A pobreza que não pára de aumentar em Portugal...

Imaginem um casal de professores, daqueles que não fazem parte dos quadros do ME. Enquanto estiverem contratados, poderão fazer cerca de 2000 e picos euros mês...mas chega ao ao final do ano lectivo e acaba-se o contrato, para os dois. Durante dois a três meses podem não ter rendimentos, numa perspectiva positiva. A pior é não terem contrato no ano seguinte. sem que haja subsidio de desemprego. Mas há encargos regulares, fixos, que são conbrados independentemente de haver ou não emprego.
Estes são os novos pobres, estes são aqueles menos preparados para as situações de adversidades.

Haja saúde e cabecinha!!! [;)]
 
A pobreza de espirito é a pior, mas muitas vezes leva ás outras pobrezas precárias!

A pobreza de espirito é a pior, mas muitas vezes leva ás outras pobrezas precárias!

Quanto aos 15 créditos... desses e afins não tenho pena nenhuma!!! TENHAM JUIZO !!!

Não tenho filhos, trabalho que me esfolo, ganho benzito, nunca fiz nenhum crédito, não sou rico nem de luxos e faço uma gestão cuidada do meu orçamento para o gastar da maneira que gosto, sem grandes preocupações, mas sem manias de grandeza nem MEGALOMANIAS!

BENDITOS pais e avós que me ensinaram que quando não há, não se têm vícios.... funciono à moda antiga e estasssssse muuuiiitooooo BEM...

A publicidade ao consumo não me afecta muito, mas claro que sou uma pessoa actual que gosta das coisas boas da vida.... mas com dinheiro à vista!!!

Até há pouco tempo trabalhava na União Europeia e o único cartão de crédito que utilizava no estrangeiro, foi o cartão Internacional de Estudante.

São filosofias de vida, agora também acho que os bancos têm muita culpa neste sobre-endividamento das familias portuguesas, deveriam ter tido desde sempre critérios muito mais rigorosos e apertados na atribuição de créditos ao consumo.

PUBLICIDADE ao crédito de consumo, como cofidis e afins, etc, acho que nunca deveria ter sido permitido, parece-me que não é preciso ser economista para entender porquê!!!!.
 
Imaginem um casal de professores, daqueles que não fazem parte dos quadros do ME. Enquanto estiverem contratados, poderão fazer cerca de 2000 e picos euros mês...mas chega ao ao final do ano lectivo e acaba-se o contrato, para os dois. Durante dois a três meses podem não ter rendimentos, numa perspectiva positiva. A pior é não terem contrato no ano seguinte. sem que haja subsidio de desemprego. Mas há encargos regulares, fixos, que são conbrados independentemente de haver ou não emprego.
Estes são os novos pobres, estes são aqueles menos preparados para as situações de adversidades.

Eu estou numa situação semelhante por escolha própria.

É muito simples de fazer as contas. Se me pagarem 2000€ entre Setembro e Junho, só poderei 'gastar' por mês 2000x10/12 o que ainda dá a bela soma de 1666€/mês.
 
O Banco Alimentar faz um trabalho notável, pena é haver pessoas que se aproveitam.

Uma vez soube de um conhecido meu que tinha alguns mantimentos vindos do Banco Alimentar, não sei se qual o seu rendimento, mas pelo menos dava para comprar telemóveis novos com 'status' comprados por ele, entre outros brinquedos e andar nos cafés. Confesso que desde essa altura somente uma vez comprei um kilo de arroz para campanha quando estava no supermercado, como descargo de consciência na esperança que fosse para realmente quem precisa de comida na mesa e não tem como, e são muitos. Mas vou voltar a ajudar.
 
Boas!

Partilho de muitas das opiniões que aqui foram sendo expostas.

No entanto, acrescento mais um ponto de vista.

Dizem que a culpa é de quem governa, de quem propõe os créditos fáceis... mas, e nós???

Quando andamos aqui a dizer que o carro X é que é bom, mesmo que custe vários milhares de euros além do que o carro Y que serviria exactamente para o mesmo (que é, basicamente, transportar pessoas)...

Quando ficamos a olhar fixamente para os gadgets do vizinho que orgulhosamente os exibe e comenta as suas maravilhosas funções...

