A pobreza que não pára de aumentar em Portugal...

Tu é que não leste...

"São pessoas com rendimentos acima da média mais que carregam um
peso maior de créditos", explica.
E exemplifica: João, casado com Teresa, é quadro superior de uma empresa e a vida
corria-lhes bem. Teresa ficou há lagos meses desempregada e o rendimento mensal
do casal caiu para €3130. Não têm filhos mas carregam às costas 15 créditos" Era deste caso que estava a falar

Eu também recebo todas as semanas créditos pré-aprovados de 10 e 15000 euros... Sabes quantos é que já contraí? Isso de ser "pressionado" só o é quem quer.

Pois não li, não só li o seguinte dos professores, mas a questão é a mesma com a mulher a trabalhar provavelmente teriam um rendimento mensal > 5.000 € e os creditos representavam o limite da taxa de esforço, de repente um fica sem rendimentos e a coisa descamba, mas isso mesmo assim tem solução, não há empresa de credito que recuse a negociação do prazo para não ficar com credito mal parado.
 
Para variar ninguem lê o que está escrito, no caso dos casal de professores descrito, surgiu um problema de saude que obrigou o recurso ao credito, que os deixou de repente sem meios, é claro que com 6300 € de rendimento mensal, é aparentemente facil, renegociar prazos de forma a resolver o problema de liquidez.

talvez não saibam, mas até há muito pouco tempo este tipo de pessoas estava permanentemente a ser pressionado para contrair novos créditos, práticamente todas as semanas deviam receber propostas de crédito pré -aprovado de valores absurdos.

Novos "pobres", com rendimentos a rondar os 6.000 euros mensais :sh) , poupem-me...

Quem me dera a mim ganhar eu e a minha esposa 2.000 mensais e conseguimos viver normal...
 
Quem pode mesmo, vai aos EUA comprar... Se ninguém em PT comprasse as calças a esse preço, elas baixavam de certeza [;)]

Seguramente. Mas muitos pais vivem um drama por causa do "fardamento" do adolescente actual que pode facilmente rondar os 500€...

Eu diria que o grande problema pode estar escondido aí e não proprimente nos luxos dos pais trabalhadores...

É só uma teoria em função do que vejo na rua...
 
Pois não li, não só li o seguinte dos professores, mas a questão é a mesma com a mulher a trabalhar provavelmente teriam um rendimento mensal > 5.000 € e os creditos representavam o limite da taxa de esforço, de repente um fica sem rendimentos e a coisa descamba, mas isso mesmo assim tem solução, não há empresa de credito que recuse a negociação do prazo para não ficar com credito mal parado.

Mas concordas que 15 creditos, é um "bocadinho demais"?

A negociação dos creditos, é outra maravilha para as empresas de creditos.
Aqueles negocios fenomenais de consolidação de creditos em que deixas de pagar 800, para pagares 500, com a "pequena" diferença que passas a pagar o frigorifico, a viagem, o carro, etc, durante 30 anos
 
Seguramente. Mas muitos pais vivem um drama por causa do "fardamento" do adolescente actual que pode facilmente rondar os 500€...

Eu diria que o grande problema pode estar escondido aí e não proprimente nos luxos dos pais trabalhadores...

É só uma teoria em função do que vejo na rua...

Concordo... Na sociedade actual é um problema. (Repara que o caso que me pareceu realmente chocante era de uma familia sem filhos - os tais dos 15 créditos).
 
Mas concordas que 15 creditos, é um "bocadinho demais"?

A negociação dos creditos, é outra maravilha para as empresas de creditos.
Aqueles negocios fenomenais de consolidação de creditos em que deixas de pagar 800, para pagares 500, com a "pequena" diferença que passas a pagar o frigorifico, a viagem, o carro, etc, durante 30 anos



Ainda há pessoal que não acredita que ninguém dá nada a ninguém. Tudo que nos aparece através dos media é tão só para aliciar ainda mais as pessoas. E isto tudo envolve muito dinheiro, se assim não fosse os anúncios a Cofidis e afins seriam banidos da tV portuguesa, porque espicaçar os espectadores a aderirem ao crédito quando toda a gente sabe que anda muita gente endividada...é quase a roçar o gozo!
 
