Prótese Dentária, o Curso

Não concordo na totalidade contigo e acho até exagerado dizeres globalmente "que não têm habilitações para tal", há certos e determinados procedimentos técnicos relativamente à prótese que os protésicos com formação técnica e teórica são bem mais capazes do que os dentistas; falo de experiência própria e sei o que digo.

Nem me referia globalmente, totalmente! Quanto muito pra ver a cor dos dentes e fazer um esquema da distribuição das cores, no caso da fixa. Mas isso só quem se dedica e tem um protesico ao lado.

Já agora em que procedimentos é que um protesico está melhor habilitado que um dentista, no que toca as etapas da confecção de uma protese que têm que ser feitas na boca do paciente???
 
Last edited:
tás errado ,um protesico pode e deve mexer na boca dos pacientes.
primeiro o paciente é atendido pelo medico dentista e no caso de colocar protese é reencaminhado para o protesico para fazer moldes ,depoia a protese é colocada pelo protesico .
eu sei do que estou a falar porque estou nessa area .

è mtas vezes assim é....mas não deveria ser.
 
è mtas vezes assim é....mas não deveria ser.

Eu diria na maioria das vezes é assim, mas enfim...Na faculdade os protésicos só necessitavam de contactar com o paciente por duas razões: comparar a cor dos dentes naturais com a escala de cores in loco (trabalhando dentista e protésico no mesmo local dois pares de olhos são sempre melhores que um) e quando algo corria mal nada melhor que ter o paciente à frente para dentista e protésico comunicarem correctamente e discutirem o problema e respectivo resolução.
 
alguem sabe algo sobre este curso? tem boa saida profissional? a renumeração é boa? sei que se tira em 3 anos na Classica (Lx)...
alguem ja tirou? como foi para arranjar emprego? o ordenado é aceitavel?

todas as eventuais respostas são muito benvindas![;)]
obrigado

O curso agora tem a vantagem de ser uma licenciatura em 3 anos, a faculdade de medicina dentária em lisboa parece ser o melhor lugar para o tirar, existem mais três privadas onde existe o curso, ISAVE, CESPU e ESSEM, mas têm propinas extremamente elevadas.
É um curso bastante prático em que o mais importante é a habilidade manual para executar os trabalhos.
As saidas profissionais dependem muito da qualidade do teu trabalho, da área que depois queres trabalhar e também da zona do país, na zona norte é bastante complicado entrar no mercado de trabalho.

Eu tenho a licenciatura em Prótese Dentária, antes disso já tinha tirado o curso profissional de auxiliar de prótese.
Arranjar emprego inicialmente parecia ser uma tarefa fácil, ainda não tinha finalizado o curso e já estava num laboratório onde iria realizar um estágio profissional, no entanto devido a umas complicações burocráticas acabou por não se realizar e estou novamente a procura de emprego, por isso se alguém dá área souber de algo, apite :)

O ordenado inicialmente nunca é muito elevado e depende do tipo de patrão que encontrares, no entanto após teres alguma experiência e caso tenhas bastante habilidade para o trabalho consegues ter um salário muito bom.
Conheço uma pessoa que ganha 3500 € por mês e trabalha no horário que quiser, desde que faça os trabalhos que lhe são exigidos a tempo e horas. Mas é uma pessoa que tem uma qualidade de trabalho fantástica e só faz prótese fixa.


Um protesico supostamente não deveria mexer na boca das pessoas, não te hailitações para tal, mas como vivemos na republica das bananas isso acontece.

Devem ser pouquíssimas as clinicas/consultórios dentários q têm um protesico, normalmente trabalham em laboratorios de protese.

Em muitos países o protesico pode trabalhar directamente com o paciente em casos de prótese removível, e no caso desse tipo de trabalhos acho que também deveria acontecer cá em Portugal. De certo modo já acontece, mas devia acontecer de um modo legal, mas unicamente com este tipo de próteses.

Eu não tenho pretensões de o fazer no futuro, eu sou apologista que se deve fazer um trabalho de equipa entre médico e técnico para que o trabalho seja o melhor possível, ficando deste modo todos a ganhar.
Praticamente toda a experiência profissional que já tive foi em prótese fixa, e tenho noção de que o simples facto de poder observar o paciente, permite obter um trabalho com resultados mais satisfatórios para o paciente.
Um modelo de gesso e um esquema de cores por vezes é muito limitado para um trabalho estético, e acho que seria do interesse de todas as partes envolvidas, médico, técnico e paciente, que o resultado fosse o melhor possível.


