A pobreza que não pára de aumentar em Portugal...

Exmo Sr. Nthor

Só o facto de se ser mongolóide, autista ou eventualmente, afastado da realidade podem produzir afirmações semelhantes às suas.

Mas, a acreditar que seja a ultima, podia ter-se dado ao trabalho de verificar as intervenções e não MENTIR sobre aquilo que eu e outros afirmam.

A título de exemplo, post meu neste tópico:
J.R.
Colocado - 06/11/2006 : 10:11:45

Em Portugal uma pessoa que ganhe 10 vezes mais que os 24€ é pobre, capisce??? 240€ é POBRE.

É aí que estamos e não com rendimentos de 24€/mês.

Se no seu mapa que colocou da Wiki é afirmado que entre 2 e 5 % vive abaixo do limiar de pobreza, ISTO É: menos de 1 dólar ou euro,..... NÃO SÃO 20%.


Um quinto da população mundial sobrevive em condições de extrema pobrez a, dispondo de menos de 0,85 euros por dia. Em Portugal um quinto dos cidadãos v ive no limiar da pobreza.
http://sol.sapo.pt/Solidariedade/Noticias/Interior.aspx?content_id=5008

Continuar a misturar os dois conceitos só problemas de mongolismo, autismo ou eventualmente, afastado da realidade por motivos não patológicos podem explicar.
 
Nthor, e qual é a fonte desse mapa?

É que eu conheço +/- os dados do Banco Mundial que é a entidade mundial que se dedica à irradicação da pobreza extrema e Portugal não é referenciado nem para a percentagem da população que vive com menos de 1USD, nem para a população que vive com menos de 2 USD por dia.. O que significa que no entendimento deles, a percentagem de pessoas que vivem nessas condições, se é que existem não é suficientemente grande para ser incluída nos relatórios. E aparecem lá países com menos de 1% da população abaixo do limiar da pobreza..


E agora, espero que peças desculpa pelas afirmações que vens a fazer ao longo deste post, porque tu próprio acabaste de mostrar com essa tabela que um pobre em Portugal é quem vive com menos de 387€ por mês, não é quem vive com menos de 1 USD por dia.. Não sei porque tentas sempre arrastar as conversas para a idade média no que toca à racionalidade.



E para acabar, se quiserem discutir a pobreza com seriedade e racionalidade, obviamente estou disposto, enquanto insistirem em demagogias que só vos ficam mal, não vale a pena..

Eu volto a relembrar que em Portugal só vive com menos de cerca de 100 Euros por mês quem quiser. Porque mesmo sem ir dar o cu, que foi a solução que o Nthor pensou logo para sair da pobreza, o Estado garante através do Rendimento social de Inserção esse rendimento mínimo a todos os cidadãos..

Não é que quem viva assim, viva bem, mas viverá certamente imensamente melhor do que alguém que vive com menos de 1USD por dia..
 
citação:Originalmente colocada por J.R.

Exmo Sr. Nthor (...)

Quem está a misturar conceitos não sou eu, não escrevi que havia 20% de pobres em Portugal, e ainda que a vista toldada te possa indicar o contrario, reafirmo; volta a ler o meu post anterior com calma para o entender.

É bastante claro e acessível.

Eu bem que quero acreditar que é só uma questão de andar afastado da realidade, mas afinal é mesmo má vontade.
 
citação:Originalmente colocada por mundano

Nthor, e qual é a fonte desse mapa?
Tu não deves estar bem, sentes-te assim tão ameaçado pela demonstração do mapa, leste os artigos?

Queres um copo de agua?

A mim já me deixa envergonhado haver pessoas pelo mundo onde se vive com 200 paus (não tem nada a ver com os escândalos do PS) por dia, quanto mais olhar para a Europa e ver isto:

2006118141157_UmEuroPorDia.jpg


Há pessoas em Portugal que vivem com menos de 200 paus por dia (mais uma vez, não tem nada a ver com o PS) e tem de recorrer a contentores do lixo para alimentar-se e aos filhos.
 
