Abusos com estágios profissonais!

Foliv

Well-known member
Todos os anos, por volta desta altura, entre o fim de um ano escolar e o inicio de outro, surgem resmas de ofertas de empregos disfarçados de "estágios", aos quais concorrem outras tantas resmas de licenciados, na esperança de se verem colocados nessa empresa no ano seguinte...

Não estou a falar dos estágios obrigatórios ( profissionalizantes) nos cursos realizados durante a licenciatura, mas sim dos estágios profissionais aplicáveis já a profissionais.

E todos os anos vejo os ex-alunos a submeterem-se a esses "estágios" NÃO REMUNERADOS, de duração de 6 a 12 meses de trabalho qualificado de forma completamente grátis, baseados numa esperança de colocação na empresa e de enriquecimento curricular e profissional.

No Ano seguinte o estágio acaba, e a pessoa é substituída por outro estagiário e assim sucessivamente ano após ano...

Ou seja, há procura para estes profissionais, há os postos de trabalho, mas enquanto não se regulamentar na legislação a definição de estagio e a quem a eles pode aceder, teremos sempre abuso por parte de entidades supostamente empregadoras que aproveitam esta lacuna para terem trabalho qualificado grátis...

Grave é o facto de verificar a ocorrência sistemática de algumas empresas de ano para ano, algumas até com acordos com as universidades para usufruírem de recursos da mesma durante a presença dos supostos estagiários na empresa...

Ao ver os alunos ( uns mais informados que outros ) aceitarem este tipo de exploração, já sugeri, na instituição onde estou, que estágios recorrentes sejam eliminados dos placards, e que seja feita uma sessão de esclarecimento aos diplomados sobre as más praticas exitentes nomercado detrabalho, por parte de algumas empresas.


Se se conseguir regulamentar estas circunstancias, os "empregadores" terão que efectivamente passar a ser isso mesmo se pretenderem usufruir dos conhecimentos e da mão de obra especializada que até ao momento tem de forma ardilosa, obtido gratuitamente...
 
A situação que dizes é lamentável, o mesmo se passa com os estágios profissionais da função pública o PEPAL em que só se entra com cunhas porque não existe formulas classificativas transparentes... infelizmente a exploração continua a ser a palavra de ordem neste país.
 
Todos os anos, por volta desta altura, entre o fim de um ano escolar e o inicio de outro, surgem resmas de ofertas de empregos disfarçados de "estágios", aos quais concorrem outras tantas resmas de licenciados, na esperança de se verem colocados nessa empresa no ano seguinte...

Não estou a falar dos estágios obrigatórios ( profissionalizantes) nos cursos realizados durante a licenciatura, mas sim dos estágios profissionais aplicáveis já a profissionais.

E todos os anos vejo os ex-alunos a submeterem-se a esses "estágios" NÃO REMUNERADOS, de duração de 6 a 12 meses de trabalho qualificado de forma completamente grátis, baseados numa esperança de colocação na empresa e de enriquecimento curricular e profissional.

No Ano seguinte o estágio acaba, e a pessoa é substituída por outro estagiário e assim sucessivamente ano após ano...

Ou seja, há procura para estes profissionais, há os postos de trabalho, mas enquanto não se regulamentar na legislação a definição de estagio e a quem a eles pode aceder, teremos sempre abuso por parte de entidades supostamente empregadoras que aproveitam esta lacuna para terem trabalho qualificado grátis...

Grave é o facto de verificar a ocorrência sistemática de algumas empresas de ano para ano, algumas até com acordos com as universidades para usufruírem de recursos da mesma durante a presença dos supostos estagiários na empresa...

Ao ver os alunos ( uns mais informados que outros ) aceitarem este tipo de exploração, já sugeri, na instituição onde estou, que estágios recorrentes sejam eliminados dos placards, e que seja feita uma sessão de esclarecimento aos diplomados sobre as más praticas exitentes nomercado detrabalho, por parte de algumas empresas.


Se se conseguir regulamentar estas circunstancias, os "empregadores" terão que efectivamente passar a ser isso mesmo se pretenderem usufruir dos conhecimentos e da mão de obra especializada que até ao momento tem de forma ardilosa, obtido gratuitamente...
Por acaso isso nunca vi, mas acredito que exista.

Mas um estagiario que faca mesmo um bom trabalho no fim do estagio vale algum dinheiro, e penso que raros sao os casos onde nao arranje emprego (auqeles estagiarios mesmo bons vi-os 100% serem oferecido empregos, e foram bastantes, nos meus tempos de consultoria, quer na minha empresa, quer nas empresas que eram nossos clientes).

