por isso é que um dia só vão sobrar os funcionários públicos e não vai haver mais ninguém para lhes pagar a festa.
Não vás por aí Jimbo. O passado provou que para a FP vai haver sempre quem lhes pague a festa.
Recordemos o que se passou no tempo da Troika em que teria sido fundamental ter aproveitado essa época para uma reforma a sério do Estado, fosse nº de funcionários, fossem regalias, fossem avaliações, etc, mas sempre que se tentou fazer alguma coisa, o Tribunal Consitucional o que dizia?
» É inconstitucional.
Recordo ainda o seguinte: a taxa de desemprego em 2008 (no ano da crise) fixou-se em 7,6% tendo atingido um máximo em Janeiro de 2013 de 18,3%.
Quem recebeu o impacto destes nº's foi o sector privado (que é o sector produtivo), porque no sector público não se podia, nem pode despedir.
Isto faz algum sentido?
sim, ninguém se lembra disto e hoje em dia fizeram a narrativa que o PPC cortou nos rendimentos de toda a gente, mas a proposta original de passos coelho foi só cortar nos excessos do sistema - nos funcionários públicos. Mas o TC chumbou sucessivamente quaisquer medidas que apenas incluíssem FPs, e assim o governo foi obrigado a incluir quem trabalhava também.
os acrobatas do TC bloquearam medidas que penalizassem só os FPs com base no princípio da igualdade, mas depois as medidas que foram propostas para retirar benefícios à FP e igualá-los ao privado, o TC chumbou com o princípio da confiança no Estado []
que biltres.
Ó formador explica lá a estes humildes tugas como é que pode ser sustentavel alguém refirmar-se aos 44 anos? []
Desconta 2/3 do ordenado para a Ss? Ou é mesmo para ser por conta dos outros contribuintes?
Este tópico está top !!
Só dá aldrabões e invejosos
Adorei esta tirada : "Se eu voltar a sair, devem precisar de pelo menos uns 6 ou 7 imigrantes para substituir os impostos que pago" []
quantas pessoas (imigrantes ou não) com ordenado mínimo (ou descontos minimos) são precisas para que os seus descontos paguem 1 reforma de 10.000 de 1 juiz ?
Tentar normalizar reformas antecipadas ou fire, por exemplo professor a começar a trabalhar aos 23 anos e reformar-se aos 44 anos. 21 de descontos e 37 de reforma.
Eu acho graça discutir temas complexos e receber respostas simplistas parece que voltei a dar aulas no ensino básico.
Já lá dizia o outro, "quando a única ferramenta que tens é um martelo, todos os problemas são pregos".
O problema desta pequenez no pensar é a realidade em que coloca o país.
Reparem, quando se compara a ss com esquemas de ponzi, não se revela apenas o desconhecimento, tenta-se induzir os outros à ignorância e desviar a atenção de um tema importante, a fuga aos impostos --> a transferência de riqueza para fora do país --> os salários baixos.
Quando se diz que os funcionários públicos foram beneficiados durante a crise internacional do subprime que também afetou Portugal e levou o primeiro-ministro a querer ir além da troika, está tentar direcionar a culpa para o grupo que mais prejudicado foi (carreiras congeladas durante mais de 10 anos, cortes nos suplementos, subsídios de férias e de natal retirados, redução brutal dos recursos humanos e consequentemente da capacidade de resposta do Estado aos problemas urgentes do país e todos se lembram da falta de pessoas no serviço nacional de saúde e limpeza pública, polícias e outros, durante a pandemia), com as políticas tacanhas que atrasaram o país em quase 20 anos, quando na realidade o caminho devia ter sido outro, à semelhança de diversos países europeus que também passaram pelo mesmo e saíram-se bastante melhor do que nós.
Podia continuar a dar aqui exemplos de como não se resolvem problemas complexos com frases feitas simplistas ou políticas infantis, mas acho que já perceberam.
Quanto a questão da idade de reforma, o meu ponto é, há países neste mundo (felizmente) onde certas profissões tem idades de reforma mais baixas, pela natureza das funções exercidas que, naturalmente provocam um maior desgaste físico e psicológico (em Portugal isso não acontece apenas e só, por puro sadismo).
