A dificuldade em ser professor.

Na minha modesta opinião, o grande problema é que se vive num estado onde tudo se pode e nada acontece.
Se um aluno é repreendido ou "convidado" a sair no dia seguinte está lá logo o pai ou a mae para pedir satisfações, pais esses que se for preciso nem aparecem nas reuniões da escola quando são convocados.
No meu tempo, numa situação dessas chegava a casa e ainda comia mais [;)], e surpreendentemente não morri por isso, mas hoje nem se pode tocar nos meninos, meninos esses que não têm qualquer problema em agredir professores, auxiliares e proprios colegas.

Mas como já li por aqui, passa por começar a educar os pais...

Menino faz, responsabiliza-se o pai....

A escola é para dar formação, não educação como muita gente pensa.
apr:) [:D] [:)]
X2.

Tantas que levei:sh)

Mas foram bem dadas.

E fazem falta a muita gente.

Ainda por cima a minha mãe é prof.. Os alunos dela andam sempre na linha, coitados![:D]

Não creio que as coisas melhorem nos próximos tempos...Está tudo entegue à bicharada...
 
Atenção que fedelhos mimados e mal educados é o que não falta em colégios particulares, agora miúdos agressivos e violentos é que não há muito.[;)]

Trabalho num colégio particular, meninos que causem problemas graves são convidados a sair.apr:)

Já dei aulas no colégio que este ano ficou em 1º lugar do ranking nacional e tive um miúdo agressivo (no tom de voz) que no final do ano deixou o colégio, mas passou...:confused: tinha 8 negativas.hummmmmmm

tive alunos excepcionais mas também tive muitos de nariz empinado com uma formação boa para políticos.

Nunca vi salas de aulas tão porcas e quando fiz o reparo lá tive de ouvir o que já estava à espera.... para que servem as empregadas????

Os professores da casa acham que são mais do que os outros, muito cultos e correctos mas vi uma situação, relacionada com o aluno que citei de bradar aos céus. Enfim

Como eu era novo na escola lá tive de levar com uma encarregada de educação a fazer reparos ao meu teste e a tratar-me abaixo de cão..... no final da reunião que a senhora quis ter, ainda me agradeceu e disse que o aluno andava com problemas.... MIMOS

Tenho uma filhota que vai para o colégio onde trabalho, se lá não trabalhasse iria na mesma para um colégio particular. Desculpem dizer isto mas o ensino publico está cheio de vandalos, mini ladrõezinhos e afins.[s)]

não é bem assim, mas são poucas as escolas públicas onde ponha actualmente a minha filha a estudar.... mas ainda falta muito tempo, até lá isto só tem tendência a piorar.

Contudo, eu gosto de dar aulas e é muito bom quando temos a sensação que fizemos algo pelos alunos. Posso dizer que este ano tenho uma aluna com paraleliza cerebral e andava um pouco à nora, não entendia nada da letra dela. Com os meios "tradicionais" é bastante difícil trabalhar com ela. Com a professora dos apoios combinei levar um portátil para a aula e fiquei espantado com a destreza dela ao trabalhar com o computador. Senti uma alegria enorme por finalmente conseguir trabalhar com ela e sentir que ela está radiante.
 
Já dei aulas no colégio que este ano ficou em 1º lugar do ranking nacional e tive um miúdo agressivo (no tom de voz) que no final do ano deixou o colégio, mas passou...:confused: tinha 8 negativas.hummmmmmm

tive alunos excepcionais mas também tive muitos de nariz empinado com uma formação boa para políticos.

Nunca vi salas de aulas tão porcas e quando fiz o reparo lá tive de ouvir o que já estava à espera.... para que servem as empregadas????

Os professores da casa acham que são mais do que os outros, muito cultos e correctos mas vi uma situação, relacionada com o aluno que citei de bradar aos céus. Enfim

Como eu era novo na escola lá tive de levar com uma encarregada de educação a fazer reparos ao meu teste e a tratar-me abaixo de cão..... no final da reunião que a senhora quis ter, ainda me agradeceu e disse que o aluno andava com problemas.... MIMOS



não é bem assim, mas são poucas as escolas públicas onde ponha actualmente a minha filha a estudar.... mas ainda falta muito tempo, até lá isto só tem tendência a piorar.

