FINALMENTE!
Dia 10 de Abril 12h00
Autódromo do Estoril, lindo dia de sol!
Estava marcada a minha experiência para o meio-dia, com mais dois colegas que entraram na loucura, por volta das 11h já lá estávamos! Não sabiamos ao que iamos e podia demorar muito tempo.
O Stand da FormulaGt estava montado na box 11, e estava delimitado pelos camiões vermelhos da empresa, experiência de Segway á entrada, grátis para todos, uma loja com mercadoria de Fórmula 1, ainda um kart e um kart cross em exposição. Muito agradável!
Á entrada da box fomos logo recebidos por uma rapariga que nos deu as regras e os termos de responsabilidade para assinarmos. Assim o fizemos.
Depois entregamos tudo noutro balcãozinho, vouchers e termos assinados. Ficámos com umas fitas vermelhas no pulso e as mulheres com umas amarelas.
Dentro da box, ambiente muito porreiro, mesinhas, bolinhos, cafezinho, sumos, águas de um lado, do outro 2 simuladores de F1 e uma máquina com Sega Rally com fichas gratuitas. Tudo muito porreiro.
Do lado da pista da box o que interessava, os carros! Lindos de morrer! Devo dizer que esta parte era a mais concorrida.
Eram 3 Ferrari F430, 1 Lamborghini Gallardo, 1 Mitsubitshi Evo, um Clio V6, um Porshe 911 GT3 e um KTM.
Ainda nem tínhamos assimilado tudo o que estava a acontecer já nos estavam a chamar para começar na volta do Mitsubishi, foi tão rápido e estavam a separar-nos que pedimos se podíamos ficar para a seguir para irmos todos juntos e assim foi.
Mais 10 minutos e já estávamos na zona de chamada para a volta de reconhecimento no Mitsubishi. Eu, dois colegas e outro rapaz. Mandaram-me a mim para a frente, vantagens de ser mais largo , mas rapidamente de arrependeram!!!
AC ligado lá fomos com o piloto a explicar volta, dentro da box, devagar, ter cuidado na saída da box, podia existir tráfego. Ao mesmo tempo podia haver mais carros na pista.
A pista é linda! Estava delimitada por pins, ou melhor, existiam pins a indicar a melhor trajectória, e dois pins onde se devia travar e por vezes “balizas” de pins onde devíamos passar, sempre nas trajectórias e sem inventar, se fossem seguidos era mesmo a maneira como se deve fazer a coisa.
A primeira volta de explicação foi, pode dizer-se “lenta” e explicada muito calmamente, e mais explicativa, mas já abanou um bocadinho pelo banco traseiro!! Como havia malta a fazer duas voltas, o meu caso, não entramos logo na box.
A recta da meta, por “motivos de segurança” não era uma recta e mais ou menos a meio estava uma chicane criada com pins.
O piloto sempre a explicar como devíamos fazer começou a acelerar e a segunda volta foi a loucura! Eu ia na boa, á frente o banco era bom, mesmo a curtir o esquema, lá atrás os 3 colegas chocalhavam que até doía!! Foi lindo! A reter a explicação das travagens, “- Vocês travam aqui!” Dizia o piloto ao passar pelos 2 pins a acelerar e depois ele travava uns 50 metros á frente!!!
Quando cheguei agradeci e sai do carro, abri a porta de trás e de lá saíram todos moídos os outros 3 colegas de viagem! Foi um começo excelente para o dia, conhecer a pista do Estoril daquela forma é lindo, por muito que a conheça dos jogos de PC as subidas, as descidas, as curvas com o “releve” para fora, nunca poderão ser recriadas em jogos!
Como ia dar as duas voltas no Ferrari tinha direito a uma volta de Clio V6, e perguntei ao rapaz da empresa que estava a controlar as coisas se podia ir, visto o Clio estar parado, e assim foi, lá foi para o Clio.
Já conheço os interiores, tive 2 e a minha irmã outros 2, por isso não é estranho, mas logo á entrada estranhei outra coisa, o pouco espaço para o banco, e nem consegui entrar sem puxar para trás, o motor ocupa muito espaço atrás dos bancos.
Lá comecei a andar, devagar dentro da box e quando sai lá acelerei um pouco, nada de especial, fiz a volta mesmo a curtir devagarinho e com o co-piloto a dar as dicas todas e sempre a dizer “perfecto” “perfecto”, Obrigado devagarinho e a seguir os passinhos todos, tava o espanhol na boa descansadinho. O Clio é fácil de conduzir e numa condução lenta não me entusiasmou por ai além.