Quando temos que fazer e acontecer para continuarmos na crista da onda (viagens à neve, LCD ou plasma da praxe, IPOD xpto, Playstation, GPS, telemóvel 3G e afins, jantaradas/noitadas no sítio X ou Y...)

Enfim... somos nós próprios que geramos esta bola de neve; somos nós próprios que fomentamos o tão mal afamado consumismo.

Eu próprio tenho reflectido sobre a matéria e naturalmente que não me importava de ter um "LCDzinho" para o PC em vez de continuar com o "velhinho" CRT 15", ou substituir a "velhinha" Sony de 3 megapixels...

Mas se questionarmos se realmente precisamos de tudo isto, a resposta é naturalmente, não! É uma felicidade efémera! Só dura enquanto aquilo que comprámos ou fizemos está na berra!

Quanto à outra questão que hoje em dia também está em cima da mesa: a revolta social!

É natural que exista revolta! Então se as diferenças salariais entre o topo e a base são aquelas que se vai dando a conhecer... é natural e saudável! Isto porque, sem esta as coisas só irão piorar e como sempre para o mesmo lado...

E já agora, voltando ao tópico, por exemplo, quem trabalha numa fábrica e tenha um salário mínimo ou pouco mais, não ficará também revoltado com a situação de quem tem um emprego potencialmente mais seguro, ganha dez vezes mais do que ele e ainda assim chega a um ponto de recorrer a um banco alimentar contra à fome?

É triste, mas parece-me que o problema maior não é político, nem económico: é social!!!

Cumps.
 
Uma coisa que me mete nojo (mesmo nojo) é a Júlia Pinheiro e o gordo do preço certo naqueles anúncios ridículos...... eles sabem que o seu público alvo é talvez mais susceptível a ser aliciado mas mesmo assim não têm vergonha na cara para ganhar uns euros.....[8b]

Já agora, para ser ter uns luxos, não se podem ter todos os luxos.... existem opções a ser tomadas..
 
Eu acho que isto é devido á busca incessante de "status", comprando grandes carros ( a crédito) , grandes casas ( a crédito) e muita roupa de marca ( a crédito)
 
Em relação às casas, eu vejo as casas novas, não são propriamnete baratas são vendem-se que nem cogumelos. (ainda bem para quem compra, não é qualquer tipo de inveja).
 
Mais uma excelente reflexão.

Caro Yamato, os novos pobres são, como sabemos, o resultado directo das políticas erradas que teimosamente são seguidas, devidamente apoiadas por uns que se lhes julgam imunes, senão mesmo beneficiários, e por outros inconscientes de que, mais cedo do que mais tarde, o longo braço do erro colossal, que é o caminho que este país leva, os alcançará quando menos esperarem...

Infelizmente continuamos a descer vertiginosamente neste escuro e frio oceano, presos a um lastro de desatenção, de inconsciência, de estupidez e, não tenho dúvidas, de muita maldade humana que nunca mais nos deixará vir à superfície, respirar!...

Há muita gente desatenta e inconsciente, que parece viver num torpor de sonho, num não querer ver para não sentir que "faz espécie"!

Há muita gente que não sabe bem o que defende mas, julgando-se superior a tudo e a todos, defende este ou outro "qualquer coisa" que esteja na moda...

Há, ainda, muita gente que só sente prazer em ver os seus semelhantes mal. E, ainda não percebi bem porquê, como é que é possível haverem seres humanos que nascem e morrem da mesma maneira mas que só vivem e pulsam para fazer mal aos demais?...

Para além destes todos existem os que estão "de um outro lado" de onde não alcançam, nem querem, senão... esse lado!
Exactamente.

Não sei pq mas está tudo a arrastar a coisa para o mau governo, a má gestão das economias familiares, deixem-me perguntar uma coisa, quantos de vocês trabalham ou quantos de vocês contam só com o vosso dinheiro para viver?

Todos sabemos que há muitos créditos ao consumo, mas hoje em dia, coisas como computadores, carros e outros semelhantes são já ferramentas de trabalho mais do que produtos de consumo e vencimentos até 2000 € não são (deixem-me repetir pq é importante), não são vencimentos elevados, é claro que há gente que não sabe gerir o dinheiro, mas no geral há uma tendência cada vez maior para que quem ganhava, até à bem pouco tempo, um bom vencimento, ter de recorrer a créditos.