Agora um estagio assim assim que nao acrescente mais valor do que um estagio novo, compreendo perfeitamente que seja substituido por outro. Por duas razoes:
O de borla faz o mesmo trabalho
O de borla pode mostrar vir a ser bom.
 
Realmente é uma triste realidade.

Quando acabei o curso e estava em "crise de empregabilidade" (não arranjava emprego), pensei em entrar num desses estágios não remunerados.

O estágio tinha a duração de 1 ano, e ía continuar um projecto já iniciado (provavelmente por um estagiário que tinha ido embora).

Pesei os prós:
- entrar no mundo do trabalho
- criar contactos

Os contras:
- depesas mensais
- 0% (ou perto disso) de possibilidade de continuação

Optei por ir para um cursos remunerados (pouco, mas remunerados) onde aprendi as bases de programação, bases de dados e redes.
Não foi muito, mas abriu-me outras espectativas no mercado de trabalho.

Eu entendo que em casos de desespero (como eu estava a chegar) aceita-se qualquer trabalho, na espectativa da evolução, e é assim que estas empresas subsistem, a CHULAR recém-licenciados!
 
Conheço empresários que fizeram dos estágios uma mais-valia para a empresa e para os estagiários.

Efectivamente, todos os anos recrutam uma série de estagiários para estágios não remunerados. Mas esses estagiários, embora estando um ano a trabalhar sem receber (só sub. alimentação e sub. transporte) saem da empresa com uma tarimba muito boa.

Além de que acabam por empregar as "estrelas" que por lá vão aparecendo de vez em quando.

Para a empresa representa uma fonte extraordinária de recrutamento e uma gestão racional dos custos.

Para os estagiários, representa uma óptima oportunidade de carreira para quem é posteriormente recrutado e uma aprendizagem para os que não são recrutados que lhes dá uma vantagem competitiva no mercado de trabalho, e que nenhuma instituição de ensino superior lhes pode oferecer.

É a chamada situação win-win.[;)]

Acredito que aqui e ali possa haver um ou outro abuso, mas terminar com este formato de estágio seria imprudente.
 
Conheço empresários que fizeram dos estágios uma mais-valia para a empresa e para os estagiários.

Efectivamente, todos os anos recrutam uma série de estagiários para estágios não remunerados. Mas esses estagiários, embora estando um ano a trabalhar sem receber (só sub. alimentação e sub. transporte) saem da empresa com uma tarimba muito boa.

Além de que acabam por empregar as "estrelas" que por lá vão aparecendo de vez em quando.

Para a empresa representa uma fonte extraordinária de recrutamento e uma gestão racional dos custos.

Para os estagiários, representa uma óptima oportunidade de carreira para quem é posteriormente recrutado e uma aprendizagem para os que não são recrutados que lhes dá uma vantagem competitiva no mercado de trabalho, e que nenhuma instituição de ensino superior lhes pode oferecer.

É a chamada situação win-win.[;)]

Acredito que aqui e ali possa haver um ou outro abuso, mas terminar com este formato de estágio seria imprudente.

Olha que não é um ou outro abuso, acho que é mais um ou outro caso como o que contas.
 
Conheço empresários que fizeram dos estágios uma mais-valia para a empresa e para os estagiários.

Efectivamente, todos os anos recrutam uma série de estagiários para estágios não remunerados. Mas esses estagiários, embora estando um ano a trabalhar sem receber (só sub. alimentação e sub. transporte) saem da empresa com uma tarimba muito boa.

Além de que acabam por empregar as "estrelas" que por lá vão aparecendo de vez em quando.

Para a empresa representa uma fonte extraordinária de recrutamento e uma gestão racional dos custos.

Para os estagiários, representa uma óptima oportunidade de carreira para quem é posteriormente recrutado e uma aprendizagem para os que não são recrutados que lhes dá uma vantagem competitiva no mercado de trabalho, e que nenhuma instituição de ensino superior lhes pode oferecer.

É a chamada situação win-win.[;)]

Acredito que aqui e ali possa haver um ou outro abuso, mas terminar com este formato de estágio seria imprudente.


Estágios não remunerados, para consolidação de conhecimentos e aquisição de competências, são de facto win win quando são realizados por parcerias entre a universidade e a entidade onde o aluno estagia durante a fase de estágio INTEGRADA na licenciatura e culmina na obtenção do titulo de curso, e com estes concordo e apoio...

mas os que eu estou a referir são "estágios" já para profissionais certificados, cuja aplicabilidade e utilidade da palavra "estágio" está subvertida..