No entanto, nos casos em que isso acontece, tal não significa que estas pessoas deixaram de trabalhar, significa apenas, que foram compensadas pelo maior esforço exigido a algumas profissões (dei alguns exemplos acima) durante um número razoável de anos, com uma "carta livre da prisão".
Também conforme escrevi acima, tenho diversos colegas que são reformados e decidiram procurar um novo percurso profissional e dedicar-se a outras áreas (onde até são melhor remunerados), deixando vagas abertas em diversas empresas ou sector público, para os mais novos com mais energia e conhecimentos mais atualizados.
E francamente, se alguém se reforma de uma função exigente aos 44 ou perto disso e decide vir da Escócia para conhecer Portugal ou vice-versa, que direito tenho eu ou qualquer pessoa, de colocar isso em causa ou de se preocupar com a vida dos outros.
Também devo dizer que achei graça às críticas ao tribunal constitucional, fala-se tanto da falta de literacia financeira do português, mas parece-me que falta acima de tudo, literacia em civismo, em liberdade e todos os outros conhecimentos essenciais para se viver numa sociedade.
Eu acho graça discutir temas complexos e receber respostas simplistas parece que voltei a dar aulas no ensino básico.
Já lá dizia o outro, "quando a única ferramenta que tens é um martelo, todos os problemas são pregos".
O problema desta pequenez no pensar é a realidade em que coloca o país.
Reparem, quando se compara a ss com esquemas de ponzi, não se revela apenas o desconhecimento, tenta-se induzir os outros à ignorância e desviar a atenção de um tema importante, a fuga aos impostos --> a transferência de riqueza para fora do país --> os salários baixos.
Quando se diz que os funcionários públicos foram beneficiados durante a crise internacional do subprime que também afetou Portugal e levou o primeiro-ministro a querer ir além da troika, está tentar direcionar a culpa para o grupo que mais prejudicado foi (carreiras congeladas durante mais de 10 anos, cortes nos suplementos, subsídios de férias e de natal retirados, redução brutal dos recursos humanos e consequentemente da capacidade de resposta do Estado aos problemas urgentes do país e todos se lembram da falta de pessoas no serviço nacional de saúde e limpeza pública, polícias e outros, durante a pandemia), com as políticas tacanhas que atrasaram o país em quase 20 anos, quando na realidade o caminho devia ter sido outro, à semelhança de diversos países europeus que também passaram pelo mesmo e saíram-se bastante melhor do que nós.
Podia continuar a dar aqui exemplos de como não se resolvem problemas complexos com frases feitas simplistas ou políticas infantis, mas acho que já perceberam.
Quanto a questão da idade de reforma, o meu ponto é, há países neste mundo (felizmente) onde certas profissões tem idades de reforma mais baixas, pela natureza das funções exercidas que, naturalmente provocam um maior desgaste físico e psicológico (em Portugal isso não acontece apenas e só, por puro sadismo).
No entanto, nos casos em que isso acontece, tal não significa que estas pessoas deixaram de trabalhar, significa apenas, que foram compensadas pelo maior esforço exigido a algumas profissões (dei alguns exemplos acima) durante um número razoável de anos, com uma "carta livre da prisão".
Também conforme escrevi acima, tenho diversos colegas que são reformados e decidiram procurar um novo percurso profissional e dedicar-se a outras áreas (onde até são melhor remunerados), deixando vagas abertas em diversas empresas ou sector público, para os mais novos com mais energia e conhecimentos mais atualizados.
E francamente, se alguém se reforma de uma função exigente aos 44 ou perto disso e decide vir da Escócia para conhecer Portugal ou vice-versa, que direito tenho eu ou qualquer pessoa, de colocar isso em causa ou de se preocupar com a vida dos outros.
Também devo dizer que achei graça às críticas ao tribunal constitucional, fala-se tanto da falta de literacia financeira do português, mas parece-me que falta acima de tudo, literacia em civismo, em liberdade e todos os outros conhecimentos essenciais para se viver numa sociedade.