citação:Originalmente colocada por André
Todas desculpas são muito giras e interessantes.
Que a FP funciona muito mal, ninguém duvida. Que os 200.000 metidos na última década pouco ou nada vieram melhorar a prestação de serviços ao cidadão, também todos sabemos.
Que o privado ainda funciona mal, na sua grande maioria, também toda a gente sabe.
A questão é que no privado, se a empresa funciona mal, o dono e os accionistas arcam com as consequências e...perdem dinheiro.
A não ser claro que haja monopólios e/ou subvenções estatais.
No público, como o dinheiro não é de ninguém, o patrão não existe, arcamos todos nós indirectamente e...muitos anos depois.
Como longe lá vão os tempos em que o Estado dava dinheiro a rodos a todos</u>, apenas as empresas que sobrevivem num monopólio não se vêem obrigadas a melhorar e a serem mais...produtivas. Porque aqui é muito simples, no privado o capital tem de ter lucro. Ou funciona e tem, ou fecha.
E, felizmente, a pouco a pouco a liberalização da economia (imposta pelo €uro) leva a que haja cada vez menos monopólios e cada vez mais concorrência.
Agora, é muito engraçado, continuarem com a lenga-lenga dos discursos: "pois...se o privado fosse mais produtivo eu bem que podia continuar com a minha vidinha".
Só este tipo de reacção revela tudo. E este tipo de reacção leva ao...abismo.
Resumindo e concluindo, a concorrência obriga o privado a funcionar melhor a cada ano que passa. Se não quiser funcionar bem, é simples, morre. Sem subsidíos e sem monopólios, morre. O bom da economia de mercado é isto: a selecção natural, os melhores sobrevivem, os piores são eliminados.
Porque, a sério, de nada vale andar a gritar por um milagre que vos faça ficar na mesma situação.
Gritem antes por serem avaliados segundo o vosso mérito e pela restrição dos lugares de confiança política a gabinetes ministriais, isso sim! Mas não vejo UM funcionário público a querer uma meritocracia.
O paradigma mudou, meus amigos. O Estado do Salazar, o tal "do emprego garantido em troca do ordenado baixo", que prevaleceu depois do 25 de Abril transformando-se no "emprego garantido em troca do ordenado igual e em muitos casos -nomeadamente os de fraca qualificação- superior ao privado" vai acabar.