A Crise Económica da Década de 20

[h=1]Hotéis de cinco estrelas já com salários em atraso[/h]“Já há hotéis com salários em atraso, a entrar em incumprimento com os fornecedores, e o que vai acontecer é que se não houver apoios urgentes à tesouraria vão começar a incumprir no pagamento de impostos, rendas, serviços, despedem os trabalhadores e depois entram em falência... É um processo mais do que previsível”, adverte Raul Martins, antecipando que “a partir de janeiro vai haver mais 100 mil desempregados”, se os hotéis não tiverem apoios para pagar salários e outros custos fixos que têm de suportar, mesmo estando de portas fechadas.
https://expresso.pt/economia/2020-11-19-Hoteis-de-cinco-estrelas-ja-com-salarios-em-atraso

Alojamento local e similares vai começar a recuperar lá para o final da primavera de 2021...hoteis vai ser mais complicado.
 
Permite-me discordar de ti caro CL, ao dizeres que não vai haver Turismo nos próximos 3-4 anos. É a tua opinião e respeito. Mas considero exagerada.

Não há actividade económica mais cíclica que o Turismo, é "de um momento para o outro". Portanto, partindo do princípio que a pandemia fica controlada durante o próximo ano, diria num cenário optimista que a actividade começa a retomar a partir do 2° semestre de 2021; num cenário mais ponderado meados de 2022 e num cenário pessimista lá para 2023 (acho pouco provável).

Repare-se que Portugal já dispensa apresentações em termos de clima, gastronomia e hospitalidade. Ganhou os Óscares do Turismo na Europa.. Sinceramente não deve demorar muito tempo a que essa actividade retome alguma normalidade quando a pandemia normalizar. Pode não ser imediatamente mas não demorará tanto tempo como 4 anos a retomar.

Estou mto próximo da tua posição.

Um dia destes escrevo a minha previsão para o próximo ano.
 
O Europeu regressa assim que abrirem as fronteiras. Muitos já vieram em Julho e Agosto.
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"
O setor do turismo é a maior atividade económica exportadora do país, sendo, em 2019, responsável por 52,3% das exportações de serviços e por 19,7% das exportações totais. As receitas turísticas registaram um contributo de 8,7% para o PIB nacional.

​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​O*turismo*em Portugal atingiu em 2019*números expressivos, com especial destaque para:*

​​

- Aumento de*emprego no turismo, com um peso de*6,9% na economia nacional*(336,8 mil empregos em 2019;*dados alojamento, restauração e agências de viagem).


- Ritmo de crescimento das*receitas turísticas*(+8,1%) e dos*proveitos globais*(+7,3%),*mais acelerados que o aumento de*dormidas*(+4,1%).


- Diversificação de mercados: crescimentos expressivos do*mercado americano*(+21,4% hóspedes) e*brasileiro*(+15,2% hóspedes).


- Crescimento mais acelerado do*mercado interno*(+7,5 % hóspedes nacionais) em relação ao mercado externo (+7,1% hóspedes estrangeiros).


- Reconhecimento internacional com a atribuição de*diversos prémios.


Estes resultados demonstram a capacidade de o turismo gerar mais receita, mais emprego e alargar, cada vez mais, a atividade ao longo do ano e no território.*"
Fonte: http://www.turismodeportugal.pt/pt/Turismo_Portugal/visao_geral/Paginas/default.aspx
 
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O Europeu regressa assim que abrirem as fronteiras. Muitos já vieram em Julho e Agosto.
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O setor do turismo é a maior atividade económica exportadora do país, sendo, em 2019, responsável por 52,3% das exportações de serviços e por 19,7% das exportações totais. As receitas turísticas registaram um contributo de 8,7% para o PIB nacional.

​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​O*turismo*em Portugal atingiu em 2019*números expressivos, com especial destaque para:*

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- Aumento de*emprego no turismo, com um peso de*6,9% na economia nacional*(336,8 mil empregos em 2019;*dados alojamento, restauração e agências de viagem).