Olha que não é bem assim, o protesico ou laboratorio de protese leva uma boa fatia.

Mas o médico fica com a maior parte, quanto à prótese removível não tenho muito conhecimento dos preços praticados, mas os poucos casos que conheci, os médicos cobravam normalmente ao paciente o dobro daquilo que pagaram ao laboratório, ou seja, tinham o mesmo lucro que o laboratório mas sem trabalho quase nenhum, apenas o de tirar moldes, registo de oclusão, prova de dentes e colocação da prótese, no final perdem uns 40 minutos com todos estes trabalhos.
No caso da fixa, já exige da parte do médico um maior trabalho, mas também tem um maior lucro.
Por exemplo, uma coroa metalo cerâmica sai do laboratório a uma média de 90 euros e o paciente paga ao médico valores a volta de 350 euros.
 
agradeço mt as respostas que deram!

mas tenho outra questao,
posso tirar o mestrado (sim, pq a licenciatura dá para pco) na Faculdade de Medicina dentaria da U.L. (onde se tira a licenciatura)??

[;)]
 
Opiumm tiraste a tua licenciatura onde?

Tirei no ISAVE na Povoa de Lanhoso

agradeço mt as respostas que deram!

mas tenho outra questao,
posso tirar o mestrado (sim, pq a licenciatura dá para pco) na Faculdade de Medicina dentaria da U.L. (onde se tira a licenciatura)??

[;)]

Podes tirar o mestrado numa faculdade qualquer, incluindo a de lisboa, desde que seja um mestrado ao qual te possas candidatar e desde que termines a licenciatura pelo menos com 14.
A maior parte dos mestrados que existem na áreas das ciências dentárias são apenas para médicos dentistas.
No caso especifico da prótese dentária, o mestrado só tem utilidade caso queiras seguir a vertente de ensino e ai tiras por exemplo o mestrado de Educação para a Saúde.
Totalmente dedicado a prótese, penso que só existe um mestrado, é na ESSEM e tem um valor absurdo.
Depois de teres a licenciatura, e mesmo durante, a melhor solução é fazer pequenos cursos que vão havendo no estrangeiro, e mais raramente por cá, para evoluir cada vez mais a técnica de trabalho.
 
Uma coroa metalo-cerâmica ou totalmente cerâmica?
E é so mesmo a coroa? O suporte da coroa vai ser o teu dente?

Mas de qualquer modo pede orçamentos em vários locais
 
Boas, com a licenciatura em Prótese Dentária e tal como o Opiumm disse, podes-te candidatar a qualquer mestrado, que tu aches útil para a tua vida futura.
Para te poderes candidatar, normalmente tens que ter nota mínima de 14, embora tb conte para a candidatura o teu CV.
Este ano tomei essa decisão, inscrevi-me no mestrado da ESTeSL, na área da Qualidade e Tecnologias da Saúde. Até à data posso dizer que estou satisfeito com o que tenho aprendido, tendo em conta que me dá uma visão alargada da área da saúde e me permite adquirir conhecimentos e meios para ter uma visão/argumentação crítica.
 
Uma coroa metalo-cerâmica ou totalmente cerâmica?
E é so mesmo a coroa? O suporte da coroa vai ser o teu dente?

Mas de qualquer modo pede orçamentos em vários locais

Eu sei lá .....

Pino + coroa...
 
Em muitos países o protesico pode trabalhar directamente com o paciente em casos de prótese removível, e no caso desse tipo de trabalhos acho que também deveria acontecer cá em Portugal. De certo modo já acontece, mas devia acontecer de um modo legal, mas unicamente com este tipo de próteses.

Eu não tenho pretensões de o fazer no futuro, eu sou apologista que se deve fazer um trabalho de equipa entre médico e técnico para que o trabalho seja o melhor possível, ficando deste modo todos a ganhar.
Praticamente toda a experiência profissional que já tive foi em prótese fixa, e tenho noção de que o simples facto de poder observar o paciente, permite obter um trabalho com resultados mais satisfatórios para o paciente.
Um modelo de gesso e um esquema de cores por vezes é muito limitado para um trabalho estético, e acho que seria do interesse de todas as partes envolvidas, médico, técnico e paciente, que o resultado fosse o melhor possível.




