Abusos com estágios profissonais!

E as licenciaturas que não têm acesso a estágio ? [;)]

E um licenciado não é um profissional certificado, desculpa, mas não é. Ou melhor, é certificado, mas ainda não adquiriu competências de profissional.

O benefício para um estagiário é simples. Quando sai para o mercado de trabalho "a sério" vai com experiência e competências que antes não tinha.

Por isso, não me choca minimamente que alguém esteja 6 meses a um ano nessa condição.

E, mais uma vez, se a empresa detectar um talento, garantidamente que ele é absorvido na organização (na maioria delas).


No caso de cursos sem estágio integrado faz-se "estágio" como se tivesse estágio obrigatório...

Não posso é aceitar que pessoas com estágio integrado no curso, saindo profissionais habilitados ao trabalho autónomo sejam sujeitas a 2, 3 ou n "estágios" durante a sua carreira profissional.
É a estes que eu me estou a referir.

Já fez estágio profissional, integrado ou não no curso, não tem ais que andar a estagiar em lado nenhum. Tem que ter trabalho remunerado obrigatoriamente e um contrato de trabalho. Se o empregador não estiver satisfeito com o trabalho realizado pelo profissional, então que o despeça ou não renove o contrato...

O que se vê cada vez mais é a existência de "estagiários profissionais", que são pessoas que já estagiaram de borla para mais do que uma entidade....

Tem que se regulamentar legislativamene estas situações para que não seja possivel ocorrerem estes abusos.
 
Arrisco-me a dizer que mais de 60/70% são grátis! E depois há sempre 1 ou 2 casos de pessoal que quer mesmo estagiar com algum arquitecto mais reconhecido e cheguem a pagar por isso! Para passarem a frente de algum coitado que não tem dinheiro e já nem ia receber!
Se os ateliers mais reputados contratam na base de quem tem mais dinheiro e não de quem acham melhor :rolleyes:
 
Eu cá não concordo nada com estágios...

Trabalho é trabalho.
E trabalho é remunerado.
Paga-se e exige-se.
Não se paga não há trabalho.
A mim parece-me simples.
Aprender é na escola e em casa.

Eu fiu estagiário e explorado.
Fartei-me juntei mais umas pessoas e montei a minha empresa.
Quem trabalha connosco recebe.
Recebe e nós exigimos.
Não é justo?

O resto é retórica da malta mais velha...que gosta de trabalho a custo zero...

A minha empresa faz tanto o projecto de arquitectura como o de engenharia. http://www.utopia-projectos.com
No início foi difícil.
Mas fazendo as coisas bem acabamos por ser recompensados.

Por isso, eu digo:
Malta estagiária, atirem-se para a frente, sejam criativos, trabalhem bem e montem o vosso negócio.
A sorte protege os audazes...

[;)]

Perdão mas não concordo contigo. Aceito que o estagiário receba a partir do momento em que trouxer uma contribuição positiva para a empresa; enquanto estiver lá a aprender acho que não deve receber uma vez que a formação profissional tb pode ser encarada como remuneração. O problema são os abusos, nos quais o estagiário serve de administrativo gratuito. Essas situações devem ser combatidas e deve ser criado uma espécie de "provedor do estágio" que deve sanccionar as violações do dever de dar formação.

A tua solução é extremamente boa mas todavia esbarra numa dificuldade: a maior parte dos mercados estão excessivamente regulamentados e isso serve para barrar a entrada no mercado de trabalho. Por exemplo, eu gostaria de associar-me com pessoas de gestão/engenharia e abrir uma empresa de consultadoria de recursos humanos. A ideia seria prestar serviços na área de gestão de recursos humanos, fazendo formação profissional, processamento de salários, fiscalidade e serviços de manutenção de higiene e saúde no trabalho. Serviria essencialmente para combater a precaridade laboral em Portugal e prestar serviços na área de Direito do Trabalho.

Todavia, o estatuto da OA impede as sociedades pluri-disciplinares, pelo que uma empresa que deseje ter estes serviços tem que contratar os serviços de 4 profissionais (advogados (fiscalistas e laboristas), engenheiros e economistas). Tem que multiplicar o preço final por 4 (para além das dificuldades de coordenação).

