Alfa Romeo Giulia 2015

Para teres RWD tens de ter um carro mais caro, mais pesado, e com menos espaço.

É uma opção totalmente vocacionada para a dinâmica, e isso é um nicho.

A BMW tem uma imagem que lhe permite vender mesmo com esses handicaps(ou gastando bastante para contornar o preço e o peso).

A Alfa entre ter o mesmo produto mas FWD, mais barato, leve e com maior habitabilidade ou RWD, mais caro, pesado e mais acanhado(estas últimas 3 já foram criticadas no 159..) terá claramente mais vendas com a primeira opção.

Eu prefiro claramente carros RWD....mas como CEO da Alfa, dificilmente investiria nisso a não ser com muitos estudos de procura de mercado em cima.
A diferença de peso é irrisória. A única coisa que o RWD tem a mais (isto assumindo motor à frente) é o veio central que pesa uns 10Kg.

A diferença de espaço sim, é notória, sobretudo atrás (deixa muito pouco espaço para o passageiro central). Ainda assim o S1 vende, é porque as pessoas não se importam muito. Nos segmentos acima há mais espaço e isto vai fazendo menos diferença.

Ter um FWD, querer quando este começa a ter algum sucesso dar-lhe motores mais potentes e ter que adoptar sistemas AWD (estes sim muito pesados) ou ficar-se com comportamento de caca, isso sim não tem jeito nenhum, e foi precisamente este o defeito do 159.

Como CEO da Alfa terias era que ter visão, e ao construir o chassis fazê-lo logo de raíz preparado para os motores maiores. Depois dinâmica a mais não é problema e os modelos de entrada podiam perfeitamente levar o mesmo chassis, que é exactamente o que a BMW faz.

Há que ter ambição, e há que investir para mais tarde colher. A BMW não teve sempre a imagem que tem hoje, longe disso. O problema da Alfa é que tem sido (e continua a ser) gerida por economic girlie men. Se a BMW fosse gerida da mesma maneira ainda sobrevivia à base de Isettas e hoje nem sonharíamos com carros como M6 V10.
 
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Em principio, em termos de mecanicas e sobretudo em altas cilindr. e dos V6 para cima costumam fazer um bom trabalho, tirando o aspecto do consumo claro, que até agora era coisa pela que não tinham mto respeito.

O problema dos americanos é sobretudo na dinamica, mto peso, susp. só para andar em rectas em boas highways...

O problema foi mais o engasgamento de Detroit desde 85 sensivelmente, com a consequente medianice.

São carros virados para o quiet riding, carros grandes com o bom e mau que isso implica... Apesar de que o conforto é sempre valorizado por essas bandas, carros com ênfase na componente dinâmica são obviamente apreciados, como outro tipo de propostas que sempre relegaram para segundo plano...também é verdade.
 
Ainda me lembro quando em 1998 (ou 9?) vi um 156 pela primeira vez.[br:)] Era verde! O pormenor da matrícula frontal desviada, o scudetto, as portas traseiras com a pega superior, etc. Eram detalhes que conferiam muita classe ao veículo!


Podes crêr, quando vi as primeiras imgs pensei, o sacana é simplesmente perfeito [:cool:], nunca mais senti aquilo ao ver qq outro carro ( tirando o 8C, mas isso é outra conversa [:D] )


Depois saiu a SW com aquela sublime adaptação hatch e não aguentei mais, la fiz um e$forço titanico, 4 anitos e 80 e tal mil maravilhosos kms, que saudades.
 
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A diferença de peso é irrisória. A única coisa que o RWD tem a mais (isto assumindo motor à frente) é o veio central que pesa uns 10Kg.

A diferença de espaço sim, é notória, sobretudo atrás (deixa muito pouco espaço para o passageiro central). Ainda assim o S1 vende, é porque as pessoas não se importam muito. Nos segmentos acima há mais espaço e isto vai fazendo menos diferença.

Ter um FWD, querer quando este começa a ter algum sucesso dar-lhe motores mais potentes e ter que adoptar sistemas AWD (estes sim muito pesados) ou ficar-se com comportamento de caca, isso sim não tem jeito nenhum, e foi precisamente este o defeito do 159.