Mas eu já vi esse mapa há muito tempo... E até o podia ter apresentado para dizer que em Portugal não há mais de 20% da população a viver com menos de 1USD como vocês defendiam tanto ainda há umas poucas paginas atrás, só não o apresentei porque não lhe reconheço credibilidade..

Diz-me a fonte desses dados e eu passo a reconhecer a sua credibilidade.. É que o que aparece na Wikipédia é o que as pessoas lá metem, eu se quiser em 5 minutos pinto Portugal de laranja escuro e vou meter na Wikipédia..


E dou-te uma dica para começares a procurar por fontes credíveis, o Banco Mundial é o organismo que se dedica ao combate à pobreza e que todos os anos lança os relatórios sobre o assunto..


É claro que eu não espero de ti que entendas isso, se te agarraste com unhas e dentes à noticia da TVI que só a muito custo largaste, mais facilmente te vais agarrar a esse mapa.. Mas deixo na mesma a resposta para os que quiserem entender.
 
citação:Originalmente colocada por Nthor

:( :(

Onde?

Mas leste os artigos?

Li.. E não me queiras vir explicar o que é a pobreza e os vários conceitos de pobreza e como interpretar os números e os estudos porque farto de estudar isso ando eu..


citação:
Sabes, se gostas assim tanto de fontes credíveis não devias seguir o ps.

Quando faltam os argumentos.... [8)]
 
citação:Originalmente colocada por mundano

citação:Originalmente colocada por Nthor

:( :(

Onde?

Mas leste os artigos?

Li.. E não me queiras vir explicar o que é a pobreza e os vários conceitos de pobreza e como interpretar os números e os estudos porque farto de estudar isso ando eu..

Dos referidos artigos:
Além disso, a taxa de pobreza medida pela percentagem de pessoas que têm um rendimento inferior a 60% da média passa de 27% para apenas 21% após a intervenção do Estado, através das mais variadas transferências sociais, como é o caso do rendimento mínimo. Do outro lado está a Suécia, onde o funcionamento do mercado determina que seja o quarto país mais desigual da União, com uma taxa de 30%, superior à portuguesa. Mas o Estado, com a sua intervenção redistributiva, reduz esse valor para os 11%, fazendo da sociedade sueca aquela que garante maior igualdade entre os 25, conforme revela hoje o DN.

Na suécia há 11% de pobres, mundano.
toma, embrulha e vai buscar[}:)][}:)][}:)]

É por isso, que tal como Portugal a Suécia vai ser abrangida pelo programa : http://www.pobrezazero.org/

Ajuda Pública ao Desenvolvimento
A Ajuda Pública ao Desenvolvimento (APD) é a ajuda financeira que os países mais ricos concedem aos países mais pobres. Essa ajuda permite ao país beneficiário ter acesso a capital necessário para o seu desenvolvimento.

No ano 2000, durante a Cimeira do Milénio nas Nações Unidas, os países mais ricos, onde se inclui Portugal, prometeram que, até 2015, se comprometiam a conceder 0,7% do seu PIB aos países mais pobres.

O simples cumprimento desta promessa poderia significar a vida para milhões de pessoas. Um quinto da população mundial vive em condições de extrema pobreza, sem acesso a alimentos, água potável, medicamentos ou cuidados de saúde básicos.

A Campanha PobrezaZero quer que essas promessas sejam cumpridas.






P.S. - este meu post não é para ser levado... a sério:).
 
citação:Originalmente colocada por J.R.

Além disso, a taxa de pobreza medida pela percentagem de pessoas que têm um rendimento inferior a 60% da média passa de 27% para apenas 21% após a intervenção do Estado, através das mais variadas transferências sociais, como é o caso do rendimento mínimo. Do outro lado está a Suécia, onde o funcionamento do mercado determina que seja o quarto país mais desigual da União, com uma taxa de 30%, superior à portuguesa. Mas o Estado, com a sua intervenção redistributiva, reduz esse valor para os 11%, fazendo da sociedade sueca aquela que garante maior igualdade entre os 25, conforme revela hoje o DN.

