A pobreza que não pára de aumentar em Portugal...

Se estamos a falar de cortes para quem acumula pensões acima dos 600€, parece-me um valor razoável.

Não esquecer que há muito boa gente a ganhar 485€ e com dependentes.

O que poderia aqui ser discutido é qual o limite para a intervenção (eu estaria mais de acordo em volta dos 700/800€) e a equidade nos cortes acima disso.

Gostaria ainda de perceber como é que alguém que tem uma pensão de 600€ sofre um corte de mais de 200€ ~(+ de 1/3) ficando a receber 3xx,xx€...:sh)
 
Se estamos a falar de cortes para quem acumula pensões acima dos 600€, parece-me um valor razoável.

Não esquecer que há muito boa gente a ganhar 485€ e com dependentes.

O que poderia aqui ser discutido é qual o limite para a intervenção (eu estaria mais de acordo em volta dos 700/800€) e a equidade nos cortes acima disso.

Gostaria ainda de perceber como é que alguém que tem uma pensão de 600€ sofre um corte de mais de 200€ ~(+ de 1/3) ficando a receber 3xx,xx€...:sh)
Cortar a quem recebe acima de 120 contos é razoável?... Desculpa, mas não acho nada... Quanto pagas num lar, sem contar com medicamentos, fraldas, cuidados e idas ao médico, cuidados específicos, alimentação adequada a determinadas doenças..............?...
 
"A Associação dos Aposentados, Pensionistas e Reformados (APRe!) fala em “terrorismo fiscal” para reagir ao corte nas pensões de sobrevivência e viuvez, previsto para entrar em vigor em 2014.

“Isto é terrorismo fiscal, porque é de uma indignidade tão grande… Ninguém se lembraria que, depois de tantos cortes que já foram feitos aos aposentados, pensionistas e reformados, vir mais um para as pensões de sobrevivência, que vão afectar viúvos, viúvas e órfãos”, defende na Renascença a presidente da APRe!, Maria do Rosário Gama.

“Penso que batemos mesmo no fundo. Pensámos que já tínhamos batido, mas o fundo deve estar lá muito fundo, porque cada vez descemos mais”, lamenta.

O corte nas pensões de sobrevivência e viuvez avança no próximo ano e deve ser aplicado a quem acumula mais de 600 euros por mês, entre esta pensão e a reforma.

O valor é adiantado esta segunda-feira pelo “Diário Económico”, depois de ontem o ministro da Solidariedade e Segurança Social, Pedro Mota Soares, ter garantido que a redução não iria afectar os pensionistas com rendimentos mais baixos.

Maria do Rosário Gama é recebida esta segunda-feira pelo Presidente da República, Cavaco Silva, a quem vai pedir que envie o diploma para o Tribunal Constitucional e que “faça tudo o que está ao seu alcance na defesa dos princípios constitucionais, nomeadamente o da confiança”.

“A pensão de sobrevivência está atribuída por lei por morte do cônjuge e penso que qualquer corte numa pensão destas é uma violação do princípio da confiança”, sustenta a dirigente da associação.

Necessidade ou justiça?
Mas o constitucionalista Jorge Reis Novais não tem certezas quanto à uma decisão do Constitucional.

“Em meu entender, tanto esta como os cortes das pensões são inconstitucionais. Mas tenho algumas dúvidas de que o Tribunal Constitucional os considere inconstitucionais. Isto é, no fundo o que temos aqui é a necessidade, dada a situação em que estamos, de fazer cortes. Mas porque é que eles incidem só sobre uma categoria de cidadãos? Sobre reformados, pensionistas, funcionários públicos? A meu ver, isso levaria à inconstitucionalidade das medidas, mas a fundamentação que o Tribunal Constitucional tem invocado noutras situações deixa-me algumas dúvidas quanto ao resultado que virá a ocorrer quando isto lá chegar”, explica à Renascença.

Além deste corte, que vai afectar viúvos e viúvas da Caixa Geral de Aposentações, está previsto um outro, na sequência da convergência entre a Caixa Geral de Aposentações e a Segurança Social, que pode resultar numa redução de 10% na reforma que estão a receber.

"Agora, vou comer só sopa"
A Renascença foi esta manhã para as ruas de Lisboa ouvir a opinião de vários pensionistas.

“Não tem explicação. Com a crise que estamos a atravessar, temos de trabalhar, sejamos velhos ou novos”, afirma uma idosa.

Eu tinha uma pensão de 600 euros, tiraram-me metade. Mandaram-me tratar do subsídio do idoso e já mo tiraram. Tenho 300 e poucos euros. Agora, tenho de fazer sopa e comer só sopa”, conforma-se outra.