Como CEO da Alfa terias era que ter visão, e ao construir o chassis fazê-lo logo de raíz preparado para os motores maiores. Depois dinâmica a mais não é problema e os modelos de entrada podiam perfeitamente levar o mesmo chassis, que é exactamente o que a BMW faz.

Há que ter ambição, e há que investir para mais tarde colher. A BMW não teve sempre a imagem que tem hoje, longe disso. O problema da Alfa é que tem sido (e continua a ser) gerida por economic girlie men. Se a BMW fosse gerida da mesma maneira ainda sobrevivia à base de Isettas e hoje nem sonharíamos com carros como M6 V10.

Nunca conduzi um 159 mas o que li acerca da sua dinamica na altura é que era o melhor FWD do seu segm.
O problema era com o peso/potencia, menos de 170 cv. não mexiam aquilo com soltura, mas acho que o motor 1.7 multiair 235 cv ja está diponivel, que é leve e ja tem rendim. ( talvez demasiado tarde )
 
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Nunca conduzi um 159 mas o que li acerca da sua dinamica na altura é que era o melhor FWD do seu segm.
O problema era com o peso/potencia, menos de 170 cv. não mexiam aquilo com soltura, mas acho que o motor 1.7 multiair 235 cv ja está diponivel, que é leve e ja tem rendim. ( talvez demasiado tarde )

O 1.75 TBi já está disponivel há um tempo, sim senhor. Mas é o de 200cv, penso que se falou que iria/poderia ser introduzido um de 230/235cv no Brera/159 mas não se confirmou.

Atenção que não é Multiar... mas é um grande motor. Injecção directa, VVT e Turbo com 320 Nm às 1400 rpm's.

E, atiro eu, com potencial para mexer. Talvez até aos tais 230/240 cv não seja preciso muita coisa.
 
Eu sinceramente não lhe mexeria se fosse possivel de vir assim. [;)]

Depois ias aparecer no fórum do mal estacionados. [:D]

eu disse isso porque já se sabe que eles alteram sempre tudo quando passa a produção!

e não, não me importava mesmo nada que fosse apanhado vezes sem conta! [:D] [;)]
 
Discordo.

Muitas vezes tem-se tendência a ver o passado com óculos côr-de-rosa, mesmo quando é um passado recente, mas a actual Alfa é uma boa evolução daquela que tivemos até agora, incluindo essa da primeira metade da década anterior (e que continuou a arrastar-se até à segunda metade).

Eu gosto do GT e do 147 (tenho um), mas a actual gama é mais equilibrada e mais Alfa Romeo.

Os Alfas que existem agora são aqueles porque se suspirava na altura, - claro, não os dos sonhos molhados (RWD) mas sim os dos sonhos realistas.

Olha para a gama de motores do 147:
1.6 TS 105 e 120cv (por cá apenas o segundo)
1.9 JTD que teve potências entre 115 e 170cv
2.0 TS 150cv
3.2 GTA 250cv

Isto é algo absolutamente desiquilibrado. O 1.6 120cv que se vendia por cá até não era mal despachado mas também não era de tirar o fôlego, e contava com um consumo alto.

Daí para cima só motores a partir de cerca de 2L no eixo dianteiro do carro, e o único que dava verdadeiro salero ao carro era o sobredimensionado 3.2 com um gap de 1.2L e 100cv mais do que o motor a gasolina imediatamente abaixo :eek:

Ou seja, ou tínhamos um carro mole e morno (apesar de nunca submotorizado) ou tinhamos um carro inacessível com um motor super caro, super pesado, e com mais binário do que o carro conseguia lidar de origem.

E isto era a entrada de gama da Alfa Romeo. Mais uma vez, eu gosto muito do carro, mas, a nível de interesse Alfista, hoje em dia a marca está mais bem servida e de acordo com os seus pergaminhos.

Um carro mais leve, ágil, com motores pequenos e pouco taxadores do eixo dianteiro mas potentes, era aquilo que se concluía que a marca precisava quando se entrava nas longas discussões filosóficas que ainda hoje se têm sobre a mesma. O desde há muito desejado e rumorizado Junior.

Que hoje em dia surgiu na forma do Mito. Não é um coupezinho como se desejava e imaginava, embora isso tente ser compensado pelo styling (8c) e detalhes (janelas frameless), enfim, um pouco na onda dos hatch/pseudo-coupés que tem vindo a surgir nos últimos anos.

