Alfa Romeo Giulia 2015

A Fiat tem perfeita capacidade. Se assim não fosse não mantinha a Maserati e a Ferrari - esta última sempre um passo à frente da Lamborghini, que é mantida pela VAG.

Não faz porque não quer.

Aliás, se virmos bem, a Fiat é um grupo maior que a BMW, com mais poderio pessoal e económico para investir em R&D, e podia portanto ter perfeitamente a Alfa a produzir um segmento D não apenas tão bom como melhor que o S3. Precisam é de um presidente com visão e cojones para o concretizar.

Não pode ser um "mangas de alpaca" vulgo contabilista/finaceiro como eete, isso é bom para a Direcção Financeira mas não para presidente, para dirigir. Tem que ser um homem de produto como o foi Vittorio Ghidella e é Ferdinand Piech, tem que ter paixão.

É claro que o Marchionne foi bom para a Fiat sobreviver e para operações como a da Chrysler, mas em produto é uma nulidade.

É como na política, um Economista na verdadeira acepção da palavra até pode ser bom, ter uma visão estruturante e de planeamento, mas um simples contabilista sofisticado, que é o que são os economistas neste país, não é o homem certo para planear, estruturar, pode ser bom nas finaças, na chefia do governo não chega, muito menos num cargo institucional como a chefia do Estado. É altamente redutor um indivíduo desse cariz nesta função, é como eleger um sacristão muito certinho e bom contabilista para Papa.

Vocês sabem de quem estou a falar
 
Voltando ao topic, disseram que pelo menos os motores deviam ser italianos.

Ora bem, são italianos, já no 159 ao início só eram italianos os Diesel, neste são os Diesel e os gasolina 4 cilindros. O V6 é americano mas será modificado em Itália e muito mais do que foram os Ecotec ou GM HFV6 no passado. Terão tecnologia Multiair e potências e sonoridades específicas para um Alfa.

É verdade que o Engenheiro Martinelli(que veio da Ferrari) estava a desenvolver os novos V6 italianos na FPT, um 2600(em homenagem ao histórico Alfa 2600) e um 3300, mas estes projectos ficaram em stand-by, mais uma vez por motivos económicos.
Como a Chrysler já tinha os V6 Pentastar desenvolvidos ficava mais barato aplicar as novidades e tecnologias entretanto desenvolvidas pela FPT nos blocos existentes
 
A última esperança é que o Montezemolo disse que a Ferrari está a pensar desenvolver novos V6 para modelos de entrada, na lógica de seguimento do antigo Dino. Assim sendo, numa geração futura, os Alfa Romeo, Maserati e Lancia poderão vir a ter outra vez motores italianos V6
 
E mais uma vez um paralelismo com a triste política deste país. Era mais barato comprar Nissan Patrol para a GNR montados na Nissan Motor Ibérica, Barcelona em 1993-94 do que UMM. Assim mata-se mais um pedaço da indústria nacional e do know-how tecnológico da Nação. Como podemos depois ter Economistas ou Engenheiros Mecânicos na verdadeira acepção da palavra. Somos um país de serviços e os políticos em vez de defenderem a nossa indústria, vendem-se a interesses financeiros superiores.

Depois vêm em alguns o Messias, ou D. Sebastião..........Abram os olhos, eles são é Miguéis de Vasconcelos, agentes a soldo do estrangeiro, salvadores sim, mas dos seus bolsos e interesses.
Nem o dom da palavra têm, estes guarda-livros e ladrões que por cá andam[8b]
 
Desculpem os off-topic, mas não deixei de notar os paralelismos entre o mau executivo em termos de produto-Marchionne e a nossa classe política, em especial aquela que quer ser coroada antes da coroação e que apesar de não ser a solução e de todos andarem revoltados com o mau funcionamento do país vão acabar por coroar mais uma vez.

DEPOIS NÃO SE QUEIXEM[8b]
 
Desculpa lá mas quem te ouve falar até pensa que os Alfas pre-FIAT eram melhores que os actuais. Podes ir buscar os paus e as pedras, mas pre-FIAT, nos últimos 10/15 anos, eram uma valente *****. Tinham algum estilo, motores razoáveis(e pouco fiáveis) e no resto eram uma bela *****. Foi por isso que iam indo à falência não fosse a FIAT a comprá-los.