Primeiro pq há muita desinformação e as pessoas não tem bem a noção de quanto representa a mais no final do mês.

Depois porque o dinheiro vale cada vez menos e isso vê-se nos bens essenciais, mas tb nas ferramentas de trabalho.

Actualmente com o elevado custo de vida, admirar-me-ia se quem tem rendimentos mensais para cima de 5000 €, andasse a pedir empréstimos ao banco, pq a quem ganha 2000/3000€ não me admiro nada.
 
Novos pobres...

Novos pobres...

Quando conseguirem "extinguir" a classe média ainda vou assistir ao renascer do "velho" slogan OS RICOS QUE PAGUEM A CRISE, não deve faltar muito...:sh)
 
Quando conseguirem "extinguir" a classe média ainda vou assistir ao renascer do "velho" slogan OS RICOS QUE PAGUEM A CRISE, não deve faltar muito...:sh)
Mas é exactamente isso a que estamos a assistir, ao extinguir da classe media.

Não deixo de achar curioso no entanto, que as pessoas vejam esta situação apenas como má gestão familiar.
 
Mas concordas, que em muitos casos a principal razão é essa?
Repara numa coisa, este recurso aos empréstimos, não acontece por acaso, nem serve a velha desculpa de que os países do sul são diferentes.

Esta é uma situação que se verifica por toda a Europa, em particular, com maior ou menor incidência conforme o grau de desenvolvimento de cada país.

Claro que há gente que não se preocupa com a forma como se gere o dinheiro, temos bastantes casos desses por cá, são eleitos por nós regularmente, mas esses não fazem o todo, nem são exemplo para ninguém.
 
Repara numa coisa, este recurso aos empréstimos, não acontece por acaso, nem serve a velha desculpa de que os países do sul são diferentes.

Esta é uma situação que se verifica por toda a Europa, em particular, com maior ou menor incidência conforme o grau de desenvolvimento de cada país.

Claro que há gente que não se preocupa com a forma como se gere o dinheiro, temos bastantes casos desses por cá, são eleitos por nós regularmente, mas esses não fazem o todo, nem são exemplo para ninguém.

É claro que não vamos dizer que todos os que estão a ficar nesta situação, estão nela pq não tiveram cabecinha, mas os casos como a situação descrita, dos 15 creditos, se calhar é mais usual do que nós possamos imaginar.

Eu tambem tenho um credito á habitação, mas sempre entendi que os carros não deveriam ser a credito, e por isso tenho um Corsa. Podia ter um Audi, ou um BM. o que dei pelo Corsa dava como entrada e ficava a pagar o resto.
Podia ter mais uma serie de creditos, para as mais diversas coisas, mas entendo que não deve ser assim.

Mais acima já tinha dito que a prestação da minha casa subiu 100 euros em 2 anos, e que o consumo de gasoleo, subiu outros 100 por mês. Se não tivesse margem de manobra, estaria agora numa situação identica á de muita gente.

Ninguem tem duvidas que isto está a ficar complicado, mas se nós ainda ajudar-mos, torna-se impossivel
 
Desculpem fazer repost do meu texto, mas mais uma vez se emprega neste Tópico...

Caros foristas,

Podem pensar que serei racista, que ando a dormir, que estou parado no tempo, mas uma coisa é certa, não tenho nada contra ninguém, aliás sou pacifista por natureza, mas tenho comigo algo que se chama revolta do que se passa nos dias de hoje...

