Rosmano my bad não estava atento.
crash..."objetivamente" é adjetivo para a monotonia de alguns construtores alemães que quando um designer deles inova (bangle) cai-lhe a velha guarda toda em cima.
Se os "gordos" são desproporcionais não vejo os proprietários a queixarem-se disso...faz um rewind e vê lá a oferta dos outros em 2005 que é a data do projeto...não está assim tão mal!
Sou um enorme fã do Bangle, dado a procura constante dele em abalar os pilares do convencional.
A administração se achasse que ele estava a estragar, não o teria mantido por lá durante 17 anos, e acho que só o caminho escolhido para o projecto Mega City que originaria o i3 e i8 é que o levou a arrumar tralha e sair.
Quem caiu em cima dele foram os BMW-fanatics, e não a velha-guarda. Acho que foi o primeiro designer automóvel a receber ameaças de morte. Ainda falam dos muçulmanos e caricaturas...
Quanto ao Brera, repetindo-me...
Se analisarmos o carro às partes é excelente. O binómio óticas/grelha é muito bom. O volume traseiro é invulgar, mas casa muito bem também com as óticas horizontais graças à terminação do óculo traseiro em V. As superfícies depuradas e ininterruptas têm a minha aprovação.
É quando encaixas as partes todas numa base em que motor e tracção é tudo à frente, é que percebes o quão inadequado são aqueles volumes e aquele design. O capot é curto e o eixo dianteiro demasiado recuado. Por necessidades práticas a porta também teve de encurtar, obrigando ao vidrinho atrás desta. As overhangs são demasiado grandes... etc.
É um carro para ser apreciado apenas nas vistas de 3/4 frente ou traseira. Tal como um Scirocco, que quando se vê de perfil... ui...[

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O problema, como já disse, foi termos conhecido um Brera concept assente numa base de motor frontal longitudinal e tracção traseira, o que ajuda imenso a originar o conjunto de proporções correctas.
O concept era mais curto, largo e baixo e tinha distÂncia entre-eixos maior, e claro, como qualquer concept, rodas de dimensões generosas.
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[TD="class: data-table-title"]BRERA CONCEPT[/TD]
[TD="class: data-table-title"]BRERA PRODUCTION[/TD]
[TD="class: data-table-title"]DIFFERENCE[/TD]
[/TR]
[TR]
[TD="class: data-table-header, bgcolor: #efede5"]No. of seats[/TD]
[TD="bgcolor: #ffffff"]2[/TD]
[TD="bgcolor: #ffffff"]2+2[/TD]
[TD="bgcolor: #ffffff"]+2[/TD]
[/TR]
[TR]
[TD="class: data-table-header, bgcolor: #efede5"]Wheelbase[/TD]
[TD="bgcolor: #ffffff"]2595 mm[/TD]
[TD="bgcolor: #ffffff"]2525 mm[/TD]
[TD="bgcolor: #ffffff"]-70 mm[/TD]
[/TR]
[TR]
[TD="class: data-table-header, bgcolor: #efede5"]Width[/TD]
[TD="bgcolor: #ffffff"]1894 mm[/TD]
[TD="bgcolor: #ffffff"]1830 mm[/TD]
[TD="bgcolor: #ffffff"]-64 mm[/TD]
[/TR]
[TR]
[TD="class: data-table-header, bgcolor: #efede5"]Length[/TD]
[TD="bgcolor: #ffffff"]4388 mm[/TD]
[TD="bgcolor: #ffffff"]4413 mm[/TD]
[TD="bgcolor: #ffffff"]+25 mm[/TD]
[/TR]
[TR]
[TD="class: data-table-header, bgcolor: #efede5"]Height[/TD]
[TD="bgcolor: #ffffff"]1289 mm[/TD]
[TD="bgcolor: #ffffff"]1372 mm[/TD]
[TD="bgcolor: #ffffff"]+83 mm[/TD]
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[TR="bgcolor: #e2e7ed"]
[TD="class: data-table-title, colspan: 4"]TECHNICAL FEATURES[/TD]
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[TD="class: data-table-header, bgcolor: #efede5"]Engine layout[/TD]
[TD="bgcolor: #ffffff"]front longitudinal[/TD]
[TD="bgcolor: #ffffff"]front transverse[/TD]
[TD="bgcolor: #ffffff"]–[/TD]
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[TD="class: data-table-header, bgcolor: #efede5"]Transmission[/TD]
[TD="bgcolor: #ffffff"]rear wheel drive[/TD]
[TD="bgcolor: #ffffff"]front wheel drive[/TD]
[TD="bgcolor: #ffffff"]–
[/TD]
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[TR]
[TD="class: data-table-header, bgcolor: #efede5"]Wheels[/TD]
[TD="bgcolor: #ffffff"]Pax System 245-690R520A /Pax System 285-690R520A
[/TD]
[TD="bgcolor: #ffffff"]215/55 R16 – 225/50R17 – 235/45R18[/TD]
[TD="bgcolor: #ffffff"]–[/TD]
[/TR]
[/TABLE]
A minha solução para o Brera passaria por algo semelhante ao 8C. Ir buscar a plataforma do Maserati 4200 e aplicar-lhe a carroçaria do Brera por cima.
Seria a arquitectura correcta, e permitiria conservar de forma mais fiel as proporções que são essenciais na apreciação do Brera concept.
Claro que do ponto de vista financeiro/industrial, a coisa nunca daria certo (adaptações necessárias aos motores de 4 e 6 cilindros para o posicionar norte-sul e partilha de hardware onerosa, para outro tipo de preços), mas prontos... pode-se sonhar.[

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Objectivamente, proporções é por onde devem começar todos os bons desenhos. É fulcral.
E podes usar a tua própria percepção para as conseguir, regras assentes em tratados elaborados em tempos idos, ou em regras básicas solidificadas nas muitas tentativas e erros da indústria automóvel para chegar a um resultado convincente.
A monotonia estética nunca vem da componente objectiva do desenho, mas de outras variáveis mais subjectivas. Tentar agradar a todos, não ferindo sensibilidades. Apostar no expectável.
Quando os elementos do Brera são aplicados ao 159, gerou uma criatura muito mais equilibrada. O maior comprimento e distância entre eixos, além dos 3 volumes, contribuiram para um maior equilibrio entre as partes e o todo.
Mas o Brera não é o primeiro nem será o último a sofrer dos males de haver um concept que pouco ou nada tem a ver com a realidade produtiva a ser transferido para uma base desadequada.