Há também quem, apesar de ter perdido o marido, não recebe pensão de viuvez e casos de pessoas com filhos maiores deficientes profundos, internados em instituições, que recebem eles a pensão. Agora, não sabem se vão sofrer novos cortes.(...)"Em Corte na pensão de sobrevivência é

Que treta.
 
Cortar a quem recebe acima de 120 contos é razoável?... Desculpa, mas não acho nada... Quanto pagas num lar, sem contar com medicamentos, fraldas, cuidados e idas ao médico, cuidados específicos, alimentação adequada a determinadas doenças..............?...

pago 3000€...:sh)

Ajudas a contribuir?

é que se vamos por aí, as famílias que deixem de dar apoio e metam tudo num lar que os contribuintes pagam.
 
"O presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) alerta para o facto de estar a aumentar o número de instituições de solidariedade social em risco de fechar portas.

Numa reacção ao anúncio de novos cortes nas pensões de sobrevivência, o padre Lino Maia reconhece, em declarações à Renascença, que a diminuição de rendimentos dos utentes das instituições particulares de solidariedade social (IPSS) vai acelerar a falência de muitas instituições.

“Nós temos muita gente idosa nas instituições, em centros de dia, apoio domiciliário, lares de idosos, centros de noite, pagando as suas comparticipações, que eram baixas. Agora, com mais este corte, as instituições pior ficam. Estão a chegar-me neste momento várias instituições que estão a ameaçar encerramento, falência, e eu não terei muita capacidade para contrariar, porque tudo tem um limite", afirma o presidente da CNIS.

Lino Maia fala de "desrespeito" por parte do Governo em relação aos mais desfavorecidos. O presidente da CNIS lembra que, apesar dos baixos recursos, são precisamente os idosos que, em muitos casos, sustentam famílias inteiras.

“Neste momento, o sustentáculo de muitas famílias são os seus idosos, quem com as suas parcas reformas ou pensões de sobrevivência, estão a pagar os estudos dos netos, estão a suportar os custos dos filhos que estão desempregados. Agora, com mais este corte, são as famílias que estão em perigo. É preciso dizer basta, as famílias não suportam mais cortes nem serem maltratadas”, afirma o padre Lino Maia."Em "É preciso dizer basta". Famílias e instituições sociais "não suportam mais cortes" - Renascença
 
"É curiosa a controvérsia em torno da intenção do Governo de impor limites a pensões de sobrevivência. Ainda não se conhecem os termos concretos dos cortes, mas muita gente desatou a criticar violentamente a proposta sem perceber – ou sem dizer – que esses cortes só se aplicarão a quem acumular duas pensões.

E revelou-se a hipocrisia dos que falam em justiça social mas a recusam na prática – desde as confederações sindicais à oposição partidária, passando por muitos comentadores.

Os cortes serão para o Estado poupar dinheiro, claro, mas têm uma intenção social, da parte de um Governo acusado de ser forte com os fracos e fraco com os fortes. A intenção de cortar nos que recebem mais, poupando os outros, será, ou não, confirmada quando se conhecerem os pormenores.

Mas, para já, ficou claro que as indignações e os protestos não vieram dos mais pobres. É para muita gente insuportável que, faltando dinheiro, se dê prioridade aos mais necessitados, como é imperativo moral. Os pobres que paguem a crise, parecem dizer essas reacções."Em Os pobres que paguem a crise - Renascença
 
"É curiosa a controvérsia em torno da intenção do Governo de impor limites a pensões de sobrevivência. Ainda não se conhecem os termos concretos dos cortes, mas muita gente desatou a criticar violentamente a proposta sem perceber – ou sem dizer – que esses cortes só se aplicarão a quem acumular duas pensões.

E revelou-se a hipocrisia dos que falam em justiça social mas a recusam na prática – desde as confederações sindicais à oposição partidária, passando por muitos comentadores.

Os cortes serão para o Estado poupar dinheiro, claro, mas têm uma intenção social, da parte de um Governo acusado de ser forte com os fracos e fraco com os fortes. A intenção de cortar nos que recebem mais, poupando os outros, será, ou não, confirmada quando se conhecerem os pormenores.

Mas, para já, ficou claro que as indignações e os protestos não vieram dos mais pobres. É para muita gente insuportável que, faltando dinheiro, se dê prioridade aos mais necessitados, como é imperativo moral. Os pobres que paguem a crise, parecem dizer essas reacções."Em Os pobres que paguem a crise - Renascença

Nao há assim tantos ricos em Portugal para pagar os todos os pobres que existem. Daí que a fasquia onde se comeca a ser "rico" tenha vindo a ser baixada.
 
Ricos há bastantes, sendo que até têm aumentado em número e em riqueza a cada ano que passa, em especial nestes últimos três.

Pobres também há muitos e o seu número tem estado a aumentar constantemente.