Na suécia há 11% de pobres, mundano.
toma, embrulha e vai buscar[}:)][}:)][}:)]

:D
 
Já cá faltava o homem dos smiles.. Pensei que ainda andasses a fazes contas aos juros...


E já agora, o que é que eu tenho que embrulhar, é que já li isso duas vezes e não entendo.. É porque na Suecia fazem uma redistribuição da riqueza mais eficiente do que a nossa? Isso a mim não me admira.. É porque aqui há 27% de pobres sem a intervenção do Estado e com a intervenção são 21%? Eu próprio já tinha indicado esses números... Ou é porque na Suécia apenas 11% da população vive abaixo dos 60% do rendimento médio deles?

Expliquem-me lá, que essa passou-me ao lado..
 
citação:Originalmente colocada por Taveirada

Eu peço calma neste discussao... Discutam civilizadamente com palavras civilizadas e correctas sem sentido depreciativo.

Isto a gente as vezes excita-se um bocadinho.. Enfim, é o chamado: tesão de mijo.. Mas depois lá nos acalmamos e continua tudo mais ou menos civilizado..

Alem disso acho que todos os que estão neste tópico já levam tempo a mais disto para que possam encarar estas picardias sem levar para o lado da ofensa pessoal..
 
21% dos portugueses vivem em risco de pobreza

Os rendimentos dos 20% de portugueses mais ricos são 7,2 vezes superiores aos dos 20% mais pobres. O fosso entre os mais ricos e os mais pobres é o mais elevado da Europa.

Quase 4 milhões de portugueses vivem em risco de pobreza antes das transferências sociais.

10,9% dos empregados por conta de outrem vive em situação de pobreza.

18,7% da populção não tem sequer acesso a um nível mínimo de bem-estar.

fonte: in Revista DIA D
 
citação:Originalmente colocada por Pé Leve

Pois é, por terras lusas, onde tanto se sonha e pouco se alcança, 1 em cada 5 portugueses vive abaixo do limiar de pobreza, ou seja, não chega sequer aos 60% do rendimento médio nacional e sobrevive com menos de 1 euro por dia...

São "só", por enquanto (...), dois milhões de almas que se arrastam pela vida, neste nosso Portugal... "Só" dois milhões, por enquanto...:(


È uma falsidade, já deviam saber que que vive abaixo do limiar da pobreza só o faz porque assim o quer, são pessoas acomodadas.
 
180 mil alentejanos vivem com dez euros por dia
17.11.2006 - 12h56 Lusa


Um terço dos habitantes do Alentejo, ou 180 mil pessoas, vive com dez euros por dia, revelou hoje António Murteira, organizador da conferência "Alentejo: Desigualdades, Pobreza, Solidariedade", com base em dados do Instituto Nacional de Estatística referentes a 2004.

"Mais de 30 em cada cem alentejanos vivem na pobreza, isto é, 180 mil pessoas, numa população de 535 mil habitantes", especificou António Murteira, tendo como referência os residentes na região com rendimento mensal até 300 euros, o que perfaz dez euros diários.

A estimativa foi avançada na abertura da conferência promovida pela Casa do Alentejo e pela "Revista Alentejo", em Beja.

Apesar de salientar que "a dimensão da pobreza é difícil de definir e de quantificar", o antigo deputado do PCP revelou que a sua análise se baseou "no cruzamento de indicadores do Instituto Nacional de Estatística, referentes a 2004, e em dados deste ano da CGTP-IN". "Trata-se de um cruzamento que permite concluir que os cenários de pobreza na região continuam os mesmos, porque muito pouco, ou nada, mudou nos últimos dois anos", reforçou.

