Caro Mont:
A historia da Maserati faz me um bocado confusão, tem demasiados momentos altos e baixos, mudou bastantes vezes de dono e o seu futuro parece sempre uma incognita, o nascimento de novos veiculos é um processo muito longo, sao veiculos que sofrem desvalorizaçoes enormes comparado com a irma Ferrari e as gamas($$) sao muito diferentes conforme os anos

Por exemplo agora existe o 4200gt, quattroporte, MC12 e no inicio dos anos noventa a gama era completamente diferente...
Gostava de saber a tua opiniao acerca da mudança de "dono" da tua querida Maserati para as maos da Alfa. Parece te o mais correcto? Sera que esta marca nao está ao nivel para ser uma alternativa séria e credivel á Porsche, Aston, Lambo e Jaguar?
Sera que vamos ter um concorrente ao 169 da maserati? e do brera?
Cheers [

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Caro bakaneiro,
...Vamos por partes.
Primeiro, de facto a Maserati foi mudando de mãos ao longo dos anos apartir do final da década de sessenta.
A Citroen aproveitou o facto de querer lançar um modelo de cariz nobre, o SM, e negociou o motor com a Maserati, como parte do contrato foi cedido capital dos irmãos Alfieri á Citroen.
Assim, garantiu-se o fornecimento de motores e tecnologia.
Depois, acabou a parceria e o SM...
Veio um período conturbado (+ um) até finais da década de setenta.
...Apareceu um Italo-Argentino - Alessandro de Tomaso - e injectou capital e levantou o moral ás tropas.
Desenvolveu-se um novo coupé biturbinado para concorrer com a Mercedes (190) e BMW (série 3).
A produção foi sempre inconstante e muitas vezes anárquica. Tentou-se abranjer todos os mercados na tentativa de gerar vendas, não se conseguiu.
Por outro lado com tanta despesa na escassa produção - é preciso não esquecer que havia muita mão-de-obra humana e poucos robots e, desenvolver um pequeno motor com dois turbos e mantê-lo mais ou menos fiável não sai barato - só podia dar para o torto.
No entanto, os biturbos salvaram a Maserati da falência.
Produziram-se desde 1981 a 2001.
Segundo, a Maserati é um ícone da Industria Automóvel Italiana é mesmo venerada. Deu de comer a muita gente.
Desenvolveu tecnologia, grandes motores 6, 8 e 12 cilindros, fez grandes carros de corrida - a Ferrari que o diga!! - sería uma pena desaparecer.
...Aparece a Fiat e já com o Alessandro doente, negoceia e compra. AINDA BEM!!
Por uma questão de prestígio passa para o braço da Ferrari e serve para desenvover tecnologia para mais tarde se utilizar nos Cavallinos.
Por exemplo, o coupé e spyder 4.2 serviram para desenvolver o motor mais tarde utilizado no F430.
Por outro lado, os apaixonados pela Maserati pediam novos modelos, carismáticos como outroura. Com as sinergias de grupo foi possivel melhorar a rede de assistência e venda. Assim, a Maserati aparece em todos os mercados...
Os modelos foram sendo construidos "á Lá Ferrari", os motores são feitos em Maranello ao lado dos da Ferrari, a pintura é feita em Maranello - 2 Maserati para 1 Ferrari, na linha de pintura - no entanto a montagem final é feita em Modena. A fábrica em Modena é "State of the Art" é considerada uma das mais modernas no Mundo. No entanto por fora foi mantida a traça antiga com uma parte Moderna.
A gama actual é menos vasta que na década de 90 mas mais consensual. É o que o mercado pede.
Na década de 90 criaram-se motores pequenos, hiper-performantes tipo, 2 litros e 335 cvs. (Ghibli Cup e Barchetta).
Hoje, pede-se cubicagem e qualidade na construção. Na década de 90 pedia-se exclusividade associada a performance.
Terceiro, a Fiat decide manter as sinergias de grupo Ferrari/Maserati na rede de assistência e opta por levantar ainda mais a Alfa Romeo associando-a com a Maserati.
Desta forma o novo 8C utiliza um novo motor Maserati que vai ser utilizado no novo coupé Maserati.
Por outro lado reforça, ainda mais a imagem de classe desportiva da Alfa.
Na minha opinião é assim que deve funcionar um grupo.
Desenvolver tecnologia, dessiminar tecnologia, provar tecnologia...
Não vamos correr o risco de canibalização. Um Alfa é um Alfa, um Maserati é um Maserati e um Ferrari é um Ferrari.
As outra marcas é que vão ter que se mexer senão quiserem ser ultrapassadas...
Na minha opinião, já foram há muito!!
Quanto á desvalorização, é uma realidade para alguns modelos Maserati e de alguns Países.
Por exemplo, um Shamal na Inglaterra vale uma coisa e na Italia vale outra.
Tem a ver com a procura e com a raridade do modelo.
Com as melhorias na assistência os Maserati estão estáveis no seu valor já há alguns anos.
Por exemplo, um 2.24v, excelente, de 92 valia 20.000,00€ e hoje vale o mesmo.
Mont