A pobreza que não pára de aumentar em Portugal...

Então, nesse caso, quem mais contribuiu para o aumento brutal e imparável da pobreza em Portugal?

Fizeste uma pergunta muito específica, à qual dei uma resposta também ela muito específica.

A pobreza no geral tem muitas causas e não chegámos ao estado em que estamos hoje por obra e graça do espírito santo.

O que tentaste fazer foi pura e simplesmente esquecer parte da nossa história e varrer as responsabilidades de uns para debaixo do tapete como se fossem santos imaculados.
 
Fizeste uma pergunta muito específica, à qual dei uma resposta também ela muito específica.

A pobreza no geral tem muitas causas e não chegámos ao estado em que estamos hoje por obra e graça do espírito santo.

O que tentaste fazer foi pura e simplesmente esquecer parte da nossa história e varrer as responsabilidades de uns para debaixo do tapete como se fossem santos imaculados.
Não varri nada. Perguntei, apenas e só, quem foi responsável! Com a minha pergunta ficaste ainda com maior leque de possibilidade de dar uma resposta historicamente abrangente, correcta e esclarecedora! Quem foi, ou, se quiseres, quem foram os responsáveis?... [;)]
 
Não varri nada. Perguntei, apenas e só, quem foi responsável! Com a minha pergunta ficaste ainda com maior leque de possibilidade de dar uma resposta historicamente abrangente, correcta e esclarecedora! Quem foi, ou, se quiseres, quem foram os responsáveis?... [;)]

Eu conheco um partido que andou a comprar votos com prestações sociais
 
Não varri nada. Perguntei, apenas e só, quem foi responsável! Com a minha pergunta ficaste ainda com maior leque de possibilidade de dar uma resposta historicamente abrangente, correcta e esclarecedora! Quem foi, ou, se quiseres, quem foram os responsáveis?... [;)]

Fizeste uma pergunta estrategicamente direcionada, o leque de que falas ficou naturalmente incrivelmente reduzido e inquinado.

São técnicas de debate perfeitamente aceitáveis e habituais, no entanto, só cai na esparrela quem quer.

Já houve outros antes de mim que te relembraram a nossa história. Espero que tenhas ficado esclarecido.
 
Fizeste uma pergunta estrategicamente direcionada, o leque de que falas ficou naturalmente incrivelmente reduzido e inquinado.

São técnicas de debate perfeitamente aceitáveis e habituais, no entanto, só cai na esparrela quem quer.

Já houve outros antes de mim que te relembraram a nossa história. Espero que tenhas ficado esclarecido.
Se assim achas, podes sempre corrigir isso na resposta, alargando o leque e respondendo de forma clara e objectiva! [;)]
 
Depois dessa década antes da CEE, em que algumas cooperativas andaram, empreendedoras, de mãos dadas com alguns empresários hoje endeusados e "podres de ricos" desde e por causa desse tempo, tiveste o período da CEE e, depois, o da UE, tempo mais do que suficiente para "plantar betão" e destruir estruturas básicas de produção de riqueza! Lembras-te? Puxa lá pela cabeça...

PeLeve: São todos iguais e igualmente maus. Infelizmente para Portugal só vai para politico quem não gosta de trabalhar.
 
Será porque de entre os partidos que deram um forte contributo para a pobreza galopante no país, consciente ou inconscientemente, não constam esses?

Todos os partidos tem responsabilidades. Quer por nao apresentarem propostas/programas crediveis de governo, quer por se alhearem completamente do estado do país e do mundo reivindicando medidas puramente demagógicas e irreais.

Dizer que nao a tudo o que um governo faz e nao ser responsabilizado por nada é a forma mais fácil de fazer oposicao.
 

"Chego ao carro na manhã de segunda-feira e dou com ele arrombado. Nada de grave, apenas uma fechadura forçada. Para trás ficava uma das noites mais frias e chuvosas da semana. E eu só pensava que aquela não era, de todo, a melhor maneira de começar a semana. Com olhos de falcão faço uma radiografia ao meu velho 'boguinhas' para perceber os danos. E foi aí que me bateu uma angústia das fortes. No porta-luvas, a carteira dos documentos (que eu insisto em deixar lá por pura inconsciência) permanecia intacta. O auto-rádio que andava à solta no porta-bagagens - à espera de um dia ser montado - também. Os meus sapatos do tango - que poderiam render uns belos trocos, diga-se de passagem! - também lá estavam. Mas o que roubaram deixou-me o estomago às voltas: um cobertor, a chapeleira do porta-bagagens e o forro que o separava do pneu suplente.