No conjunto dos 33 por cento de habitantes que "vivem na pobreza", António Murteira salientou que o "grosso da coluna encontra-se, certamente, entre os 260 mil pensionistas da região, que representam 48 por cento da população residente, que auferem uma pensão com um valor médio mensal de 266 euros".

Também os "25 mil a 30 mil desempregados" existentes no Alentejo, "muitos dos quais de longa duração", e os trabalhadores com vínculos laborais precários ou que auferem menos do que o Salário Mínimo Nacional, estão entre aquela "percentagem de pobres".

Para combater as desigualdades, o despovoamento, o desemprego e a pobreza, o também editor da "Revista Alentejo" defendeu que, antes de mais, é preciso "identificar as forças estruturais responsáveis". Considerou ainda necessárias medidas no âmbito das políticas económicas, fiscais e sociais, capazes de inverter a situação do Alentejo.

No plano estritamente económico, António Murteira propôs "a alteração dos critérios de atribuição de fundos e selecção e monitorização eficaz de projectos" dos vários programas e políticas de desenvolvimento, no período de 2007 a 2013. Como exemplo, o conferencista referiu o Programa Operacional da Região Alentejo, o Programa Regional de Ordenamento do Território, a aplicação da Política Agrícola Comum e da Política de Desenvolvimento Regional.

António Murteira propôs também aos deputados eleitos pelos círculos do Alentejo (Beja, Évora e Portalegre) que avancem com propostas legislativas de "regulamentação da compra e venda de terras beneficiadas por investimentos públicos, como as de Alqueva, acabando com a vergonha da especulação reinante".

A redução da carga fiscal sobre as pequenas e médias empresas, o combate efectivo à evasão fiscal e a exigência de um maior esforço contributivo ao sector financeiro são as medidas propostas no âmbito das políticas fiscais.

Estado deve dar mais apoio à população idosa

Quanto a novas políticas sociais, António Murteira sugeriu o lançamento ou reestruturação de programas dirigidos à habitação e a criação de "condições de vida dignas" para os idosos. Neste capítulo, reclamou "um maior investimento do Estado em lares, centros de dia e apoio domiciliário, com prestação de serviços de qualidade que tenham em conta a longevidade e o estado de saúde dos utentes".

Para o sector da saúde, disse, é necessária "uma rede eficaz de cuidados de saúde primários", através da construção de um hospital regional em Évora e da "ampliação e requalificação" dos hospitais de Beja e do Litoral Alentejano.

No plano dos rendimentos, preconizou Murteira, o combate às desigualdades e à pobreza implica "a criação de novos empregos, o aumento do salário mínimo e do valor anual médio das pensões, aproximando-os dos padrões da zona euro".

Programas de qualificação que contemplem o combate ao analfabetismo, a subida da taxa de jovens possuidores do 12º ano de escolaridade, o acesso a uma formação profissional de qualidade e a aprendizagem ao longo da vida são algumas das medidas que o orador sugeriu para a área do ensino e da formação.

A conferência de hoje envolveu ainda na organização várias entidades regionais, como a Câmara Municipal de Beja e a Associação de Municípios do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral.

A Associação de Municípios do Distrito de Évora, o Secretariado Inter-regional do Alentejo da CGTP, o Núcleo Empresarial da Região de Beja e a Federação das Associações de Reformados, Pensionistas e Idosos do distrito foram outras das entidades parceiras da iniciativa.





Se dos 300 Euros subtrairmos 75€ para as despesa correntes de uma habitação, e mais 50€ para medicamentos, sobram 175€.

Dos 175€ dividindo por 30 dias temos 5,83 € dia.

Meus amigos não há qualquer margem de manobra, nem margem de erro pra necessidades suplementares.

Além de que muitos só sobrevivem devido á "Hortinha" e á possibilidade de extrair da terra um complemento para a alimentação.




In Publico
 
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