Hoje tens Alfas :
-tão ou mais bonitos que na altura,
-com motores tão bons ou melhores(hoje tens dos melhores motores das respectivas classes, em performances, tecnologias e consumos ( 1.3 JTD/ 1.6JTD/ 1.4 MA /1.8TbI/ 2.4JTDm)
- com equipamento do melhor que se faz na classe(Blue&Me/ DNAs/TCTs
- com interiores bonitos e com qualidade
- com fiabilidade
- com valores de mercado perfeitamente acessível.

Isto são bons Alfa Romeos! São bonitos, diferentes, competitivos, performantes e um bons produtos. É por isso que estão a vender, é por isso que estão a voltar a dar €.

Os Alfas que tu idealizas baseiam-se em fantasias molhadas e fanboys da marca, que valorizam a origem dum motor sobre a seus méritos técnicos(performances, custos, fiabilidade, tecnologia, consumos, etc), que valorizam o tipo de tracção sobre o resultado final ( um A4 B8 faz 98% do que faz um E90...e é FWD.)

Investir mundos e fundos para ter um Giula RWD com motores exclusivos. E depois..quanto custa isso? Quem é que compra um Giula por ser RWD mas deixa de comprar por ser FWD? Então a BMW vai largar o RWD no s1 pq a maioria dos seus clientes nem sabe o que é, mas a Alfa é mais esperta e ia usar uma plataforma só para um carro(pq maseratis e ferraris não partilham plataformas, e é estúpido meter rwd num fiat ou lancia) só porque....sim. Porque é mais "Alfa".

O Giula tem de ser um Giullieta em ponto maior. Bonito, bem construído, bem equipado, com preços competitivos e exactamente com os mesmos motores dos Giulietta, mais o 2.4JTDm e o 1.9JTDm biturbo de preferência. Esse é o Giulia de sucesso. É isso que é um bom alfa, e não uma lata com rwd e boa sonoridade mas que é um chaço em tudo o resto.

Alguém(FIAT) agarra numa marca moribunda e falida e torna-a numa marca rentável conseguindo respeitar a sua identidade(continua a ser a premium do grupo, fora as exóticas), e ainda há quem critique porque "o motor não é italiano", " a plataforma não é rwd"...por amor de deus não?:sh)
A Alfa teve alguns flops mas o 75 (o último Alfa antes da Fiat) já teve muito sucesso, e sem comprometer os ideias da marca.

A Alfa já estava num bom caminho, a Fiat só tinha que deixar continuar.

E estamos a falar de segmento D, não metas o S1 ao barulho. O S3 continua RWD e não se vê isso a mudar tão cedo. Por algum motivo deve ser, se calhar é porque em Munique têm noção que modelos de entrada são engraçados para vender em volume mas chega a um ponto em que é preciso mais, isto é se quiserem ser mais que um generalista. O mercado português não é exemplo nenhum e felizmente há onde carros com motores de 6 e 8 cilindros têm muita saída, e são precisamente esses modelos que definem a marca.

E já agora, pelo que tenho lido, a sair um novo S1 com FWD, a BMW introduzirá também um S2, seg C com RWD. Ou seja, o S1 RWD continua a existir, só muda é de nome. O novo S1 será apenas um Mini grande.

É porque têm noção que mesmo no segmento C há quem dê valor a isso.
 
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Também, não é tanto assim.

A Lancia e a Chrysler, sim, serão praticamente a mesma marca com pequenos detalhes de diferença e já no passado e Lancia pouca diferença tinha para a Fiat.

Na Alfa ainda há diferenças. Os motores e caixas são sempre versões mais evoluídas do que nos Fiat correspondentes. O 1.6 JTDm do Giulietta tem um comportamento bastante diferente do 1.6 MJet do Bravo, principalmente me baixas rotações.
O 147 tinha uma plataforma muito mais desenvolvida e uma suspensão muito melhor que o Stilo por ex, os motores JTD tinham sempre mais binário nos Alfa, mesmo quando a potência era a mesma, por causa das caixas de velocidade diferentes. O Giulietta tem uma plataforma muito melhor e mais sofisticada que o Bravo, é claro que é um desenvolvimento Fiat, mas a estreia foi na marca Alfa Romeo e só depois será utilizada em Fiat, Lancia-Chrysler, Dodge e JEEP. É um pouco o que faz o grupo VW, que tem estreado plataformas e inovações na marca Premium com maior volume de vendas-a Audi e depois vai generalizando pelas restantes marcas

pois, mas por muito que determinada plataforma seja inaugurada por um mod. ALFA, é sabido que na realidade está pensada para os mods do grupo todo e no fundo, o problema continua a ser o mesmo, poucos vão pagar um pvp premium por um ALFA com entranhas FIAT, ja não estou a falar de qualidade, mas de marketing, como se viu no caso do 159, que é claramente um producto premium com pvp a condizer, excelentes materiais, aspecto sólido e tudo mais , mas o cliente final não vê só isso, pensa, bem o carro tem uma pinta do caraças, boa condução, boa qualidade... mas em ultima analise, é um FIAT :o