No entanto, a forma não impede de apreciar o carro por aquilo que ele é. Um baby-Alfa ágil, com pormenores engraçados e, nas suas pequenas motorizações turbo benzina, um carro como há anos e anos a Alfa Romeo não tinha e bem que precisava!

No Giulietta a situação não é muito diferente. É um carro melhor do que o 147 praticamente em tudo, mais homogéneo, e com motorizações que não precisam de ser exageradas como no 147 para proporcionarem um carro emocionante.

Claro que podem dizer que tanto um como o outro têm motores mais pequenos, motores a gasóleo, etc. Obviamente que têm. Nem a Alfa Romeo nem a Fiat pagam as contas com ar, nem os seus concessionários são scuderias.

Hoje em dia, com a maturação da proliferação da internet e nova distribuição do conhecimento, existe muita arrogância e pseudo-expertise a avaliar as compras os outros, mas um Mito 1.3 JTD cumpre as necessidades de alguns e não invalida a existência de um Mito QV, pelo contrário, ajuda a que este exista. Um Giulietta 1.6 JTD é um familiar compacto capaz. Sim, é um familiar, não sei se alguém tinha reparado mas as suas formas e dimensões gerais não resultam da tentativa de fazer um carro para os campeonatos de turismo, mas sim com o objectivo de ser um carro do segmento C, ou seja um familiar compacto. E nesse contexto, o 1.6 JTD faz todo o sentido e mexe perfeitamente a sua carroçaria do ponto A para o ponto B, sem que isso invalide a existência das versões TBi, QV, mais emocionantes e de acordo com o nome da marca.

Em suma, se há coisa que o Mito e o Giulietta são, são passos na direcção certa. Bonitos, seguros, com boa condução e com uma gama de motorizações capazes de agradar a praticamente todos (faltará uma versão de elite em cada um - GTA - que será sempre mais um "halo car" para questões de imagem de marca do que um carro para o mundo real), e em consequência disso, comercialmente capazes. Provavelmente os mais comercialmente capazes desde o 156 - e não sei se o Mito não o ultrapassará.

Nesse sentido, o Giulia vai certamente surgir como um carro na sequência destes 2 produtos bem conseguidos e equilibrados. Não vai ser nenhum Série 3 killer, pois isso não é possível nem que a Fiat comprasse a BMW e lhes pedisse para fazer o Giulia, mas vai ser mais um belo carro e um mais um passo nessa direcção certa da Alfa Romeo que lhe vai continuando a assegurar um futuro [;)]

Pois eu concordo contigo, mas estamos a falar de coisas diferentes.
Tu estás a falar num Alfa Romeo actual como um produto mais bem acabado.
Um produto melhor (e bem melhor) no global do que os que se faziam há alguns anos.
Mas eu não discuto nem ponho em causa isso. Aliás, penso que já disse que os Alfas de hoje eram mais completos.

Eu questiono é a filosofia Alfa Romeo actual.
Os Alfas sempre foram, ainda há bem poucos anos, automóveis que davam aquele gosto a conduzir.
Quando falo com pessoas já mais antigas ligadas a estas lides, as palavras excelência mecânica e prazer de condução vêm sempre ao de cima.

Hoje em dia isso não existe e eu não acredito que seja impossível construir um Alfa Romeo que seja tão bom produto como o actual mas que dê aquela pica de conduzir.
O exemplo que dei do série 3 foi isso mesmo, um exemplo do que acho que devia ser um Alfa Romeo daquele segmento.
Um automóvel bom all around mas que consegue assegurar, aos entusiastas da condução, bons momentos ao volante.
Não quero que o Giulia seja um série 3 killer. Nem tão pouco quero que um Alfa Romeo se assemelhe a um BMW porque cada uma tem o seu lugar.
Quero é que se assemelhe a este no que toca ao seu conceito.[;)]
 
Desculpa lá mas quem te ouve falar até pensa que os Alfas pre-FIAT eram melhores que os actuais. Podes ir buscar os paus e as pedras, mas pre-FIAT, nos últimos 10/15 anos, eram uma valente *****. Tinham algum estilo, motores razoáveis(e pouco fiáveis) e no resto eram uma bela *****. Foi por isso que iam indo à falência não fosse a FIAT a comprá-los.

