A Crise Económica da Década de 20

Vives em que planeta? Fiquei curioso![;)]

Como é que funciona lá a cadeia de valor numa organização, e na economia em geral?

A tua teoria é vires com certezas absolutas numa matéria que está longe de ter isso. Em Algumas situações acontece na maioria não na medida e importância que queres dar porque o mundo não funciona assim. Principalmente no tecido empresarial Português da actualidade

Se um colaborador receber directamente o seu salário em casa em lay off ... é como se o banco de portugal mandasse imprimir muitas notas de 500€ e as despejasse na rua

Se esse dinheiro entrar na empresa serão recursos que servirão para comprar mercadoria a terceiros, ou pagar FSE´s, e para ser transformada, que por sua vez será vendida e incorporada na cadeia de valor da empresa


 
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Acabaste por responder implicitamente à tua pergunta, e ao mesmo tempo traduziste os dois provérbios [;)]
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Se esse dinheiro entrar na empresa serão recursos que servirão para criar valor, comprar mercadoria a terceiros, ou pagar FSE´s, e para ser transformada, que por sua vez será vendida e incorporada na cadeia de valor da empresa e da economia do país (valor acrescentado e actividade económica) com os respectivos multiplicadores de valor (margem bruta) e impostos e salários. É por isso que nestas situações se apoiam as empresas em primazia.
...

Eu perceber percebo...

Mais ou menos, porque falha-me aqui uma parte do raciocínio: Quem compra o produto se as pessoas estão sem dinheiro?

Ok, talvez a explicação seja: uma empresa ao comprar mercadoria, está a comprar a outra que por sua vez, essa precisa de pessoas para lhe dar valor acrescentado e assim paga-lhes um salário.

Mas havendo uma grande taxa de desemprego, pessoas a não quererem gastar, etc, como pomos esta porcaria a rodar outra vez???
 
A tua teoria é vires com certezas absolutas numa matéria que está longe de ter isso. Em Algumas situações acontece na maioria não na medida e importância que queres dar porque o mundo não funciona assim. Principalmente no tecido empresarial Português da actualidade

Se um colaborador receber directamente o seu salário em casa em lay off ... é como se o banco de portugal mandasse imprimir muitas notas de 500€ e as despejasse na rua

Se esse dinheiro entrar na empresa serão recursos que servirão para comprar mercadoria a terceiros, ou pagar FSE´s, e para ser transformada, que por sua vez será vendida e incorporada na cadeia de valor da empresa




Achas que isto que retiraste do meu post, é a regra ou a excepção?

PS: Não sou homem de certezas absolutas. Sou um eterno aprendente, sempre o fui
 
Eu perceber percebo...

Mais ou menos, porque falha-me aqui uma parte do raciocínio: Quem compra o produto se as pessoas estão sem dinheiro?

Ok, talvez a explicação seja: uma empresa ao comprar mercadoria, está a comprar a outra que por sua vez, essa precisa de pessoas para lhe dar valor acrescentado e assim paga-lhes um salário.

Mas havendo uma grande taxa de desemprego, pessoas a não quererem gastar, etc, como pomos esta porcaria a rodar outra vez???


As medidas de apoio ao lay-off, as linhas de credito garantido, são exactamente para segurar o emprego, não é pelos belos olhos das empresas[;)]

As medidas de apoio aos colaboradores que estiveram em lay-off com perda de salário, são exactamente para ajudar a actividade económica
 
Bem, é razoavelmente claro que estamos na, ou a caminho da (consoante os países), 2.ª vaga da Covid, portanto está na altura de actualizar as "previsões".

O outlook era totalmente diferente caso essa 2.ª vaga existisse ou não.

Como existe, vale a pena ter em conta que o verão, como se previa trouxe algum alivio do ponto de vista sanitário no nosso País mas com um pequeníssimo efeito nos sectores mais expostos.

O problema é que continuamos com um sistema de saude relativamente frágil e temo bem que esta recente remodelação governamental, nomeadamente na parte da saude, com a saída da Jamila e a promoção do Lacerda Sales - que basicamente corre com elementos de densidade politica e promove perfis técnicos - queira dizer que a preparação que foi feita para a fase vermelha dos contágios ficou àquem.

De todo o modo a mensagem politica, que os órgãos de cs vão atrás, é que nada pode parar agora é para avançar, não dá para fechar.

A minha opinião é outra.

Não tenho a menor duvida que a parte sanitária vai piorar significativamente. Vamos para o Outono/inverno mais dificil da nossa vivência colectiva.

Tenho vistos coisas inimagináveis por parte de diversas pessoas. Mto se fala dos mais novos, mas vejo práticas grotescas em vários mais velhos, ao nivel de ajuntamentos, uso (correcto) de máscaras etc.

Tb temo que os confinamentos possam voltar, não globais como em Março/Abril, mas locais/sectoriais. As zonas urbanas de Lx e Porto, e os polos industriais, comerciais e residenciais à volta são os mais expostos, mas podem acontecer em qq zona urbana.

