citação:Originalmente colocada por Phoenix
Dêem lá avolta que queiram, interpretem como quiserem, mas o simples facto de existir um caso que seja de pobreza extrema, já é mau.
Agora existir 1.000 ou 1.000.000 não é mau, é péssimo, e devia fazer refelectir os verdadeiros objectivos da convivência humana.
Pois, mas não vês como as pessoas se agarraram aos 80 cêntimos para não falarem do verdadeiro problema? Eu até aceito, e já o disse, que pode ter até havido um erro de tradução relativamente a esse valor...
Mas, na verdade, e após esta discussão toda, o que me parece resultar são vários dados inequívocos:
1º - Dois milhões de portugueses são pobres, muito pobres ou terrivelmente pobres. Ou seja existem dois milhões de almas que falam português que são vítimas de um dos maiores e insuportáveis flagêlos da Humanidade, a pobreza.
2º - 1.800.000 dos portugueses são idosos, quer no que isso representa na renovação de um país, quer com o que isso representa, em consequência, de encargos (ainda assim aquém das respectivas necessidades...) para o país, já para não falar de que uma parte importante dos mesmos sofre de problemas de solidão (por culpa própria, ou por culpa da sociedade).
3º - O país está a envelhecer muito, pois não se apostam nas políticas de natalidade na medida em que a segurança no trabalho, a estabilidade e nível economicos e o tempo livre para a família continuam a não ser preocupações de quem gere Portugal.
4º. Não se aproveitam as sinergias de todos, apesar de estar demonstrado, e todos sabemos, se não formos hipócritas, que todas as pessoas sabem algo de útil que podem dar à Sociedade, seja em regime de trabalho na sua vida produtiva, seja em regime de voluntariado numa fase fora da vida activa que se quer sadiamente mais cedo do que ora se determinou.
5º - Está criada e brutalmente instalada uma política de ódios e de bodes expiatórios, por fraca amplitude no "espectro visual", em vez de se apostar na estabilidade, na motivação, no bem estar, na reunião de consensos alargados para a resolução dos problemas do colectivo, para o alcançar de metas, para a criação de riqueza em consequência da harmonização de condições sociais! Em vez disso aposta-se no "umbiguismo" e no salve-se quem puder...