Bem, é razoavelmente claro que estamos na, ou a caminho da (consoante os países), 2.ª vaga da Covid, portanto está na altura de actualizar as "previsões".
O outlook era totalmente diferente caso essa 2.ª vaga existisse ou não.
Como existe, vale a pena ter em conta que o verão, como se previa trouxe algum alivio do ponto de vista sanitário no nosso País mas com um pequeníssimo efeito nos sectores mais expostos.
O problema é que continuamos com um sistema de saude relativamente frágil e temo bem que esta recente remodelação governamental, nomeadamente na parte da saude, com a saída da Jamila e a promoção do Lacerda Sales - que basicamente corre com elementos de densidade politica e promove perfis técnicos - queira dizer que a preparação que foi feita para a fase vermelha dos contágios ficou àquem.
De todo o modo a mensagem politica, que os órgãos de cs vão atrás, é que nada pode parar agora é para avançar, não dá para fechar.
A minha opinião é outra.
Não tenho a menor duvida que a parte sanitária vai piorar significativamente. Vamos para o Outono/inverno mais dificil da nossa vivência colectiva.
Tenho vistos coisas inimagináveis por parte de diversas pessoas. Mto se fala dos mais novos, mas vejo práticas grotescas em vários mais velhos, ao nivel de ajuntamentos, uso (correcto) de máscaras etc.
Tb temo que os confinamentos possam voltar, não globais como em Março/Abril, mas locais/sectoriais. As zonas urbanas de Lx e Porto, e os polos industriais, comerciais e residenciais à volta são os mais expostos, mas podem acontecer em qq zona urbana.
Obviamente que as consequências económicas vao continuar péssimas. Hotelaria, restauração, transportes (aereos/terrestros/maritimos), diversão, cultura vão continuar a oxigénio e agora todas as demais por via da deterioração económica.
Por sua vez fico estupefacto com os dados de contratação de divida por particulares esteja a nveis tão altos.
Vamos para o pior da crise com niveis mto baixos de poupança.
Logo por azar o nosso principal parceiro económico, que é Espanha, consegue ter dados sanitários piores, a que junta a total confusão regional e ainda consegue ter políticos piores que os nossos.
Noto que na crise de 2008 o moral hazard era manter vivas entidades bancárias que se autocolocaram em risco. Na actual é o de não perpetuar através de apoio publico atividades deficitárias. Porém a primeira coisa que por cá se fez foi injectar dinheiro na tap e na efacec.:sh)
Voltando à terra o Natal vai ser particularmente dificil.
É uma altura altamente alavancada no comércio como é óbvio, que vai estar muito abaixo das vendas habituais seja pela vertente sanitária seja pelo deteriorar do desemprego e da actividade económica.
Como já devem ter percebido o meu outlook é péssimo.