A Crise Económica da Década de 20

Estou muito longe dos ideais do Avante.

Mas pelo que eu ouvi, o arrendatário não paga agora mas tem de pagar depois durante 12 meses aquilo que não pagou agora.

Portanto o senhorio vai acabar por ver esse rendimento mais tarde, ou pelo menos ficará com esse rendimento por receber sempre em caso de litígio.

Ora, o arrendatário não vai ver os rendimentos perdidos agora pagos no futuro, nem que a vaca tussa!

Estou a ver mal o filme?

O arrendatário que rescinda contrato e saia de casa. O senhorio não tem culpa do Covid, e a casa não é do arrendatário. Quer ajuda, peça ao estado, não é ao senhorio.
 
Processos de despejo à parte, que isso é outro filme...

Então e o inquilino não precisa do rendimento que deixou de receber por parte do seu empregador?

Agora se a lei fosse, rendimento do inquilino reduzido a 66%, renda automaticamente reduzida na mesma quantidade sem pagamento posterior ao senhorio.

Aí eu percebia o filme.

O que eu estou a ver agora, é sempre o mesmo a lixar-se!

E felizmente não estou nessa situação.

Quem se lixa sempre é o senhorio. Nunca vi um arrendatário a lixar-se na vida.

E neste caso quem mais se lixa não é quem "nada" recebe e vai para o desemprego "nada" receber. É mesmo a classe trabalhadora e que produz mais riqueza.
 
Para ele, o senhorio é a Segurança Social.

É assim que são vistos em Portugal, nos grupos do facebook tá tudo a anunciar rendas de 2008 e a dizerem às pessoas para não arrendarem T3 por mais de 300€, que isto vai tudo cair. Enfim, crentes.

O portfólio que eu giro já tem uma casa vazia e vai ficar até aparecer alguém capaz de pagar uma caução referente a 6 rendas, que é para filtrar logo ao inicio. Hoje em dia mais vale ter a casa fechada do que arrendar a pobres (de € e de espírito).
 
Estou muito longe dos ideais do Avante.

Mas pelo que eu ouvi, o arrendatário não paga agora mas tem de pagar depois durante 12 meses aquilo que não pagou agora.

Portanto o senhorio vai acabar por ver esse rendimento mais tarde, ou pelo menos ficará com esse rendimento por receber sempre em caso de litígio.

Ora, o arrendatário não vai ver os rendimentos perdidos agora pagos no futuro, nem que a vaca tussa!

Estou a ver mal o filme?

nem o senhorio
se o arrendatário nao tem , também nao vai pagar
vao ficar os 2 prejudicados
mas sp mais o senhorio
pq pura e simplesmente o arrendatario pode nao pagar e o contrato nao cessa pela falta de pag. de rendas
mais o despejo e tretas , fica na casa uns anos sem pagar nada.
 
O arrendatário que rescinda contrato e saia de casa. O senhorio não tem culpa do Covid, e a casa não é do arrendatário. Quer ajuda, peça ao estado, não é ao senhorio.
Para ele, o senhorio é a Segurança Social.
Mas aqui não há ninguém contra nem a favor nem a dizer que o senhorio é que tem de perder tudo e que o senhorio é a santa casa da misericórdia!

Apenas parece que o único que vai ter de pagar tudo é apenas um actor da economia ou lá como se chama cada um dos intervenientes.

As empresas perdem negócio e não o recuperam, os empregados perdem rendimentos sem os recuperar, mas o senhorio, banco ou lá o que seja não perde nada, fica sempre com esse valor para receber mais tarde!

Claro que quem não tenha condições de pagar rendas tem de sair, procurar mais barato ou pedir ajuda na segurança social, apoio aos sem abrigo!
 
