Tópico das Casas

Isto parece ter sido desenhado por um macaco, e não foi sequer um chimpanzé! A começar pela sala/cozinha junta que para mim nunca deixará de ser uma aberração, passando pela porta do segundo quarto a dar para a banca da "cozinha", WC com vista direta para a sala/cozinha e vice-versa... Quanto pagam ao cliente para aceitar ficar com isto?[8b]

Não estás a perceber, aquilo é o quarto da empregada. [:)]
 
Aos entendidos:

É possível pegar-se num apartamento da década de 80 que seja atualmente classe energética C e fazer alterações de forma a passar a A?

Se sim, quanto custará uma alteração dessas, o que será necessário alterar?

Isto porque os apartamentos novos são cada vez mais pequenos chegando mesmo por vezes a ser algo claustrofobico e talvez fosse uma boa opção comprar algo mais antigo mas consideravelmente maior.

Quais as questões negativas associadas para além da questão energética?
 
Aos entendidos:

É possível pegar-se num apartamento da década de 80 que seja atualmente classe energética C e fazer alterações de forma a passar a A?

Se sim, quanto custará uma alteração dessas, o que será necessário alterar?

Isto porque os apartamentos novos são cada vez mais pequenos chegando mesmo por vezes a ser algo claustrofobico e talvez fosse uma boa opção comprar algo mais antigo mas consideravelmente maior.

Quais as questões negativas associadas para além da questão energética?

Honestamente? Na minha opinião isso dos certificados energéticos é algo overrated.
Um classe C pode ser muito bom, não há necessidade de ir cegamente querer mudar para A...
 
Boas, sim conheço a zona, está tudo caro ali e noutras. Em Oeiras tens muitas construção nova, desde Algés, a Miraflores, Carnaxide, Cacilhas, Paço de Arcos. E sim novo T3 a menos de 700k não existe... Nem nos que são em zonas "piores"...

E sim há uma procura grande por varandas desde o Covid, por isso os promotores estão a apostar muito nisso.
Mas já aqui expliquei, o ter uma varanda grande não quer dizer que reduziram o interior. As varandas não contam (é um tema sensível) para a área de construção bruta, pelo que se um construtor tiver 1000m2 para construir. Faz 7 casas de 140m2 e depois faz varandas para ajudar a promover e a ter mais "espaço". As varandas são a somar aos 1000m2 e não a subtrair. Por isso nunca poderias reduzir varanda para ter mais casa. [;)]

Lembrei-me agora que eventualmente se encontra(va) mais barato na Fábrica da Pólvora ou em Tercena, lembro-me de ver para lá uns empreendimentos, mas são muito mais fora de mão para tudo, embora se mantenham dentro do concelho de Oeiras e não sejam exactamente zonas más.

Essa questão das varandas, e especialmente o teu outro post sobre comprar em planta, são extremamente úteis. Serviço público, obrigado!
Ainda ponderamos avançar em planta numa das novas torres de Miraflores junto à CRIL, mas em boa hora não o fizemos - mesmo tendo tido alguns problemas no apartamento usado que compramos, mas sobre isso só falo se algum dia encontrar esta malta daqui do FMG/FAHO pessoalmente 😉
 
Honestamente? Na minha opinião isso dos certificados energéticos é algo overrated.
Um classe C pode ser muito bom, não há necessidade de ir cegamente querer mudar para A...

Associo a uma menor eficiência energética e consequente maior gasto de energia (e dinheiro).

Contudo, será uma boa opção um apartamento com 35-40 anos mesmo que na altura fosse um bom apartamento e que tenha sido remodelado?

Quais as questões que podem tornar um negócio destes negativo?
 
Lembrei-me agora que eventualmente se encontra(va) mais barato na Fábrica da Pólvora ou em Tercena, lembro-me de ver para lá uns empreendimentos, mas são muito mais fora de mão para tudo, embora se mantenham dentro do concelho de Oeiras e não sejam exactamente zonas más.

Essa questão das varandas, e especialmente o teu outro post sobre comprar em planta, são extremamente úteis. Serviço público, obrigado!
Ainda ponderamos avançar em planta numa das novas torres de Miraflores junto à CRIL, mas em boa hora não o fizemos - mesmo tendo tido alguns problemas no apartamento usado que compramos, mas sobre isso só falo se algum dia encontrar esta malta daqui do FMG/FAHO pessoalmente 😉

Também vi as construções do Parque dos Cisnes (esses junto à CRIL), há ai casas boas e casas menos boas. Mas quase todas deram uma boa mais valia. Se bem que houve malta a exagerar e a pedir demasiado e muitas já não se estão a revender.
 
