Não me cheira pois quando saiu o disco eu considerei-o uma obra prima imediata mas a minha opinião (10/10) não obteve aceitação nem do Bruno nem de nenhum dos habituais frequentadores dos "melhores álbuns", pelo menos que me lembre. Que era bom e tal mas que tinha não sei quantas músicas a mais. É certo que depois disso percebi que gradualmente o Bruno foi ficando mais e mais encantado com o álbum mas ao ponto de ser o disco da vida dele acho que não. O faivas diz, e bem, que "The Suburbs" ainda não está completamente digerido e enquadrado e eu partilho dessa opinião. Daqui a cinco anos acredito que muita gente quando olhar para trás e voltar a ouvir o disco vai vê-lo com outros olhos. É que "The Suburbs" vai para além de um conjunto de grandes canções, é um álbum conceptual que se esmiuçado ao detalhe (acorde a acorde, verso a verso) revela uma pertinência e uma inteligência raramente vistas no meio musical. Não foi o Van Gogh que nunca vendeu um quadro enquanto vivo? Mas estava lá tudo, estava era mal situado no tempo e no espaço.