Mas concordas que 15 creditos, é um "bocadinho demais"?

A negociação dos creditos, é outra maravilha para as empresas de creditos.
Aqueles negocios fenomenais de consolidação de creditos em que deixas de pagar 800, para pagares 500, com a "pequena" diferença que passas a pagar o frigorifico, a viagem, o carro, etc, durante 30 anos

Concordo que eles não se preocuparam muito com isso quando as coisas corriam bem, ninguem se lembra que "quem vai ao mar se avia em terra"
15 creditos devem ser pequenos, com prazos curtos e para coisas corriqueiras, eu não falava de consolidação de creditos, éssa é outra hipotese mas a ultima, todas as credoras negoceiam os prazos dos creditos, para não ficarem com os creditos mal-parados, é preciso é o beneficiário tomar a iniciativa, alé do mais se chegar a tribunal e o beneficiário tiver como argumento que se prontificou a renegociar o credito de forma a não ficar em falta, o tribunal dá-lhe razão [;)]
 
A minha opinião pessoal, é q não existem duvidas q as coisas estão mais complicadas.

Eu tenho um credito á habitação que no espaço de 2 anos subiu 100 euros, o gasto com o combustivel, aumentou cerca de outros 100, sem contar com todas as outras despesas que na generalidade tb aumentaram, mas o que vejo tambem, é que existe muita gente, que aparenta uma vida que não consegue sustentar.
É a casa xpto, o carro y, a televisão x, e por ai fora. Qualquer alteração na vida, é um trambolhão imenso.
Mt gente está em situações dificeis que foram unicamente provocadas por elas mesmas
 
A questão dos "Novos Pobres" está directamente relacionada com a questão do sobre endividamento.
Muito pessoal não tem cabecinha e compra o que pode e o que não pode. Ficam com o orçamento à "unha".
Ao mínimo problema já estão com a corda no pescoço!
Depois, com a ajuda dos agiotas oficiais que por aí andam vai mais um crédito para pagar o outro e a divida sempre a aumentar, os preços sobem os salários não.....

Eu vejo pelo pessoal/casais que conheço, sei que muitos têm um rendimento inferior ao do meu agregado (eu e a Maria), mas no entanto, compraram uma casa € 30.000 mais cara que a minha, e enquanto eu ando num carrinho fraco, apesar de poder comprar um melhor (a crédito), prefiro ter folga no orçamento. Eles atiram-se para os Leons FR e A3, no mínimo. Depois chega a dia 15 e vão comer à casa dos pais/sogros.
Quando têm filhos então.....

Eu se fosse atrás dos créditos pré-aprovados e essas tretas também já devia pouco devia... Rara é a semana que não me ligam dos citibanks e afins.
Para certo pessoal pedir um crédito é como comer bananas.... e ultimamente tenho assistido a outro fenómeno, pessoal que como já não pode pedir mais créditos o desespero leva a pedir a amigos/familiares para o pedirem (este ano já dei duas negas)... que depois vão pagando, é uma promoção da cofidis e tal.... Custa dizer que não a um familiar/bom amigo mas eu não me meto nisso.
Mais vale perder um amigo se ele levar a mal a nega do que o perder depois por o mesmo não pagar a divida.... Porque quem está aflito para pagar os que têm, muito dificilmente consegue pagar mais um, mesmo que liquidem um antigo o novo será sempre superior para "endireitar as contas".
 
desde quando é que um carro é um bem essencial? Vejo tao boa gente a perder diariamente 3horas em transportes publicos porque não mora em lisboa. Se a corda aperta que vendam o carro, que poupam uma fortuna em gasolina, seguro e manutenção. Há quem diga e bem, um carro é como um filho no que toca a despesa.

acho triste conhecer pessoas com ordenados a rondar os 700€, a torrar mensalmente 300€ ou mias para andar com carrinho novo e depois ainda se queixa do preco da gasolina.
 
