Depreende-se, então, que em países como a Itália, ou a Suécia, por exemplo, os motociclistas correm mais riscos? Ou ainda no IP4, por exemplo?
(...)
Se a comissão europeia decidiu não implementar as DRL depois de ouvidos os prós e contras, temos que acreditar que os contras eram superiores aos prós.
Por outro lado há casos e casos. Nos países nórdicos, por exemplo, as DRL são lógicas devido às condições atmosféricas de típica baixa visibilidade.
Já em Itália deverá ser (nota: teoria pessoal, não conheço as reais razões) devido à (muito) elevada quantidade de veículos a motor de 2 rodas que por lá circulam, em que o elemento "diferenciação" deixa praticamente de fazer sentido... e nesse caso haverá mais "prós" que "contras" na decisão de implementar DRL.
Ou a protecção civil, latu sensu, fica mais exposta por os automobilistas quando saem da viatura em situação de perigo usarem um colete reflector?
Argumento demasiadamente redutor.
Ver alguém com colete reflector faz com que qualquer condutor consciente fique mais atento, independentemente do "tipo" de pessoa que vista o mesmo.
De resto a lógica de quem legisla tem de ser geral, ou seja, quantos acidentes potenciais é que a circulação obrigatória de luzes acesas de todas as viaturas poderá evitar.
Já li em algum sítio que se estima que se poderiam evitar até 10% o que, convenhamos, é obra...
Por outro lado convém saber quantos acidentes potenciais poderia causar nos tais utentes mais vulneráveis (motociclistas), em que normalmente os danos físicos resultantes de um acidente são bem mais elevados ...
Offtopic: Estranhamente esta não foi uma decisão "política"... ao contrário do que se está a passar em Londres, com o presidente da Transport for London a ser acusado de manipular os dados do estudo que estudava (passo o pleonasmo) os efeitos de permitir a circulação de motos nas faixas de BUS.
É que parece (segundo uma versão 'leaked' desse report) que a redução no número de acidentes nas vias onde foi permitido esse tipo de circulação) é na ordem dos 40% ...números que parecem ter incomodado o tal presidente, que ordenou que o estudo fosse "revisto" ...
"V"