Mas o médico fica com a maior parte, quanto à prótese removível não tenho muito conhecimento dos preços praticados, mas os poucos casos que conheci, os médicos cobravam normalmente ao paciente o dobro daquilo que pagaram ao laboratório, ou seja, tinham o mesmo lucro que o laboratório mas sem trabalho quase nenhum, apenas o de tirar moldes, registo de oclusão, prova de dentes e colocação da prótese, no final perdem uns 40 minutos com todos estes trabalhos.
No caso da fixa, já exige da parte do médico um maior trabalho, mas também tem um maior lucro.
Por exemplo, uma coroa metalo cerâmica sai do laboratório a uma média de 90 euros e o paciente paga ao médico valores a volta de 350 euros.


Há países e países, e Portugal não é propriamente exemplo para muita coisa. Neste momento a formação que é dada aos dentistas e que já são mais que muitos é a de fazerem as próteses em parceria com os protesicos e penso que a formação destes últimos é no mesmo sentido.

Como tu próprio afirmas todos ficam a ganhar e não me refiro a questão económica, mas sim aos pacientes que saem melhor servidos com este trabalho de equipa. Fazendo uma analogia ao mundo automóvel, não passa pela cabeça de alguém levar o carro a fabrica das peças quando necessita que lhe substituam uma peça no carro, vai antes ao mecânico e este sim encomenda a peça ao fabricante.

Do ponto de vista legal, haveria muito para discutir, mas por aqui não entro porque como iniciei a minha resposta, Portugal....


Quanto a parte dos preços e tempos de execução, duvido que alguém faça um trabalho em condições em 40 minutos. E no caso da fixa, pelo valor que referes, é trabalhar por amor a camisola como se costuma dizer. Requer muito mais tempo e mais despesa com materiais.
 
Há países e países, e Portugal não é propriamente exemplo para muita coisa. Neste momento a formação que é dada aos dentistas e que já são mais que muitos é a de fazerem as próteses em parceria com os protesicos e penso que a formação destes últimos é no mesmo sentido.

Como tu próprio afirmas todos ficam a ganhar e não me refiro a questão económica, mas sim aos pacientes que saem melhor servidos com este trabalho de equipa. Fazendo uma analogia ao mundo automóvel, não passa pela cabeça de alguém levar o carro a fabrica das peças quando necessita que lhe substituam uma peça no carro, vai antes ao mecânico e este sim encomenda a peça ao fabricante.

Do ponto de vista legal, haveria muito para discutir, mas por aqui não entro porque como iniciei a minha resposta, Portugal....


Quanto a parte dos preços e tempos de execução, duvido que alguém faça um trabalho em condições em 40 minutos. E no caso da fixa, pelo valor que referes, é trabalhar por amor a camisola como se costuma dizer. Requer muito mais tempo e mais despesa com materiais.

Existe uma prática chamada denturismo, que existe na europa em países como Chipre, Dinamarca, Finlândia, Hungria, Irlanda, Itália, Malta, Polónia, Eslováquia, Holanda e Reino Unido e também nos Estados Unidos, Canada, Austrália e Nova Zelândia.
É uma vertente da prótese dentária em que os técnicos só trabalham em prótese removível e trabalham directamente com o paciente.
Em alguns dos países o acesso a esta especialidade faz-se com um curso adicional ao de prótese dentária e em outros é mesmo um curso integral vocacionado para esta especialidade, onde é dado uma formação exaustiva unicamente em prótese removível, anatomia e fisiologia da cabeça e do meio oral, além de formação para interacção com o paciente, fundamentalmente tirar moldes, fazer registos de mordida, provas de dentes, colocação da prótese assim como todas as questões éticas e de higiene no contacto com os pacientes.
Em Portugal já se considerou no seio dos técnicos de prótese em implementar isso, mas existem lóbis que impossibilitam que isto aconteça, alguns deles mesmo entre os técnicos de prótese.

