Tópico das Casas

Na minha modesta opinião, falta aí um pequeno mas importante pormenor, o risco financeiro.

Nunca esquecer que, na prática, vais emprestar dinheiro, durante um longo período, a uma empresa que não conheces ou conheces muito mal. Sem garantias ( o terreno e o que vai sendo construído está normalmente hipotecado ao Banco que financiou a construção).

Em tempos de vacas gordas, quando tudo se vende e os preços estão sempre a subir, o risco tende a ser menor, mas existe. Além disso, o comprador normal vai ter dificuldade em aperceber-se das mudanças no mercado, o barco pode estar já a meter água e a orquestra continuar a tocar ... e a compra só se vai concretizar daqui a uns anos, muita coisa pode acontecer entretanto.

Há milhares de casos de pessoas que ficaram sem casa e sem dinheiro. Alguns, raros, recuperaram umas migalhas ao fim de muito tempo. Também há muitos milhares de pessoas que fizeram excelentes negócios, há que ponderar tudo e decidir, consciente de que é sempre um risco.

Eu ia escrever isto, mas depois deixei andar.
Partilho um episódio de um casal muito próximo.

Há uns anos compraram em planta, as paredes do prédio foram erguidas com todos os andares, a empresa faliu.
Ficaram sem o dinheiro, dissera-me que nunca receberam nada da massa falida e o pior, há pouco tempo alguém retomou a obra e eles viram o "seu" apartamento (que eles pagaram uma parte substantiva) a ser habitado por outras pessoas.

Eu sei que é um risco medido e com baixa probabilidade de acontecer, mas de facto às vezes acontece.
 
O fibrocimento com amianto foi proibido, alguma problema havia de ter. Amianto inerte não sei o que é.

Inerte no sentido de nao ser o problema de quem o andava a "sninfar" nas fábricas onde o mesmo era cortado e afins.

As condutas de água à volta de LX nao causaram problema nenhum.

Pelo menos, sendo bem mantidas.

E por falar em canalizaçao há por aí muita casinha antiga a dar muita ferrugem de beber, nao sei se faz mal ou nao, da outra vez os meus pais trocaram um cano e jesus, tinha ferrugem de 1 ponta à outra.

Eu, que ando à procura de uma vivenda porque tou farto da porcaria dos apartamentos, tento evitar casas já muito antigas pois já sei que se assim for mais vale fazer logo obras pa mudar isso...que treta.
 

Passa por lá.

Supostamente pertence ao mesmo dono dos Braços de Prata, portanto só quando acabarem esse é que passam para a Matinha.

Há alguns anos andaram a mexer nesse terreno, mas pouco. Acho que não chegaram a descontaminar nada, só devem ter tirado terras para analise? pelo que só quando começarem a fazer buracos maiores é que sabes que se estão a mexer.
 
Na minha modesta opinião, falta aí um pequeno mas importante pormenor, o risco financeiro.

Nunca esquecer que, na prática, vais emprestar dinheiro, durante um longo período, a uma empresa que não conheces ou conheces muito mal. Sem garantias ( o terreno e o que vai sendo construído está normalmente hipotecado ao Banco que financiou a construção).

Em tempos de vacas gordas, quando tudo se vende e os preços estão sempre a subir, o risco tende a ser menor, mas existe. Além disso, o comprador normal vai ter dificuldade em aperceber-se das mudanças no mercado, o barco pode estar já a meter água e a orquestra continuar a tocar ... e a compra só se vai concretizar daqui a uns anos, muita coisa pode acontecer entretanto.

Há milhares de casos de pessoas que ficaram sem casa e sem dinheiro. Alguns, raros, recuperaram umas migalhas ao fim de muito tempo. Também há muitos milhares de pessoas que fizeram excelentes negócios, há que ponderar tudo e decidir, consciente de que é sempre um risco.

Ah sim tens toda a razão, no meio de tudo o que queria falar esqueci-me desse detalhe super importante.

O risco é real. Aliás em 2018 não comprei uma casa precisamente por esse risco... Um terreno vazio, um projecto ainda por aprovar. Um promotor com 2 meses, 1.000€ de Capital Social. E queriam 20% no CPCV e depois duas tranches de 15% uma a 6 meses e uma a 12 meses. OU seja a 12 meses de obra já tinhas a casa 50% paga... O risco era grande e não avancei.
Depois correu bem e essas casas deram uma boa mais valia. Mas ai está, é preciso avaliar também esse risco.
No meu caso, dei 10% no CPCV e mais 10% ao fim de 12 meses de obra. Pelo menos sabes que quando pagas a 2ª tranche, que a obra está a acontecer.
 

Pelo que sei está a "avançar"... Mas em Portugal tudo demora séculos, ainda mais nesse caso com terrenos contaminados...

Só por curiosidade em Oeiras o IHRU ia fazer 770 casas com dinheiros do PRR, em terrenos do Min. da Defesa. E na tutela da CM Oeiras.
Ou seja tens um organismo do estado, a construir em terrenos do estado e na tutela de câmara municipal...
Os concursos foram lançados, ganhos, assinados os contratos e passados 18 meses tens??? Zero!!! Nada feito, nem uma pedra levantada,
Ou seja sem contar com os estudos, o loteamento, os concursos públicos etc etc, já passaram 18 meses. Com isso tudo vamos em quase 36 meses.

E nem são as 770 casas faladas, eram 380 (mais uma menos uma) e o que conseguiram "aprovar" foram cerca de 200 e tal...