- Ritmo de crescimento das*receitas turísticas*(+8,1%) e dos*proveitos globais*(+7,3%),*mais acelerados que o aumento de*dormidas*(+4,1%).


- Diversificação de mercados: crescimentos expressivos do*mercado americano*(+21,4% hóspedes) e*brasileiro*(+15,2% hóspedes).


- Crescimento mais acelerado do*mercado interno*(+7,5 % hóspedes nacionais) em relação ao mercado externo (+7,1% hóspedes estrangeiros).


- Reconhecimento internacional com a atribuição de*diversos prémios.


Estes resultados demonstram a capacidade de o turismo gerar mais receita, mais emprego e alargar, cada vez mais, a atividade ao longo do ano e no território.*"
Fonte: Visão geral

A concorrência também voltou, o norte de Africa está cada vez mais seguro para os turistas, a Turquia está super barata. E a crise também afetou os mercados emissores.

As coisas vão melhorar, certamente, mas na minha opinião os records de 2019 vão se manter por largos anos.
 
Tb acho que o turismo tem pouca inércia. Pode arrancar muito rapidamente até porque a infraestrutura existe e havendo procura, em 2 ou 3 meses reabre quase tudo.
 
A concorrência também voltou, o norte de Africa está cada vez mais seguro para os turistas, a Turquia está super barata. E a crise também afetou os mercados emissores.

As coisas vão melhorar, certamente, mas na minha opinião os records de 2019 vão se manter por largos anos.

Há um factor que não pode ficar esquecido que é o da vacina não chegar "rápido" a toda gente.

Ou seja, os países "pobres" vão obtê-la mto mais tarde que os países de 1.ª linha para esse efeito, digamos assim. Ou seja vai ser um efeito mto semelhante ao da primavera árabe. Vamos ficar sem bastante concorrência, nomeadamente desses que dizes, Norte de África, entre vários outros. Por outro lado a malta não vai querer ir para mto longe de avião.

Portanto a minha projecção é baseada na fiabilidade e eficácia da(s) vacina(s) e que de modo nenhum é preciso vacina 60 ou 70% da população para ter tranquilidade em relação à covid e como tal retomar a "actividade" normal. Acredito que rapidamente os efeitos benéficos se vão sentir com um decréscimo mto significativo das infecções tb ajudada pela primavera. Por outro lado como o Pastis disse, o sector do turimo é bastante maleável. Temos infraestruturas já montadas e mto gente a "querer" trabalhar, mtos deles com experiência passada.

Assim estou apostado num 2T de recuperação em crescendo, e um 3.º T top (não ao nivel de 2019 mas próxmo qb), sobretudo com o turismo Europeu.
 
Há um factor que não pode ficar esquecido que é o da vacina não chegar "rápido" a toda gente.

Ou seja, os países "pobres" vão obtê-la mto mais tarde que os países de 1.ª linha para esse efeito, digamos assim. Ou seja vai ser um efeito mto semelhante ao da primavera árabe. Vamos ficar sem bastante concorrência, nomeadamente desses que dizes, Norte de África, entre vários outros. Por outro lado a malta não vai querer ir para mto longe de avião.

Portanto a minha projecção é baseada na fiabilidade e eficácia da(s) vacina(s) e que de modo nenhum é preciso vacina 60 ou 70% da população para ter tranquilidade em relação à covid e como tal retomar a "actividade" normal. Acredito que rapidamente os efeitos benéficos se vão sentir com um decréscimo mto significativo das infecções tb ajudada pela primavera. Por outro lado como o Pastis disse, o sector do turimo é bastante maleável. Temos infraestruturas já montadas e mto gente a "querer" trabalhar, mtos deles com experiência passada.

Assim estou apostado num 2T de recuperação em crescendo, e um 3.º T top (não ao nivel de 2019 mas próxmo qb), sobretudo com o turismo Europeu.

concordo

Com uma % pequena de vacinação já é possível ter uma descompressão psicológica grande. Assim que as restrições de viagem levantarem deve notar-se
 
Tb acho que o turismo tem pouca inércia. Pode arrancar muito rapidamente até porque a infraestrutura existe e havendo procura, em 2 ou 3 meses reabre quase tudo.