Era fácil chegar a uma conclusão: quem me roubou não queria fazer dinheiro. Queria proteger-se do frio. A polícia acabou por me confirmar que isto já começa a ser comum. Sinais dos tempos. Da miséria que se vive.
Da fome e do frio que se passa nas nossas ruas. Das muitas pessoas que já fazem delas a sua casa. Isto faz-me pensar no rumo que o nosso lindo retângulo, à beira-mar plantado, está a levar. E nas muitas pessoas que preferem criticar quem sai à rua em protesto, alegando que a pobreza que se está a instalar é um género de mito criado pela comunicação social. Gente a passar fome? Sinceramente, só não a vê quem não quiser.

Quanto vale uma sopa nos dias que correm?


Falo por mim: vivo num bairro bem simpático, no centro de Lisboa. Daqueles com prédios bonitos, árvores que dão um certo charme à zona, vizinhança de classe média que, à partida, não parece passar dificuldades. Mas há uns tempos, ia na rua e ouvi uma conversa que até hoje ando a tentar digerir. À porta de um deste simpáticos prédios, um senhor com idade para ser meu pai perguntava a uma senhora na casa dos quarentas se já tinha "conseguido encontrar alguma coisa". Ela, com olheiras profundas e uma criança pequena agarrada às pernas, disse-lhe que não. Continuava "a procurar emprego". O senhor fez uma festa à criança e respondeu: "Hoje vou ao supermercado com a minha mulher e batemos-lhe lá à porta para lhe levar umas comprinhas. Tenha calma". Segui caminho e esta frase veio comigo. Tal como também veio comigo a velhinha que vende salsa da sua horta à porta do supermercado, porque "a reforma mal dá para pagar os medicamentos, quanto mais para comer".

Também há uns tempos cruzei-me com a Patrícia Vasconcelos, mentora do projeto Desperdício Zero - Portugal não se pode dar ao Lixo que se dedica a recolher os 'desperdícios' de estabelecimentos como restaurantes e hotéis e os distribui por pessoas carenciadas. Contou-me que cada vez mais lhes chegam pedidos de famílias que há um ano viviam sem dificuldades e que agora enfrentam, em muitos casos, situações de inesperado desemprego. Prolongado. Desesperante. "Não são poucas as vezes que alguém chora quando lhe entregamos uma caixa com sopa e restos de arroz". Mais uma frase que veio para casa comigo.

"Onde não há pão não há sossego"


Todos os dias vejo também engrossar a fila de gente que recorre às carrinhas de distribuição de comida. Por defeito (ou feitio) profissional, já parei para os observar. Muitas daquelas pessoas são o espelho da (em vias de extinção) classe média portuguesa. Muitas, de cabeça baixa, trazem no rosto a vergonha que sentem por ali estarem. Muitas delas podiam ser amigos ou familiares de tantos de nós. E será isto fruto da minha imaginação de jornalista? Ou será que esta pessoas comeram demasiados bifes no passado e que agora só estão a pagar as (merecidas) favas?

Todas a noites também vejo aumentar a quantidade de sem-abrigos que dormem no jardim ou em entradas de prédios lá da zona. Alguns embrulhados em cobertores imundos e tapados com caixas de cartão. Rostos já sem vergonha, mas também sem esperança. Resignados. Muitas vezes incapazes de fazer o caminho de volta. Quem sabe se não terá sido um deles a roubar o meu carro para conseguir suportar o frio. Espero, sinceramente, que lhe tenha sido útil o que levou. Tal como cantava Zeca Afonso, "onde não há pão não há sossego". E ao contrário do que alguns dos que vão enchendo os bolsos à conta de uma nação a caminho de faminta - que já não acredita no significado da palavra justiça - o povo não aguenta. Ai não aguenta, não.(...)" Sem comentário maior.
 
[h=1]Um terço dos alimentos produzidos é desperdiçado, com custos de 570 mil milhões[/h]
O que é desperdiçado é equivalente ao Produto Interno Bruto da Suíça.

Um terço dos alimentos produzidos em todo o mundo é desperdiçado, com um custo anual de 570 mil milhões de euros para a economia global, revela um relatório apresentado nesta quarta-feira pela agência das Nações Unidas para a alimentação.
A Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO), sediada em Roma, diz que 1,3 mil milhões de toneladas de alimentos são desperdiçados todos os anos.

"Um terço dos alimentos produzidos hoje em dia perde-se ou é desperdiçado... o equivalente ao Produto Interno Bruto (PIB) da Suíça", disse o director-geral da agência, o brasileiro José Graziano da Silva, na conferência de imprensa de apresentação do relatório.

“Não podemos simplesmente permitir que um terço de todos os alimentos que produzimos seja perdido ou desperdiçado devido a práticas inadequadas, quando 870 milhões de pessoas passam fome todos os dias”, acrescentou.

