Como aluno do ensino básico (9º), deixo aqui as minhas palavras. Sei que é difícil ser-se professor, bastante, mas também há que admitir que um grande número deles está ali para receber o ordenado no final do mês. Algo que um colega meu expôs à turma e tem toda a razão. Se a professora está ali sem motivação nenhuma, como é que os alunos hão de ter algum tipo de motivação? Pessoalmente, acho que teve razão no que disse. Mas, e falo por experiência própria, existem turmas muito problemáticas, talvez apenas por causa de 2 ou 3 alunos, alunos esses que, sozinhos, até são boas pessoas, mas quando estão juntos, cai o carmo e a trindade dentro da sala. E não venham com a treta dos colégios privados. No 2º ciclo (5º e 6º) andei num colégio privado, e, apesar de haver mais boa educação e mais vontade de aprender, fazem porcaria na mesma como nas escolas públicas. Além de que, só porque os pais têm dinheiro, pensam que são os maiores e mandam naquilo tudo. Portanto, alunos mal educados, desinteressados ou seja lá o que for, há e sempre haverá (se não se tomarem medidas) tanto no ensino público como no privado. Desde o 7º ano que ando numa escola pública, e no 7º e 8º tive turmas bastante problemáticas. No 7º, era uma rebaldaria que Deus me livre, lembro-me até que uma aluna chegou a ir às aulas bêbeda. No 8º, tendo a maioria dos alunos entre 12/14 anos, espetaram lá com uns quantos que tinham 16 anos e um de 18. Faltas atrás de faltas, chegavam atrasados porque iam fumar o charrinho, e, pelo que consta (não vi), um deles chegou a enrolar dentro da aula. Dava-me com alguns deles, mas nunca cheguei a fazer nada do que eles faziam. Escusado será dizer que a professora de Inglês no 8º ano, que, ao que parece, tinha alguns problemas pessoais, não conseguia lidar com a situação. O que é que ela fazia? Nada. Simplesmente nada. Chegava, escrevia o sumário, e começava a dar a aula. Quanto começava tudo a falar (sim, porque toda a gente já sabia que com aquela professora se podia abusar o que se quisesse), ela parava e calava-se até ao fim da aula. A própria professora chegou a estar uma semana sem dar aulas porque o médico a mandou ficar em casa descansada e a tomar medicação por causa do sistema nervoso. Admito, sem problemas, que cheguei a abusar um pouco com ela e outros professores, em alturas de pura estupidez. Mas felizmente consegui remediar essa situação e presentemente, apesar de por vezes falar nas aulas um pouco, considero-me um aluno bem comportado. Agora no 9º, a situação melhorou. Os tais alunos de 16 e 18 anos saíram, entrando alguns repetentes. Por vezes alguns faltam e tudo mais, mas ao menos não ficam a incomodar como ficavam os do 8º ano. Existem também repetentes interessados, atenção. Conclusão, é preciso que estas pessoas aprendam a respeitar os professores (e não só), porque, continuando assim, os professores vão acabar por se desinteressar e entramos num ciclo vicioso.