Este estigma pairou por cima do 159 e fez com que não se atingissem os objectivos pretendidos.
Fizeram um invest. enorme em relançar a ALFA como marca premium com a saga 159/BRERA/SPIDER, mas a estratégia falhou redondamente nesse ponto fulcral.

A resposta a isto é a estrategia seguida neste momento com o GIULIETTA., ou seja um carro demasiado racional para os pergaminhos historicos da marca, noutras palavras, um FIAT com design vintage.

Pelas imgs apresentadas, penso que vão seguir este caminho com o GIULIA.
 
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A Alfa teve alguns flops mas o 75 (o último Alfa antes da Fiat) já teve muito sucesso, e sem comprometer os ideias da marca.

A Alfa já estava num bom caminho, a Fiat só tinha que deixar continuar.

E estamos a falar de segmento D, não metas o S1 ao barulho. O S3 continua RWD e não se vê isso a mudar tão cedo. Por algum motivo deve ser, se calhar é porque em Munique têm noção que modelos de entrada são engraçados para vender em volume mas chega a um ponto em que é preciso mais, isto é se quiserem ser mais que um generalista. O mercado português não é exemplo nenhum e felizmente há onde carros com motores de 6 e 8 cilindros têm muita saída, e são precisamente esses modelos que definem a marca.

E já agora, pelo que tenho lido, a sair um novo S1 com FWD, a BMW introduzirá também um S2, seg C com RWD. Ou seja, o S1 RWD continua a existir, só muda é de nome. O novo S1 será apenas um Mini grande.

É porque têm noção que mesmo no segmento C há quem dê valor a isso.

O ALFA 75 era um producto para puristas, mas não apto para qq conductor.

Tinha uma condução unica, mas em determinadas circustancias e à chuva era um perigo para quem não tivesse noção do que era pura condução RWD.

Sei do que falo, o meu pai teve um na decada de 90.
 
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pois, mas por muito que determinada plataforma seja inaugurada por um mod. ALFA, é sabido que na realidade está pensada para os mods do grupo todo e no fundo, o problema continua a ser o mesmo, poucos vão pagar um pvp premium por um ALFA com entranhas FIAT, ja não estou a falar de qualidade, mas de marketing, como se viu no caso do 159, que é claramente um producto premium com pvp a condizer, excelentes materiais, aspecto sólido e tudo mais , mas o cliente final não vê só isso, pensa, bem o carro tem uma pinta do caraças, boa condução, boa qualidade... mas em ultima analise, é um FIAT :o, este estigma pairou por cima do 159 e fez com que não se atingissem os objectivos pretendidos.
Fizeram um invest. enorme em relançar a ALFA como marca premium com a saga 159/BRERA/SPIDER, mas a estratégia falhou redondamente nesse ponto fulcral.
Também sou da opinião que a própria Fiat deveria fazer um esforço por melhorar a sua marca. Deixar a conotação "budget", vendendo sobretudo segmentos B, e apostar no substituto do Bravo porque este sim devia ser o rival directo do Golf, nunca o Giulietta.

O ALFA 75 era um producto para puristas, mas não apto para qq conductor.

Tinha uma condução unica, mas em determinadas circustancias e à chuva era um perigo e quem não tivesse noção do que era pura condução RWD podia acabar em maus lençõis.

Sei do que falo, o meu pai teve um na decada de 90.
E no entanto venderam-se mais de 180 mil [;)] (muito para a Alfa)

Serve como prova que a Alfa pode ser rentável, mantendo-se minimamente fiel aos seus valores e tradição. Aliás, como fez a BMW, MB, Jaguar...
 
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A VW é um caso complicado pq ganhou um prestigio que a põe a cima dos restantes generalistas, pelo que é dificil um bravo competir de igual a igual com o GOLF.
Se metemos o mesmo pvp nos dois modelos, o BRAVO não vai vender peva, mesmo que tivesse a mesma qualidade, ja se sabe, " quem teve, reteve ".