A questão dos "Novos Pobres" está directamente relacionada com a questão do sobre endividamento.


Os "Novos Pobres" são essencialmente pessoas que viviam com rendimentos que ainda lhes permitia viver condignamente, sem o recurso à caridade.
Tinhamos os reformados, muitos a viver condignamente por mero milagre diga-se, e tinhamos os trabalhadores com salário mínimo, e que agora recorrem ao banco alimentar a outras formas para equilibrar o escasso orçamento familiar.
Disso dá conta esta noticia da Agência Financeira

As despesas com produtos alimentares e bebidas não alcoólicas têm vindo a perder o seu peso nos gastos totais dos portugueses. De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), nos últimos cinco anos estas despesas passaram de 18,7% para 15,5% do total das despesas.
Agência Financeira 2008/03/31

Assim temos que o rendimento de um agregado familiar que disponha de 800€ , dois ordenados mínimos, desse valor só cerca de 150€ seria atribuida à alimentação.


São Cento e Cinquenta Euros para comer durante 30 dias :confused:

Tarefa titânica e impossivel na verdade.


Muito pessoal não tem cabecinha e compra o que pode e o que não pode. Ficam com o orçamento à "unha".
Ao mínimo problema já estão com a corda no pescoço!
Depois, com a ajuda dos agiotas oficiais que por aí andam vai mais um crédito para pagar o outro e a divida sempre a aumentar, os preços sobem os salários não.....

Eu vejo pelo pessoal/casais que conheço, sei que muitos têm um rendimento inferior ao do meu agregado (eu e a Maria), mas no entanto, compraram uma casa € 30.000 mais cara que a minha, e enquanto eu ando num carrinho fraco, apesar de poder comprar um melhor (a crédito), prefiro ter folga no orçamento. Eles atiram-se para os Leons FR e A3, no mínimo. Depois chega a dia 15 e vão comer à casa dos pais/sogros.
Quando têm filhos então.....

Isto é Pobreza sim, é pobreza de espírito !

Neste pais o botar vista, o mostrar o que não se tem, só porque o Zé o Quim e o Manel o fazem é segundo dizem alguns, algo que move a economia, mas quando a crise chega ou o problema bate à porta, são mais uns quantos a bater à porta do Banco Alimentar.
[8b]
 
Eu trabalho numa instituição financeira, e das situações mais chatas é quando recusamos um crédito, normalmente os clientes vêm isto como mau, em vez de verem a parte positiva, ou seja o banco está a zelar "pelo seu futuro", mas muita gente não percebe e toca de ir buscar 6 ou 8 fiadores para terem o crédito do carro ou casa aprovado, será que vale a pena!?

Mas o pior "lodo" é nos cartões de crédito, e nas contas ordenado, temos pessoal que nem vê o ordenado aquecer na conta, cada um dos abutres vem sacar o seu quinhão!!!
 
Ainda há bem pouco tempo era impensável que o leite, o pão, o arroz e outros bens essenciais subissem vertiginosamente de preço o que, aliado à subida do preço do petróleo e das taxas de juro veio pressionar imenso os orçamentos familiares.

Não tenho créditos, ganho menos mal mas estou preocupado com o que ainda está para vir. A fome é o fermento da revolta...
 
Atenção que quando me referi aos "novos pobres" por sobrendividamento, estava-me a referir aqueles que ganham bem e estão entalados com os créditos, como por exemplo, esse casal com 15 créditos. Desses não tenho pena. Não pensaram que a vida nem sempre corre bem e se hoje estamos bem amanhã podemos ter um azar, e o melhor é haver sempre uma folga orçamental.
Claro que não me estava a referir a quem ganha pouco ou assim assim.