O que vejo em todo o lado é pessoas só a olhar para o que os outros têm e querer ter mais que eles, não sabem dar graças por aquilo que têm pois já é bem bom. Nem todos nascem em berço de ouro nem com o cú virado para a Lua como diz o ditado, então há que saber diferenciar as coisas, a realidade das mesmas.
Todos sabemos que precisamos de viver, mas devemos viver com o que temos e saber aproveitar esses recursos...
O que está a acontecer em Portugal é que estamos a virar costas aos nossos recursos, e só pensamos em ser ricos...
O ESTADO SÓ PENSA EM ROU*BAR O POUCO QUE O ZÉ POVINHO TEM para depois deixar que grandes grupos como a EDP, GALP, CIMENTEIRAS e os BANCOS ter LUCROS DE MILHÕES que quem é que os paga? És TU e EU e calamos calamos calamos e eles abusam abusam abusam e levam-nos tudo... depois fazem asneiras que passam ao esquecido rapidamente pois o português tem memória curta.
Vejam todos os casos mediáticos em tribunal, acabam mais cedo ou mais tarde por se esquecer e acabam por passar impunes e nós esquecemos o que se passou e eles continuam no bem bom...
depois ouvimos falar de crimes como na Hungria e na Alemanha em que ficamos chocados, mas isso é só na hora e depois já só pensamos em ter mais que o nosso vizinho e fazer melhor que ooutro nem que seja somente para o deixar mal...
Este é o pensamento português mas não só....
Eu estou a falar isto mas tenho plena consciência que quem ler este post, a maioria vai chamar-me de doido ou parado no tempo, mas se conseguirem pensar um bocadinho talvez vejam luz no fundo do Túnel e vejam que neste momento estamos a comprar produtos baratos feitos à custa do sofrimento de outros povos que estão a ser usados para encher o bolso de meia dúzia, e depois vêm-me dizer que os portugueses não têm qualidade no que fazem...
Essa é a desculpa esfarrapada que usam para poder despedir sem apelo nem agravo os trabalhadores e ir explorar que trabalha quase de borla pois não têm condições e a isso se vêem obrigados.
Se em vez de explorarem os ensinassem também a trabalhar, a aproveitar os seus recursos, talvez eles vivessem melhor e cá não chamassem incompetentes aos portugueses.
Vejam o caso do LUXEMBURBO, onde uma grande maioria da população é portuguesa e é só um dos paises em que se vive melhor na Euiropa, é por imcompetência dos trabalhadores Portuguees? Afinal são como nós, a diferença possívelmente estará no aproveitamento desses recursos...

Cá o que se faz???
Como é mais barato mandar fazer num país onde se paga muito abaixo do preço de produção (exploração), manda-se fabricar lá, pois só assim se explica que os produtos cheguem cá mais baratos, pois uma viagem de avião ou de barco não será assim tão barata, mas a verdade é que o que interessa é riqueza rápida...
Volto a Referir:

SE NÃO HOUVER PRODUÇÃO EM PORTUGAL (FÁBRICAS A FECHAR) O DESEMPREGO AUMENTA, SE O DESEMPREGO AUMENTA MAIS FAMILIAS FICAM SEM DINHEIRO, SE AS FAMILIAS FICAM SEM DINHEIRO NÃO PODEM COMPRAR (MESMO SENDO PRODUTOS RPC) SE NÃO PODEM COMPRAR AS EMPRESAS QUE VENDEM NÃO ESCOAM O PRODUTO, SE NÃO ESCOAM O PRODUTO, FICAM COM ELE EM STOCK E DEPOIS TÊM DE O VENDER AO PREÇO QUE VEIO LÁ DE FORA, SE VENDEM AO PREÇO QUE VEIO LÁ DE FORA NÃO GANHAM POIS ALÉM DE VENDER A BAIXO PREÇO VENDEM POUCO SE VENDEM POUCO, O MAIS CERTO É IREM PARA A FALÊNCIA E DEPOIS "O BURRO SOU EU" COMO DIZIA O SCOLARI!!!!!


MEUS AMIGOS, ACORDEM PARA ESTE MUNDO,
COMPREM SÓ EM PRODUTOS PORTUGUESES E EM LOJAS QUE VENDAM PRODUTO NACIONAL NAQUILO QUE PODE SER PRODUZIDO CÁ.

NÃO É NADA CONTRA NINGUÉM É UM OLHAR DE UM PORTUGUÊS QUE ESTÁ A VER QUE ESTAMOS A IR PARA A COVA SEM APELO NEM AGRAVO À CUSTA DOS NOSSOS ERROS E CONTINUAMOS A BATER NA MESMA TECLA.

