A Crise Económica da Década de 20

Escrevi este post no tópico ao lado, mas como aqui se discute a mesma coisa, vou copiar para aqui:

O pessoal mais optimista está-se a basear muito na causa da crise e não na consequência da crise.

A crise de 2008 teve origem na banca e espalhou-se por todos os outros setores da economia pela falta de liquidez dos bancos. Esta crise tem origem diferente mas a causa é a mesma: Falta de Liquidez!
Pior, a crise de 2008 demorou um ano aproximadamente, a chegar à europa, dando algum tempo de manobra para os mais atentos se irem preparando para o que aí vinha, esta crise chegou em semanas e apanhou toda a gente desprevenida.

Por enquanto a falta de liquidez é das familias e das empresas mas não tardará muito a espalhar para o sistema bancário.
Em ambas as crises não houve destruição quer da produção quer da distribuição.

O estado tem estado a tomar medidas para minimizar o impacto, mas estas medidas tardam em chegar pela sua complexidade quer pela dificuldade em pôr em prática e quando chegarem já muitas empresas foram de vela.. também já percebemos que muita gente vai ficar de fora..

Entretanto entramos naquele que poderá ser o ou um dos piores trimestres económicos da história, com cadeias de distribuição a 70, 80 e em muitos casos 100% encerrados um pouco por todo o mundo.
A taxa de desemprego a curto prazo, já se dislumbra que ultrupasse os da grande depressão dos anos 30, com os EUA a apontar para + 30% , UK+ 15% (5x mais que agora), e restantes países europeus com taxas que não deverão ser muito diferentes.

Não me parece plausível que toda esta massa trabalhadora volte ao mercado de trabalho tão cedo, e quando voltar será faseado de modo a dar resposta ás necessidades crescentes.

As empresas "encostadas" ao estado também não me parece que passem pelos "pingos da chuva", o bail out estatal é tão grande que dificilmente haverá verbas para grandes obras públicas (esqueçam o aeroporto..), normalmente o motor económico.

Não vêjo como a retoma poderá ser rápida, as empresas, as que sobreviverem, terão baixos níveis de cash flow e encargos ainda maiores do que os que já tinham. Há que somar os empréstimos estatais + juros e contar com uma ainda maior carga fiscal (sim, este regafobe não vai ser de borla..).

De positivo, podemos dizer que temos a sorte de hoje existirem mecanismos, ou malabarismos se quiserem, que permitem criação de dinheiro que indiscutivélmente nos permitirão sair desta crise.

Não concordo com essa análise.

Se a anterior era mera falta de liquidez, então teria sido bem mais simples criá-la.

A actual causa não é falta de liquidez mas sim de negócio. A liquidez que falas é dos meros compromissos periódicos das despesas básicas. Mas mesmo que tivesses imenso dinheiro isso não iria resolver o problema da falta de negócios e actividade económica, porque estão genericamente fechados.
 
Eu continuo a achar sinal de fraqueza essa forma de estar fatalista e desesperada. Podes concordar ou discordar. [;)]

Por isso mesmo te volto a dizer: esse tipo de força que alguns vêm tentando afirmar, não passa de paleio. É apenas uma opinião de quem está confortável ou não sabe o que é mundo.
Eu sou uma pessoa que dá muito valor aos actos praticados. Como deves calcular, ler aqui algumas coisas de gente que tenho a certeza não tem a noção, custa.
 
Escrevi este post no tópico ao lado, mas como aqui se discute a mesma coisa, vou copiar para aqui:

O pessoal mais optimista está-se a basear muito na causa da crise e não na consequência da crise.

A crise de 2008 teve origem na banca e espalhou-se por todos os outros setores da economia pela falta de liquidez dos bancos. Esta crise tem origem diferente mas a causa é a mesma: Falta de Liquidez!
Pior, a crise de 2008 demorou um ano aproximadamente, a chegar à europa, dando algum tempo de manobra para os mais atentos se irem preparando para o que aí vinha, esta crise chegou em semanas e apanhou toda a gente desprevenida.

Por enquanto a falta de liquidez é das familias e das empresas mas não tardará muito a espalhar para o sistema bancário.
Em ambas as crises não houve destruição quer da produção quer da distribuição.

O estado tem estado a tomar medidas para minimizar o impacto, mas estas medidas tardam em chegar pela sua complexidade quer pela dificuldade em pôr em prática e quando chegarem já muitas empresas foram de vela.. também já percebemos que muita gente vai ficar de fora..

Entretanto entramos naquele que poderá ser o ou um dos piores trimestres económicos da história, com cadeias de distribuição a 70, 80 e em muitos casos 100% encerrados um pouco por todo o mundo.
A taxa de desemprego a curto prazo, já se dislumbra que ultrupasse os da grande depressão dos anos 30, com os EUA a apontar para + 30% , UK+ 15% (5x mais que agora), e restantes países europeus com taxas que não deverão ser muito diferentes.