O director do Programa das Nações Unidas para o Ambiente, Achim Steiner, descreveu o problema como um "fenómeno chocante".

"É uma grande chamada de atenção. Podemos até não ter identificado muitos dos impactos indirectos do desperdício alimentar... e os custos que serão suportados pelos nossos filhos e netos", disse.

"Em menos de 37 anos haverá mais dois mil milhões de pessoas na população mundial. Como conseguiremos alimentar-nos no futuro?", questionou.

Steiner afirmou que a eliminação do desperdício alimentar tem um "enorme potencial" na redução da fome e apelou a todos os cidadãos para que tomem medidas individuais para abordar o assunto.

"Cada um de nós tem um papel a cumprir. A começar com o ridículo fenómeno, nos países ricos, de não comprar vegetais imperfeitos", disse, acrescentando que o excesso de zelo na observação dos prazos de validade também contribui para o desperdício de grandes quantidades de alimentos.

Os países ricos desperdiçam na fase do consumo, enquanto os países em desenvolvimento desperdiçam durante a produção, revela a FAO, que aponta o caso particular da Ásia, onde mais de 100 quilos de vegetais per capita são desperdiçados por ano nos países industrializados, incluindo a China, o Japão e a Coreia do Sul.

Segundo a organização, este desperdício provoca grandes perdas económicas, mas também tem graves impactos nos recursos naturais dos quais a humanidade depende para se alimentar, nomeadamente no clima, no consumo de água, no uso do solo e na biodiversidade.

Todos os anos, a produção de alimentos que não são consumidos utiliza um volume de água equivalente ao fluxo anual do rio Volga, na Rússia, e é responsável pela emissão de 3,3 mil milhões de toneladas de gases com efeito de estufa na atmosfera.

Os alimentos produzidos mas não consumidos ocupam 30% da terra cultivada em todo o mundo.

"A redução do desperdício alimentar permite, não só evitar a pressão sobre recursos naturais escassos, mas também reduzir a necessidade de aumentar a produção de alimentos" para responder à procura de uma população mundial em crescimento acentuado", conclui ainda a FAO.

Um terço dos alimentos produzidos é desperdiçado, com custos de 570 mil milhões - PÚBLICO
 
"É apenas humano ceder à tentação de amaldiçoar a passividade das nossas gentes, a cegueira, a mansidão comatosa (mea culpa, pronto). Por norma, só se chama nomes ao povo em surdina; mas alguns revolucionários de Facebook andam a explodir em público, verberando a nula adesão popular às suas imperdíveis manifs com desabafos ao nível de “Esta nossa gente é uma grandessíssima m**** e nem de povo merece ser chamada” (história verídica). Além de pouco adiantar, é injusto.

O investigador Eldar Shafir (conselheiro de Obama no combate à pobreza) acaba de provar uma intuição dos políticos impiedosos em todo o mundo: a pobreza diminui as capacidades mentais. Medindo o QI de meio milhar de agricultores indianos, cujo modo de vida acarreta a oscilação regular entre a penúria e alguma fortuna, ele detectou uma queda de 13 pontos nos períodos de miséria. Ou seja, os pobres não o são por causa de défices cognitivos. É antes ao contrário: a “largura de banda” cerebral existente vê-se tão empenhada em preocupações básicas com a sobrevivência que pouco resta para outras decisões.


Só assim (e com as 75 mil embalagens de psicotrópicos cá vendidas por dia) se entende que Passos Coelho e Portas continuem no poder; que mentirosos escancarados não sejam expulsos à pedrada dos gabinetes ministeriais; que Seguro comande a oposição; que candidatos grotescos como Seara ou a nódoa de Gaia recebam votos para lá dos seus círculos familiares; que a desobediência ainda não seja a lei de milhões. (...)"Em É a pobreza, estúpido | iOnline
:(
 
"Os bispos portugueses estão muito preocupados com o novo corte nas pensões de sobrevivência e sustentam que é obrigação de quem governa "ser solidário". Por outro lado, defendem que o Executivo de Passos Coelho deve esclarecer a medida.

"Os bispos vêem com grande preocupação o possível corte nas pensões de sobrevivência e de viuvez. A primeira coisa que esperam é que o Governo possa esclarecer convenientemente o que se vai passar e de que se trata", disse o porta-voz do conselho permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), padre Manuel Morujão, em conferência de imprensa, em Fátima.

A CEP esteve reunida esta terça-feira manhã e, no final do encontro, recordou a necessidade de ter atenção ao "povo comum" que "está envolvido nos possíveis cortes". "É fundamental que quem nos governa possa dar orientações claras, transparentes e que crie uma onda de solidariedade", assinalou o porta-voz.