Contudo, eu gosto de dar aulas e é muito bom quando temos a sensação que fizemos algo pelos alunos. Posso dizer que este ano tenho uma aluna com paraleliza cerebral e andava um pouco à nora, não entendia nada da letra dela. Com os meios "tradicionais" é bastante difícil trabalhar com ela. Com a professora dos apoios combinei levar um portátil para a aula e fiquei espantado com a destreza dela ao trabalhar com o computador. Senti uma alegria enorme por finalmente conseguir trabalhar com ela e sentir que ela está radiante.


Boas,
A minha área é ed. de infância por isso como podes imaginar tenho uma vida mais tranquila do que os professores do ensino básico e secundário.

Mas sim, paizinhos que estão constantemente com minhoquises é o pão nosso de cada dia, mas apesar de tudo a maioria é educada e bem formada.
Mas continuo a afirmar que na minha perspectiva é mais fácil lidar com mimos do que com vandalismo.


Já agora, os meus parabéns pelo interesse demonstrado nessa aluna diferente.apr:)
 
Tinha resolvido n me manifestar sobre questões como a deste tópico, mas cá fica uma citação:


Ressuscitem o papel selado!
Santana Castilho - Professor do ensino superior – in: Público, 30.Outubro’08

Os docentes são asfixiados em burocracia e a escola afastada da sua missão principal. O ensino está à beira do abismo
Esta crónica tem uma causa próxima: um pequeno texto inserto na rubrica Sobe e Desce deste jornal, no passado dia 24. Rezava assim, a dado passo: "Os sindicatos dos professores não querem, de todo, a avaliação. A maioria da classe não quer, de todo, a avaliação..." Quem escreveu isto desconhece por completo o que se passa no sistema de ensino e propala uma enorme falsidade, que ficaria sem reparo, não fora a gravidade do que actualmente se vive nas escolas portuguesas e a necessidade de esclarecer, por isso, a opinião pública.
Mente quem diz que os sindicatos e os professores não querem sujeitar-se a avaliação. Mentiu o próprio primeiro-ministro, quando há dias disse ao Diário de Notícias que nunca no passado foi feita avaliação dos professores. Desafio quem quer que seja a sustentar documentalmente tais enormidades. A realidade é bem diferente. Os professores rejeitam este (e sublinho o pronome demonstrativo este) modelo de avaliação. Porque não cumpre o fim primeiro de qualquer exercício de avaliação do desempenho: a melhoria do próprio desempenho e a valorização das práticas profissionais. Quando o primeiro-ministro, em acto sintomática e reveladoramente falhado, afirma que a avaliação dos professores se faz por "uma" (e sublinho o artigo uma) razão, "premiar o mérito", torna-se patente por que os professores não aceitam visão tão redutora. Sobretudo porque este "premiar o mérito" se construiu por via de uma tômbola aviltante, que dividiu professores em titulares e outros, deixou de fora profissionais altamente qualificados e esmagou dedicações e competências. Se tivessem vergonha, os seus autores, que têm nome e rosto, pintavam a cara de negro, a cor do luto, e não ousavam falar de premiar o mérito. Mas há mais, que ninguém pode desmentir. Este modelo de avaliação penaliza os professores que usem direitos protegidos por leis de dignidade superior: direito a engravidar, direito a estar doente, direito ao recolhimento (nojo) por morte de pai, mãe, filho ou filha, mulher ou marido e até o elementar direito de não ser prejudicado pelo cumprimento de obrigações legais impositivas (comparecer em tribunais). Este modelo de avaliação penaliza os professores quando os alunos desertam da escola ou chumbam; põe professores de Música a avaliar professores de Matemática, bacharéis a avaliar doutores; mete no mesmo saco, para efeitos de graduação profissional, quem seja classificado com insuficiente, regular ou bom; instala nas escolas um pernicioso clima de desconfiança e competição; coloca toda a classe numa espécie de estágio permanente, com uma vida profissional inteira de duração; privilegia os cargos administrativos e burocráticos em detrimento das funções lectivas; institui uma casta de Kapos incumbidos de controlar e reportar aos donos; aniquila a liberdade pedagógica e intelectual do professor. Isto e muito mais são bestialidades que um coio de incompetentes quer impor aos professores. Que diriam jornalistas e comentadores, que escrevem ligeiro sobre a matéria, se os arrastassem em tal caudal de disparates?
Esta é apenas uma, eventualmente a mais gritante, das vertentes que asfixiam os docentes em burocracia e afastam a escola da sua missão principal: ensinar. Os portugueses não percepcionam quanto o sistema de ensino está à beira do abismo. Os professores sufocam com tarefas administrativas e reuniões. Há reuniões de todo o tipo: de coordenação de ano, para conceber testes conjuntos, para desenhar grelhas, para analisar resultados, de conselho pedagógico, com encarregados de educação, com alunos, para preparar as actividades de estudo acompanhado, de formação cívica, da área de projecto, de tutoria, de apoio educativo, de recuperação de resultados, de superação de necessidades educativas especiais, etc., etc.
Os papéis não têm fim. Tenho à minha frente seis folhas de um documento intitulado Coordenação de Ano de um agrupamento de escolas. Para o interpretar tive que me socorrer de um glossário. Aqui fica a tradução das siglas, omissão feita às que não consigo decifrar: CE (conselho executivo); CA (conselho de ano); PRAE (Plano de Recuperação e Apoio Educativo); PCT (Projecto Curricular de Turma); CGAS (critérios gerais de avaliação somativa); AEC (actividades de enriquecimento curricular); PTT (professor titular de turma); TIC (tecnologias de informação e comunicação); PGEI (Programa de Generalização do Ensino de Inglês); CAA (comissão de acompanhamento alargada); CAR (comissão de acompanhamento restrita); SPAEC (supervisão pedagógica das actividades de enriquecimento curricular); CEI (currículo específico individual); UAM (unidade de apoio à multideficiência); PAA (Plano Anual de Actividades); PA (plataforma do agrupamento); CAD (comissão de avaliação do desempenho).
Chega? Não! Por favor, Madre Lurdes e Santo Valter, ressuscitem o papel selado!
 