Hoje tens Alfas :
-tão ou mais bonitos que na altura,
-com motores tão bons ou melhores(hoje tens dos melhores motores das respectivas classes, em performances, tecnologias e consumos ( 1.3 JTD/ 1.6JTD/ 1.4 MA /1.8TbI/ 2.4JTDm)
- com equipamento do melhor que se faz na classe(Blue&Me/ DNAs/TCTs
- com interiores bonitos e com qualidade
- com fiabilidade
- com valores de mercado perfeitamente acessível.

Isto são bons Alfa Romeos! São bonitos, diferentes, competitivos, performantes e um bons produtos. É por isso que estão a vender, é por isso que estão a voltar a dar €.

Os Alfas que tu idealizas baseiam-se em fantasias molhadas e fanboys da marca, que valorizam a origem dum motor sobre a seus méritos técnicos(performances, custos, fiabilidade, tecnologia, consumos, etc), que valorizam o tipo de tracção sobre o resultado final ( um A4 B8 faz 98% do que faz um E90...e é FWD.)

Investir mundos e fundos para ter um Giula RWD com motores exclusivos. E depois..quanto custa isso? Quem é que compra um Giula por ser RWD mas deixa de comprar por ser FWD? Então a BMW vai largar o RWD no s1 pq a maioria dos seus clientes nem sabe o que é, mas a Alfa é mais esperta e ia usar uma plataforma só para um carro(pq maseratis e ferraris não partilham plataformas, e é estúpido meter rwd num fiat ou lancia) só porque....sim. Porque é mais "Alfa".

O Giula tem de ser um Giullieta em ponto maior. Bonito, bem construído, bem equipado, com preços competitivos e exactamente com os mesmos motores dos Giulietta, mais o 2.4JTDm e o 1.9JTDm biturbo de preferência. Esse é o Giulia de sucesso. É isso que é um bom alfa, e não uma lata com rwd e boa sonoridade mas que é um chaço em tudo o resto.

Alguém(FIAT) agarra numa marca moribunda e falida e torna-a numa marca rentável conseguindo respeitar a sua identidade(continua a ser a premium do grupo, fora as exóticas), e ainda há quem critique porque "o motor não é italiano", " a plataforma não é rwd"...por amor de deus não?:sh)

Já vi que percebes imenso de Alfa Romeo.
Não tenho palavras para te contradizer.[;)]
 
Voltando ao topic, disseram que pelo menos os motores deviam ser italianos.

Ora bem, são italianos, já no 159 ao início só eram italianos os Diesel, neste são os Diesel e os gasolina 4 cilindros. O V6 é americano mas será modificado em Itália e muito mais do que foram os Ecotec ou GM HFV6 no passado. Terão tecnologia Multiair e potências e sonoridades específicas para um Alfa.

É verdade que o Engenheiro Martinelli(que veio da Ferrari) estava a desenvolver os novos V6 italianos na FPT, um 2600(em homenagem ao histórico Alfa 2600) e um 3300, mas estes projectos ficaram em stand-by, mais uma vez por motivos económicos.
Como a Chrysler já tinha os V6 Pentastar desenvolvidos ficava mais barato aplicar as novidades e tecnologias entretanto desenvolvidas pela FPT nos blocos existentes

Não sabia da modificação para muiltiair no V6.
No que toca ao acrescento da nota Alfa Romeo, também se falou nisso no V6 da GM, mas o resultado final foi um V6 com uma nota musical anónima.
Vamos ver este como fica.

Se a Fiat tivesse dinheiro...era pegar nos projectos Busso e fazer um novo.
Isso é que era um sonho.[:D]
 
O ALFA 75 era um producto para puristas, mas não apto para qq conductor.

Tinha uma condução unica, mas em determinadas circustancias e à chuva era um perigo para quem não tivesse noção do que era pura condução RWD.

Sei do que falo, o meu pai teve um na decada de 90.

Um BMW da mesma época não se portava melhor.
É isso que defenia Alfa Romeo e BMW:a condução exigente mas muito divertida.

Já agora, o 75 foi um belíssimo Alfa ROmeo.
Um digno sucessor de toda a linhagem Alfa ROmeo, mas lembro que o 75 tinha como base os Alfetta dos nos 70.
O 75 sendo já bom para a época, muito mais eram modelos como a Nuova Giulietta e Alfettas em geral.
 