Essa analogia a meu ver não é bem conseguida, hoje em dia o técnico de prótese não é um mero fabricante de peças, o técnico de prótese possui, ou deveria possuir, conhecimentos sobre "o funcionamento do carro", mesmo não sendo sua função fazer a sua reparação.
Essa analogia aplica-se apenas aos técnicos de prótese que existem por esse país fora sem qualquer formação.
Esse modo de encarar as coisas é responsável por uma relação menos boa que por vezes existe entre médico e técnico, em que não existe uma colaboração e um trabalho de equipa mas sim apenas um cumprimento de ordens devido a uma das parte se julgar superior hierárquico.
Por acaso tenho sorte de poucas vezes ter enfrentado esse tipo de situações, na minha curta experiência sempre fui encontrando médicos que ligavam ou mesmo se deslocavam ao laboratório ou pediam ao técnico para se deslocar a clínica para em conjunto conversarem e chegarem a melhor solução para o paciente.

Os 40 minutos que referi referem-se ao tempo de fazer impressões, registo de mordida, uma possível prova de dentes e a colocação da prótese sem necessidade de ajustes, no caso de uma prótese acrílica. Estagiei num laboratório de uma clínica e o tempo acumulado de todos estes passos deveria andar a volta do tempo que disse.

O preço da fixa é o valor médio praticado na zona de braga, a concorrência por aqui é muita tanto a nível de clínicas como laboratórios, existindo por exemplo laboratórios a cobrar 60 euros por uma coroa metalo cerâmica.
No caso de uma coroa unitária penso que o trabalho e as despesas de materiais não chegam aos 260 euros que é a média de lucro para os preços que disse. Até porque as consultas e as impressões muitas das vezes são cobradas a parte.


Mas em todo o caso, não é isso que me preocupa, preocupa-me mais a republica da bananas que existe no mundo da prótese, onde qualquer pessoa exerce e onde se abrem laboratórios sem quaisquer tipo de licenciamento.
 
Existe uma prática chamada denturismo, que existe na europa em países como Chipre, Dinamarca, Finlândia, Hungria, Irlanda, Itália, Malta, Polónia, Eslováquia, Holanda e Reino Unido e também nos Estados Unidos, Canada, Austrália e Nova Zelândia.
É uma vertente da prótese dentária em que os técnicos só trabalham em prótese removível e trabalham directamente com o paciente.
Em alguns dos países o acesso a esta especialidade faz-se com um curso adicional ao de prótese dentária e em outros é mesmo um curso integral vocacionado para esta especialidade, onde é dado uma formação exaustiva unicamente em prótese removível, anatomia e fisiologia da cabeça e do meio oral, além de formação para interacção com o paciente, fundamentalmente tirar moldes, fazer registos de mordida, provas de dentes, colocação da prótese assim como todas as questões éticas e de higiene no contacto com os pacientes.
Em Portugal já se considerou no seio dos técnicos de prótese em implementar isso, mas existem lóbis que impossibilitam que isto aconteça, alguns deles mesmo entre os técnicos de prótese.


Por acaso nem sabia desse termo, mas na prática é o que vai acontecendo também em Portugal.

Deixo-te aqui uma citação de nuestros hermanos que muito bem se aplica a nossa realidade.

Inviabilidad del proyecto denturista

La creación del denturismo, como nueva profesión, en impensable en países como España, sanitariamente muy avanzados, por haber una auténtica plétora de dentistas.

Habiendo un excedente de «dentistas de primera» (con plenas capacidades) en paro o en situación de infraempleo, como actualmente ocurre en España, resulta inimaginable la creación de una profesión de «dentistas de segunda» (es decir, dentistas con competencias restringidas, como son los denturistas, creados en unos pocos países para paliar situaciones de escasez de dentistas), porque en esta situación laboral de desempleo o infraempleo la creación de profesiones menores no conduce a una bajada de precios, sino a una innecesaria y peligrosa caída de calidad en una materia tan importante como la salud.