Portanto, as coisas não são assim tão simples! O mercado de trabalho em Portugal tem que ser muito desregulamentado pois serve na prática de barreira à entrada e de protecção dos interesses instalados do que o interesse público em evitar abusos de mercado!
 
Perdão mas não concordo contigo. Aceito que o estagiário receba a partir do momento em que trouxer uma contribuição positiva para a empresa; enquanto estiver lá a aprender acho que não deve receber uma vez que a formação profissional tb pode ser encarada como remuneração. O problema são os abusos, nos quais o estagiário serve de administrativo gratuito. Essas situações devem ser combatidas e deve ser criado uma espécie de "provedor do estágio" que deve sanccionar as violações do dever de dar formação.

A tua solução é extremamente boa mas todavia esbarra numa dificuldade: a maior parte dos mercados estão excessivamente regulamentados e isso serve para barrar a entrada no mercado de trabalho. Por exemplo, eu gostaria de associar-me com pessoas de gestão/engenharia e abrir uma empresa de consultadoria de recursos humanos. A ideia seria prestar serviços na área de gestão de recursos humanos, fazendo formação profissional, processamento de salários, fiscalidade e serviços de manutenção de higiene e saúde no trabalho. Serviria essencialmente para combater a precaridade laboral em Portugal e prestar serviços na área de Direito do Trabalho.

Todavia, o estatuto da OA impede as sociedades pluri-disciplinares, pelo que uma empresa que deseje ter estes serviços tem que contratar os serviços de 4 profissionais (advogados (fiscalistas e laboristas), engenheiros e economistas). Tem que multiplicar o preço final por 4 (para além das dificuldades de coordenação).

Portanto, as coisas não são assim tão simples! O mercado de trabalho em Portugal tem que ser muito desregulamentado pois serve na prática de barreira à entrada e de protecção dos interesses instalados do que o interesse público em evitar abusos de mercado!

Desculpem lá, eu falo por mim, e digo desde já que desde o 1º dia que estou na empresa onde estou a estagiar que estou a dar uma contribuição positiva à empresa![;)]
 
Desculpem lá, eu falo por mim, e digo desde já que desde o 1º dia que estou na empresa onde estou a estagiar que estou a dar uma contribuição positiva à empresa![;)]

Mas estás realmente a estagiar (com orientador de estágio) ou deram-te um trabalho para mão e tu desenrascas-te?

Eu conheço os dois casos, e o 2º não considero estágio...
 
Mas estás realmente a estagiar (com orientador de estágio) ou deram-te um trabalho para mão e tu desenrascas-te?

Eu conheço os dois casos, e o 2º não considero estágio...

eu estou a realizar um estágio curricular[obrigatório], onde tenho um orientador da empresa e outra orientador [mais supervisor] na Faculdade. O meu trabalho está definido, tem os timmings também definidos e aqui estou eu. Claro que não me "limito" a fazer apenas o meu trabalho, como todo o processo é demorado, e nesta fase de espera de tempos" [ existem conjuntos que demoram semanas a estarem concluidos] estou um pouco mais livre e é natural que ajude colegas de trabalho, que vá "aprendendo" outras coisas. No geral tenho sempre o orientador que é muito porreiro e capaz, sempre pronto a ajudar-me nalguma dúvida que tenho, mas tirando as decisões "importantes" eu tenho a autonomia suficiente para "decidir e fazer". Foi isso que ele me disse no primeiro dia e é isso que eu tenho tentado fazer.

Em relação aos "capazes e incapazes" existe um período de experiência de cerca de um mês em que qualquer das partes pode rescindir um contracto de trabalho. E depois existem contractos de 6 meses, onde a pessoa tem mais do que tempo para se adaptar ao novo trabalho e mostrar se é capaz ou não. Se sim, muito bem renova, se não que vá à vida... Os incompetentes são "filtrados" e facilmente arrumados. Mas agora estar um ano com alguém lá de graça, por favor![8b]
"Não há almoços grátis" já dizia o outro...
 
eu estou a realizar um estágio curricular[obrigatório], onde tenho um orientador da empresa e outra orientador [mais supervisor] na Faculdade. O meu trabalho está definido, tem os timmings também definidos e aqui estou eu. Claro que não me "limito" a fazer apenas o meu trabalho, como todo o processo é demorado, e nesta fase de espera de tempos" [ existem conjuntos que demoram semanas a estarem concluidos] estou um pouco mais livre e é natural que ajude colegas de trabalho, que vá "aprendendo" outras coisas. No geral tenho sempre o orientador que é muito porreiro e capaz, sempre pronto a ajudar-me nalguma dúvida que tenho, mas tirando as decisões "importantes" eu tenho a autonomia suficiente para "decidir e fazer". Foi isso que ele me disse no primeiro dia e é isso que eu tenho tentado fazer.