Pois eu concordo contigo, mas estamos a falar de coisas diferentes.
Tu estás a falar num Alfa Romeo actual como um produto mais bem acabado.
Um produto melhor (e bem melhor) no global do que os que se faziam há alguns anos.
Mas eu não discuto nem ponho em causa isso. Aliás, penso que já disse que os Alfas de hoje eram mais completos.

Eu questiono é a filosofia Alfa Romeo actual.
Os Alfas sempre foram, ainda há bem poucos anos, automóveis que davam aquele gosto a conduzir.
Quando falo com pessoas já mais antigas ligadas a estas lides, as palavras excelência mecânica e prazer de condução vêm sempre ao de cima.

Hoje em dia isso não existe e eu não acredito que seja impossível construir um Alfa Romeo que seja tão bom produto como o actual mas que dê aquela pica de conduzir.
O exemplo que dei do série 3 foi isso mesmo, um exemplo do que acho que devia ser um Alfa Romeo daquele segmento.
Um automóvel bom all around mas que consegue assegurar, aos entusiastas da condução, bons momentos ao volante.
Não quero que o Giulia seja um série 3 killer. Nem tão pouco quero que um Alfa Romeo se assemelhe a um BMW porque cada uma tem o seu lugar.
Quero é que se assemelhe a este no que toca ao seu conceito.[;)]

Nem mais, até porque o lugar que a BMW tem hoje já foi ocupado pela Alfa.
O problema da alfa é quanto a mim bastante grave porque é algo que se arrasta há muito tempo.

O problema da Alfa é querer conservar uma imagem de desportividade (e qualidade) que foi apanágio na marca mas acaba por vender um produto que não acompanha isso. Ou é por falta de qualidade ou por falta de desportividade, o ultimo Alfa que reuniu verdadeiramente estas duas características foi possivelmente (penso que) o Giulia. A partir daí a Alfa começou num processo descendente que acaba por banalizar a marca e tão grave quanto isso não consegue evoluir tanto na qualidade quanto a concorrência procurando (tal como neste Giulietta) o lucro a curto prazo. Se compararem um Bertone com a concorrência da altura encontram um carro ao nível ou melhor que qualquer outro concorrente. Façam o mesmo com os sucessores e começam a ser notórias as diferenças na qualidade da montagem comparativamente à concorrência alemã e alguma japonesa.

A referência que fizeste marca Bávara vai muito ao encontro daquilo que acho podia ser o rumo a tomar pela Alfa.
Fazer o condutor comum gostar de conduzir é algo que a BMW acreditou ser possível e explorou essa ideia desde o New Class dos anos 60, já nessa época existiam concorrentes bem mais racionais e com maiores vendas mas que hoje estão claramente ultrapassados. A BMW ousou e bem ir consecutivamente melhorando esse conceito.

Por vezes não adianta oferecer ao mercado o produto que se acha que naquele momento faz todo o sentido se depois acaba por não fazer nenhum, gostar de conduzir é algo universal por isso é a que formula BMW continua a fazer sentido. Não é de esperar retorno imediato mas se existir qualidade ele vai acabar por acontecer. Olhem por exemplo para o motor M10 da BWM ou mesmo para a suspensão traseira dos antigos BMW que continuaram a ser utilizadas em carro como e30 (muitas vezes referenciado como o melhor M3) passando até pelo Compact e mesmo o Z3. A BMW apesar de tudo não gosta de mandar dinheiro fora mas fazer bem feito acaba por compensar.

É também aqui uma das maiores criticas dos italianos, o carro tem o problema identificado ou é reconhecido como um modelo com uma determinada característica indesejada, mas na geração a seguir continua a sê-lo e mesmo que seja melhor que o anterior nesse aspecto continua comparativamente à concorrência (que não está a dormir) a ser mais fraco ficando com uma imagem prejudicada para o futuro.
A Alfa devia quanto a mim apostar numa maior simplicidade e pureza no conceito. Não adianta procurar um certo tipo de cliente com botões e modos sport como sendo desportivo se depois há concorrentes que oferecem RWD, 50:50, melhor imagem e qualidade geral.
Na minha ideia a Alfa devia procurar estabelecer uma imagem de qualidade com um produto referência em fiabilidade, eficiente e um verdadeiro cuore que possibilitasse uma verdadeira experiência de condução que podia e isso podia ter de incluir RWD pelo menos no segmento C e superiores. Não optar por oferecer grandes doses de equipamento mas optar por uma mecânica de topo, duradoura, possibilitando depois a personalização do modelo por opção, isto está claro junto com o sentido estético italiano. A alfa já o fez com sucesso, não percebo porque não pode tornar a fazê-lo.
 