Não se pode considerar o estagio como uma entrevista de emprego de duração de 6 a 12 meses gratis....

Não posso classificar estas situações de trabalho á experiencia como estágio ou entrevista.
É efectivamente um trabalho com mão de obra especializada, a realizar trabalho autonomo, de forma gratis...
 
estágios de graça para pessoas ja depois de formadas? Nahhhhhhh
Querem trabalhar de graça? Inscrevão-se numa ONG qq e vão fazer voluntariado pelo mundo. Ajudem quem precisa realmente de ajuda.
Agora ir "ajudar" quem ganha vantagens convosco lá, quem tem uma mais valia por ter mao de obra especializada a ajudar a empresa? TEnham vergonha!
A minha namorada tb teve uma proposta dessas "fantástica" estágio fantástico, numa empresa multinacional, ia controlar a qualidade na linah de produção e tudo. Acham que ela de graça foi? Por favor... Ela ia estar lá de graça com a responsabilidade enorme em cima dela, e o simples operário que podia tar a assobiar o dia todo, recebia no minimo 450€. Por favor tenham dó e bom senso...[8b]
Como ela nao aceitou, disse que so ia no minimo por salario minimo, para pagar as despesas [devido à falta de emprego na área dela], ela depois foi trabalhar para outra empresa, onde lhe ofereceram 600€/mes e ela disse que so ia por 800€. Eles quiseram apostar nela, pagaram 800€/mês.
Não se rebaixem, não é a falta de emprego na vossa ""área" que vos tem que rebaixar. Não é por eu ser "licenciado em engª" que tenho que ser engenheiro. Se ganho mais €€€ e sou mais feliz noutra profissão pq é que ei de me sujeitar aos desejos escusos de outros!
 
Última edição:
Acho que esta "coisa" tem que ser, inevitavelmente, legislada.

Os abusos têm sido registados cada vez com maior frequência, e a situação começa a ser dramática. Isto porque os recém-licenciados (mais que muitos, falando na minha área especificamente) aceitam qualquer coisa que apareça, nem que haja a hipótese mais ínfima de virem futuramente a ser contratados.


É uma situação alarmante nos tempos de hoje e tem que ser abolida! Senão, andam os outros a ganhar às nossas custas!

Estou no último ano de curso, as perspectivas de emprego são poucas, mas nunca aceitaria fazer um estágio do género. Se todos pensassem assim...
 
Eu comecei um estágio a ganhar 400€ e tinha propostas a ganhar pelo menos o dobro. Às vezes são mesmo opções.. E não me arrependo.. Era para ser 6 meses e foram só 3 passando logo a contrato.
 
Todos os anos, por volta desta altura, entre o fim de um ano escolar e o inicio de outro, surgem resmas de ofertas de empregos disfarçados de "estágios", aos quais concorrem outras tantas resmas de licenciados, na esperança de se verem colocados nessa empresa no ano seguinte...

Não estou a falar dos estágios obrigatórios ( profissionalizantes) nos cursos realizados durante a licenciatura, mas sim dos estágios profissionais aplicáveis já a profissionais.

E todos os anos vejo os ex-alunos a submeterem-se a esses "estágios" NÃO REMUNERADOS, de duração de 6 a 12 meses de trabalho qualificado de forma completamente grátis, baseados numa esperança de colocação na empresa e de enriquecimento curricular e profissional.

No Ano seguinte o estágio acaba, e a pessoa é substituída por outro estagiário e assim sucessivamente ano após ano...

Ou seja, há procura para estes profissionais, há os postos de trabalho, mas enquanto não se regulamentar na legislação a definição de estagio e a quem a eles pode aceder, teremos sempre abuso por parte de entidades supostamente empregadoras que aproveitam esta lacuna para terem trabalho qualificado grátis...

Grave é o facto de verificar a ocorrência sistemática de algumas empresas de ano para ano, algumas até com acordos com as universidades para usufruírem de recursos da mesma durante a presença dos supostos estagiários na empresa...

Ao ver os alunos ( uns mais informados que outros ) aceitarem este tipo de exploração, já sugeri, na instituição onde estou, que estágios recorrentes sejam eliminados dos placards, e que seja feita uma sessão de esclarecimento aos diplomados sobre as más praticas exitentes nomercado detrabalho, por parte de algumas empresas.