Boas, de volta ao tópico. Hoje de manha tomei conhecimento de mais uma.. Vou ter de escrever os objectivos pessoais e "negocia-los" com quem me vai avaliar, um professor que nao é da área, não sei as competencias, e desconheço as capacidades. Pelos meus objectivos pessoais passam coisas como, manter o abandono escolar dentro de certas %.. E por sinal soube que um aluno da minha turma desistiu do curso e que mora a x km de escola..

Hipoteses:

- Tiro o fds para convencer o moço a voltar para a escola mesmo que as razoes sejam pessoais e so dele, mas, no entanto poderei ser prejudicado na minha avaliação..

E isto é so um dos problemas da profissao, como se não bastasse os problemas dentro das salas de aulas..

Este topico nao foi criado como um "olhem para os professores que sao uns coitadinhos", para sim um alerta para reflectirem sobre como estamos a semear o "nosso" futuro...
 
Olha a minha situação, na minha escola o parâmetro do abandono escolar é de 0,02% o que em 146 alunos que tenho é de ........ basta um aluno abandonar para ter negativa. E que culpa tenho eu? enfim......[8b][8b]
 
Eu em muito contribui para um tópico. Onde se discutia a "credibilização" do professor.

Como Aluno que fui. Continuo a dizer que o ensino criou os professores que tem hoje. A maior parte que vi enveredar por esta vertente. Fez-lo iludido pela carreira profissional fácil. Sem grande esforço.

Como Pai, tenho 2 filhos no ensino publico. Tem muitos defeitos sem duvida. Os maiores problemas estão a nível administrativo. E na minha opinião, enquanto não forem os professores a lutar por existir uma meritocracia, e justa. Nada feito.

Como Profissional, nunca na vida aceitaria um cargo de professor no ensino publico. É mal Pago, é dificil (quase impossível). E não tem perspectivas de evolução.

Um UP a todos os professores que o fazem credibilizando todos os dias a sua profissão. Pois encontram nos próprios colegas a maior barreira a ultrapassar.
 
Hoje chego à escola para uma reunião intercalar.. Sala dos professores, uma colega envolta em lagrimas.. Digo-vos está um ambiente pesado. Para mim pode ser novidade, pois nunca estive numa escola assim, mas n quero acreditar que isto é diario...