Helena Garrido: « é compreensível a irritação dos restaurantes quando o Governo promete compensar o encerramento nos fins-de-semana tendo como referência a facturação de 2020. Valia mais dar menos de 20% e usar como referência a facturação de 2019. (…) Enquanto continuarmos a premiar governantes que fazem uma gestão de curto prazo do dinheiro dos contribuintes, usando-o para comprar votos, garantir o seu mercado eleitoral, estaremos condenados a não ter o Estado quando precisamos dele ou a ter de pedir ajuda quando, repentinamente, ficamos sem quem nos empreste dinheiro. A era da troika foi uma óptima oportunidade perdida para percebermos a importância de poupar nos tempos de prosperidade. Mas o governo de António Costa preferiu não o fazer.»

Ajudas na crise? O Estado Social foi ali comprar uns votos
 
Há um factor que não pode ficar esquecido que é o da vacina não chegar "rápido" a toda gente.

Ou seja, os países "pobres" vão obtê-la mto mais tarde que os países de 1.ª linha para esse efeito, digamos assim. Ou seja vai ser um efeito mto semelhante ao da primavera árabe. Vamos ficar sem bastante concorrência, nomeadamente desses que dizes, Norte de África, entre vários outros. Por outro lado a malta não vai querer ir para mto longe de avião.

Portanto a minha projecção é baseada na fiabilidade e eficácia da(s) vacina(s) e que de modo nenhum é preciso vacina 60 ou 70% da população para ter tranquilidade em relação à covid e como tal retomar a "actividade" normal. Acredito que rapidamente os efeitos benéficos se vão sentir com um decréscimo mto significativo das infecções tb ajudada pela primavera. Por outro lado como o Pastis disse, o sector do turimo é bastante maleável. Temos infraestruturas já montadas e mto gente a "querer" trabalhar, mtos deles com experiência passada.

Assim estou apostado num 2T de recuperação em crescendo, e um 3.º T top (não ao nivel de 2019 mas próxmo qb), sobretudo com o turismo Europeu.

Sim, mas os mercados emissores as pessoas vão estar vacinadas, desde que os numeros estejam controlados e não exista grandes restrições, não é muito relevante o estado da vacinação nesses paises.

Mas em geral concordo contigo, até na segunda quinzena de agosto de 2020 no Algarve já se teve um sabor de normalidade, abaixo do costume, mas já havia filas e alguma confusão, apesar de os numeros terem sido maus. Só acho é que vamos ter uma diminuição da procura e aumento da oferta e não sou tão optimista em relação a um 2021 proximo de 2019.
 
Sim, mas os mercados emissores as pessoas vão estar vacinadas, desde que os numeros estejam controlados e não exista grandes restrições, não é muito relevante o estado da vacinação nesses paises.

Mas em geral concordo contigo, até na segunda quinzena de agosto de 2020 no Algarve já se teve um sabor de normalidade, abaixo do costume, mas já havia filas e alguma confusão, apesar de os numeros terem sido maus. Só acho é que vamos ter uma diminuição da procura e aumento da oferta e não sou tão optimista em relação a um 2021 proximo de 2019.

Eu acho é que ng quer ir para uma Tunisia/Republica Dominicana etc, em plena crise pandémica nesses locais. Afinal de contas o principal problema desta crise sanitária é o esgotamento dos serviços de saude. Tens alguma coisa mais chata por lá e não tens resposta da parte médica.

Os dados próximos de 2019 são "qb". Se tivermos limites de lotação, chapéu, mas ainda assim acredito em dados mto positivos.

Mas não percebi de onde vem o "aumento da oferta".
 
Eu acho é que ng quer ir para uma Tunisia/Republica Dominicana etc, em plena crise pandémica nesses locais. Afinal de contas o principal problema desta crise sanitária é o esgotamento dos serviços de saude. Tens alguma coisa mais chata por lá e não tens resposta da parte médica.