Mais uma vez peço desculpa pela gritaria mas penso que a luta pelos não deve ficar só pela espera dos resultados, vamos continuar a fazer força para que o nosso país seja mais competitivo com o que temos e posso dizer-vos que temos bons recursos quer humanos quer naturais como tal vamos fazer uma luta pacífica pois como já disse não gosto de violência mas as nossas acções podem ser uma luta.

Eu decidi e a partir de agora será assim, produtos que possam ser produzidos em portugal só irei comprar Feito in Portugal e nada mais, se forem produtos que não há cá tudo bem de resto acabou-se.
O MAIOR EXEMPLO É A ROUPA, ANTIGAMENTE IA À QUEBRAMAR AGORA ACABOU-SE, prefiro não ter que estar a criar mais pobreza no nosso país....

Fiquem bem,
 
Falando dos pobres de espírito, os tais pobres que o são por má gestão dos recursos financeiros e dos rendimentos.
Será talvez pertinente perguntar porque razão pessoas com alguma formação e cultura, logo pressupõe-se pessoas com alguns conhecimentos para além do básico, entrem no jogo de risco extremo do recurso aos créditos ?
Será que não se vislumbra mais do que o tal botar figura, comum na sociedade de consumo moderna ?


Há duas ou três décadas atrás, os portugueses recorriam a um emprestimo para comprar casa ou carro, isso era taxativo.

Orgulhosamente deixava-se de apontar no rol da mercearia e pagava-se a pronto, o nivel de vida assim permitia.

Hoje recorre-se ao Visa para comprar o telemóvel, ao credito Cetelem para o Televiso plasma, vai-se à conta ordenado para antecipar as compras do mês, e activa-se o credito pessoal para contrair o emprestimo para a férias no destino de sonho.


Na realidade temos uma sociedade que vive de aparências e onde tal como na gestão pessoal dos recursos económicos, o estado assim fez, do que nos podemos queixar, os exemplos de governo das ultimas décadas mostraram que o caminho do facilitismo - os fundos atribuidos pela CE - sem investimento ou reestruturação eficaz do pais levaram a que hoje 22 anos após a integração da então CEE delapidaram-se Milhões e investiu-se pouco, hoje os resultados estão à vista, continuamos, para vergonha de todos a falar de pobreza, quando esteve nas nossas mãos a forma para alicerçar e estruturar as bases para uma sociedade melhor.
 
Se algum dia tiver algum problema, vai-se a tvcabo, vai-se a net, vai-se os luxos(jantaradas/almoçaradas fora, ferias, etc), mas para mim comidinha á de sempre haver... nem que não possa fazer/ter mais nada e nem que tenha de trabalhar nas obras para isso...
 
Quanto à outra questão que hoje em dia também está em cima da mesa: a revolta social!

É natural que exista revolta! Então se as diferenças salariais entre o topo e a base são aquelas que se vai dando a conhecer... é natural e saudável! Isto porque, sem esta as coisas só irão piorar e como sempre para o mesmo lado...

A revolta social será recorrente e ocorrerá porque quem está no topo, não vislumbra que manter o actual estado de coisas cria o tal fermentar do sentimento de revolta.

Temos pobres a viver com ordenado mínimo e subsistir com isso, isto evidentemente cria sentimentos de revolta e adversos.

Mas, e se em vez de haver um fosso tão grande entre os ordenados de topo e os ordenados das bases, houvesse um maior equilíbrio, podendo as bases realizar uma vida mais condigna sem sobressaltos, existiria esse sentimento ?

Na realidade nem todos tem formação nem executam funções para gnahr ordenados de topo, mas um exemplo, imaginem um trabalhador que entrou em 2000 a ganhar ordenado minimo, hoje mantem-se na mesma empresa a ganhar o ordenado minimo.

A pergunta só pode ser uma, um trabalhador em oito anos não evolui o não é rentável o suficiente para deixar de ganhar o salário mínimo previsto na lei ?

E para aqueles que dizem sim, que não evoluiu ou não dá rentabilidade, eu pergunto se têm noção de quantos milhares de trabalhadores estão nesta situação em Portugal ?

Não me acredito, que sejamos assim um povo tão estúpido laboralmente, para não conseguirmos aprender ou render mais, do que o valor de um ordenado mínimo.

:confused:
 
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