Compra de dívida (pública e privada) entre outros activos por BCs:

- Os valores de compra de activos (muitos deles privados) são astronómicos. Os cidadãos não tem qualquer tipo de controle (democrático) sobre que activos são comprados; e já sabemos que em instituições onde há dinheiro a rodos há um potencial enorme para maquinações, favorecimentos, corrupção, compadrio e que os organismos fiscalizadores fechem os olhos a formação de oligopólios. Estamos a falar de quantidades estratosféricas de capital; quem tiver acesso privilegiado e prioritário a esse capital (liquidez numa altura de escassez de capital, terá uma vantagem enorme em relação aos restantes cidadãos/empresas. Podem também ser os primeiros a converter essa liquidez em bens "tangíveis" o que é uma vantagem injusta; esses bens que normalmente são escassos sofrerão valorização (imobiliário por exemplo) logo há aqui uma vantagem completamente injustificada. Que controle democrático há sobre esse processo?
E sabemos, que normalmente, quem tem muito capital (sobretudo obtido por vias "fáceis") tenderá a pressionar os organismos de forma a continuarem a beneficiar de tal sistema. Não perceber que tal situação é uma espiral perigosa e (IMHO) inadmissível é um grande erro.

- Como este tipo de (crony)"capitalismo" gera rendimentos astronómicos, quem terá maior capacidade de captar os maiores génios são este tipo de empresas. A sociedade como um todo beneficia duma via em que mentes brilhantes vão para o Citi e para a Goldman montar instrumentos financeiros como CDOs (lixo especulativo) e outros do mesmo tipo, ou se esses génios forem para instituições como o Instituto Max Planck, fazer R&D em genética, bioquímica, física, química orgânica, etc? Eu não tenho dúvidas sobre qual a mais benéfica.

- A competição entre as empresas fica completamente distorcida; quem tiver maior acesso a este tipo de programas consegue bater empresas com menor foco em lobby e maior foco em R&D e prestar o melhor serviço ao cliente.

- O tipo de gestão das empresas fica muito mais focado no curto prazo e muito mais irresponsável: buybacks de acções, distribuição de dividendos chorudos, pagamentos de brutos salários aos CEOs/outros. Tudo sustentado em emissão de dívida para sustentar essas orgias. A sustentabilidade da empresa no longo prazo fica para segundo plano ... ainda para mais com a ideia instalada de que "somos To Big to Fail", logo nem que a gestão dê barraca, há sempre de aparecer a "ajuda divina" para resgatar a situação.
Por outras palavras: menos meritocracia e muito mais crony capitalism.

No caso de emissão pura e dura de moeda:

- Acho que é razoavelmente consensual que a longo prazo, emitir moeda não é solução para nada. Normalmente dá barracada. Mais moeda em circulação geral, para o mesmo nível de produção de bens e serviços não resolve nada. É algo completamente artificial. Mais tarde ou mais cedo a careca fica à mostra e os bens tangíveis começam a escalada de preços. Quem perceber numa fase inicial, que está a jogar o jogo da dança das cadeiras para adultos converte a moeda em bens tangíveis. Quem não o fizer, mais cedo ou mais tarde fica com moeda com cada vez menor poder (real) de compra.

- É imoral um estado ter uma moeda, que serve como meio de troca e como meio de reserva de valor e duma forma intencional, desvalorizar a mesma. Os cidadãos que escolheram conter o seu consumo imediato, para o fazerem numa situação futura (poupança) ou para reserva de segurança futura estão a ser burlados. Repito ... burlados. É uma charlatanice, e ao meu ver completamente imoral.


Bem isto é o que me lembrei assim à pressa. E também porque não quero meter aqui uma muralha de texto.
Mas o tema é duma complexidade e ramificações muito vasta.

Excelente post.
Subscrevo.

Os BC têm estado a encher um balão gigante nos últimos anos. E vão fazê-lo ainda mais nesta fase.
Mas sou muito céptico sobre a sustentabilidade disto tudo.
 
Mas aqui não há ninguém contra nem a favor nem a dizer que o senhorio é que tem de perder tudo e que o senhorio é a santa casa da misericórdia!