Depois na reuniao, uma mae preocupada com a filha que desceu a nota no teste de matematica, a mesma que lhe mandei tirar os auscultadores dos ouvidos duas vezes na aula..

Ahh, já me esquecia, a professora de microbiologia esteve uma semana e depois desistiu...
 
Meus caros é um facto que tem uma profissão que tem grande importância, pois por vós passa o ensino e formação dos futuros cidadãos do país.

Agora problemas que os Senhores Professores se debatem, também se debatem outras pessoas noutros sectores.
Eu tenho uma equipa de pessoas para "gerir", algumas desmotivadas, outras com problemas. A falta de respeito pode ser de vária forma e às vezes é mais "facil" levar uma afronta directa, ou um "soco", que fazerem a cama por trás.
Os meus objectivos passam em grande parte pelo cumprimento dos objectivos da equipa que "lidero", tenho que os motivar, e não os posso despedir.
Vou baixar os braços e desistir porque são muito dificeis? Porque não colaboram comigo e são maus profissionais?

Obviamente que ninguém gosta de ir para o local de trabalho e ser desrespeitado, ofendido e muitas vezes agredido fisicamente, ainda por cima com objectivos para cumprir e que muitas vezes sem ter tido qq hipotese de negociá-los, mas isso não é a vida de qq pessoa que já tenha alguma responsabilidade na hierarquia do seu local de trabalho.

Felizmente não tenho todos estes problemas, mas tenho alguns.


Ps1 - para não pensarem que serei um gestor de topo ou algo do género, devo ganhar o mesmo ou pouco mais que um professor que dara aulas a meia dúzia de anos.

Ps2 - Quanto à questão do respeito pelos Professores, isso é ponto mais que acente, por isso nem o menciono. Os paizinhos que controlem os meninos...
 
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Das coisas mais abomináveis que este Ministério da Educação fez, foi a "sacanice" com os alunos com NEE. E tudo em troca pela poupança desmesurada de uns euros que rendem bem mais com a propaganda política que é o Magalhães. Mas ainda mais impressionante, é a nossa comunicação social não ter ido ao terreno e investigar o que se passa com os alunos NEE!
 
Eu estudei desde a 1ª classe ao 9º ano em algumas das escolas mais difíceis do Porto; mais tarde passei para um dos liceus públicos mais elitistas do Porto.

Da minha experiência posso dizer o seguinte:

(a) os alunos podem ter vidas difíceis mas realmente são indisciplinados , mal educados, desestabilizadores e insultam os professores na cara. E enquanto não houver respeito pela profissão de professor nem ordem na sala de aulas, nunca teremos um ensino de qualidade nem possibilidades de ascenção social.

(b) mas convenhamos que há muitos professores que têm o respeito que merecem! encaram o ensino numa perspectiva meramente financeira, vão para lá sem qualquer motivação e meramente como uma alternativa ao desemprego, estão perfeitamente a borrifar-se para a aprendizagem dos alunos e para vencer as suas dificuldades (a culpa é sempre do aluno), são corporativistas até dizer chega e apenas pensam nos seus direitos (e nunca nos seus deveres). não têm qualquer preparação pedagógica, métodos de avaliação, nada! cheguei a ver professores com horário de 14h por semana das quais 7h eram passadas na biblioteca a dar livros e joguinhos a meninos (coisa que qualquer funcionário com a quarta-classe pode fazer)!

Repare-se que no privado nada disto existe: a disciplina é muito maior, os professores estão constantemente com a "corda no pescoço" (pois se nao ensinarem bem são despedidos) e as fitas de alguns meninos mimados não tem nada a ver com a selvajaria que se vive nas escolas publicas.

A combinação destas duas realidades produz um resultado explosivo: os alunos não aprendem, os professores não ensinam, o ensino é uma porcaria. se uns pais quiserem tirar os filhos desse sistema e transferi-lo para o privado, nao poso criticá-los, pois acredito que um pai quer apenas o melhor para os filhos! o problema é a elitização do ensino que advém daí.
 
Estou farto (já para muitos anos) desses gajos do sindicato.....[:vm)]

O Blog, não é do sindicato, eu não sindicalizada,...[;)]

Este blog não é do sindicato, é um movimento independente de professores, que está a tomar uma posição, face à actual situação.[;)]
 
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Eu estudei desde a 1ª classe ao 9º ano em algumas das escolas mais difíceis do Porto; mais tarde passei para um dos liceus públicos mais elitistas do Porto.