Otra cosa sería en situación de falta de dentistas (como la que se dio en esos pocos países en que se creó el denturismo), donde un veloz aumento de oferta mediante la irrupción de profesionales de formación rápida, aunque sea inferior, abarataría los precios y permitiría dar servicios paliativos a una población desatendida por insuficiencia de profesionales.
http://www.infoprotesisdental.info/blanca.htm




Essa analogia a meu ver não é bem conseguida, hoje em dia o técnico de prótese não é um mero fabricante de peças, o técnico de prótese possui, ou deveria possuir, conhecimentos sobre "o funcionamento do carro", mesmo não sendo sua função fazer a sua reparação.
Essa analogia aplica-se apenas aos técnicos de prótese que existem por esse país fora sem qualquer formação.
Esse modo de encarar as coisas é responsável por uma relação menos boa que por vezes existe entre médico e técnico, em que não existe uma colaboração e um trabalho de equipa mas sim apenas um cumprimento de ordens devido a uma das parte se julgar superior hierárquico.
Por acaso tenho sorte de poucas vezes ter enfrentado esse tipo de situações, na minha curta experiência sempre fui encontrando médicos que ligavam ou mesmo se deslocavam ao laboratório ou pediam ao técnico para se deslocar a clínica para em conjunto conversarem e chegarem a melhor solução para o paciente.
A analogia apenas servia para exemplificar a quem é que a população tem de recorrer quando precisa de uma reabilitação protetica.

Tem de haver um respeito mutuo entre os profissionais dentista/protesico e saber reconhecer as competências de cada parte.

Os 40 minutos que referi referem-se ao tempo de fazer impressões, registo de mordida, uma possível prova de dentes e a colocação da prótese sem necessidade de ajustes, no caso de uma prótese acrílica. Estagiei num laboratório de uma clínica e o tempo acumulado de todos estes passos deveria andar a volta do tempo que disse.
Há próteses e próteses... e os 40 minutos devem andar muito por baixo do tempo médio desde os moldes-colocação e consultas de pós-colocação.

O preço da fixa é o valor médio praticado na zona de braga, a concorrência por aqui é muita tanto a nível de clínicas como laboratórios, existindo por exemplo laboratórios a cobrar 60 euros por uma coroa metalo cerâmica.
No caso de uma coroa unitária penso que o trabalho e as despesas de materiais não chegam aos 260 euros que é a média de lucro para os preços que disse. Até porque as consultas e as impressões muitas das vezes são cobradas a parte.
Falar em lucro não é assim tão simples. Há muitas despesas pra além do laboratório e dos silecones.

Mas em todo o caso, não é isso que me preocupa, preocupa-me mais a republica da bananas que existe no mundo da prótese, onde qualquer pessoa exerce e onde se abrem laboratórios sem quaisquer tipo de licenciamento.
Aqui partilho da tua opinião e generalizo para outras áreas profissionais.
 
Uma coroa metalo-cerâmica ou totalmente cerâmica?
E é so mesmo a coroa? O suporte da coroa vai ser o teu dente?

Mas de qualquer modo pede orçamentos em vários locais

A ver se agora já faz sentido....

A coroa é totalmente cerâmica e "assenta" sobre um pino que foi agarrado ao que resta do meu dente e respectivo nervo ..... acho que é isto .....:sh)

Foram precisas 4 consultas e € 630,00 no total ..... Fui roubado ?!? [;)]
 
Essa perspectiva do denturismo é válida, mas no que diz respeito a excessiva oferta na área da odontologia, deviam preocupar-se antes de mais em reduzir o número de vagas nas universidades.
Por uma questão de coerência, então não devia ser permitido aos médicos dentistas a execução de próteses dentárias, tal como já vai acontecendo em algumas clínicas, no caso da prótese fixa, com o recurso ao sistema CAD/CAM Cerec.
Já existe oferta de serviços de prótese em excesso, por isso também só é prejudicial para o nosso mercado que isso aconteça.


Felizmente a relação médico/técnico já vai melhorando mas ainda há imensos casos em que isso não acontece.


O laboratório, de uma margem de lucro bruta menor, tem de suportar também despesas associadas ao gasto de material e ainda um maior gasto de tempo na execução do trabalho.
 
A ver se agora já faz sentido....

A coroa é totalmente cerâmica e "assenta" sobre um pino que foi agarrado ao que resta do meu dente e respectivo nervo ..... acho que é isto .....:sh)

Foram precisas 4 consultas e € 630,00 no total ..... Fui roubado ?!? [;)]

Penso que será um preço dentro da média, e partindo do principio que o resultado final do trabalho foi bom, não foste roubado.

No entanto se fores da zona norte/minho, posso dizer-te que se encontram por aqui preços mais baixos devido a elevada concorrência existente.
 