Devo dizer que a volta acabou muito depressa, apesar da pouca velocidade, mas foi engraçado ouvir o roncar do V6 atrás de nós, não acelerei quase nada mas foi engraçado. Sai, cumprimentei o rapaz e lá foi eu para “apanhar” outra boleia
A seguir o prato principal, depois de esperar uns minutos lá chegou a vez.
À entrada a foto, oferecida pela organização no final, e a realização de que não é fácil de entrar o banco estava tudo para a frente e eu não cabia, comecei em busca debaixo do banco para o puxar para trás, mas prontamente alguém carregou num botão e o banco lá começou a andar para trás.
Bem sentado, começo a contemplar o volante e o belo botão “START/STOP” vermelho grande. Depois o selector de temperamento, snow and ice, normal use, sport (onde estava), race e CST, tudo desligado e que o Jeremy Clarkson chama “Treino para Cometer Suícidio”. O volante perfeito, a buzina incorporada no próprio aro, exactamente na posição onde encaixa o polegar. Por detrás os selectores de mudança de patilha. Na consola, o botão de marcha-atrás “R” o travão de mão.
O fundo do mostrador era amarelo e com um grande display a informar da mudança engrenada, um mostrador electrónico, as rotações e a velocidade. Estava com mais ou menos 47 mil kilometros. Reparei em vários ponteiros mas não fixei mais.
O carro estava desligador, pelo que a primeira coisa a fazer foi carregar no botão e ouvir o maravilhoso dom do motor, sem acelerar e só de botão sobe ás duas mil para dar só um ronquinho.
Pé no travão, engata-se a primeira puxando o manipulo da direita para nós e aqui vai disto, só um cheirinho de acelerador e estou a rodar pela pit lane!!
O Co-piloto era português, chamava-se Carlos e estava sempre a dizer o que tinha de fazer.
Acelerar um pouco depois da linha de fim da box, tirar o pé para fazer a primeira curva ainda dentro da linha de box, olhar para ver se não vinha niguém e acelerar até á segunda curva, ir á esquerda junto do pin, fazer a trajetória por dentro junto do pin da frente e acelerar! Às 4 mil já o co-piloto dizia para meter outra mudança! O V8 dá 8.500! O barulho por volta das 3 mil mudava e o rouco fazia-se ouvir em grande! Lá segui sempre a seguir as instruções e a travar a 50 metros dos 2 pins, mas ao contrário do Mitsubishi que travava depois eu travava antes! Era o que o tipo dizia!
A parabólica é brutal de fazer se devagar dá para acelerar quase em toda a extenção! Na recta acelerei mais um pouco até 6ª sempre a passar ás 4 mil. Depois uma das cenas que me deu mais gozo a travagem para a gicane da recta vinha lançado, os travões são brutais, o som das reduções e dos travões também, muito, muito bom. “- Acelerar só quando o carro tiver direito” disse o pendura e assim foi, mais um pouco de cheirinho até á primeira curva novamente. Na segunda volta as dicas foram menos e eu só perguntava em que mudança devia fazer a curva, na entrada da recta interior perguntei “- Posso?” e ai sim acelerei até ás seis mil sempre até ao fim da recta! BRUTAL! No fim da recta pensava que ia a andar muito, mas antes de me fazer á esquerda lenta vi uma coisa preta atrás de mim e ai abri a trajetória para ver o Mitsubishi todo de lado á minha frente a fazer a curva, certamente com mais 3 gajos atrás a baloiçar nos lugares de trás.
Já tinha testado as mudanças de manipulo anteriorimente, num Peugeot 1007, não me atrapalhei nem uma única vez e meti sempre as mudanças certinhas.
O resto da volta foi muito boa, a chicane interior é muito fixe, a parabólica também é tudo brutal, “-Vamos entrar agora” e eu ainda disse, “- A terceira volta é que era!” mas pronto tinha acabado. PIT LANE muito devagar, estacionar á frente dos outro dois F430 e fazer um bocadinho de marcha atrás só para ficar perfeito!
Muito, Muito BOM.
Á saída ir buscar a foto e partilhar a experiência com os colegas, as senhoras ainda tiveram direito a voltinhas de Segay e eu também andei com o meu filhote!
A experiência no total foi muito boa, com os carros pelo menos comigo que segui os co-pilotos á risca podia ter sido um pouco melhor não se consegue aproveitar metade do carro só uns 30% nem isso se calhar. Andar em pista, e no Estoril, coisa que á muito sonhava fazer foi muito bom e apetece-me seriamente em participar num track day sem aqueles pensamentos de ir para lá á parva, mas só mesmo para curtir o circuito com um carro que estejas á vontade.
Valeu os 250€? Para mim valeu. Soube a pouco? Soube.