Um BMW da mesma época não se portava melhor.
É isso que defenia Alfa Romeo e BMW:a condução exigente mas muito divertida.

Já agora, o 75 foi um belíssimo Alfa ROmeo.
Um digno sucessor de toda a linhagem Alfa ROmeo, mas lembro que o 75 tinha como base os Alfetta dos nos 70.
O 75 sendo já bom para a época, muito mais eram modelos como a Nuova Giulietta e Alfettas em geral.

Sim mas a BMW nos dias de hoje têem a electronica toda a segurar aquilo pelo que tbm ja não é o mesmo, mas claro continuamos a sêr empurrados em vez de puxados e de facto isso faz diferença.
 
Pois eu concordo contigo, mas estamos a falar de coisas diferentes.
Tu estás a falar num Alfa Romeo actual como um produto mais bem acabado.
Um produto melhor (e bem melhor) no global do que os que se faziam há alguns anos.
Mas eu não discuto nem ponho em causa isso. Aliás, penso que já disse que os Alfas de hoje eram mais completos.

Eu questiono é a filosofia Alfa Romeo actual.
Os Alfas sempre foram, ainda há bem poucos anos, automóveis que davam aquele gosto a conduzir.
Quando falo com pessoas já mais antigas ligadas a estas lides, as palavras excelência mecânica e prazer de condução vêm sempre ao de cima.
Vou-te propôr um exercício. Recua 10 anos no tempo e compra com 25.000€ o melhor Alfa novo que puderes comprar de acordo com os teus parâmetros.

Eu faço o mesmo mas no presente.

E comparamos qual dos 2 dá mais prazer de condução [;)]

Até podemos fazer o mesmo para 30.000 e 35.000€.
 
Vou-te propôr um exercício. Recua 10 anos no tempo e compra com 25.000€ o melhor Alfa novo que puderes comprar de acordo com os teus parâmetros.

Eu faço o mesmo mas no presente.

E comparamos qual dos 2 dá mais prazer de condução [;)]

Até podemos fazer o mesmo para 30.000 e 35.000€.

Com o Mad, tens que recuar 30 anos pá.
Para ele sem ser Carburador não vale... vá, pode ser um 90 Injecção. [:p]
 
Fernando AC e Mad:

em tempos no Fórum, falamos... e mais malta o que fazer da ALFA???

Claro que apaixonados como nós, desejavamos uma ALFA com muito poucos carros na estrada e a concorrer com a Porsche, seguindo rumos com o do 2uettottanta [;)]

alfa-romeo-2uettottanta-concept-03.jpg


Mas parece que (ou talvez não) será a Maserati a fazer isso.

A ALFA parece destinada a fazer também papel de FIAT normais.

Sendo assim é essa a ALFA que teremos para já.

Uma coisa é certa, como instituição a ALFA não se livra de ser um portento, como se viu no encontro 100 anos apr:)
Como se vê mesmo aqui, onde os ALFA's não são 1% dos carros mas são adorados por muita % de pessoas e pseudo-odiados (invejados) por muitos [:p]
E o que é certo que o grupo VW, que quer ser o maior do Mundo, não desiste de tentar comprar a mítica ALFA... até já andam a patrocinar pseudo-manifestações em Itália de algumas pessoas a pedir a venda da ALFA à VW [:D]
 
Eu espero que a Alfa continue acessivel aos mortais, como hoje acaba por ser em muitos casos. Sem banalização dos modelos mais especiais.

Uma nova Maserati ou Ferrari de nada me vale... para isso já tenho 5 ou 6 marcas, aquelas que só vejo em fotografia [:D] Ferrari, Lamborghini, Aston Martin, etc...

Deve-se, isso sim, demarcar mais da FIAT e ficar ali num meio caminho acessivel (entre '' '' pois o acessivel só quer dizer que não é exótico apesar de alguns preços terem de ser altos, obviamente) entre as coisas mais modestas e os Ferraris e Cª.

Já agora, também gostava de ver a Lancia mais disperta.
 
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