Sinceramente ao ritmo que os preços estão a subir, apesar de não ganhar muito mal, também começo a ficar preocupado, agravado pelo facto de que, para ganharmos o nosso, termos que fazer 120 Km por dia, os quais mesmo em transportes públicos já custam 120€ (x2), nem consigo imaginar, então o pessoal que vive com o ordenado mínimo, esses já nem a Cofidis quer nada com eles!
 
Julgo que a situação narrada dos 15 créditos roça a total incapacidade em gerir que quer que seja. Se em lugar de ganharem 6000 € por mês passarem a ganhar 12 mil, ficariam com 30 créditos para pagar o barco e o ancoradouro a prestações...
A questão essencial é que isto é uma cultura da cigarra em lugar da cultura da formiga. Não existe hábito da poupança dos tempos fartos para os tempos da crise e o resultado é este...

Já dizia um velho conhecido: tem 10, logo só podes gastar 9 e guarda 1: senão, cedo ou tarde lixas-te... E atenção que o tipo não é nenhum doutorado em finanças ou economia: é apenas o merceeiro do meu bairro :sh)
 
Mais uma excelente reflexão.

Caro Yamato, os novos pobres são, como sabemos, o resultado directo das políticas erradas que teimosamente são seguidas, devidamente apoiadas por uns que se lhes julgam imunes, senão mesmo beneficiários, e por outros inconscientes de que, mais cedo do que mais tarde, o longo braço do erro colossal, que é o caminho que este país leva, os alcançará quando menos esperarem...

Infelizmente continuamos a descer vertiginosamente neste escuro e frio oceano, presos a um lastro de desatenção, de inconsciência, de estupidez e, não tenho dúvidas, de muita maldade humana que nunca mais nos deixará vir à superfície, respirar!...

Há muita gente desatenta e inconsciente, que parece viver num torpor de sonho, num não querer ver para não sentir que "faz espécie"!

Há muita gente que não sabe bem o que defende mas, julgando-se superior a tudo e a todos, defende este ou outro "qualquer coisa" que esteja na moda...

Há, ainda, muita gente que só sente prazer em ver os seus semelhantes mal. E, ainda não percebi bem porquê, como é que é possível haverem seres humanos que nascem e morrem da mesma maneira mas que só vivem e pulsam para fazer mal aos demais?...

Para além destes todos existem os que estão "de um outro lado" de onde não alcançam, nem querem, senão... esse lado!
 
Mais vale perder um amigo se ele levar a mal a nega do que o perder depois por o mesmo não pagar a divida.... Porque quem está aflito para pagar os que têm, muito dificilmente consegue pagar mais um, mesmo que liquidem um antigo o novo será sempre superior para "endireitar as contas".


Como dizem os americanos "se queres perder uma migo, empresta-lhe dinheiro"..

DE facto, é inconcebível, é gozar com quem realmente passa fome e nunca teve oportunidade para mais, andar com a corda na garganta quando se aufere salários tão altos..
 
Só tenho uma palavra pra estes "novos pobres"....


POUPEM!!! [8b][8b][8b]


PS - Não será que está na altura do governo regular o acesso ao crédito, principalmente aquele maravilhoso crédito da TV?!?
 
Pobres e ao fim de um mes têm 6000 €[8b][8b]
isso a meu ver( e desculpem se ofendo alguem...)é estupidez e não pobreza:sh)

tomara eu e a maria termos 6000€(ou perto até) por mes...acreditem que quem ajudava as pessoas realmente pobres era eu.
 
Imaginem um casal de professores, daqueles que não fazem parte dos quadros do ME. Enquanto estiverem contratados, poderão fazer cerca de 2000 e picos euros mês...mas chega ao ao final do ano lectivo e acaba-se o contrato, para os dois. Durante dois a três meses podem não ter rendimentos, numa perspectiva positiva. A pior é não terem contrato no ano seguinte. sem que haja subsidio de desemprego. Mas há encargos regulares, fixos, que são conbrados independentemente de haver ou não emprego.
Estes são os novos pobres, estes são aqueles menos preparados para as situações de adversidades.
 
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