A classe media, que é a que leva com o desemprego, com o aumento dos impostos e que é a que mais precisa dos serviços do estado, essa é que está a desaparecer rapidamente.
 
o problema da pobreza em Portugal desde que eu nasci ate agora pelo meu ponto de vista è sempre o mesmo falta de produtividade e competitividade em praticamente quase todos os sectores.

não podemos por culpa aos portuges senao cria-se aqui uma guerra mas directamente ou indirectamente sim somos culpados nao vale a pena sonhar ou convencer-se que não.
 
Como se revela habitual neste Governo, a falta de jeito e incompetência em anunciar e explicar decisões dá origem a todos estes protestos. O que era suposto ser um tema apenas do conhecimento do C. de Ministros saiu para os jornais de forma incompleta, eventualmente também porque a decisão não está completada. E de repente toda a gente fala em cortes nas pensões das viuvas, sem saber em concreto o que é que está em discussão.
Que haja fugas de informação e violação do segredo de justiça, estamos habituados há muito. Como é que há fugas de informação do Conselho de Ministros é que acho estranho...
 
...Como é que há fugas de informação do Conselho de Ministros é que acho estranho...

Paulo Portas não foi...até poque a medida ainda «não estava desenhada»...[:D]

Eu sou dos que acha que foi popositado o tornar publica esta medida e o responsavel foi o póprio Governo.
É que assim sempre dá para avaliar a aceitação da mesma pelos cidadãos, ao mesmo tempo que lançam mais uma acha para a fogueira dos «uns contra os outros».
Dividir para reinar...simples.
 
"O Bispo da Guarda, Manuel Felício, considera que os bancos e os ricos é que "têm que pagar a crise" e sugeriu taxas para automóveis topo de gama e casas de luxo.

"Os que têm [dinheiro] é que têm que pagar a crise. Os bancos têm que pagar a crise. Os balúrdios que se entregou para sustentar bancos que já deviam estar enterrados há muito tempo. Eu já disse que lhes fazia o funeral de graça", disse Manuel Felício à agência Lusa.

O prelado diocesano, que falava à margem da sessão de abertura das "IV Jornadas Saber Envelhecer", que decorrem hoje e sábado na Guarda por iniciativa da Casa de Saúde Bento Menni, questionou: "Porque é que não cortam nessas realidades?".

Em vez de cortes nos rendimentos dos trabalhadores e nas pensões de sobrevivência, o bispo sugere sugere alternativas. "Na vez de cortarem estes, que ganham menos de 600 euros, porque não cortam, porque não põem uma taxa aos automóveis topo de gama que andam por aí a rodar, às casas que custam mais de um milhão de euros e que se compram e que se têm?", defendeu.

Manuel Felício questionou por que razão não se coloca nesses nos ricos a fasquia do pagar a crise? "É que, é mais fácil cortar nos que não têm voz, nem capacidade de se defender", justificou.

Se os cortes nas pensões de sobrevivência forem efectuados, o responsável fala em consequências para as pessoas idosas "que não têm o essencial" e para "deficientes que não têm possibilidade de continuar a viver com a sua condição de vida". Também alerta que haverá instituições de apoio aos idosos "que deixam de funcionar", o que "é um prejuízo também para a economia social".

"Todos esses são problemas em cadeia, que quem nos governa não vê ou não quer ver", apontou o bispo da Guarda.

Na sua opinião, actualmente, as pessoas são tratadas como números, o que considerou "uma grande injustiça. "As pessoas não são números. As pessoas são valores, são bens essenciais na nossa praça e na nossa sociedade. Se as tratamos como números e, predominantemente, como números de contribuinte, está tudo estragado", alertou."Em Bispo da Guarda defende que a crise deve ser paga pelos ricos e bancos - Renascença [;)]
 
Na sua opinião, actualmente, as pessoas são tratadas como números, o que considerou "uma grande injustiça. "As pessoas não são números. As pessoas são valores, são bens essenciais na nossa praça e na nossa sociedade. Se as tratamos como números e, predominantemente, como números de contribuinte, está tudo estragado", alertou."Em Bispo da Guarda defende que a crise deve ser paga pelos ricos e bancos - Renascença [;)]

Eu sublinho esta parte para aplicar também aos alegados ricos que ele refere, pois esses ricos também não são números, também são valores e muitos também são essenciais na sociedade para a criação de emprego e riqueza.

Vamos lá ser coerentes e tratar todas as pessoas (ricos ou pobres) pelos seus valores.
 
E o restante do frontal, moral e actual texto da realidade apontado pelo respectivo bispo?, pois.

Coerente foi a atitude do prelado perante tanta retórica actual.
 
"O relatório do comité português da UNICEF sobre os direitos das crianças portuguesas, a que o Expresso teve acesso, revela situações dramáticas e apela à vigilância sobre as consequências da política de austeridade impostas pelo Governo de Lisboa.