Por isso vê lá o que se passa quando é só "estado", imagina o que acontece quando o privado está envolvido...
 
Ah sim tens toda a razão, no meio de tudo o que queria falar esqueci-me desse detalhe super importante.

O risco é real. Aliás em 2018 não comprei uma casa precisamente por esse risco... Um terreno vazio, um projecto ainda por aprovar. Um promotor com 2 meses, 1.000€ de Capital Social. E queriam 20% no CPCV e depois duas tranches de 15% uma a 6 meses e uma a 12 meses. OU seja a 12 meses de obra já tinhas a casa 50% paga... O risco era grande e não avancei.
Depois correu bem e essas casas deram uma boa mais valia. Mas ai está, é preciso avaliar também esse risco.
No meu caso, dei 10% no CPCV e mais 10% ao fim de 12 meses de obra. Pelo menos sabes que quando pagas a 2ª tranche, que a obra está a acontecer.

Se estás a falar do que nós sabemos eles já tinham feito um projecto em Lisboa que tinha corrido “tudo bem”, não eram uns completos desconhecidos.
 
Se estás a falar do que nós sabemos eles já tinham feito um projecto em Lisboa que tinha corrido “tudo bem”, não eram uns completos desconhecidos.

Sim acho que estamos a falar do mesmo. [;)]
E já não me lembro das especificações todas. Mas a empresa foi criada em Julho de 2017 e as vendas começaram em Junho de 2018. Tenho ideia que com aquele nome e empresa não tinham nenhum outro projecto no nome deles.
 
https://www.publico.pt/2025/10/27/e...onstrucao-sao-onde-precos-casas-sobem-2152170

Quem diria. Lá se vai a teoria brilhante. Construir...... mas não é o que se constrói por aqui.

É muito comum os prprietaruos verem os precos de uma edificação nova e devido à proximidade acham que se aquele vale X o meu tambem tem de valer, e assim se vai subindo o preço dos imoveis a ritmos loucos e os promotores das remax&cia são dos que mais incentiva esta loucura.
 
É muito comum os prprietaruos verem os precos de uma edificação nova e devido à proximidade acham que se aquele vale X o meu tambem tem de valer, e assim se vai subindo o preço dos imoveis a ritmos loucos e os promotores das remax&cia são dos que mais incentiva esta loucura.

Não tem nada a ver com os vendedores.

Há várias razões, pode acontecer ou não. Quando acontece é porque existe um aumento da procura naquela zona, a própria construção nova cresce em zonas com forte procura. A construção nova valoriza a área como um todo, a construção nova atrai outros investimentos, outros serviços e isso também valoriza a zona e empurra os preços dos usados para cima. E sim também ajuda a comparação de preços com as casas novas.

Mas tudo isto tem uma baliza que é controlada pela lei da oferta e da procura. Se a construção nova continuar a crescer, esse efeito a curto prazo inverte e não adianta os vendedores de casas marcarem as casas a preços altos se não houver procura para essas casas.
 
É que, as construtoras optam por mercados de segmento altos porque sao muito mais rentáveis, é o que tenho lido e ouvido.

E alguém entendido que me corrija, mas eu imagino que nas gamas de preços altos, dá pa brincar muito mais com margens de lucro e preços.

Imaginemos, alguém que compra por 1 milhao de euros, também paga "facilmente " 1.2 M ou 1.1M e se calhar aquele de 900 mil euros ja nao quer porque nao alguma pintelhisse.

Já quando falamos de casas de 140 mil por ex , muitos optam por uma de 120 ou 110 mesmo que tenha algo de menos bom.

O problema é que o custo de construção é tal que mesmo que vendessem a preço de custo muita gente não conseguiria comprar.

É dificil vender um produto que muita gente nem a preço de custo consegue comprar.
 
Apertem os cintos!!

Preços das casas caem nas zonas da ‘moda’ de Lisboa e Porto

O boom imobiliário dá sinais de pausa em algumas freguesias de Lisboa e Porto. Marvila, Arroios e Foz têm quedas inéditas, no primeiro travão do mercado, à boleia da queda dos preços das casas novas.


Fonte: https://eco.sapo.pt/2025/10/29/precos-das-casas-caem-nas-zonas-da-moda-de-lisboa-e-porto/

A juntar a isto as notícias do outro lado do Atlântico.... uii que isto não está muito bonito....

Recent Layoff Announcements:
1. UPS: 48,000 employees
2. Amazon: Up to 30,000 employees
3. Intel: 24,000 employees
4. Nestle: 16,000 employees
5. Accenture: 11,000 employees
6. Ford: 11,000 employees
7. Novo Nordisk: 9,000 employees
8. Microsoft: 7,000 employees
9. PwC: 5,600 employees
10. Salesforce: 4,000 employees
11. Paramount: 2,000 employees
12. Target: 1,800 employees
13. Kroger: 1,000 employees
14. Applied Materials: 1,444 employees
15. Meta: 600 employees

The labor market is clearly weakening.
 
Last edited:
Ainda sobre comprar em planta.

Também não é raro que os promotores de novos empreendimentos sejam empresas especificamente constituídas para o efeito e que posteriormente desaparecem.

Por acaso não sei o que diz a lei nestes casos, por causa das garantias !? Mas conheço vários casos desses, ou seja de empresas que licenciaram e construiram ou fizeram renovções de fundo em prédios inteiros e posteriormente desapareceram.
 
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