Em relação aos "capazes e incapazes" existe um período de experiência de cerca de um mês em que qualquer das partes pode rescindir um contracto de trabalho. E depois existem contractos de 6 meses, onde a pessoa tem mais do que tempo para se adaptar ao novo trabalho e mostrar se é capaz ou não. Se sim, muito bem renova, se não que vá à vida... Os incompetentes são "filtrados" e facilmente arrumados. Mas agora estar um ano com alguém lá de graça, por favor![8b]
"Não há almoços grátis" já dizia o outro...

Então tens um verdadeiro estágio... esses sim deveriam ser mais dinamizados nas empresas, mesmo para os estágios que não sejam curriculares (através do IEFP ou outras entidades promotoras).
 
mas isto faz sentido enquanto estudante...

E não só.

Vê o caso dos cursos sem estágio (tirei um assim). Para entrar no mundo do trabalho é complicado, ainda para mais sem nenhum tipo de experiência. Por isso é que se abusa de quem quer "trabalhar" para juntar experiência ao CV.

Eu não cedi a isso. Tirei alguns mini-cursos, e depois encontrei uma empresa que apostou em mim, enquadrando-me num estágio profissional do IEFP de 9 meses (se não fosse esse, iam colocar-me num de 12 por outra entidade).
Fiz o estágio, com orientador, e depois fiquei na empresa.
 
E não só.

Vê o caso dos cursos sem estágio (tirei um assim). Para entrar no mundo do trabalho é complicado, ainda para mais sem nenhum tipo de experiência. Por isso é que se abusa de quem quer "trabalhar" para juntar experiência ao CV.

Eu não cedi a isso. Tirei alguns mini-cursos, e depois encontrei uma empresa que apostou em mim, enquadrando-me num estágio profissional do IEFP de 9 meses (se não fosse esse, iam colocar-me num de 12 por outra entidade).
Fiz o estágio, com orientador, e depois fiquei na empresa.

mas esse "estágio" é normal. Tás como um trabalhador normal, trabalhas e recebes por isso. O estado paga metade a empresa outra metade. Aí tudo bem. Aceito e acho correcto. É uma forma da empresa ter alguém lá sem ter vinculo. Tu Trabalhaste lá "normalmente". Agora a fazeres o mesmo grátis? Por favor.
Que sentido faz alguém ter uma função de responsabilidade não receber nada e um operário recebe no mínimo 450€ de salário mínimo?
Que motivação terá alguém a trabalhar assim? que vontade terá de dar o máximo sabendo que não é compensado por isso? Fazer horas extras? Porquê se o operário que sai às 18h recebe e ele não?
É assim tão dificil de ver isso?[8b]
 
mas esse "estágio" é normal. Tás como um trabalhador normal, trabalhas e recebes por isso. O estado paga metade a empresa outra metade. Aí tudo bem. Aceito e acho correcto. É uma forma da empresa ter alguém lá sem ter vinculo. Tu Trabalhaste lá "normalmente". Agora a fazeres o mesmo grátis? Por favor.
Que sentido faz alguém ter uma função de responsabilidade não receber nada e um operário recebe no mínimo 450€ de salário mínimo?
Que motivação terá alguém a trabalhar assim? que vontade terá de dar o máximo sabendo que não é compensado por isso? Fazer horas extras? Porquê se o operário que sai às 18h recebe e ele não?
É assim tão dificil de ver isso?[8b]

Não, não é difícil.