Dirigido à Organização das Nações Unidas (ONU), o documento, elaborado depois de alguns meses de inquéritos no terreno, de entrevistas e de análise às políticas públicas portuguesas, afirma que mais de 500 mil adolescentes e crianças portuguesas perderam o direito ao abono de família entre 2009 e 2012 e que muitas não têm acesso "aos mínimos" na alimentação, na saúde e na educação.

Segundo o relatório, que vai ser discutido brevemente na ONU, a atual política de austeridade do Governo português em relação às crianças pode violar a convenções internacionais assinadas pelo Estado, sobre o acesso dos mais jovens à saúde, à educação e à proteção social.
Devido à crise, a situação agravou-se - "28,6 por cento das crianças portuguesas estavam, em 2011, em risco de pobreza", diz a UNICEF. Hoje, depreende-se do relatório, a situação é bem pior.

Nas recomendações que faz, a UNICEF pede que as medidas de austeridade, em Portugal, sejam avaliadas por uma instituição independente para que os Direitos da Criança sejam, "hoje e no futuro", minimamente garantidos.

O relatório descreve situações de fome e de carências primárias dramáticas das crianças portuguesas e lembra ao Governo que, apesar da crise e da austeridade, tem o dever de assegurar os requisitos dos tratados internacionais que assinou sobre os Direitos das Criança.
"23 anos depois da ratificação por Portugal (da convenção sobre os direitos dos mais jovens), as crianças ainda não são vistas por todos os decisores políticos como titulares de direitos", escreve a UNICEF.

Este relatório foi elaborado pelo comité português para a UNICEF, com base na pesquisa do organismo e nas informações cedidas por ONG's nacionais."Em Portugal viola Direitos da Criança, acusa a UNICEF - Expresso.pt
 
Usando a mesma imagem utilizada no tópico da crise...:


15841289_dINDM.jpeg
 
"O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, disse que o "direito de manifestação" está "consagrado" em democracia, mas lembrou que "os mais pobres" não se manifestam e "não aparecem na televisão".

"Este orçamento consagra aquilo que já estava previsto na 7ª avaliação, que é a convergência da Caixa Geral de Aposentações, mas ao mesmo tempo, aumenta as pensões mínimas sociais e rurais de um milhão de pessoas, que são aquelas que não aparecem na televisão, mas são as mais pobres", sublinhou nos Açores.

Paulo Portas reagia assim à manifestação de sábado em Lisboa, que concentrou em Alcântara milhares de pessoas, que exigiram a demissão do Governo, num protesto promovido pela Confederação-geral de Trabalhadores (CGTP-In) contra as políticas de austeridade.

O governante, que está de visita aos Açores como líder do CDS, para participar na tomada de posse no novo presidente da Câmara das Velas, Luís Silveira, um dos cinco autarcas do país eleitos pelo partido, entende, no entanto que, "em democracia o direito de manifestação é um direito consagrado".

No entender do governante, o Orçamento de Estado para 2014 "não tem a TSU das pensões" e "garante a contratualização das instituições sociais que fazem trabalho de proximidade junto dos idosos", mantendo uma "linha de justiça" que no seu entender, deve chegar "primeiro àqueles que menos têm".

A CGTP marcou para sábado uma jornada nacional de luta contra a exploração e o empobrecimento, que inclui manifestações no Porto e em Lisboa. O secretário-geral Arménio Carlos anunciou uma nova acção de protesto contra o Orçamento de Estado, a realizar no dia 1 de Novembro junto da Assembleia da República, em Lisboa.

Elogio aos "sinais de estabilidade"
O vice-primeiro-ministro elogiou os "sinais de estabilidade" revelados pelo Presidente da República, Cavaco Silva, a respeito do Orçamento do Estado para 2014.

"Para chegarmos à última etapa, precisamos de ter o Orçamento aprovado, por isso mesmo, todos os sinais de estabilidade, com a adequada leitura das funções constitucionais de cada um, parece-me defender o interesse nacional" disse o ministro de Estado, lembrando que Portugal "precisa" de ter o seu Orçamento aprovado e de "terminar o seu programa de ajustamento".

Portas entende que estas declarações do Presidente da República surgem em "linha de coerência", com as suas chamadas de atenção para a necessidade de Portugal terminar o programa de ajustamento, papel que o ministro do CDS/PP costuma chamar de "protectorado".

No seu entender, Portugal necessita de "recuperar a sua soberania e sua autonomia", considerando que "é isso que dolorosamente tem falhado, desde maio de 2011", altura em que o Governo de José Sócrates pediu apoio financeiro à Europa."Em Portas diz que os mais pobres não se manifestaram sábado - Renascença :o:confused:
 
Voltar
Superior