Não me parece plausível que toda esta massa trabalhadora volte ao mercado de trabalho tão cedo, e quando voltar será faseado de modo a dar resposta ás necessidades crescentes.

As empresas "encostadas" ao estado também não me parece que passem pelos "pingos da chuva", o bail out estatal é tão grande que dificilmente haverá verbas para grandes obras públicas (esqueçam o aeroporto..), normalmente o motor económico.

Não vêjo como a retoma poderá ser rápida, as empresas, as que sobreviverem, terão baixos níveis de cash flow e encargos ainda maiores do que os que já tinham. Há que somar os empréstimos estatais + juros e contar com uma ainda maior carga fiscal (sim, este regafobe não vai ser de borla..).

De positivo, podemos dizer que temos a sorte de hoje existirem mecanismos, ou malabarismos se quiserem, que permitem criação de dinheiro que indiscutivélmente nos permitirão sair desta crise.

Oscarcc, só uma correcção, as causas são totalmente diferentes quando comparadas com a crise de 2008.
Não existia nem existe qualquer problema de financiamento à economia. E é isto que faz mudar tudo.
Ninguém conhece o inimigo. Ninguém o vê.
As linhas de crédito de pouco ou nada vão servir.
O problema não é financeiro, nunca foi. E os decisores políticos estão a passar a imagem que com financiamento se resolve esta situação.
Por isto mesmo, eu não comento esta crise no tópico principal das crises.
Isto não é um ataque terrorista ou uma guerra, não é uma catástrofe natural, não é uma crise financeira.
 
O impacto económico desta epidemia é como ter um membro da nossa família a precisar de ter assistência médica fora do país com um custo alto.

Tem que ser.

Temos todos que dar sangue, isto não tem que ver com o sistema, vem do que não controlamos, e tem que ser encarado assim.
 
Cuja empresa de engenharia que terá sido autora do projecto?

https://pt.wikipedia.org/wiki/Halcrow_Group_Limited

Reino Unido


Ou agora tudo o que está na China é autoria e especialmente qualidade de topo, que é o que se fala, é chinesa?


Não vi nenhuma referência a essa empresa, mas de qualquer modo , foram várias as empresas de engenharia envolvidas no projeto entre elas 6 pelo menos são chinesas.

Ah, e o grande muro da china que eu saiba ainda continua de pé...[:p]
 
Não concordo com essa análise.

Se a anterior era mera falta de liquidez, então teria sido bem mais simples criá-la.

A actual causa não é falta de liquidez mas sim de negócio. A liquidez que falas é dos meros compromissos periódicos das despesas básicas. Mas mesmo que tivesses imenso dinheiro isso não iria resolver o problema da falta de negócios e actividade económica, porque estão genericamente fechados.

A anterior foi provocada pela falta de liquidez dos bancos que por sua vez deixaram de financiar a economia.

Se o motivo foi outro, então explica aí.[;)]

A actual, é a falta de negócio que vai levar à falta de liquidez no curto prazo, qual a dúvida?

Não há negócio (income) mas as despesas continuam!
 
Oscarcc, só uma correcção, as causas são totalmente diferentes quando comparadas com a crise de 2008.
Não existia nem existe qualquer problema de financiamento à economia. E é isto que faz mudar tudo.
Ninguém conhece o inimigo. Ninguém o vê.
As linhas de crédito de pouco ou nada vão servir.
O problema não é financeiro, nunca foi. E os decisores políticos estão a passar a imagem que com financiamento se resolve esta situação.
Por isto mesmo, eu não comento esta crise no tópico principal das crises.
Isto não é um ataque terrorista ou uma guerra, não é uma catástrofe natural, não é uma crise financeira.

Eu não disse que havia falta de financiamento, financiamento há mas é para manter as contas correntes a flutuar.
É uma paragem no tempo com custos correntes. Quanto mais o tempo passar pior é.

Mais uma vez acusas a falta de solução mas não apontas nada para o caso. Qual é a solução afinal?
 
O impacto económico desta epidemia é como ter um membro da nossa família a precisar de ter assistência médica fora do país com um custo alto.

Tem que ser.

Temos todos que dar sangue, isto não tem que ver com o sistema, vem do que não controlamos, e tem que ser encarado assim.

Claro.. já estamos habituados:

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Eu não disse que havia falta de financiamento, financiamento há mas é para manter as contas correntes a flutuar.
É uma paragem no tempo com custos correntes. Quanto mais o tempo passar pior é.

