Leapmotor B05

A proposta que o Vanquish apresentou é uma proposta de Renting.

Num renting o carro não pode ser adquirido no final do prazo, tem de ser devolvido à empresa de renting. O renting não prevê um valor residual no final do contrato., muitos menos a meio do contrato. Este é um aspecto que muitos ignoram.

Se a idéia é ficar com o carro no final, deve-se optar, p. ex., por um contrato de leasing.
 
Pois, também tens razão, nos dias que correm por vezes as reparações arrastam-se por meses...

A proposta que o Vanquish apresentou é uma proposta de Renting.

Num renting o carro não pode ser adquirido no final do prazo, tem de ser devolvido à empresa de renting. O renting não prevê um valor residual no final do contrato., muitos menos a meio do contrato. Este é um aspecto que muitos ignoram.

Se a idéia é ficar com o carro no final, deve-se optar, p. ex., por um contrato de leasing.
Não prevê residual, porque não tem componente de amortização de capital na renda a ser determinada.

Contudo, há aí locadoras e financiadoras que metem "opção de compra" em certos contratos, pelo valor futuro final garantido ou um "pvp".
 
Só um reparo: é possível solicitar a compra do carro à empresa de renting mas não se sabe de antemão qual será esse valor (ou seja, não existe um valor residual pré~definido).
Não prevê residual, porque não tem componente de amortização de capital na renda a ser determinada.

Contudo, há aí locadoras e financiadoras que metem "opção de compra" em certos contratos, pelo valor futuro final garantido ou um "pvp".
Exato ;)

Quanto à "opção de compra", num renting poderá existir essa possibilidade mas não se sabe de antemão qual o valor a pagar.
P.ex., na Ayvens é possível solicitar a compra do carro, mas só a 3 meses do final do contrato é que a empresa informa o valor pelo qual se poderá adquirir o carro.

O renting não foi concebido para adquirir o carro, mas sim para utilizar o carro.
 
Só um reparo: é possível solicitar a compra do carro à empresa de renting mas não se sabe de antemão qual será esse valor (ou seja, não existe um valor residual pré~definido).

Exato ;)

Quanto à "opção de compra", num renting poderá existir essa possibilidade mas não se sabe de antemão qual o valor a pagar.
P.ex., na Ayvens é possível solicitar a compra do carro, mas só a 3 meses do final do contrato é que a empresa informa o valor pelo qual se poderá adquirir o carro.

O renting não foi concebido para adquirir o carro, mas sim para utilizar o carro.
Sei perfeitamente.

Contudo, também acompanhei o mercado e a tentativa dos bancos associados às marcas de inventarem, com produtos "hibridos".
 
294€ x 1.23 = 361,62€ x 60 meses = 21697,20€

Entrada - 1500€ x 1,23 = 1845€

23542€

É renting, mas seguro é à parte?

É que altera as contas.

A oferta de manutenção eu anulo com as possíveis cobranças de toques no final do contrato.


E sem ter em conta o valor do € ao longo do tempo, custo de oportunidade e tesouraria.
 
294€ x 1.23 = 361,62€ x 60 meses = 21697,20€

Entrada - 1500€ x 1,23 = 1845€

23542€

É renting, mas seguro é à parte?

É que altera as contas.

A oferta de manutenção eu anulo com as possíveis cobranças de toques no final do contrato.


E sem ter em conta o valor do € ao longo do tempo, custo de oportunidade e tesouraria.
Considerando que vou deduzir 100% do IVA, o valor a considerar (efetivamente gasto) é de 19139,84€ (319€/mês incluindo a entrada).

Á Aluguer Operacional de Veiculo (AOV) e, sim, o seguro é à parte, e pode ser escolhido e contratado por mim.

Para já, estou apenas a fazer contas, e da maneira que vejo a evolução do contexto económico, provavelmente o mais certo é ficar quieto.

As contas, para mim, são relativamente simples;
  • Atualmente pago 280€ do crédito que pedi para adquiri o veiculo (crédito sem estar relacionado com o veiculo - o veiculo é meu/da empresa), sendo que restam 33 meses.
  • O meu veiculo está a terminar a garantia, pelo que apesar das manutenções passarem a ser à minha vontade, terei sempre que as fazer. Por exemplo, neste momento já necessita de rever a suspensão frontal (topos dos amortecedores, silent blocks, etc). Já para não falar que, naturalmente, quanto mais idade e kms, maiores são as probabilidades de gastos extra. Não que os espere, mas é sempre uma incógnita.
  • À data do fim do crédito, o veiculo terá cerca de 10 anos e 200k kms. Acredito que ainda esteja bom, mas certamente nessa altura tentarei trocar, ou seja, provavelmente manterei uma mensalidade destinada ao veiculo.
  • Neste ponto, apesar de felizmente até poder pagar mais, gosto de ser prudente, e não queria fugir muito dos 300€/mês.
  • Se conseguisse um valor de venda razoável para o meu veiculo, liquidava o crédito que tenho (condição essencial, caso contrário não avanço para outro), pagava a entrada do B05 e ainda sobrava algum dinheiro.
  • Não estou a considerar pneus e seguros, uma vez que já os pago atualmente no meu veiculo, extra mensalidade.
Dito isto, a concretizar-se, objetivamente a questão resume-se a passar de um custo de 280€/mês para 294€/mês durante os 33 meses que faltam para pagar o atual crédito, e acrescentar mais 27 meses para além dessa data, e durante 5 anos não ter custos acrescidos em manutenção ou avarias.