Eu concordo contigo, mas que existe muita gente nesses "estágios", que se sujeitam a isso pelo facto de não arranjarem emprego, e verem aquilo como uma oportunidade de entrar na empresa, quando muitas vezes é uma oportunidade dos patrões terem mais "mão-de-obra" sem pagar mais por isso.
Quando chegam ao fim do "estágio", dão uma desculpa qualquer para não entrar na empresa, e no dia seguinte "contratam" outro "estagiário" para continuar o trabalho do anterior.
 
Não, não é difícil.

Eu concordo contigo, mas que existe muita gente nesses "estágios", que se sujeitam a isso pelo facto de não arranjarem emprego, e verem aquilo como uma oportunidade de entrar na empresa, quando muitas vezes é uma oportunidade dos patrões terem mais "mão-de-obra" sem pagar mais por isso.
Quando chegam ao fim do "estágio", dão uma desculpa qualquer para não entrar na empresa, e no dia seguinte "contratam" outro "estagiário" para continuar o trabalho do anterior.

Permite-me que discorde da parte de não "arranjarem emprego". O que dizes acho que deveria de ser "nao arranjarem emprego que queriam muito ter e sobre o qual tiraram o curso". Porque "emprego" há por todo o lado. Como eu já escrevi em cima, não é por eu ter formação [quase completa] em engenharia mecânica não quer dizer que só sei ser engº mecânico e que tenha de trabalhar como engº mecânico. Isso é o erro que, para mim, muita gente comete!
Se eu como agricultor[ é o meu sonho] sou mais feliz, ou ganho mais dinheiro ou tenho melhor qualidade de vida, ei-de trabalhar como engº porquê?
Se aquela minha conhecida por 500€ é tratada a baixo de cão e nem tem vida, porque é que não vai para um supermercado, ou para as limpezas que se calhar ganha bem mais e não é rebaixada e humilhada todos os dias? Tem tempo para a filha e para a casa.
As pessoas põem-se a jeito, depois choram...
Tenho um grande amigo meu, que a prima é professora à 3 ou 4 anos, só fez o estágio [obrigatório à altura, agora nao sei se é] e depois nunca mais trabalhou, porque diz que é professora e não arranja colocação e está esperando! Eu por mim, tudo bem...[8b]
 
Permite-me que discorde da parte de não "arranjarem emprego". O que dizes acho que deveria de ser "nao arranjarem emprego que queriam muito ter e sobre o qual tiraram o curso". Porque "emprego" há por todo o lado. Como eu já escrevi em cima, não é por eu ter formação [quase completa] em engenharia mecânica não quer dizer que só sei ser engº mecânico e que tenha de trabalhar como engº mecânico. Isso é o erro que, para mim, muita gente comete!
[...]

Quando acabei o curso, procurei em várias áreas que o curso abrangia (seguros, bancos, estudos de mercado, etc) , e outras até.
Concorri para empregos que pediam o 12º ano, e diziam-me sempre que não, porque tinha qualificações a mais e mal tivesse oportunidade me punha dali para fora (eles deviam querer um contrato vitalício?).

Só me faltou mentir no CV e dizer que não tinha terminado o curso, e concorrer para lugares de vendedor.

E este problema não era só meu...
 
Quando acabei o curso, procurei em várias áreas que o curso abrangia (seguros, bancos, estudos de mercado, etc) , e outras até.
Concorri para empregos que pediam o 12º ano, e diziam-me sempre que não, porque tinha qualificações a mais e mal tivesse oportunidade me punha dali para fora (eles deviam querer um contrato vitalício?).

Só me faltou mentir no CV e dizer que não tinha terminado o curso, e concorrer para lugares de vendedor.

E este problema não era só meu...

Mas isso é uma questão mental e dificil de mudar, porque o que importa se temos qualificação a mais? Não somos capazes de produzir tão bem ou melhor que alguém com menos formação?
Sair da empresa mal possa? Mas hoje em dia nada é garantido. Nem para o lado do trabalhador, nem para o lado da empresa.
Há que mudar muita mentalidade neste país...[8b]
 
Mas isso é uma questão mental e dificil de mudar, porque o que importa se temos qualificação a mais? Não somos capazes de produzir tão bem ou melhor que alguém com menos formação?
Sair da empresa mal possa? Mas hoje em dia nada é garantido. Nem para o lado do trabalhador, nem para o lado da empresa.
Há que mudar muita mentalidade neste país...[8b]

Pois, mas tenta mudar essa mentalidades...