Mais uma vez acusas a falta de solução mas não apontas nada para o caso. Qual é a solução afinal?
Ninguém estava preparado para algo assim. Em todo o caso, após a crise de 2008 os nossos governantes deveriam ter de alguma forma preparado o país para um novo embate, fosse ele de que forma fosse e nada disso foi feito, nem que fosse apenas para de alguma forma atenuar os efeitos de um novo "tsunami". Mais uma vez a cabra foi a crise.
Neste momento não tens uma solução que resolva as consequências que aí vêm. Há dois meses atrás teria sido possivel em meu entender tomar medidas para ultrapassarmos isto com outras consequências a médio/longo prazo. Aqui, nacionalizações de alguns sectores especificos (nem que fossem temporárias) teriam de estar em cima da mesa.
O que eu tenho a certeza é que nada vais resolver com linhas de financiamento. De nada serve disponibilidade financiamento se o objectivo for para pagar salários.
Basicamente o Estado no caso de Portugal tentou transferir essa responsabilidade para os empresários. Mas isso não vai acontecer.
 
Ninguém estava preparado para algo assim. Em todo o caso, após a crise de 2008 os nossos governantes deveriam ter de alguma forma preparado o país para um novo embate, fosse ele de que forma fosse e nada disso foi feito, nem que fosse apenas para de alguma forma atenuar os efeitos de um novo "tsunami".

Os portugueses permitiram isso desde 2015 com um governo constituído pela “liga dos últimos”.

Ao primeiro “espirro” desmonta-se o multiplicador do Galamba, as políticas do Ronaldo das Finanças e as teorias da Esganiçada e do Afinador de Máquinas.

Não há previsão de virmos a ser governados por alguém decente nos próximos anos :sh)
 
Eu vi mal, ou 2019 foi o único ano, das últimas décadas, com excedente orçamental? :confused:

Será que os governantes todos, de todos os países, são uns bananas que andaram a brincar? É que isto parece me um barco gigante, espécie de Titanic, onde cada um usa o bote mais próximo... Uns, arriscam maior lotação para salvar mais vidas, outros não.

Esta crise é diferente das outras, salvo os negócios que dependem de público, do contribuinte, está tudo a trabalhar. Só quem está em casa é que não vê.
 
Última edição:
Os portugueses permitiram isso desde 2015 com um governo constituído pela “liga dos últimos”.

Ao primeiro “espirro” desmonta-se o multiplicador do Galamba, as políticas do Ronaldo das Finanças e as teorias da Esganiçada e do Afinador de Máquinas.

Não há previsão de virmos a ser governados por alguém decente nos próximos anos :sh)

Pois...
Colocaram a máquina do costume a trabalhar. Quem não sabe da realidade, parecia que estávamos a viver um tempo de prosperidade fruto da visão e da capacidade da esquerda nacional.
Mais uma vez, 2+2 são 4. E o exame de matemática está novamente aí. Vamos chumbar outra vez.
Aos primeiros sinais de recuperação, desbaratou-se tudo novamente, o que juntando um novo massivo recurso ao crédito por parte das pessoas e também das empresas, estamos outra vez aí, na mer...
Vamos em pouco tempo ficar pior do que no pico da crise de 2008.
A única solução que eu vejo para resolver isto é um tratamento rápido e eficaz da doença.
A vacina quando for anunciada vai ser um excelente placebo. Mas não vai ser mais do que isso, pois não vai ser possível resolver o problema de saúde, serão precisos anos.
 
Ainda nenhuma política ruinosa foi revertida no sentido de minimizar os impactos a curto prazo.

Continuam a perpetuar os portugueses de 1ª e os portugueses de 2ª.
 
Ainda nenhuma política ruinosa foi revertida no sentido de minimizar os impactos a curto prazo.

Continuam a perpetuar os portugueses de 1ª e os portugueses de 2ª.

Mais uma vez como é claro.
Isto vai ser pago de forma diferente.
Mais uma vez os mais prejudicados serão aqueles que maior importância têm nas contas nacionais: sector privado, nomeadamente PME's e famílias que trabalhem no sector, sendo que deixo uma garagem aberta para a destruição de várias grandes empresas.
 
Eu vi mal, ou 2019 foi o único ano, das últimas décadas, com excedente orçamental? :confused:

Será que os governantes todos, de todos os países, são uns bananas que andaram a brincar? É que isto parece me um barco gigante, espécie de Titanic, onde cada um usa o bote mais próximo... Uns, arriscam maior lotação para salvar mais vidas, outros não.

Esta crise é diferente das outras, salvo os negócios que dependem de público, do contribuinte, está tudo a trabalhar. Só quem está em casa é que não vê.

Estão, por enquanto....a partir de Agosto vais ver contratos celebrados pelo Estado a serem denunciados às pazadas!
 
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