Obviamente que as consequências económicas vao continuar péssimas. Hotelaria, restauração, transportes (aereos/terrestros/maritimos), diversão, cultura vão continuar a oxigénio e agora todas as demais por via da deterioração económica.

Por sua vez fico estupefacto com os dados de contratação de divida por particulares esteja a nveis tão altos.

Vamos para o pior da crise com niveis mto baixos de poupança.

Logo por azar o nosso principal parceiro económico, que é Espanha, consegue ter dados sanitários piores, a que junta a total confusão regional e ainda consegue ter políticos piores que os nossos.

Noto que na crise de 2008 o moral hazard era manter vivas entidades bancárias que se autocolocaram em risco. Na actual é o de não perpetuar através de apoio publico atividades deficitárias. Porém a primeira coisa que por cá se fez foi injectar dinheiro na tap e na efacec.:sh)

Voltando à terra o Natal vai ser particularmente dificil.

É uma altura altamente alavancada no comércio como é óbvio, que vai estar muito abaixo das vendas habituais seja pela vertente sanitária seja pelo deteriorar do desemprego e da actividade económica.

Como já devem ter percebido o meu outlook é péssimo.
 
O futuro passa por deixar-mos de ser apenas os "montadores de peças", para passarmos a ser os criadores do produto, dos processos e das ferramentas.

Mas isso de certeza que vai levar muitos anos!

Na minha opinião isso simplesmente não vai acontecer de todo enquanto mantivermos o sistema socioeconómico actual.

"Montar peças" é fácil, inventar produtos / processos / ferramentas é muito difícil e requer pessoas muito qualificadas capazes de o fazer. Requer também empresas com qualidade suficiente para o fazer.
A dura realidade é que o nosso país é muito pouco atractivo para pessoas e empresas de qualidade!
Para começar essas pessoas muito qualificadas querem bons salários e em Portugal o salário médio é muito baixo e os impostos muito agressivos para quem ganha pouco mais que o salário mínimo, logo essas pessoas preferem viver noutro lado.
As empresas para poder fazer I&D precisam de acesso a capital e a nossa banca só serve para dar créditos à habitação.

O Covid 19 colocou isto que acabei de escrever a nú de forma curiosa: um telejornal qualquer aqui há uns tempos mostrou um mapa mundo com os países que estavam a procurar desenvolver uma vacina ou tratamento para o Covid e na Europa fiquei espantado com a quantidade de países (Espanha incluída) que tinham empresas / institutos a procurar uma cura.

Portugal não fazia parte desse clube. E é sintomático: não temos empresas farmacêuticas com acesso a capital financeiro e com capital humano para estar na linha da frente da procura de um medicamento ou vacina. A grande notícia que fizemos foi a tentativa de desenvolvimento de um ventilador low-cost, que começou com grande pompa e circunstância na comunicação social, mas que depois afinal passado uns meses veio a fracassar...
 
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O que me faz um bocado de confusão é a povo português não ter a capacidade de entender que o país está a fica mais pobre nos últimos 20 anos.
É provável que já em 2021 sejamos os 3 mais pobres da união europeia a 27,só a frente da Bulgária e Roménia.
Em 2025 até a Romenia vai nos ultrapassar.
Actualmente 22% do dos trabalhadores recebem o salário mínimo nacional versus 4% em 2001.
É vamos na cantiga que o salário mínimo está a aumentar. A este ritmo sobrepõe - se ao salário médio.
Mas continuam a votar em que nos leva ou a bancarota, empobrece o país e roubam descaradamente.
Temos o que merecemos.
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O que me faz um bocado de confusão é a povo português não ter a capacidade de entender que o país está a fica mais pobre nos últimos 20 anos.
É provável que já em 2021 sejamos os 3 mais pobres da união europeia a 27,só a frente da Bulgária e Roménia.
Em 2025 até a Romenia vai nos ultrapassar.
Actualmente 22% do dos trabalhadores recebem o salário mínimo nacional versus 4% em 2001.
É vamos na cantiga que o salário mínimo está a aumentar. A este ritmo sobrepõe - se ao salário médio.
Mas continuam a votar em que nos leva ou a bancarota, empobrece o país e roubam descaradamente.
Temos o que merecemos.
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Cujo maior responsável pelo aumento impostos foi o Paulo Macedo, quando estava na Direção de Impostos, que criou este verdadeiro big brother fiscal.
 
Cujo maior responsável pelo aumento impostos foi o Paulo Macedo, quando estava na Direção de Impostos, que criou este verdadeiro big brother fiscal.
Esse gráfico não tem nada a ver com nivel fiscal, é a % de pessoas a receber salário mínimo. Adivinha quem nos governa 18 dos últimos 25 anos?
 
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Estão a salientar o copo meio cheio.

No mesmo artigo também estão 65% a temer pela viabilidade do negócio face às restrições impostas...
 
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