Nem me referia globalmente, totalmente! Quanto muito pra ver a cor dos dentes e fazer um esquema da distribuição das cores, no caso da fixa. Mas isso só quem se dedica e tem um protesico ao lado.

Já agora em que procedimentos é que um protesico está melhor habilitado que um dentista, no que toca as etapas da confecção de uma protese que têm que ser feitas na boca do paciente???


Colega, só para arrumar este assunto: eu sou licenciado pela faculdade de medicina dentária em prótese dentária... uma das coisas que fiz este último ano em que estudei lá, foi EU próprio fazer as provas de metal e biscuit, porque os ALUNOS DE MEDICINA DENTÁRIA não o sabiam fazer... NO ÚLTIMO ANO DO CURSO! agora pergunto: quem sai dali sem abilitações para o fazer? o aluno de prótese dentária que tem de ir de propósito á clinica para ajudar os alunos a fazerem as provas de metal e biscuit, ou um aluno de medicina dentária, que tem as aulas por turnos, e pratica que é bom nada...?
acho isto muito dúbio, porque sabes bem, como todos os da nossa área, que um bom protésico, a nível de prótese de desde com muita experiência, é capaz de fazer TODOS os passos clínicos e laboratoriais, sem um dentista, e com menos erros caso este intervisse.
Abraço
 
Colega, só para arrumar este assunto: eu sou licenciado pela faculdade de medicina dentária em prótese dentária... uma das coisas que fiz este último ano em que estudei lá, foi EU próprio fazer as provas de metal e biscuit, porque os ALUNOS DE MEDICINA DENTÁRIA não o sabiam fazer... NO ÚLTIMO ANO DO CURSO! agora pergunto: quem sai dali sem abilitações para o fazer? o aluno de prótese dentária que tem de ir de propósito á clinica para ajudar os alunos a fazerem as provas de metal e biscuit, ou um aluno de medicina dentária, que tem as aulas por turnos, e pratica que é bom nada...?
acho isto muito dúbio, porque sabes bem, como todos os da nossa área, que um bom protésico, a nível de prótese de desde com muita experiência, é capaz de fazer TODOS os passos clínicos e laboratoriais, sem um dentista, e com menos erros caso este intervisse.
Abraço

O facto de haver faculdades que andam a formar mal os alunos não dá razão aos protésicos em quererem fazer tudo. Até porque não podes limitar a execução de uma prótese simplesmente aos procedimentos habituais, provas de metal e afins.

Acho que como em tudo, o trabalho em equipa por vários especialistas é benéfico e os utentes só têm a ganhar.

Aquilo que também verifico é que em grandes laboratórios de prótese, os próprios protésicos se dividem por áreas e se dedicam a um trabalho em particular. Por isso parece-me contraproducente a ideia de ter um protésico que faz tudo e sinceramente não percebo o porque de se insistir nesta ideia.
 
Colega, só para arrumar este assunto: eu sou licenciado pela faculdade de medicina dentária em prótese dentária... uma das coisas que fiz este último ano em que estudei lá, foi EU próprio fazer as provas de metal e biscuit, porque os ALUNOS DE MEDICINA DENTÁRIA não o sabiam fazer... NO ÚLTIMO ANO DO CURSO! agora pergunto: quem sai dali sem abilitações para o fazer? o aluno de prótese dentária que tem de ir de propósito á clinica para ajudar os alunos a fazerem as provas de metal e biscuit, ou um aluno de medicina dentária, que tem as aulas por turnos, e pratica que é bom nada...?
acho isto muito dúbio, porque sabes bem, como todos os da nossa área, que um bom protésico, a nível de prótese de desde com muita experiência, é capaz de fazer TODOS os passos clínicos e laboratoriais, sem um dentista, e com menos erros caso este intervisse.
Abraço

O engraçado é que por norma o que se verifica nas faculdades de MD é uma proporcionalidade directa entre a qualidade de formação dos alunos de MD e os alunos de prótese e vice-versa...não conheço nenhuma onde existam MD excelentes e maus protésicos como tb não conheço nenhuma com excelentes protésicos e maus dentistas; normalmente o nível e qualidade de trabalho dos dois andam nivelados[:p] (isto aplica-se em parte na clínica privada)
 
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