Apenas parece que o único que vai ter de pagar tudo é apenas um actor da economia ou lá como se chama cada um dos intervenientes.

As empresas perdem negócio e não o recuperam, os empregados perdem rendimentos sem os recuperar, mas o senhorio, banco ou lá o que seja não perde nada, fica sempre com esse valor para receber mais tarde!

Claro que quem não tenha condições de pagar rendas tem de sair, procurar mais barato ou pedir ajuda na segurança social, apoio aos sem abrigo!
mas 1 imovel é algo que rende sempre
nao ha como nao pagar
é uma chulice, mas é o negocio que é
que fazer
 
Os meus amigos ciganos nunca esquecem dívidas, nem bons amigos que pagam sempre uma mini.

Nem só com dinheiro se pagam dívidas. Existe sempre forma de pagar.
Estou a ver que está a correr mal para esses lados...

Já a ter que utilizar ciganos para cobrar rendas? Nem um mês passou...
 
Mas aqui não há ninguém contra nem a favor nem a dizer que o senhorio é que tem de perder tudo e que o senhorio é a santa casa da misericórdia!

Apenas parece que o único que vai ter de pagar tudo é apenas um actor da economia ou lá como se chama cada um dos intervenientes.

As empresas perdem negócio e não o recuperam, os empregados perdem rendimentos sem os recuperar, mas o senhorio, banco ou lá o que seja não perde nada, fica sempre com esse valor para receber mais tarde!

Claro que quem não tenha condições de pagar rendas tem de sair, procurar mais barato ou pedir ajuda na segurança social, apoio aos sem abrigo!

Se a empresa deixa de vender, perde negócio.

Se o trabalhador deixa de trabalhar, perde rendimento.

O senhorio não deixou de arrendar a casa nem perdeu o inquilino pois não?
 
Os meus amigos ciganos nunca esquecem dívidas, nem bons amigos que pagam sempre uma mini.

Nem só com dinheiro se pagam dívidas. Existe sempre forma de pagar.
nao sei
isso é ja outro mundo
falo das coisas conforme a lei
mas por acaso os ciganos ( ao contrário do que se pensa ) pagam as dividas.
 
Se a empresa deixa de vender, perde negócio.

Se o trabalhador deixa de trabalhar, perde rendimento.

O senhorio não deixou de arrendar a casa nem perdeu o inquilino pois não?


Ora nem mais!

Já agora vou ali atestar o deposito e depois não pago porque fiquei sem emprego... a seguir vou encher o carrinho do supermercado e tb não pago... ele há com cada uma..
 
se nao tiver dinheiro nao vai pagar nada
o que ja passou ja passou
é assim a vida

Especialmente no caso das lojas, é do interesse do proprietário em baixar o valor da renda temporariamente para facilitar o arranque do negócio novamente.

Senão arrisca-se a ter a casa vazia durante muito tempo.

Casas de habitação, o estado deveria mesmo intervir com um subsídio ao senhorio, na minha opinião, como está a fazer nas empresas
 
Eu tive de entregar as chaves do armazém ao meu senhorio no início deste mês.
A empresa deixou de ter rendimentos em Março, só tinha a opção de pedir dinheiro ao estado ou entregar o armazém. Preferi entregar o armazém do que depois andar a trabalhar para pagar ainda mais despesas.

Caso o negócio começar novamente a bulir aos poucos, voltarei a falar com o senhorio. Caso ele não tenha arrendado a outra pessoa, óptimo. Agora estar a pagar 2/3 ou mais meses e não ter um único cêntimo de rendimento, não é bem a minha praia.
Eu fico a arder porque provavelmente o meu negócio vai morrer, mas o senhorio infelizmente também fica a arder porque fica sem o arrendatário. Não tinha outra solução. Ou até tinha, mas não era do meu interesse estar a endividar-me.

A outra hipótese era ele baixar a renda nestes meses, e ele até faria isso. Mas continuava a deitar dinheiro ao lixo.
 
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