Cá para mim, o que sería mais eficaz sería por a FIAT a produzir Pandas, 500 e parava nos GP. e metia a LANCIA a competir directamente com os GOLF/PASSAT, mas com projectos mais racionais que o actual DELTA, que embora tenha aquele frontal soberbo, a traseira é demasiado rebuscada para cativar o grande público, e depois punha a ALFA a fazer sport prémium partilhando elementos/plataformas com a LANCIA sem meter os FIATs no mesmo saco.

Em termos de marketing, Temos que vêr que a marca FIAT está historicamente conotada com automoveis economicos, pelo que convinha fazer aqui uma separação clara de producto entre as 3 marcas.
 
O 156 vendeu mais meio milhão do que isso...
O que não significa que o 75 não tenha tido sucesso.

O 156 foi simplesmente o Alfa que mais vendeu em décadas. Também foi dos Alfa-Fiat o mais Alfa (só faltava mesmo o RWD).

Já agora, gostaria de saber as vendas do 159.
 
Não esquecer que o 156, quando apareceu era qq coisa [br:)] [:cool:] apr:) por um PVP muito mas muito interessante.

Eu tive uma SW de 2000 a 20004 e considero o carro que no geral mais gostei., Confesso que quase que chorei quando o entreguei [s)]

Ja o 159 tem pvp equiparavel aos bimmers e mercs.
 
Estou entusiasmado para ver o que sai de um bloco americano com tecnologia Multiair da Fiat.


Eu julgava que os motores americanos eram uma treta. Mas apanhei um post do GPL que pôs as coisas sob perspectiva acerca desses motores. Acho que fiquei adepto, mas logo veremos.
 
Estou entusiasmado para ver o que sai de um bloco americano com tecnologia Multiair da Fiat.


Eu julgava que os motores americanos eram uma treta. Mas apanhei um post do GPL que pôs as coisas sob perspectiva acerca desses motores. Acho que fiquei adepto, mas logo veremos.

Em principio, em termos de mecanicas e sobretudo em altas cilindr. e dos V6 para cima costumam fazer um bom trabalho, tirando o aspecto do consumo claro, que até agora era coisa pela que não tinham mto respeito.

O problema dos americanos é sobretudo na dinamica, mto peso, susp. só para andar em rectas em boas highways...
 
Estou entusiasmado para ver o que sai de um bloco americano com tecnologia Multiair da Fiat.


Eu julgava que os motores americanos eram uma treta. Mas apanhei um post do GPL que pôs as coisas sob perspectiva acerca desses motores. Acho que fiquei adepto, mas logo veremos.

Qual foi o post?
 
Não esquecer que o 156, quando apareceu era qq coisa [br:)] [:cool:] apr:) por um PVP muito mas muito interessante.

Eu tive uma SW de 2000 a 20004 e considero o carro que no geral mais gostei., Confesso que quase que chorei quando o entreguei [s)]

Ja o 159 tem pvp equiparavel aos bimmers e mercs.

Ainda me lembro quando em 1998 (ou 9?) vi um 156 pela primeira vez.[br:)] Era verde! O pormenor da matrícula frontal desviada, o scudetto, as portas traseiras com a pega superior, etc. Eram detalhes que conferiam muita classe ao veículo!
 
Em principio, em termos de mecanicas e sobretudo em altas cilindr. e dos V6 para cima costumam fazer um bom trabalho, tirando o aspecto do consumo claro, que até agora era coisa pela que não tinham mto respeito.

O problema dos americanos é sobretudo na dinamica, mto peso, susp. só para andar em rectas em boas highways...

O problema do consumo foi mais nos 80, 90´s também. Hoje em dia não consideraria esse um problema focal, mas há casos e casos obviamente.
 
É porque têm noção que mesmo no segmento C há quem dê valor a isso.

Para teres RWD tens de ter um carro mais caro, mais pesado, e com menos espaço.

É uma opção totalmente vocacionada para a dinâmica, e isso é um nicho.

A BMW tem uma imagem que lhe permite vender mesmo com esses handicaps(ou gastando bastante para contornar o preço e o peso).

A Alfa entre ter o mesmo produto mas FWD, mais barato, leve e com maior habitabilidade ou RWD, mais caro, pesado e mais acanhado(estas últimas 3 já foram criticadas no 159..) terá claramente mais vendas com a primeira opção.

Eu prefiro claramente carros RWD....mas como CEO da Alfa, dificilmente investiria nisso a não ser com muitos estudos de procura de mercado em cima.
 
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