Único senão; se mantiver, dentro de 33 meses tenho o meu carro e não tenho qualquer crédito, se bem que, com a idade e kms, o valor dele será residual; se avançar, dentro de 60 meses não tenho qualquer custo mensal, mas fico sem carro.

A considerar; trata-se de um carro de trabalho, dentro do qual passo a maior parte do dia, pelo que gosto de ter algum conforto e, passados alguns anos, a vontade de mudar acaba sempre por aparecer.

É daquelas coisas que não me tira o sono, estou servido, mas pode estar aqui uma boa hipótese de trocar, pelo que tenho que analisar e ponderar com calma e "cabecinha". Aliás, ainda vou visitar o stand para ver e experimentar o carro e, quem sabe, a compra até pode ser opção, é tudo uma questão de números.

E sintam-se à vontade para comentar, pois apesar de cada um saber da sua vida, é sempre bom ouvirmos outras opiniões, pois pode sempre escapar algo. ;)
 
Última edição:
30.000 e picos/1,23 = 24.390€ Vs 19.193€ do AOV.

É só dar os dados, cada um faz o que quiser com eles.

Certo, se tivesse os 24390€ disponíveis, excelente, mas não tenho...

Quanto é que me vão custar, vá, 18000€ em juros durante o período necessário (84 meses?) para manter a prestação nos ~300€?

E quanto valerá o carro ao fim de 7 anos? (apesar de tudo estou ciente que é uma marca chinesa e recente do mercado, pelo que o futuro vale o que vale...)
 
Futurologia é complicado… mas creio que esse carro vai ter muita procura mesmo com 7 anos! A bateria é boa e significativamente grande para comer a degradação.
Só se o futuro lhe reservar problemas de motores ou cancros malucos de concepção… mas pronto essas coisas normalmente resolvem se com kits de alteração de qualquer coisa mecânico.

Um bom negócio em novo melhora as hipóteses de um bom retorno em usado.

Não é há toa que os topos de gama desvalorizam logo muito nos primeiros tempos, já são caros por natureza…
 
Certo, se tivesse os 24390€ disponíveis, excelente, mas não tenho...

Quanto é que me vão custar, vá, 18000€ em juros durante o período necessário (84 meses?) para manter a prestação nos ~300€?

E quanto valerá o carro ao fim de 7 anos? (apesar de tudo estou ciente que é uma marca chinesa e recente do mercado, pelo que o futuro vale o que vale...)
Mas não seria ter os 24390€ disponíveis. É mesmo os 30000€.

Mesmo assim não creio que só estivesse avaliado em 7.000€ após 5 anos.

Eu não estou a dizer o que deves ou não fazer já agora.

É um caso muito particular.


É só para dar os dados gerais, para outros que lêem.
 
Última edição:
Certo, se tivesse os 24390€ disponíveis, excelente, mas não tenho...

Quanto é que me vão custar, vá, 18000€ em juros durante o período necessário (84 meses?) para manter a prestação nos ~300€?

E quanto valerá o carro ao fim de 7 anos? (apesar de tudo estou ciente que é uma marca chinesa e recente do mercado, pelo que o futuro vale o que vale...)

Do ponto de vista do negócio em si, eu trocava.

Acho que vendes com facilidade o teu pelo valor da dívida (talvez até mais uns trocos para a entrada).

Acho que mais vale andar a pagar meio carro novo do que meio carro velho, por assim dizer.

Há todo um conjunto de questões de garantia, segurança e modernidade que não são tangíveis em valor e que jogam a favor do carro novo.

Portanto na minha cabeça 90% a favor da troca do ponto de vista objectivo

Os outros 10% seriam subjectivos e divididos em duas partes:

1 - como é a ergonomia do veículo? Andas muito de carro (eu faço mais de 30 mil ao ano), isso sente se no corpo. No meu caso são viagens e pelo que percebo do teu caso é mais entrar e sair n vezes ao dia... Esse leapmotor é mais confortável que o teu nisso? Cada carro é um carro e convém estar atento nisto.

Neste ponto 1 incluo as ajudas electrónicas de segurança. Dá para desligar ou não? A marca tinha sido muito criticada nalguns modelos iniciais neste aspecto. Isso para mim era uma deal breaker dado que não estou para andar o dia todo a conduzir com a sogra ao lado.

2 - fiabilidade (e disponibilidade) da marca.

Aqui a coisa torna-se ainda mais subjectiva. Não estamos a falar de um puretech..imagina que tinhas gasolina paga por um patrão e tinhas a hipótese de ir buscar em renting um stellantis desses micro híbridos puretech. Aí podias até pensar que para 5 anos e 100 mil kms até confiavas no motor que até já foi revisto. Ou então excluias logo..mas sabias do que estavas a falar. Aqui é uma incógnita total. A marca é basicamente nova.
Eu tenho pessoas conhecidas com MG4 e dá para ter uma opinião e para perceber os prós e contras do produto (isto comparando com eléctricos chineses já projectados para puro EV). Mas mais uma vez aqui estamos às escuras.
Portanto apesar de ser um renting e o carro não ser nosso, os problemas evitam-se... E sendo carro de trabalho, problemas implicam sempre um custo mais ou menos escondido.

Eu se ultrapassasse a questão da ergonomia em teste drive ou algo semelhante, ficaria 95% convencido e reflectia apenas na questão da fiabilidade e disponibilidade da marca.

Sempre houve inúmeros carros que apesar de serem excelentes e uns darlings da imprensa, simplesmente não deram para carros de trabalho. Ou porque não suportavam porrada ou porque a marca estava mal representada e qualquer coisa que surgisse era um drama.
 
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