Se se conseguir regulamentar estas circunstancias, os "empregadores" terão que efectivamente passar a ser isso mesmo se pretenderem usufruir dos conhecimentos e da mão de obra especializada que até ao momento tem de forma ardilosa, obtido gratuitamente...
É como dizes, más práticas de maus empresários.

Na verdade confirma-se, se a Lei tem uma falha a explorar uma parte dos empresários (naturalmente os maus empresários) aproveitam-na para se beneficiarem e para prejudicarem os colaboradores que estejam numa situação de dependência deste tipo, ou outra relativamente vulnerável...

Na prática esse procedimento é uma vergonha, usando, renovação após renovação, contratos de prestação de trabalho ... gratuitos. Só conheço um termo para isso...

O resultado é do tipo que referes, que não honra as empresas que assim procedem, termo, aliás, que nas mesmas nem deve ser conhecido!...
 
É como dizes, más práticas de maus empresários.

Na verdade confirma-se, se a Lei tem uma falha a explorar uma parte dos empresários (naturalmente os maus empresários) aproveitam-na para se beneficiarem e para prejudicarem os colaboradores que estejam numa situação de dependência deste tipo, ou outra relativamente vulnerável...

Na prática esse procedimento é uma vergonha, usando, renovação após renovação, contratos de prestação de trabalho ... gratuitos. Só conheço um termo para isso...

O resultado é do tipo que referes, que não honra as empresas que assim procedem, termo, aliás, que nas mesmas nem deve ser conhecido!...

Também existe o reverso da medalha, pois os realmente bons são absorvidos pelas empresas e muitas vezes passam logo a contrato, é uma forma de triagem, e serve para todos os prédispostos a arriscar ganharem experiência...
Agora em termos de remuneração existem algumas ajudas para ambas as partes, basta procurar e mexer um pouquinho[;)]
 
Também existe o reverso da medalha, pois os realmente bons são absorvidos pelas empresas e muitas vezes passam logo a contrato, é uma forma de triagem, e serve para todos os prédispostos a arriscar ganharem experiência...
Agora em termos de remuneração existem algumas ajudas para ambas as partes, basta procurar e mexer um pouquinho[;)]
Claro! Mas eu talvez acrescentasse, com a devida vénia pela tua opinião, pelas boas empresas! [;)]

Para as outras, este tipo de expediente é um autêntico filão... [s)]
 
Claro! Mas eu talvez acrescentasse, com a devida vénia pela tua opinião, pelas boas empresas! [;)]

Para as outras, este tipo de expediente é um autêntico filão... [s)]

Sim claro que sim, deverá ser um pouco como os estagiários, há os bons e os maus[;)], assim como as empresas, é claro que existem muitas que se aproveitam deste tipo de situação, mas daí a ser abolida a hipotese de estágio vai um grande passo, até porque conheço N casos que comprovam ambas as situações, e muitos deles são de sucesso, felizmente.
 
Há de facto alguns abusos, que se resolviam facilmente: os estágios só deviam ser permitidos quando integrados no plano curricular da formação.

As empresas querem experimentar os licenciados? É simples, fazem um contrato a termo de curta duração.
 
Há de facto alguns abusos, que se resolviam facilmente: os estágios só deviam ser permitidos quando integrados no plano curricular da formação.

As empresas querem experimentar os licenciados? É simples, fazem um contrato a termo de curta duração.

Existe ajudas por parte do estado para este tipo de situação...
 
Há de facto alguns abusos, que se resolviam facilmente: os estágios só deviam ser permitidos quando integrados no plano curricular da formação.

As empresas querem experimentar os licenciados? É simples, fazem um contrato a termo de curta duração.
Ora nem mais! [;)]
 
Há de facto alguns abusos, que se resolviam facilmente: os estágios só deviam ser permitidos quando integrados no plano curricular da formação.

As empresas querem experimentar os licenciados? É simples, fazem um contrato a termo de curta duração.

Outra opção a possibilidade de um período experimental mais alargado.

No entanto cada vez mais as empresas vão recorrendo ao trabalho temporário, apenas passando para contratos próprios pessoas que já provaram alguma coisa. Podendo depois ainda estar mais 3 anos a termo.

Quanto a estágios e remunerações, triste situação vivem muitos licenciados, nomeadamente em Direito onde os escritórios abusam da necessidade de um patrono, para ter alguem a fazer de paquete ou já a preparar acções sem receber chavo... e como estes há outros.
 
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