de ir fotografar um carro no bairro e a senhora com que fui falar, teve de dar explicações a alguns individuos que estavam na rua, para eu não ter chatices.

Continua, mas nunca mais foi o mesmo. O casal ventoso nos anos 90 era o maior supermercado de droga da europa, e Portugal tinha nessa altura das taxas mais altas de toxicodependentes da europa também. Nada a ver com os números de hoje.

Mas nao tarda muito e estamos igual ou pior aos anos 90, e ao contrário dos anos 90, em que a epidemia era de heroína, desta vez vai ser de crack/cocaína.

Anda tudo distraido com o impacto da imigração, mas quando acordarem para este novo flagelo talvez seja tarde..
 
Continua, mas nunca mais foi o mesmo. O casal ventoso nos anos 90 era o maior supermercado de droga da europa, e Portugal tinha nessa altura das taxas mais altas de toxicodependentes da europa também. Nada a ver com os números de hoje.

Mas nao tarda muito e estamos igual ou pior aos anos 90, e ao contrário dos anos 90, em que a epidemia era de heroína, desta vez vai ser de crack/cocaína.

Anda tudo distraido com o impacto da imigração, mas quando acordarem para este novo flagelo talvez seja tarde..

Infelizmente (ou felizmente) há muita gente que não tem noção do que isto já foi.
pior, não percebem o trabalho que foi feito para sair desse fosso e têm atitudes que potenciam o regresso dessa bola de neve.
 
Susana Gravato, vereadora em final de funções da Câmara de Vagos, foi encontrada em paragem cardiorrespiratória, na sua residência, em Vagos. A equipa da viatura médica de emergência e reanimação de Aveiro foi acionada para o local. O protocolo de manobras de reanimação ainda tiveram início. No entanto, a mulher não resistiu à gravidade dos ferimentos e o óbito foi verificado.​
Segundo o que o CM apurou, Susana Gravato estava ao telefone, com uma amiga, quando se calou de repente. A amiga ainda tentou retomar a chamada mas sem sucesso. Foi nessa altura que o marido de Susana Gravato foi avisado de que algo de anormal se estaria a passar.​
O homem terá regressado a casa e encontrou a mulher, ensanguentada, deitada no sofá e coberta por um cobertor.​


https://www.cmjornal.pt/portugal/de...ntrada-em-paragem-cardiorrespiratoria-em-casa
 
Houve sim uns anos valentes de calmaria que fizeram esquecer o degredo do casal (e não só) nos anos 90, mesmo o que se passa hoje está muito longe daquela realidade.

Tanto no loureiro como na cabrinha a coisa foi estando controlada, de há uns 5 anos para cá começou progressivamente a rumar ao antigo casal e aquilo que vemos hoje.

O mesmo se passa noutros locais velhos conhecidos da má vida como a zona do martim moniz , a malta que só os conhece da actualidade é que pensa que é novidade quando na realidade ainda havia os porfirios e já se abordava para vender louro na rua augusta....sinceramente há gente que sendo de Lisboa ninca deve ter andado realmente naqueles locais sem ser nos ultimos 15 ou 20 anos de calmaria.

não é preciso ser sociólogo ou muito letrado para perceber muita origem de fundo do retorno da decadencia de tudo o que envolve e leva ao mundo da droga. Já agora estendo muito dessa mesma origem a várias situacoes de violência doméstica.

Qual é o teu take acerca do aumento do consumo e dependência de droga?
 
que tristeza, a mãe que morre, o filho que a mata... o Pai que fica sem família.

Tudo mau.

Não há muito mais a dizer além disto. A loucura (não encontro outra palavra para o ato) que leva um miúdo de 14 anos a dar um tiro na própria mão é indescritível.
(Edit: isto obviamente se não foi um acidente)
 
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Dificuldades socio-económicas e respectiva degradação de seio familiar e laboral (quando ainda existe).

Numa época em que as dificuldades socioeconómicas não são piores que as de há 1 ou 2 década não chega para explicar o fenómeno.
Há outros factores a juntar, a pandemia e o aumento da doenças mentais, o acesso facilitado às drogas leves, a normalização do consumo, as novas drogas sintéticas de baixo custo, o acesso a drogas de venda livre e uma cultura crescente de vida noturna nos grandes centros com muito turismo à mistura.
 
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