Eu perdi a conta a CVs que enviei respondendo a anúncios que pediam o 12º ano, e só uma empresa me disse que tendo licenciatura era um ponto a favor, porque poderia progredir. O resto, foi o "não, tem qualificações a mais" do costume (quando respondiam).
 
Nós não podemos apenas "tentar" mudar as mentalidades. Temos de fazer tudo para que elas mudem, e isso começa com cada um nós e com o "lema": Não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti. Sejam diferentes. Não deixem a inércia vencer.
Se "apenas tentássemos" ainda nem existia a roda!
[;)]
 
Permite-me que discorde da parte de não "arranjarem emprego". O que dizes acho que deveria de ser "nao arranjarem emprego que queriam muito ter e sobre o qual tiraram o curso". Porque "emprego" há por todo o lado. Como eu já escrevi em cima, não é por eu ter formação [quase completa] em engenharia mecânica não quer dizer que só sei ser engº mecânico e que tenha de trabalhar como engº mecânico. Isso é o erro que, para mim, muita gente comete!
Se eu como agricultor[ é o meu sonho] sou mais feliz, ou ganho mais dinheiro ou tenho melhor qualidade de vida, ei-de trabalhar como engº porquê?
Se aquela minha conhecida por 500€ é tratada a baixo de cão e nem tem vida, porque é que não vai para um supermercado, ou para as limpezas que se calhar ganha bem mais e não é rebaixada e humilhada todos os dias? Tem tempo para a filha e para a casa.
As pessoas põem-se a jeito, depois choram...
Tenho um grande amigo meu, que a prima é professora à 3 ou 4 anos, só fez o estágio [obrigatório à altura, agora nao sei se é] e depois nunca mais trabalhou, porque diz que é professora e não arranja colocação e está esperando! Eu por mim, tudo bem...[8b]

Tu não estás a ver bem a questão: se queres ser agricultor para quê tirar Eng. Mecânica? Eu tirei Direito porque queria exercer uma profissão jurídica; se fosse para abrir uma livraria ou arranjar um emprego como bibliotecário (emprego que não me desanimava em nada) não tinha feito Direito, tinha feito outra coisa qualquer.

O problema é que as pessoas não têm consciência das potencialidades que a educação lhes dá: no caso do Direito, todos querem ser advogados ou juízes, mas existem inúmeras carreiras acessíveis a uma pessoa licenciada em Direito que dão igualmente algum dinheiro, como gestão de recursos humanos, serviços jurídicos de empresas, carreiras na Administraçaõ Pública (inspecção do trabalho, finanças, PJ, auditorias) entre muitas outras.

Mas isso não significa que uma pessoa deva aceitar fazer qualquer trabalho: não me deixa de causar uma certa dor ao ver inúmeros engenheiros e economistas e juristas a fazerem funções comerciais. Por exemplo, tenho dois amigos farmacêuticos: um trabalha como delegado de informação médica e o outro como técnico de farmácia. Isso serve para vendedores especializados (e.g: 12º ano + formação profissional) não é para uma pessoa formada; é um desperdício para o país. A meu ver a solução do problema do desemprego depende de dois elementos:

(a) desregulamentar o modo de exercício das profissões: existem demasiadas barreiras à entrada no mercado de trabalho que servem apenas para proteger os insiders em detrimento dos outsiders. O mercado deve ser desregulamentado e as sociedades pluridisciplinares devem ser admitidas, para os jovens poderem usar as competências e diferenciar-se no mercado de trabalhoe não se limitar a repetir o que os velhos fazem.

(b) requalificação profissional: existe mta gente cujas qualificações não têm valor no mercado de trabalho; foram para cursos sem empregabilidade por falta de informação (iludidos por pessoas mal intencionadas) ou por má formação no secundário. Essas pessoas devem ter a possibilidade de se requalificarem profissionalmente, voltarem a estudar para áreas onde o país sente mais carência de profissionais.

A combinação destes dois elementos pode dar um contributo positivo à empregabilidade em Portugal; tudo o resto é tapar o sol com a peneira.
 
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