Da minha experiência posso dizer o seguinte:

(a) os alunos podem ter vidas difíceis mas realmente são indisciplinados , mal educados, desestabilizadores e insultam os professores na cara. E enquanto não houver respeito pela profissão de professor nem ordem na sala de aulas, nunca teremos um ensino de qualidade nem possibilidades de ascenção social...

Por isso mesmo é que os professores tem que ter poder para exercer o poder, a disciplina na aula.
Eu não sou propriamente uma professora a quem eles faltem ao respeito.
Mas estar constantemente a perder energia para manter essa disciplina é muito cansativo. Os professores tem que ensinar e devem ter condições para o poderem fazer. A minha turma de Direcção de turma é a turma mais complicada do 7º ano. Os alunos (4) que se portam pior, sei que estão a fazer um abaixo assinado, para trocarem de DT, LOL, e parece que obrigaram alguns dos outros a assinar. Felizmente tenho os pais todos do meu lado, e uma mãe, disse-me que fui a melhor DT que o filho já teve, o que me deixou muito orgulhosa. Aliás o filho já foi avisado, e agora os pais estão a fazer uma carta exactamente ao contrário a dizerem que não subscrevem a carta dos filhos, e que que querem a mesma DT.

Vocês já viram que estes pirralhos, pensam que podem mudar as coisas, desde que digam?!! Que tem mais poder que eu, ao ponto de eles dizerem e eu deixar de ser DT deles?. Bom na próxima dia que tivermos aula, vamos conversar e informá-los, que irá haver um conselho de turma de ordem disciplinar a 5 meninos da turma e que a gota de água, foi terem andado em cima das carteiras na 1ª aula de Educação Visual, a professora ter que fechar a sala à chave para poder recolher o material da escola, de terem chamado bruxa à professora, de dizerm que o cavalo do tio se chamava, Russo, o sobrenome da professora, etc. Quem é que causa este problema a turma, não 4/5 alunos, com situações problemáticas.


(b) mas convenhamos que há muitos professores que têm o respeito que merecem! encaram o ensino numa perspectiva meramente financeira, vão para lá sem qualquer motivação e meramente como uma alternativa ao desemprego, estão perfeitamente a borrifar-se para a aprendizagem dos alunos e para vencer as suas dificuldades (a culpa é sempre do aluno), são corporativistas até dizer chega e apenas pensam nos seus direitos (e nunca nos seus deveres). não têm qualquer preparação pedagógica, métodos de avaliação, nada! cheguei a ver professores com horário de 14h por semana das quais 7h eram passadas na biblioteca a dar livros e joguinhos a meninos (coisa que qualquer funcionário com a quarta-classe pode fazer)! .

Por isso mesmo, é que a avaliação não pode colocar esses professores que refere à frente dos outros que trabalham bem., e este sistema de avaliação permite isso. O que o governo quer é pagar o topo da carreira só a 5% dos professores, não querem saber quem é. Este sistem permite a quem é oportunista passar à frente de quem é competente. A avaliação tem que ser externa. Já viram uma pessoa que é vosso colega no trabalho, que não gosta de vocês, e se vos fôr avaliar, e também tiver que avaliar o amiguinho, qual é que vai ser mais bem classificado? O amiguinho é claro,...
Pr outro lado os professores que ficaram titulares, os critérios foi o tempo de serviço, e muitas vezes os mais antigos não são os mais competentes,...nem os mais novos. A avaliação tem que ter credibilidade,...ser justa, acima de tudo.
Eu já fui DT, e coordenadora de Departamento. Agora não sendo ainda titular, não dosso ser Coordenadora de departamento,...mas isto não é um gozo, então no vosso trabalho a passagem para determinado cargo, passa pela idade ou pela competência?

E por exemplo, fiz uma queixa á inspecção do Ensino, assim como coloquei um processo a um colega, porque não deu aula teórica, da disciplina, e decidiu invadir o meu espaço com os seus alunos, para dar aula prática. preparar uma aula teórica dá muito trabalho,...ainda utilizou linguagem gravosa para mim, à frente dos alunos. Pois este professor tem mais tempo de serviço que eu, o que é que acham que vai fazer, se alguma vez lhe fôr dada a possibilidade de me avaliar?

