Mrodrigues
Well-known member
Os problemas que afligem a Fiat/Alfa/Lancia pouco têm a ver com essas percepções.
Porque quando lançam o produto certo, o mercado está lá para lhe garantir o sucesso.
A Fiat, esse simbolo desgraçado, coloca no mercado um carro como o 500, retro-style, com claras aspirações premium (colando-se ao modelo de negócio da Mini), e consegue sucesso considerável, e melhor, um modelo de negócio sólido e muito rentável.
Eles precisavam que todos os novos modelos que fossem lançados conseguissem ser tão assertivos como o 500. E tal como o 500, que fossem modelos que tivessem aquela capacidade única de serem desejáveis.
E isso não é fácil.
Razões para a falta de vendas, na Europa pelo menos, pouco tem a ver com imagem.
Sem colocar os problemas europeus ao barulho (a caminho de menos 4 milhões de vendas/ano do que em 2007, o último ano pré-crise), temos uma gama cheia de buracos; uma latência enorme na substituição ou actualização de modelos em segmentos chave (seg. B e C); nova concorrência muito forte, como a Hyundai e Kia; e a descida a segmentos mais populares por parte do trio maravilha, está a causar verdadeiros problemas aos construtores de preços mais em conta. E aí sim, temos um problema de imagem. Pois o simbolo ostentado por esses novos burgueses são bastante mais desejáveis que os ostentados pelos construtores que dominavam estes segmentos.
Estratégia, estratégia, estratégia, a doença de que padece o grupo, é falta disto...
Como é possível o trio alemão ter descoberto gradualmente os segmentos C e B, e o grupo Fiat querer abdicar de ter a Alfa aí presente (em particular o C), não cabe na cabeça de ninguem tal ideia. E não vale a pena tentar impor a ideia de que existem outras marcas no grupo para aí se fazer representar representar, porque canibalização de modelos é uma idiotice sem sentido, pois a KIA e a Hyundai têm o mesmo target e vendem ambas, no grupo VAG, é o que se sabe, portanto...
DEvem é de uma vez por todas partilhar plataformas, como fizeram com a Opel com o Punto/Corsa, para diminuição de custos de desenvolvimento, e mesmo estes, estão atualmente +/- controlados, porque há plataformas disponiveis relativamente recentes e suficientemente abrangentes em termos de segmento para novos lançamentos (C e D derivados do Giullieta, e para o E, a da Maserati), pelo que só falta lançamento de viaturas modernas e apetecíveis como deve ser um carro italiano.
Na minha opinião, a Alfa tem que ter pelo menos uma gama equivalente à que tinha em meados da decada de 2000 (147,156,166,spyder e GTV), a LAncia pelo menos o correspondente aos 3 primeiros, mais um que fortaleça a imagem de luxo desportivo, um cbrio p ex, e a Fiat, deve ter uma abrangencia total dos segmentos A,B e C, com tudo o que aí é apetecivel, como p ex um pequeno sub, que incompreensivelmente ainda não surgiu.
Como é evidente, o Know how da Jeep deverá ser usado para complementar estas gamas de forma cirurgica.
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