Associo a uma menor eficiência energética e consequente maior gasto de energia (e dinheiro).

Contudo, será uma boa opção um apartamento com 35-40 anos mesmo que na altura fosse um bom apartamento e que tenha sido remodelado?

Quais as questões que podem tornar um negócio destes negativo?

Ninguém tem/teve esta experiência ou conhece quem tenha optado?
 
Associo a uma menor eficiência energética e consequente maior gasto de energia (e dinheiro).

Contudo, será uma boa opção um apartamento com 35-40 anos mesmo que na altura fosse um bom apartamento e que tenha sido remodelado?

Quais as questões que podem tornar um negócio destes negativo?


Tanto quanto percebo, o perito que faz a avaliação só olha para os materiais e equipamentos disponíveis, e usa uma tabela para chegar a resultados.

Num apartamento, coisas como ter janelas modernas, ar condicionado e bomba de calor para as águas quentes podem ser determinantes - já vou descobrir daqui a uns meses quando pedir uma avaliação [:p]

Se é para uso próprio, podem ser feitas as contas do investimento e tempo de recuperação, e o certificado é ornamental (tem prazo de dois anos, salvo erro). Para alugar, o certificado serve para precaver o inquilino acerca do nível de despesas.
 
Tanto quanto percebo, o perito que faz a avaliação só olha para os materiais e equipamentos disponíveis, e usa uma tabela para chegar a resultados.

Num apartamento, coisas como ter janelas modernas, ar condicionado e bomba de calor para as águas quentes podem ser determinantes - já vou descobrir daqui a uns meses quando pedir uma avaliação [:p]

Se é para uso próprio, podem ser feitas as contas do investimento e tempo de recuperação, e o certificado é ornamental (tem prazo de dois anos, salvo erro). Para alugar, o certificado serve para precaver o inquilino acerca do nível de despesas.

Pois, compreendo e agradeço a resposta mas a minha questão pode-se dividir em 2:

-por um lado imaginemos em vez de comprar um apartamento novo T3 comprar um consideravelmente maior T4 mas antigo 30-40 anos já remodelado.
É ou pode ser uma boa opção? Ou nem pensar nisso que só vai dar problemas?

- por outro lado, ao comprar antigo ainda que já remodelado tenho o problema da classe energética muito provavelmente será classe C e não A como o apartamento novo (tenho receio que seja frio no inverno e depois seja necessário uma pipa de massa para aquecer a casa).

O problema aqui é que novo costumam ser áreas muito pequenas e isso causa-me algum desconforto…

Isto é que me deixa na dúvida.
 
Pois, compreendo e agradeço a resposta mas a minha questão pode-se dividir em 2:

-por um lado imaginemos em vez de comprar um apartamento novo T3 comprar um consideravelmente maior T4 mas antigo 30-40 anos já remodelado.
É ou pode ser uma boa opção? Ou nem pensar nisso que só vai dar problemas?

- por outro lado, ao comprar antigo ainda que já remodelado tenho o problema da classe energética muito provavelmente será classe C e não A como o apartamento novo (tenho receio que seja frio no inverno e depois seja necessário uma pipa de massa para aquecer a casa).

O problema aqui é que novo costumam ser áreas muito pequenas e isso causa-me algum desconforto…

Isto é que me deixa na dúvida.

Eu não teria problemas em comprar a tal casa de 40 anos desde que já remodelada. Aliás conheço bem um apartamento alvo de uma remodelação total que por dentro não dizes que não é novo.

Uma casa de 30 anos no atual parque habitacional penso que até se pode considerar relativamente recente.

No meu caso prefiro localização a áreas maiores, condomínios com serviços, etc.

Se o mais velho fosse consideravelmente melhor localizado, seria sem dúvida a minha escolha. Agora se localização e preços são semelhantes, quanto mais novo melhor.
 
O meu maior problema com apartamentos com várias décadas são as canalizações - aqui há cinquenta anos atrás acharam que canos de ferro (não inox) funcionavam bem, e depois têm-se canalizações todas podres em que até a coluna do prédio tem de ser substituida ...

O resto é a tal coisa - janelas e ar condicionado devem fazer 90% do serviço de eficiência energética, a menos que se tenha escolhido um apartamento com uma empena norte para se ter direito a frio e humidade em paredes pouco isoladas. Áreas maiores também dão direito a maior gasto só por serem maiores, como é óbvio.