Meus amigos, para ser professor é preciso ter preparação, não só jeito, nem arte, para avaliar uma aula, também, tem que se ter preparação e competência. Se a maioria dos professores, como dizem não tem preparação mpedagógica, para dar aulas, como a poderão ter para avaliar colegas, será o domínio do bom senso e do desenrasca?

Repare-se que no privado nada disto existe: a disciplina é muito maior, os professores estão constantemente com a "corda no pescoço" (pois se nao ensinarem bem são despedidos) e as fitas de alguns meninos mimados não tem nada a ver com a selvajaria que se vive nas escolas publicas..

Está enganado, o ensino privado não é melhor que o público. eu fui professora, num colégio muito bem da Lapa, onde andou a neta do Jerónimo Martins, o filho do Carlos paço dÁrcos, da Cinha Jardim e da Irmã, do filho do não sei que Tojal.

O Que acontece nos colégios, é que os alunos que tem notas baixas, são convidados a sair. Os professores que contratam são os mais novinhos, porque o seu índice salarial é mais baixo, e são mais explorados. Educar não é só instruir e muitos desses alunos, tem uma formação humana muito má. Todos aqueles alunos que chegaram à minha escola vindo de colégios, tiveram na sua maioria notas mais baixas. A minha escola tem um indice de sucesso de 80%.
Pressionam os professores, para serm dadas boas notas, etc, etc. Eu nesse colégio, numa reunião, de avaliação, o director, perguntou a uma professora: Edite como é que se chama o teu marido? á resposta da professora,responde ele: ora aí esta um bom nome para o prof de informática ( a inspecção iria dali a uns dias e ainda não havia professor de Informática,...
As forma como está organizada a escola pública, dpor departamentos com um coordenador, e assim sucessivamente, permite, que haja uma certa vigilância e certificação, do trabalho de cada um,...

A combinação destas duas realidades produz um resultado explosivo: os alunos não aprendem, os professores não ensinam, o ensino é uma porcaria. se uns pais quiserem tirar os filhos desse sistema e transferi-lo para o privado, nao poso criticá-los, pois acredito que um pai quer apenas o melhor para os filhos! o problema é a elitização do ensino que advém daí.

O que se está a passar na escola é o mesmo que cá fora, um completo desrespeito e falta de educação generalizado. Falta de respeito pelos mais velhos, banditismo, falta de indentificação dos limites, e consequentemente um reflexo das condições de que o país está a atravessa, crise de valores, crise económica, e de identidade.
Temos a escola que merecemos,...não só os professores, mas todo o país. Agora não queiram arranjar bodes espiatórios, porque os culpados somos todos.

Ps - Desculpem o Português, mas o meu gato passou por cima do teclado, e carregou aqui numa tecla, que a cada letra que emendo ele come-me texto, mas acho que dá para entender,...
 
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O Blog, não é do sindicato, eu não sindicalizada,...[;)]

Este blog não é do sindicato, é um movimento independente de professores, que está a tomar uma posição, face à actual situação.[;)]
eu reparei, mas a confusão das manifs é ridícula....[:vm)]
 
Os professores que contratam são os mais novinhos, porque o seu índice salarial é mais baixo, e são mais explorados.

Este ano tive mais ou menos a possibilidade de ir para um particular (em acumulação) em que eram 4 turmas, DE QUATRO NÍVEIS DIFERENTES sendo um deles ano de exame do secundário...... ESCRAVOS, não obrigado
 
eu reparei, mas a confusão das manifs é ridícula....[:vm)]

Exactamente, O movimento independente de professores, marcou e o sindicato em vez de subrescrever, marcou outro dia.

Mas não me surpreende, foi esse sindicato que permitiu que regentes escolares, que tinham a quarta classe, passassem a ser equiparadas a professoras do ensino básico e assim sucessivamente vindo todos a receberem pelo topo da carreiras, como sendo todos licenciados. Em vez de se ter formação efectiva, tiveram se umas cadeirecas um anito e borta lá todos para o topo da carreira. Agora quem efectivamente tem formação não pode receber pelo topo da carreira, tem que haver um crivo, que é feito por razões economicistas, e só,...e quem fez isso foram os governos PS.
 
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