Os dados próximos de 2019 são "qb". Se tivermos limites de lotação, chapéu, mas ainda assim acredito em dados mto positivos.

Mas não percebi de onde vem o "aumento da oferta".

Muitos países têm os serviços de saúde sempre esgotados e quem viaja convém ter um bom seguro e usar serviços privados, que a comum população não tem acesso.

E é em países de "terceiro" mundo que o dinheiro resolve mesmo problemas, pois pagar, por exemplo, 1.000 USD por cada noite no hospital não é mesmo para qualquer um.
 
Isto (Europa) cada vez mais parece o Japao.


Surpreendente seria fazer exactamente as mesmas coisas e esperar um resultado diferente...

Castração legislativa e cultural ("as coisas têm de ser assim porque sempre foram assim"), população extremamente envelhecida (excluindo emigração), quantitative easing à bruta, falta de inovação, falta de pragmatismo, etc.
 
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Muitos países têm os serviços de saúde sempre esgotados e quem viaja convém ter um bom seguro e usar serviços privados, que a comum população não tem acesso.

E é em países de "terceiro" mundo que o dinheiro resolve mesmo problemas, pois pagar, por exemplo, 1.000 USD por cada noite no hospital não é mesmo para qualquer um.

Os ricos desses países não adoecem?

Anyway o meu juízo é mto anterior.

Acho que nenhum Europeu, tendo alternativas "seguras", se mete a ir para esses locais em 2021. O seguro morreu de velho.[:D]
 
Os ricos desses países não adoecem?

Anyway o meu juízo é mto anterior.

Acho que nenhum Europeu, tendo alternativas "seguras", se mete a ir para esses locais em 2021. O seguro morreu de velho.[:D]

São uma franja mínima, e que adoecem menos sim. Não é por acaso que os pobres e com piores condições sanitárias são também os mais atingidos pela pandemia.

A questão de serviços de saúde tem sempre riscos, com ou sem pandemia. E se tiveres outra doença? E se partires uma perna? E se tiveres necessidade de uma cirurgia de urgência?
 
Eu acho é que ng quer ir para uma Tunisia/Republica Dominicana etc, em plena crise pandémica nesses locais. Afinal de contas o principal problema desta crise sanitária é o esgotamento dos serviços de saude. Tens alguma coisa mais chata por lá e não tens resposta da parte médica.

Os dados próximos de 2019 são "qb". Se tivermos limites de lotação, chapéu, mas ainda assim acredito em dados mto positivos.

Mas não percebi de onde vem o "aumento da oferta".

Desde que controlado não teria problemas em meter-me para a Republica Dominicana.

Atenção, desde que controlado.
 
Continuo a pensar que o turismo low-cost já terá expressão no Verão 2021, se houver vacinação em curso. Já quanto ao turista high end, aquele que fica mais de uma semana em hotel/resorts de 5 estrelas, tenho dúvidas. Geralmente são pessoas de mais idade, menos afoitas ao risco e enquanto houver uma memória recente da pandemia, não creio que se ponham a viajar com a facilidade anterior.
 
Repare-se que Portugal já dispensa apresentações em termos de clima, gastronomia e hospitalidade. Ganhou os Óscares do Turismo na Europa.. Sinceramente não deve demorar muito tempo a que essa actividade retome alguma normalidade quando a pandemia normalizar. Pode não ser imediatamente mas não demorará tanto tempo como 4 anos a retomar.


Concordo que discordes de mim! Mas estás a esquecer-te que o Covid-23 já estará em preparação!

E não virá dos visons!


Quanto ao 19, vamos a ver como será! Não será útil dar por adquirido um resultado de uma vacina que ainda nem existe! Depois temos que inocular um mínimo de 7-8 milhões de portugueses, para uma eficácia real que ainda se desconhece, e válida por quantos meses... no âmbito da população global mediterrânea, quando temos imensos contactos com diversos países africanos e sul-americanos cuja salubridade e qualidade sanitária é, no mínimo, muito duvidosa!

Mas oxalá que tudo esteja bem em Abril de um ano destes...2022? Já seria muito bom! [;)]
 
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