O porta-voz da CEP destacou as consequências para a vida das famílias em que "avós e país" estão a ajudar as gerações mais novas, caso lhes seja "reduzida substancialmente a pensão que têm". "Confiamos que tudo seja esclarecido e que haja solidariedade para com as franjas já mais pobres da nossa sociedade. É esse esforço que esperamos dos nossos governantes, para que os pobres não fiquem mais pobres", acrescentou o padre Manuel Morujão.

O porta-voz da CEP revelou ainda que estão a ser preparados novos documentos para a reunião plenária de 11 a 14 de Novembro: uma mensagem sobre os "desafios éticos do trabalho humano” e outra relativa à "visão cristã da sexualidade", a propósito da "ideologia do género".

O ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, Pedro Mota Soares, confirmou no domingo um novo corte nas pensões de sobrevivência: quem acumular estes pensões com outras reformas vai ter uma penalização, mas ainda não há muitos detalhes. Em Setembro, o Governo já tinha anunciado um corte médio de 10% nas pensões do Estado, incluindo nas de sobrevivência [saiba mais AQUI].

Este segundo corte que foi anunciado no domingo vai juntar-se ao corte revelado em Setembro."Em Bispos querem que o Governo esclareça os novos cortes nas pensões - Renascença
 
"A Associação dos Aposentados, Pensionistas e Reformados (APRe!) fala em “terrorismo fiscal” para reagir ao corte nas pensões de sobrevivência e viuvez, previsto para entrar em vigor em 2014.

“Isto é terrorismo fiscal, porque é de uma indignidade tão grande… Ninguém se lembraria que, depois de tantos cortes que já foram feitos aos aposentados, pensionistas e reformados, vir mais um para as pensões de sobrevivência, que vão afectar viúvos, viúvas e órfãos”, defende na Renascença a presidente da APRe!, Maria do Rosário Gama.

“Penso que batemos mesmo no fundo. Pensámos que já tínhamos batido, mas o fundo deve estar lá muito fundo, porque cada vez descemos mais”, lamenta.

O corte nas pensões de sobrevivência e viuvez avança no próximo ano e deve ser aplicado a quem acumula mais de 600 euros por mês, entre esta pensão e a reforma.

O valor é adiantado esta segunda-feira pelo “Diário Económico”, depois de ontem o ministro da Solidariedade e Segurança Social, Pedro Mota Soares, ter garantido que a redução não iria afectar os pensionistas com rendimentos mais baixos.

Maria do Rosário Gama é recebida esta segunda-feira pelo Presidente da República, Cavaco Silva, a quem vai pedir que envie o diploma para o Tribunal Constitucional e que “faça tudo o que está ao seu alcance na defesa dos princípios constitucionais, nomeadamente o da confiança”.

“A pensão de sobrevivência está atribuída por lei por morte do cônjuge e penso que qualquer corte numa pensão destas é uma violação do princípio da confiança”, sustenta a dirigente da associação.

Necessidade ou justiça?
Mas o constitucionalista Jorge Reis Novais não tem certezas quanto à uma decisão do Constitucional.

“Em meu entender, tanto esta como os cortes das pensões são inconstitucionais. Mas tenho algumas dúvidas de que o Tribunal Constitucional os considere inconstitucionais. Isto é, no fundo o que temos aqui é a necessidade, dada a situação em que estamos, de fazer cortes. Mas porque é que eles incidem só sobre uma categoria de cidadãos? Sobre reformados, pensionistas, funcionários públicos? A meu ver, isso levaria à inconstitucionalidade das medidas, mas a fundamentação que o Tribunal Constitucional tem invocado noutras situações deixa-me algumas dúvidas quanto ao resultado que virá a ocorrer quando isto lá chegar”, explica à Renascença.

Além deste corte, que vai afectar viúvos e viúvas da Caixa Geral de Aposentações, está previsto um outro, na sequência da convergência entre a Caixa Geral de Aposentações e a Segurança Social, que pode resultar numa redução de 10% na reforma que estão a receber.

"Agora, vou comer só sopa"
A Renascença foi esta manhã para as ruas de Lisboa ouvir a opinião de vários pensionistas.

“Não tem explicação. Com a crise que estamos a atravessar, temos de trabalhar, sejamos velhos ou novos”, afirma uma idosa.

“Eu tinha uma pensão de 600 euros, tiraram-me metade. Mandaram-me tratar do subsídio do idoso e já mo tiraram. Tenho 300 e poucos euros. Agora, tenho de fazer sopa e comer só sopa”, conforma-se outra.

Há também quem, apesar de ter perdido o marido, não recebe pensão de viuvez e casos de pessoas com filhos maiores deficientes profundos, internados em instituições, que recebem eles a pensão. Agora, não sabem se vão sofrer novos cortes.(...)"Em Corte na pensão de sobrevivência é
 
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