(E "dantes havia áreas grandes" depende muito, em Lisboa há muito apartamento T3 de 100 m2 dos anos 1960-80, devem ser mais do que os de 150-200, e conheço exemplos de ambos ...)
 
O meu maior problema com apartamentos com várias décadas são as canalizações - aqui há cinquenta anos atrás acharam que canos de ferro (não inox) funcionavam bem, e depois têm-se canalizações todas podres em que até a coluna do prédio tem de ser substituida ...

O resto é a tal coisa - janelas e ar condicionado devem fazer 90% do serviço de eficiência energética, a menos que se tenha escolhido um apartamento com uma empena norte para se ter direito a frio e humidade em paredes pouco isoladas. Áreas maiores também dão direito a maior gasto só por serem maiores, como é óbvio.

(E "dantes havia áreas grandes" depende muito, em Lisboa há muito apartamento T3 de 100 m2 dos anos 1960-80, devem ser mais do que os de 150-200, e conheço exemplos de ambos ...)

E não serem de chumbo ou mesmo com partes em fibrocimento (amianto) já é uma sorte. Tenho um apartamento em Lisboa construído com canalização em cobre, muito melhor que o ferro fundido (não corrói), mas mesmo assim sujeito a rachaduras com o tempo. A parte central já foi toda substituída por PEX, mas os apartamentos, não. Já sei que um dia me vai saír do bolso...
 
E qual é o problema do fibrocimento ( amianto interte ) ? Boa parte de LX e arredores teve rede de abastecimento feita nesse material.
 
Também vi as construções do Parque dos Cisnes (esses junto à CRIL), há ai casas boas e casas menos boas. Mas quase todas deram uma boa mais valia. Se bem que houve malta a exagerar e a pedir demasiado e muitas já não se estão a revender.

No nosso caso era para viver, mesmo.
Só que a construção nova não responde às necessidades do mercado, mesmo de quem até pode pagar um valor bastante razoável. Esses empreendimentos Arco Verde ou Caxias Heights são exemplos disso, porque ficam em zonas anteriormente de cooperativas, habitação acessível, e nem a classe média (ou arrisco-me a dizer média/alta) lá consegue chegar actualmente.
Não quero com isto politizar este post nem discutir o poder de compra dos outros, simplesmente faz-me confusão, com efeitos nas minhas próprias opções, que só se pense em construção “de luxo”, com piscinas no topo (como em Miraflores) e coisas assim.

Por outro lado, provamos, com esta compra, que mesmo uma casa com 15 anos pode ter “coisas” piores do que uma mais antiga, porque tudo depende do uso.
Contudo, tal como nos carros, se a base for boa… Dá para compor!
 
Isto é que me deixa na dúvida.
Eu não teria dúvida nenhuma em efectuar uma remodelação mais profunda como trocar tubagens da água, renovar tubagens de electricidade, actualizar para ITED2, forrar o tecto com lã e tecto falso, chão flutuante com insonorização, nada disso é estupidamente caro, demora, mas faz-se.

Haja um sítio para 6 meses de dormir enquanto se faz obra.


Edd :)
 
Comprar em Planta:

Queria fazer aqui um pequeno post do Comprar em Planta, isto porque passei por esse processo e há pouca informação partilhada (também porque durante muito tempo não se construiu) e há alguns detalhes que é preciso acautelar e ter em atenção.

....
...

Na minha modesta opinião, falta aí um pequeno mas importante pormenor, o risco financeiro.

Nunca esquecer que, na prática, vais emprestar dinheiro, durante um longo período, a uma empresa que não conheces ou conheces muito mal. Sem garantias ( o terreno e o que vai sendo construído está normalmente hipotecado ao Banco que financiou a construção).

Em tempos de vacas gordas, quando tudo se vende e os preços estão sempre a subir, o risco tende a ser menor, mas existe. Além disso, o comprador normal vai ter dificuldade em aperceber-se das mudanças no mercado, o barco pode estar já a meter água e a orquestra continuar a tocar ... e a compra só se vai concretizar daqui a uns anos, muita coisa pode acontecer entretanto.

Há milhares de casos de pessoas que ficaram sem casa e sem dinheiro. Alguns, raros, recuperaram umas migalhas ao fim de muito tempo. Também há muitos milhares de pessoas que fizeram excelentes negócios, há que ponderar tudo e decidir, consciente de que é sempre um risco.
 
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